4.4.10

Olhar caribenho...

Os pés apressados levantam poeira da terra seca. Chão batido, seco. Árido como o coração daquele corredor desesperado. Ansioso para ver novamente aqueles olhos caribenhos, pintados com o mais puro verde que pode haver.
E por que corre o rapaz?
Corre para mergulhar de novo naquele amor, para encher daquele perfume os pulmões, para tocar aquelas mãos macias e provar uma vez mais o gosto daquela boca; mistura perfeita de inocência e devassidão. Boca-convite ao mais puro dos beijos e aos mais insólitos delírios de prazer.
Corre desembestado, qual boiada solta no pasto verde sem comando. Corre desesperado, na ânsia de deixar para trás, imerso na poeira, um passado de solidão e angústia.
Corre para um amor que nem sabe ao certo onde está. Mas segue na corrida pensando que, se possível fosse escolher, seria bom demais viver mais um amor em que pudesse mergulhar num olhar translúcido, sincero, puro e belo. Como aquele olhar de tons caribenhos...
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