21.6.07

Eu, um quase-Otávio...

Quando nasci, eu não era Murilo ainda. Era pequeno, tinha cara de joelho - como dizem que os bebês têm - e minha mãe queria me chamar de Otávio. Sim, eu quase fui um Otávio a mais na face da Terra. O nome foi deixado de lado graças a um pedido de uma tia-avó, que sugeriu que minha mãe me desse o meu nome...
Não me imagino não sendo um Murilo. Mas, fazendo o documentário sobre a minha vó, reencontrei essa tia-avó que escolheu que a família teria seu primeiro Murilo quando eu nasci. Ela me contou a história; disse que "tomou emprestado o nome de um amigo da roça", "gente muito boa". Achei graça do jeitinho dela de me contar aquilo e, hoje, editando o filme, lembrei disso. E fiquei pensando como eu seria se fosse Otávio. Ou melhor...será que Otávio seria eu mesmo?
Do ponto de vista da numerologia, acho que não haveria grandes mudanças: assim como MURILO, OTÁVIO também tem seis letras. Mas a relação de uma pessoa com seu próprio nome é algo muito intenso, muito importante. E, sei lá...tenho sido Murilo há quase 27 anos. Nunca me passou pela cabeça ser algo que não esse que sou. E esse que eu sou é o único que sei ser, e não o vejo atendendo por outro nome que não esse, de seis letras, que começa em M e termina em O.
É...esse post foi mesmo uma grande divagação...
Postar um comentário