21.8.06

Sobre Elis e Maria Rita...

Mãe e filha: talento indiscutível...Posted by Picasa
Quando a Elis morreu, eu tinha pouco mais de um ano de vida. O que significa que não curti os shows, não acompanhei os programas que ela fez na tevê e, é claro, não senti a dor da orfandade que abateu todo o país naquele 19 de janeiro de 1982. E mesmo com a televisão mostrando sempre alguma coisa da Pimentinha, sempre vi muito pouco dela.
Mas desde que a Maria Rita surgiu - pra mim, como uma excelente cantora, e não com o rótulo de a "filha da Elis" que tanta gente tenta colar nela - a minha curiosidade sobre a Elis Regina cresceu. Vontade de conhecer mais aquela mulher, grande cantora, intéprete inesquecível de tantas e tantas obras primas da MPB - que, aliás, sempre estiveram nas minhas playlists...
Na semana passada, de uma tacada só, comprei os dois DVD's da Elis que estão disponíveis no mercado. Um, do programa "Ensaio", produzido em 1973 pela TV Cultura. Bom pela entrevista sincera da artista, fraco pela qualidade do áudio. O outro, "Elis Regina Carvalho Costa", produzido em 1981, na série "Grandes Nomes", pela TV Globo. Bom pelo áudio, peca - na minha opinião - pela falta de uma entrevista com a estrela. Apesar de ter uma bem bacaninha com o Daniel Filho, que dirigiu o programa.
Fiquei impressionado! Demais! Mãe e filha são mesmo muito parecidas. No jeito de falar, numa certa timidez provocante, e - é claro - no inegável talento pro canto. Elis e Maria Rita tomam a platéia na unha, sabem arrebatar nas canções românticas e contagiar nos sambinhas e afins. Duas excelentes cantoras!
Um amigo, que sabe que eu gosto da Maria Rita, fica me provocando dizendo que ela passou a vida toda vendo os vídeos da mãe, pra que, quando lançasse sua carreira, pudesse fazer tudo igualzinho. É um prego mesmo!
Não vale comparar quem é melhor, não importa! O que importa é ter duas cantoras desse quilate preenchendo nossos ouvidos, tomando nossas vistas com tanto talento. E emocionando através da música.
E isso tá mais do que provado que as duas fazem como ninguém. Vai ver é genético...
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