É...quase meia-noite e continuamos sem fotos hoje. Parece que o blogger deu um xabu generalizado...assim que der, se é que vai dar, eu posto as fotos do show que ilustram o post abaixo...
31.7.06
UNIVERSO PARTICULAR: comunhão musical
Durante todo o show, dava pra ouvir aquele coro baixinho seguindo a cantora em suas canções. Era como se todos cantassem aos sussurros para não atrapalhar a artista que estava no palco. E que artista! Dona de uma voz que já "pega" a platéia na primeira música, "Infinito Particular", tocada - e cantada - na escuridão total. Em dois momentos, quando os holofotes iluminam o rosto da cantora, aplausos. Prenúncio de uma noite de um entrosamento total entre Marisa Monte e seu público.
E a cantora sabe agradar. Faz inúmeras brincadeiras com o público, demonstra estar com o melhor dos humores, e conta histórias sobre suas canções. Tem aquela, feita num DDI Europa-Brasil; tem aquele sambinha da década de 50, resgatado da tradição oral...e tem tantas outras...!A sacação do cenário foi mesmo genial! O balé dos blocos de luz é perfeito, com destaque para dois momentos: "Segue o Seco", quando Marisa parece dançar tendo uma das gruas usadas na iluminação como partner; e "Velha Infância", quando o palco todo baila ao shom do hit-romântico dos Tribalistas.
O único senão, pra mim, é "Pernambucobucolismo". Já não era bom no disco, e também não acrescenta muita coisa ao show. Mas não chega a comprometê-lo.
No finalzinho, "Nada é proibido" e a cantora distribui balas para o público, seguindo uma letra que junta "jujuba, paçoca, doce de abóbara"...bem legal!
Muito bom show! Destaco "Vilarejo", "Pra ser sincero", "Meu canário", "Segue o Seco", "Tema de Amor", "Satisfeito" ("a história de um cara que foi abandonado e ficou feliz da vida...porque é possível ser feliz só"), "Até Parece"...muita coisa a ser destacada! Melhor dar a dica: quem não foi - ainda - tem - ainda - a chance de conferir esse belo espetáculo no próximo final de semana aqui no Rio. E ainda vai poder cantar, bem no finalzinho, regido pela Marisa.
É a tal "comunhão musical", que ela tanto prega e que faz tanto bem a todos nós!
*assim que der eu posto algumas fotos. O Blogger não tá ajudando muito hoje não...
30.7.06
Bom filme!
Parto daquele princípio de que tudo o que a Fernanda Montenegro faz deve ser visto. Mesmo que com atraso, como foi o meu caso com esse filme. "O outro lado da rua" conta a história de Regina, uma senhora aposentada e solitária, moradora do bairro de Copacabana. Sob o psudônimo de "Branca de Neve", ela atua como informante da polícia - sim, ela é X9 - e se apega ao ofício para esquecer sua solidão.O drama da personagem é bem interessante. Os momentos de humor são ótimos, e a dona Fernanda dá mais um show! E conta com um parceiro à sua altura: o (já) saudoso Raul Cortez. Vale muito a pena!
29.7.06
Buscando o empate*
Aquele estalo foi seguido de um profundo ardor em suas bochechas. Não tivera tempo de desviar, o tapa dela havia lhe acertado em cheio! O primeiro impulso foi pelo revide, chegou a erguer o braço direito. Baixou em seguida, amava-a demais para ter coragem de devolver aquela agressão. Em vez disso, puxou-a pelo braço e beijou-lhe a boca, com uma volúpia que não experimentavam há tempos. A respiração tornava-se cada vez mais intensa, línguas enroscadas que pareciam repetir as juras de amor de sempre.
Ela chorava pela traição, mas não tinha força para resistir aos sentimentos. Ele chorava arrependido, e queria provar que tudo tinha sido um erro, uma fraqueza; uma dessas arapucas que o destino costuma armar na vida da gente. Beijando-se, foram para o quarto. Roupas arrancadas, lingerie rasgada. Fervor. Intensidade. Paixão.
Amaram-se até alta madrugada, até que, exauridos, adormeceram. Ou melhor, ele adormeceu. Sorrateira, ela fez que dormiu até se certificar de que ele já roncava. Aí então se levantou, banhou-se, perfumou-se, vestiu-se, passou o mais vermelho dos seus batons, calçou a mais alta de suas sandálias e escreveu um bilhete. Na ponta dos pés, saiu...
