30.4.06

Play-back

Depois de todo o amor, o abraço. O carinho, o sorriso. Rostos próximos, respirações se cruzando no ar. Fez questão de não mudar a paisagem: era bom demais ter aquela vista. Num segundo, milhares de imagens vieram à sua cabeça, desde a primeira vez em que tinham se visto, até o beijo de momentos atrás. Sabia que aquela já era uma longa história...
Não notou, mas o resultado de sua viagem foram alguns longos instantes de silêncio. Silêncio que, naquele momento, era como música. Quando a pergunta veio, respondeu apenas que estava pensando em como a vida reserva surpresas até mesmo para os mais experimentados. Ali, dizia, estava novamente com alguém de corpo adulto e olhar infantil, que parecia rogar o tempo todo por carinho, proteção e amor.
Comentou a ironia daquela noite, quando o mestre da vida parecia ter apertado novamente o botão de "still", deixando que o filme de suas vidas avançasse mais algumas cenas. Não sabia - não sabiam - se o filme chegaria ao final e, se chegasse, também desconheciam se esse desfecho seria ou não feliz. Mas ali, torceram em silêncio para que as próximas cenas fossem sempre felizes. Cenas de parceria, de cumplicidade, de respeito, de desejo. Assim, se um dia o grande
mestre apertasse o botão de "stop" no controle remoto que rege nossas existências, teriam, ao menos, motivos pra rebobinar o filme e, quando desse saudade, assistir mais uma vez.
E começaram a seqüência de cenas felizes com mais um longo beijo...
Postar um comentário