26.4.10

Legendários: sobrou oba-oba e faltou graça no novo programa de Mion...

Responsável pela concepção e pela direção-geral do programa, Marcos Mion esqueceu de se preocupar com a graça...
Vi pouca coisa de Legendários. E por um motivo bem simples: o programa é chato demais! Pretensioso, funciona numa espécie de antítese televisiva: a atração que não atrai...
Depois de tanta balbúrdia, todos esperavam que o elenco montado por Marcos Mion oferecesse algo de realmente novo para o humor televisivo. Mas o ex-VJ tem demonstrado, desde a estreia, que a equipe não foi muito feliz ao bater no liquidificador elementos do Pânico, do CQC e da MTV dos velhos tempos. O resultado é uma gororoba difícil de engolir. E de fazer rir.
Como exemplo, cito um quadro patético no qual uma repórter - caracterizada como uma teenager - tentou fazer graça ao entrevistar os sertanejos Chitãozinho e Xororó. Fazendo perguntas bobocas, evoca uma atmosfera consagrada pela trupe do CQC no quadro do Repórter Inexperiente. Mas sem roçar a graça atingida pelas matérias que lançaram Danilo Gentili na TV.
Outro quadro constrangedor coloca equipes dos Legendários em links, diante da residência de algum envolvido numa polêmica recente. Já teve a tentativa de entregar uma pizza ao ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. E, no último sábado, o circo foi armado diante da casa do técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga. O motivo? Uma campanha pela convocação de Neymar. A (tentativa de) gracinha, aliás, despertou a ira do capitão do Tetra, que apelou para a polícia.
Mion gosta de dizer que o time do Legendários acredita que pode mudar o mundo. Pretensão demais. Poderiam começar essa revolução tentando, de fato, fazer o público rir nas noites de sábado. Porque, do jeito que tá, conseguiu superar o Zorra Total. No que tem de pior, claro...
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