Os primeiros raios de sol o acordaram. Sorridente, nem se importou ao ver no espelho do banheiro as marcas dos dedos da mulher carimbadas em sua face - lembranças da bofetada da véspera. Procurou-a na cozinha, no quintal. Estranhou a ausência naquela manhã de domingo; sabia que ela não trabalharia naquele dia. Voltou ao quarto e, no criado-mudo, encontrou a pista. Um pedaço de papel. A letra era dela:
- Eu te amo, você sabe! E vou te amar sempre! Mas, não quero ganhar nem perder nesse nosso amor! Então, pra que a gente possa continuar a viver bem, fui buscar o empate...volto pro almoço...!
* mais um esboço de crônica. Só pra não perder o costume...
Até Parece
"Deixa o amanhã dizer". Com esse verso, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Dadi e Arnaldo Antunes encerram essa bela canção.
Pra mim, o verso sintetiza uma bela filosofia de vida também...
E para os fãs da Marisa, como eu, o clipe da música. "Mais um oferecimento" do YouTube.
28.7.06
Rio Esfumaçado...
Muitas matérias em toda parte sobre a estiagem aqui no Rio. Quase 30 dias sem chuva, e o resultado é terrível: vários focos de incêndio na mata, ar seco, e um insuportável cheiro de fumaça - que, inclusive, atrapalhou minha corridinha de 5km hoje!No hemisfério norte, gente morrendo de calor! Numa das reportagens que vi na Globonews, falava-se da morte de mais de 15.000 cabeças de gado num estado norte-americano. Calor também em Paris, com direito a banho em chafariz e nas fontes da cidade.
Bom momento pra se perguntar: qual o preço que vamos ter de pagar por essa exploração insustentável dos recursos hídricos e da natureza em geral? E que semente estamos plantando para as próximas gerações colherem?
Nada animadora a perspectiva a longo prazo...e olha que sou otimista!
E, em curto prazo, um alento. Parece que vem aí uma frente fria...
27.7.06
Copada
Comecei meu dia fazendo uma longa - e deliciosa - entrevista com a professora da UFF, Maria Ciavatta. Na pauta, a história e a evolução das relações de trabalho ao longo do século XX. No meio do papo, a professora disse que vivemos uma crise de valores. Não de valores ético-cristãos, que as religiões sempre pregaram. Mas de valor humanitário; de valor da vida. Ela disse muitas outras coisas interessantes, mas essa frase ficou martelando na minha cabeça.
Voltei pra TV, acessei a internet e, na home dos principais portais, a notícia da agressão ao ator - e ex-paquito - Cláudio Heinrich, numa boate aqui do Rio. Li e logo lembrei da frase da minha entrevistada. Caramba, como alguém pode quebrar um copo na cara de uma pessoa, só porque ela não quer tirar uma foto? Ou por qualquer outra razão! Que coisa mais animalesca! Tão instintivo que o próprio agressor parece ter arrebentado a mão também, com os estilhaços do copo.
Lendo notícias como essa, não dá pra não concordar: a vida tá valendo muito pouco mesmo! E tem muita gente por aí que não vale nada!
Universo Particular: EU VOU!!!
Pois é, quase que não encontrava mais ingresso. Mas tá aqui do lado o pedacinho de papel que me fez mais feliz hoje. Apesar de curtir muito o som da Marisa, de ter os dvd's dela, de saber de cor muitas de suas letras, e de achá-la uma das melhores cantoras desse país, nunca tive o prazer de vê-la, ao vivo, num palco. Uma grave falha de conduta que eu resolvi corrigir...Todas as resenhas do show que tenho lido tecem só elogios. Ao repertório, à cantora, ao cenário, à iluminação. Cheguei até a ler que se trata do melhor show do ano. Espero que seja mesmo. E, aqui dentro, algo me diz que deve ser. Afinal, Marisa ficou seis anos longe dos palcos e é natural que queira voltar bombando!
Depois digo aqui o que achei...
26.7.06
Bola de neve
Depois de um dia de trabalho, você chega em casa, janta, vê um pouquinho de televisão e resolve acessar a internet pra ler e-mails, visitar os teus sites prediletos e etc. Tudo normal até aí, né? Pois bem...só que, logo na sua caixa de entrada, um e-mail enviado por um amigo traz uma notícia que, supostamente, deveria lhe soar como uma bomba: o orkut estaria ordenando que os usuários atualizassem seus perfis. A idéia é acabar com os perfis falsos. Ainda segundo o e-mail, num tom meio apavorado, quem não fizer a atualização vai ter seu perfil atual excluído pela administração do site...
