27.6.07

Desjejum

Provaram um da boca do outro quando a luz do sol ainda estava tímida demais para clarear todo o quarto. Beijo longo, saboreado em cada milésimo de segundo. Beijo quente, adoçado com várias pitadas da paixão que os unia.
Banquete servido, resolveram degustá-lo...
O sabor não era apenas um, carregava vários outros gostos em sim. Ora azedo, ora docinho como mel...ora ácido, cítrico, cortante como era o desejo que nutriam um pelo outro. E que os nutria. Comiam com os olhos, olhando para o espelho. Comiam com as mãos, que passeavam por seus corpos ardentes, molhados...melados. Comiam até no jeito de respirar e de sussurrar os elogios que davam um toque apimentado à refeição.
Com a alegria de quem está diante de seu prato predileto, experimentaram-se, deliciaram-se...mas não se fartaram. Nunca se fartariam um do outro; e era essa a certeza que mantinha viva a chama que fazia daquele o melhor, mais especial; o principal prato que já haviam provado. E que viriam a provar ao longo de suas vidas...
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