26.9.07

Fogo

"No dia em que cravei meus dentes em teu pescoço pela primeira vez, arrepiamo-nos juntos. Tua boca secou e a minha ficou cheia d'água. E água na boca é o que você sempre me deu, sempre dá, e sempre vai dar. Um desejo de desvendar tuas curvas, os pedaços côncavos e convexos desse corpo gostoso e onde sempre sou tão feliz.
Um ânsia de te beijar mais e mais, de te morder, de sentir o balé de nossas línguas em meio a mais um dos nossos beijos espetaculares. De fechar meus olhos e te pedir para fechar os teus, percorrer você com minha boca à procura de uma parte ainda não explorada, de novos gostos...à procura de ti.
Sede de ver acesa a fogueira que arde toda vez em que somos apenas um. Fogueira que nos engole e faz do nosso jeito de fazer amor o mais especial dentre todos os que já experimentei. São tuas as lembranças que guardo quando penso em prazer; porque foi contigo que dividi as melhores labaredas desse fogo que há em mim. E que só se faz completo quando arde junto do fogo que há em ti..."
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