Cara, ninguém merece! A gente vive num mundo tão doido, tão cheio de problemas...e tem gente que inventa uma piração dessas! Gente que admite ser "chatageado" por um site - que, aliás, precisa dos seus usuários. É, quem precisa de mim é o orkut, eu não preciso dele! Quem eu queria encontrar já encontrei, já tenho os e-mails, já refiz os laços. Sem contar as pessoas que estão na lista e encontro todo dia, e as que nem encontro nunca, mas estão lá!
Agora, o mais chato de tudo isso é esse pessoal que repassa essas mensagens bobocas, fazendo a bola de neve crescer cada vez mais, sem comprovação nenhuma!
Muito sacal!!!
Tempestade no deserto
Podia sentir a areia batendo na cara, quase cortando sua pele. Estava no deserto, e aquela era uma tempestade. No horizonte, mais e mais areia. Mais vento. Mais dor. Mais solidão.Queria gritar, mas não tinha voz. E também não haveria quem pudesse ouvir. Nem vir em seu socorro. Não adiantava. Nada parecia capaz de lhe tirar daquela situação. E tudo aquilo já durava mais do que poderia suportar.
Já sem forças, quase se atirando ao chão e se entregando à areia que lhe queria engolir, tentou lembrar de como foi parar ali. Como as coisas chegarem aquele ponto? Como havia permitido que chegassem aquele ponto?
Não parava de se fazer perguntas. Ali, no meio daquela imensidão deserta e só, não tinha sequer condições de buscar respostas. Se é que havia resposta.
Só, só sabia que precisaria sair daquela situação...
24.7.06
(re)Start
Despertador. Café da manhã. Cachorro abanando o rabo. Banho. Escova e pasta de dente. Meia, tênis. Bermuda, camiseta, boné, óculos escuros. Bicicleta...Lá fora, céu azul. Sol. Ar fresco, copas das ávores sacolejando. Gente andando, gente correndo, gente pedalando. Alonga perna. Alonga braço. Estica. Corrida. Suor, cansaço. Papo furado. Cinco quilômetros...
Água. Alívio. Sensação de faxina. Na mente, que mandou pra bem longe as nuvens escuras que pairavam por ali. No corpo extenuado, o prazer pela superação de mais um limite. Mais papo furado. Bicicleta. Pedaladas na marcha pesada..
Chave. Portão. Cachorro - sempre fiel - abanando o rabo. Banho. Jornais...E começa tudo de novo...
[]s pra quem é de []s, Bj pra quem é de Bj!E uma excelente semana pra todo mundo!
Crônica de um flerte*
Poderia jurar que o suor da tulipa tinha a mesma causa do seu: o forte calor que assolava o Rio naquela fim de tarde de inverno. Afrouxou a gravata na saída do escritório e decidou: merecia aquele chope. O dia, além de quente, tinha sido infernal também do ponto de vista do trabalho: nada tinha saído como previsto no fórum!
Parou no mesmo bar de sempre, pediu o chope bem gelado e sem colarinho de sempre. Tomou o primeiro gole devagar, saboreando bem a bebida; como se rogasse para que ela levasse consigo todos os problemas que trazia entalados na garganta. Olhos fechados, sentindo o gosto do chope na boca, tomando conta de suas entranhas, refrescando, relaxando, coroando aquele momento só seu. Abriu os olhos. E viu. Não, o momento não era mais apenas só seu...
Sentada numa mesa cheia de mulheres, lá estava ela. Os cabelos pretos, ondulados, pendiam um pouco abaixo dos ombros. Soltos, sacudindo ao sabor do tímido ventinho que começava a soprar. Um lindo colo exposto numa blusa meio hippie; um olhar festivo emoldurado por um par de sobrancelhas grossas e negras. Alice era o nome dela, Maurício ouviu quando uma das moças chamou.
Alice também já tinha reparado nele: adorava caras de terno. Bebendo uma caipirinha, ela fazia charme. Sorria com o cantinho da boca quando as amigas apontavam para o cara encostado no balcão que estava olhando para ela. Sorria com o cantinho da boca e baixava os olhos, para logo levantá-los novamente, encontrando os olhos de Maurício.
As amigas dela encorajavam, ressaltavam os atributos físicos do rapaz e a ausência de uma aliança em sua mão esquerda. Mas Alice era tímida demais. E Maurício também. Por volta do terceiro chope, ele pensou seriamente em ir até a mesa das moças e perguntar se teria problema em se sentar ali. Mas logo desistiu: elas poderiam não gostar. E o bar nem estava tão cheio assim, não faltavam cadeiras pra se sentar. Inclusive ali mesmo, ao seu lado, no balcão.
