4.1.10

Sobre a estreia de Dalva & Herivelto...

A conturbada história de amor vivida por Dalva de Oliveira e Herivelto Martins ganha forma de microssérie e estreia na Globo com bom Ibope


Depois do sucesso alcançado no ano passado por Maysa, a Globo parece ter resolvido seguir a fórmula das microsséries baseadas na vida de astros da MPB e lançou na noite de hoje Dalva e Herivelto, uma canção de amor. O capítulo de estreia mostrou que a emissora, mais uma vez, caprichou na produção, cuidando para que cenários, figurinos e imagens do Rio soassem fiéis à época de ouro da Rádio Nacional.
Gostei bastante da série. O requinte do texto de Maria Adelaide Amaral não é novidade para mais ninguém e se mostrou apropriado para narrar a saga da controversa dupla musical. Não sei explicar bem o que é, mas, algo me fez sentir que Adriana Esteves está mais correta no papel que Fábio Assunção. Achei o Herivelto meio caricato, forçado até. Já quando os dois surgem cantando na tela, Fábio pareceu mais natural. A voz de Dalva estranhamente parece não combinar com a dublagem da atriz. Achei artificial...
As cenas no legendário Cassino da Urca foram fantásticas - e o mérito vai para a dupla Möeller e Botelho, que, graças à bagagem construída em inúmeros musicais do teatro, é responsável pela direção dos musicais da série de TV.
O capítulo de estreia de Dalva e Herivelto ficou na casa dos 26, 27 pontos no Ibope. Uma boa marca para o horário. E tem tudo para repetir - ou superar - o êxito de Maysa. Só fiquei sem entender o motivo que levou a direção da série a escalar um ator tão grande para interpretar o Grande Otelo. O legítimo era baixinho, lembram? Em cena, o ator Nando Cunha demonstra ter a mesma a altura que Fábio Assunção. Não fosse essa uma traição à história, seria o caso de rebatizar o personagem com o nome Enorme Otelo...


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