18.6.07

O reencontro...

O primeiro amor é aquele que aparece quando a gente nem sabe que ama. E quando nem faz idéia do que seja esse tal sentimento. Parece um querer bem, confunde-se com um carinho mais forte, com uma amizade mais especial. Mas...que nada! Lá está ele: querendo encurtar distâncias, diminuir os intervalos entre cada encontro, querendo um algo mais que parece enigmático demais para se compreender o que é.
Tinha vivido isso com ela. Contava os dias da semana para que chegasse o sábado e, quando ele chegava, contava as horas até que viesse o momento de vê-la. E quando a via, contava cada segundo até que, enfim, pudessem experimentar as delícias de se estar apaixonado. Tudo escondido! Tudo de um jeito inocente e atrapalhado, como eram os dois na época.
Um dia, tudo virou amizade. Não houve sofrimento. Deixaram pra sofrer só no dia do adeus, quando se viram diante de uma bifurcação que mandou cada um pra um lado...
Mas a vida não pára. O tempo não pára. Vieram novos amores, novos amigos, novas risadas. Novos tempos. Ciranda da vida rodando sem parar, anos e anos sem notícias um do outro. Até que, num dia desses, reencontraram-se. Olhou pra ela e viu que tudo estava ali: o mesmo jeitinho estabanado, o mesmo modo de sorrir, o mesmo quê de tristeza dentro daqueles olhos que parecem faiscar uma alegria imensa. Bastaram poucos instantes até perceber que era como se o tempo nunca houvesse passado. Conversaram mais um pouco e notou que a tal bifurcação não havia desfeito o laço de amizade que os unia. Sentiu-se bem por vê-la bem, bonita e feliz.
E se é verdade que a vida nos oferece uma lição todos os dias, percebeu que aquele reencontro lhe trazia uma dessas aprendizagens. A de que nem sempre o melhor desfecho para as coisas do coração é aquele que a gente imagina. Que nossos sonhos de amor e felicidade, muitas vezes, são pequenos demais perto de todo o contentamento que a vida pode nos trazer em surpresas como aquela, vivenciada no dia em que reencontrou sua primeira namorada...
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