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26.10.08

E, mais uma vez, as urnas falaram...

Altíssimo o percentual de abstenções no segundo turno carioca. Pensar que 20% dos cidadãos da cidade deixaram pra trás a oportunidade de definir os rumos que o Rio tomará nos próximos quatro anos demonstra, além de um certo desencanto com a política, um completo desapego com o nosso lugar. É claro que há, sempre, os que são impedidos de votar por algum imprevisto. Mas, segundo especialistas do próprio TRE, esse índice tem variado - nos últimos pleitos - entre 12 e 14%.
Os 6% que se somaram à essa estatística hoje poderiam, por exemplo, ter mudado o resultado das urnas...
Resultado que gerou protestos na blogosfera: Rosana Hermann, por exemplo, fechou seu blog por hoje - e vale lembrar que trata-se de um dos blogs mais visitados do país. Em protesto, ela anuncia que só volta a postar amanhã...
Fato é que a democracia é assim. E que é soberana a vontade de maioria - mesmo quando ela é tão pequena, como no caso do Rio. Agora, cabe a todo carioca o papel de fiscal, acompanhando permanentemente os passos tomados pelo prefeito eleito; cobrando o cumprimento de suas promessas e, claro, torcendo para que ele possa fazer um bom governo.
Porque se o resultado das urnas apontou uma divisão tão marcante nas concepções políticas dos cariocas, num ponto todos devem concordar: o mais importante é que a Cidade Maravilhosa seja bem cuidada...

22.10.08

Agora é guerra?

O Blog do Noblat é um daqueles que visito sempre que tenho um tempinho. Dispensa apresentações, mas vale apenas dizer que o empenho do coleguinha em ter sempre notícias frescas por lá é uma aula pra qualquer blogueiro. Pena que, vez em quando, as notícias que a gente encontre por lá sejam tão desalentadoras. Como a que encontrei agora...
Não bastasse a campanha "apócrifa" que vem sendo feita contra a candidatura de Fernando Gabeira - como diz o Noblat, estimulando "os baixos instintos das pessoas" - cujos panfletos têm sido diariamente apreendidos pela fiscalização do TRE - em muitos casos, em comitês do candidato rival - agora, segundo o Noblat, surge um novo e preocupante fato: as filhas de Gabeira estariam sendo seguidas por pessoas estranhas. O episódio, suspeitíssimo, teria levado oficiais do BOPE a se oferecerem para atuar como seguranças delas.
Pergunto-vos: onde estamos? Aonde vamos parar?
Sinceramente, não há outra imagem para colocar nesse post, que não a da sábia Regina...


18.10.08

Ah, a política...

Se você for eleitor do Rio e tiver um tempinho, leia isso.
Então a candidatura do partido, no primeiro turno, recebeu menos que o candidato da coligação apoiada no segundo turno?
Ué...então não era pro candidato do partido ganhar, é isso? Coitado do Molon...
Estranho, hein?

15.10.08

M3rd4 no ventilador...quem merece?

A disputa pelas prefeituras do Rio e de Sampa tá cheirando a naftalina! Que fora de moda esse tom rasteiro nas campanhas, minha gente! É candidato tendo que falar em público da sexualidade, é candidata jogando lama no trabalho dos marqueteiros, é candidato trocando os pés pelas mãos e atirando no pé ao falar de subúrbio, é candidato se aproveitando do deslize do adversário da maneira mais boboca e desesperada, sem lembrar de quantas vezes pulou de galho em galho em busca de projeção...
Um espetáculo! Deprimente!
Pergunto-vos: e as propostas? Cadê?
Será que todos resolveram oferecer apenas circo nesse segundo turno? Se for isso, não entenderam os eleitores! Queremos pão! Pão em forma de metas, de objetivos, de proposições para sanar os problemas das duas maiores cidades do Brasil. Esse disse-me-disse não leva ninguém a lugar nenhum!
Francamente!!!

13.10.08

Debate em debate...

Vi o debate eleitoral promovido pela Band na noite de ontem. Finalmente, já que esse foi o primeiro programa do gênero produzido por uma emissora de TV nessa eleição...
Não vou me estender no assunto, mas fiquei com a clara impressão de que, se por um lado, um dos candidatos é apoiado pelo atual prefeito da cidade*; espantosamente, é o adversário que parece ter encarnado todo o gestual e a oratória do atual alcaide.
Estranho...
PS.: O * serve pra lembrar que, sim, essa cidade, por incrível que pareça, teve um prefeito ao longo dos últimos quatro anos...

1.10.08

A tal da lei eleitoral...

E não é que o primeiro turno das eleições municipais do Rio de Janeiro vai passar sem que as emissoras de TV tenham promovido um único debate com os prefeitáveis?
Hoje, a Globo desistiu de promover o seu encontro entre os candidatos à prefeitura.
Não vou ficar aqui escrevendo sobre a legislação, mas acho pouco democrático que um candidato - um único candidato - se volte contra as regras construídas pelas emissoras de televisão e inviabilize um acordo firmado por todos os postulantes ao cargo. Por conta desse candidato, Paulo Ramos, do PDT, o eleitor carioca não poderá acompanhar um saudável debate, comparar as propostas de cada um dos que concorrem à prefeitura e, em última instância, confirmar o voto ou optar por mudar de candidato.
Lamentável! E um claro exemplo de que essa lei precisa ser revista. Pelo bem da própria democracia...

8.9.08

O tal do voto útil...

Talvez hoje tenha sido o dia do incômodo. Mas, lendo os jornais, com os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto para prefeito do Rio, fiquei me perguntando até que ponto é válida essa moda do voto útil...
Explico para os que não são cariocas: há algumas eleições já - e, honestamente, não sei precisar há quantas - muitos de nós, cariocas, nos vemos diante de um dilema: para impedir a vitória de um candidato que nos desagrada, acabamos nos unindo em torno daquele que esteja mais próximo nas tais pesquisas, na esperança de defenestrar o tal candidato indesejado.
E fiquei me perguntando: onde foram parar nossas convicções? A afeição por determinada plataforma eleitoral, por determinado partido, até mesmo por esse ou aquele candidato está sendo deixada de lado por uma confiança ampla, total e irrestrita nas pesquisas. Como jornalista, não sou leviano a ponto de levantar dúvidas sobre as pesquisas sérias, mas essa cegueira do eleitorado altera consideravelmente os rumos da disputa eleitoral. E, sem dúvida, pode acabar jogando a cidade no colo de alguém com quem ninguém se identifique...
E isso é sério, minha gente...