Alice estava na segunda caipirinha, e seu sorriso já não era mais tão disfarçado. As amigas instigavam para que se levantasse e, numa providencial ida ao balcão - "para apanhar guardanapos" - ficasse ao lado do "bonitão de terno". Que nada! Nem o álcool lhe daria essa coragem. Até que chegou Hamilton, que trabalhava na mesma loja. Ele logo se juntou ao grupo de moças - sentando-se ao lado de Alice e envolvendo-a num abraço.
Do balcão, Maurício viu a cena. Fechou os olhos de novo, como se para apagar o que tinha acabado de ver. Tomou de uma vez o chope restante na tulipa. É o namorado dela, é claro! Pediu a conta, quinze reais. Tá caro! Claro que uma morena dessa tinha que ter namorado! Não, não, pode ficar com o troco. Saiu sem olhar para a mesa.
Na mesa, as moças ficaram em polvorosa! Eram unânimes ao apontar Hamilton como o pivô do fim daquele flerte! Loiro, forte, tatuagem no braço; abraçando Alice. "É claro que o engravatado ia pensar que você é namorado dela!!!"
Hamilton sorriu: "Ah, não tenho culpa! Nem ia parar aqui...só que quando vi aquele bonitão parado no balcão, não resisti!"
*Criei esse blog para exercitar a escrita. Acho que todos meus amigos já sabem disso. Só que, não sei bem por qual razão, os textos que escrevo aqui têm - salvo raras exceções - narrativas e temáticas muito parecidas. Em parte, eu acho, por uma adequação ao meio (textos extensos demais na internet são um saco); e, por outro lado, por uma preferência minha por discutir - inclusive comigo mesmo..rs... - questões como o tempo, a alegria, a saudade...sentimentos. Além das eventuais críticas de shows, músicas, programas de TV e livros.
Pois bem. Hoje, cansei um pouco desse universo. E cá está essa crônica...
22.7.06
Coisas do tal destino?
Uma amiga muito querida me contou uma história triste. De um casal jovem, apaixonado, cheio de vida e com todos os motivos do mundo pra ser feliz. E que já estava sendo quando, num piscar de olhos, ele se foi pra longe dela. Pra longe de todos que o amavam, pra longe de todos que tanto queriam ver os frutos daquela união. Deixou-a sozinha, triste e chorosa, sofrendo com a morte de seu grande amor.O tempo passou. Para ela, deve ter sido uma eternidade. Mas não foi muito tempo. E chegou o dia em que ela julgou ter forças para superar toda a tristeza, para driblar toda a dor e recomeçar sua vida. Os parentes e amigos apoiaram aquela iniciativa, certos de que aquela moça tão querida ainda teria muito pra viver; muitos motivos pra sorrir. E lá foi ela: mudando de cidade, mudando de emprego, buscando novos horizontes.
Nessa semana, um acidente interrompeu essa busca. E ela, que já estava longe de todos, foi ainda pra mais longe.
Só se espera que, agora, quando todos que a conheceram sofrem e choram tanto, ela já esteja novamente pertinho de seu grande amor...e assim, talvez, essa história nem seja tão triste...
21.7.06
Carnavália
A música tem mesmo um poder incrível. Conheci essa canção recentemente, com MUITO atraso, como dirão logo os mais "antenados" no assunto - e eu concordo. O fato é que o trabalho dos "Tribalistas" não "me pegou" na época do lançamento do disco, e meu conhecimento acabou ficando restrito aos hits "Já sei namorar" e "Velha infância".
Bom, mas como a arte é imortal, encontrei um vídeo dessa música no YouTube, na interpretação de uma cantora que eu até prefiro não dizer quem é - já tá ficando chato, admito! E gamei! Na canção, claro! Afinal, na cantora eu já sou gamado há bastante tempo!
Segue a letra:
Tribalistas - Carnavália
by Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes
Vem pra minha ala que hoje a nossa escola
Vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória
Neste lugar
Vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória
Neste lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar
Na Portela tem, Mocidade, Imperatriz
No Império tem, uma vila tão feliz
Beija Flor, meu bem, a porta-bandeira
Na Mangueira tem morena da Tradição
Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar
Estou ensaiado para te tocar
Repique tocou, o surdo escutou
E o meu coração (tamborim)
E o meu coração (tamborim)
Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mim
Lá lá lá...
Muito bom! E um muito bom final de semana pra turma toda!
