5.4.06

Pelas frestas...

Luz entrando pelas frestas da persiana, olhou para aquele belo corpo na cama. Lençóis bagunçados, atmosfera de prazer espalhada pelo apartamento inteiro. Sorriu. Nada importava mais: se duraria, se aconteceria novamente, se seria tão bom e intenso quanto daquela vez. Não queria respostas, não fazia perguntas. Apenas apreciou a beleza do corpo que descansava. Sorrateiramente, deitou-se de novo e, num abraço, uniram-se mais uma vez.
Luz entrando por entre as pálpebras entreabertas, deixou-se abraçar. O calor que envolvia seu corpo fez seu coração disparar. Queria muito que tudo aquilo durasse, que acontecesse muitas outras vezes, e que sempre fosse tão intenso e bom como fora durante toda aquela noite. Um festival de indagações inundava sua mente, numa enxurrada que só foi interrompida por uma força maior - a daquele abraço gostoso; abraço de corpo todo. Um beijo na nuca e um "bom dia" bastaram para que o dilúvio de dúvidas se dissipasse. Abriu os olhos e viu, naquele quarto timidamente invadido pela claridade da manhã de domingo que, sem dúvida, seu sol estava mais perto do que poderia supor...
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