25.10.06

E o satélite, então?

Acordo às sete e meia, ligo a televisão e uma mensagem azul na tela me informa que estou sem sinal. Sonolento, lembro bem de ter pago o serviço - aliás, o valor é debitado automaticamente da minha conta. Não há tempo para longas reclamações ao telefone. Acreditanto que o problema pode ser temporário, ponho um cd pra tocar enquanto tomo café e me apronto pra ir malhar.
Vou. Malho. E volto.
Entro, acalmo os ânimos dos cães loucos por um afago e ligo a televisão. Lá está a mesma mensagem. Ah, não! Pego o telefone e ligo, já bastante descontente. Hugo me atende...
- Em que posso ajudá-lo, senhor?
Digo qual o (meu?) problema. E Hugo continua, idefectível sotaque paulista...
- Então...nós estamos enfrentando um problema com o nosso satélite.
Sim, a tevê é via satélite. Interrompo o rapaz...
- Não vai me dizer que o satélite caiu!
- Então...não, não caiu não senhor! Desde a madrugada ele está passando por uma manutenção. Toda a base de assinantes do Brasil está sem nosso sinal por essa razão.
Todo o Brasil sem sinal? Esbocei um sorriso. Sempre é bom a gente se sentir parte de um grupo. É a tal sensação de "pertencimento", da qual tanto falam os educadores...
- Mas....- insisti, controlando o sorriso do pertencimento - há uma previsão de retorno do sinal?
E Hugo:
- Então, ele deve retornar ainda hoje. Posso ajudá-lo em mais alguma coisa?
Deixei o sorriso fluir. E respondi, a la paulista:
-Então...era só isso! Obrigado!

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