[]s pra quem é de []s e Bj pra quem é de Bj!
20.7.06
Front sem fim?
Na hora do jantar, vendo o telejornal, dei de cara com algumas crianças. Lindas. Libanesas, imersas no mais profundo caos, e, ainda assim, sorridentes. Será que ignoram o horror que as cerca? Será que desconhecem a maldade dos homens? Será que sabem o que é seqüestro? Será que conhecem as regras de uma guerra, onde sempre morrem os civis inocentes?
Será que têm esperança? Será que acreditam num futuro melhor? Será que sonham?
Será que ainda sonham?
Cara, que mundo é esse? Terceiro milênio e ainda tem gente - poderosa, para nossa infelicidade - que crê nas bombas e mísseis como melhores opções para dissolver conflitos. Gente que não se compadece diante de tanta dor e sofrimento causados por essa e por tantas outras mancadas bélicas espalhadas por esse mundo...
Coisa triste...dá vontade de ir correndo para o tal Vilarejo*, que a Marisa anuncia naquela canção linda...
Aliás, o show dela estréia hoje aqui no Rio. Só mesmo a arte pra desopilar nossos fígados diante de tanta coisa ruim por aí...
*E pra quem ainda não viu, AQUI está o clipe da Marisa Monte. Bem bacana!!! Powered by YouTube.
Agora sim!!!
Depois daquela data meio fake, que inventaram na internet algum tempinho atrás, chegou o dia de celebrar as amizades.
Sem mais delongas, agradeço a todos os amigos por compartilharem comigo os bons e maus momentos dessa nossa jornada por aqui!
Abraços e beijos em todos! E feliz dia do amigo!!!
19.7.06
Someday
Um dia desses, quando não houver mais medo de ferir nem de ser ferido, quem sabe? Quem sabe o ponto final saia dali ou, melhor que isso, vire vírgula. Ou, quem sabe? Quem sabe um ponto continuativo, indicando que a velha amizade vá sair ainda mais fortalecida do meio de toda essa confusão daqueles últimos tempos. Quem sabe?Quem sabe possam se sentar juntos e rir de tudo, das dúvidas e das lágrimas de hoje? Quem sabe se as mágoas do 'agora' não irão se transformar em laços ainda mais fortes no futuro?
Ninguém sabe. Apenas pode ser. Mas também não pode. Tudo é incerto, tudo é incógnita. E aí que mora a beleza da vida...
SPFW: I U KIKO*?
As notícias sobre o evento estão em todo lugar. Quem desfilou onde; quem causou mais tumulto; quem tava na platéia de quê; a tendência; o que não é tendência, etc! Mas...não sei não, pode até ser implicância minha, mas tenho a nítida impressão de que ninguém se interessa tanto assim pela SPFW (a semana de moda de São Paulo). Amigos não comentam, familiares não comentam...parece que aquele carnaval todo nem existe.Sei que é importante. Sei que emprega muita gente. Sei que é 100% business. Mas precisa desse espaço todo na mídia mesmo? Revista de celebridade tudo bem, mas sempre destaque nas homes dos principais portais? Sei não...
*traduzindo: I u kiko tenho com isso? Sim, é isso mesmo: aquela velha brincadeira idiota dos tempos de criança...
Último ato
Fiquei triste com a morte do Raul Cortez. Grande ator, com uma galeria de interpretações inesquecíveis. Mesmo! Eu, por exemplo, logo associo a sua imagem à novela "Brega&Chique", de 1987 (quase vinte anos!!!)
Mas uma hora essa hora chega pra todos nós. Bregas e chiques...que descanse em paz!
18.7.06
A TV novelizando a vida real...
Esse caso Richthofen está fazendo a festa dos programas populares da televisão. E a história é tratada como se fosse novela. "A moça rica e má que se junta aos irmãos pobres num plano para herdar a fortuna dos pais". Com direito a um irmão mais novo, que parece repetir o clichê do "pequeno órfão". Francamente! Isso está longe de ser jornalismo, está longe de prestar qualquer tipo de serviço à sociedade.
Mostrar um link com imagens de uma perseguição ao carro que leva a moça ao tribunal, sinceramente, é interessante pra quem? O que essa perseguição acrescenta a vida do telespectador, caramba?
Gosto de televisão, mas acho que ela costuma errar feio na cobertura de casos desse tipo. Agora, na internet, leio trechos do depoimento do irmão da Suzane. Muito triste a história desse rapaz. E sei que, certamente, será um prato-cheio para os programas vespertinos de amanhã...uma pena!
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