11.9.06

1826 dias

Lembranças tristes do dia em que o mundo mudou... Posted by Picasa
Estava no meio da aula de Redação Jornalística quando o mundo mudou. Ali, analisando recortes de jornais e de revistas, eu não poderia supor que o planeta inteiro parecia caminhar para o olho de um furacão.
Na saída da aula, eu vi que algo de grave tinha acontecido em Nova Iorque. Liguei pra casa, e minha mãe disse que se falava no início de uma possível 3ª Guerra Mundial. No ponto, onde esperava a van para ir pra TV, outro televisor repetia à exaustão aquelas imagens, e só então fiquei sabendo que dois aviões haviam se chocado com o World Trade Center. A maior tragédia que eu já tinha assistido na vida.
Na van, as emissoras do Sistema Globo transmitiam em cadeia. All news, até na FM! Caía uma chuvinha fraca, e, conforme eu ia passando pelo Méier, ficava cada vez mais espantado com o tamanho daquele acidente. Sim, até então se falava muito vagamente na possibilidade de tudo aquilo ser fruto de um plano dos terroristas.
Quando entrei na TV, a Globo já tinha até vinheta para sua cobertura! E já se sabia que aquele tinha sido o maior e mais grave atentado terrorista de todos os tempos. Lembro bem de ver as entradas, ao vivo, da excelente Zileide Silva, direto da ilha de Manhattan. Segura, cheia de informações relevantes. Perfeita!
E foi quando vi as imagens que mais me impressionariam: pessoas desesperadas, acuadas acima dos pontos por onde os aviões tinham entrado nas torres. Pessoas sem saída, que encontraram no salto para a morte a melhor alternativa para escapar daquele inferno na Terra.
Eu e meus colegas de trabalho ficamos hipnotizados com aquelas cenas. E penalizados, quando as torres desmoronaram, pondo um ponto final em qualquer esperança de que ainda se pudesse poupar mais vidas.
O mundo inteiro levou meses para contar os mortos, vítimas de uma covardia sem precedentes. Hoje, sabemos que foram quase 2.800. E também sabemos que naquela manhã de 11 de setembro, há cinco anos - há exatos 1.826 dias - a Terra pareceu dar grandes passos para trás. Rumo ao tempo da barbárie, ao primitivismo. Passos para a escuridão de uma era de violência e terror.
De onde não saímos até hoje...
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