19.4.07

De volta ao diário do repórter...

Continuam as gravações para a série do "Salto" sobre educação prisional. Terça e quarta as visitas foram a dois presídios, ambos do Complexo penitenciário de Bangu. Um lugar que impressiona bastante pela quantidade de unidades prisionais, uma ao lado da outra. Para quem está acostumado a ouvir falar apenas de Bangu 1, 2 e 3, surpreende saber que, ao todo, são 23 cadeias só naquela região! No total, 15.000 internos povoam as celas escondidas pelas gigantescas muralhas de concreto.
Uma imagem chocante também chama atenção: ao lado de uma das penitenciárias visitadas pela nossa equipe, há um lixão! Ou "aterro sanitário", de acordo com o eufemismo que reina no momento. O que isso pode querer dizer? O lugar do "lixo" é ali, para onde a sociedade manda seus dejetos, tanto os ensacados quanto os algemados? A cena, surreal, cheia de urubus pairando no céu, levantou um debate entre a equipe ainda dentro do carro, pouco antes de estacionarmos. "Eles não estão aqui passando férias", disse um. "Ninguém está aqui porque é santo", argumentou outro, defendendo a tese de que "não era nada demais" haver um depósito de lixo ao lado da penitenciária. "Mas eles são seres humanos, foram julgados, já estão pagando pelos crimes! Têm que ser tratados com dignidade", rebate uma colega. "Você fala isso porque eles não fizeram nada contra alguém da sua família", grita uma voz. Mas a colega não se intimida: "E você, por sua vez, diz isso porque quem está aí dentro não é ninguém da sua família!".
Concordo com ela. É preciso que se entenda que o Brasil não tem prisão perpétua e, muito menos, pena de morte. Portanto, quem está dentro da cadeia vai, cedo ou tarde, voltar ao convívio da sociedade. Por isso é fundamental que essa sociedade que, baseada nas leis, reprovou e condenou as condutas inadequadas/criminosas desses indivíduos, os prepare para esse momento de retorno. Só que essa é uma lógica muito difícil de se perceber, por não ser demagógica. Por, digamos, não "agradar" a audiência.
Dentro da cadeia, converso com um homem de cerca de 40 anos. Marco Aurélio é seu nome. Sua história? Achado numa lixeira, em frente a um orfanato, foi criado sem família. Estudou pouco, precisava trabalhar. Fica claro que se trata de um sujeito que não teve oportunidades na vida - e, embora eu ache que isso não justifica nenhum crime, ajuda a entender o caminho que leva alguém a fazer escolhas erradas. Depois da entrevista, ao saber que sou apresentador do programa, todo comovido, ele me entrega um bilhete com o nome de seu filho. Pede que eu mande um beijo. A atitude me surpreende, e penso nesse filho criado longe do pai. O pai que pra todos nós é o primeiro herói, pra esse menino, é o bandido. É isso que a sociedade deve lhe dizer o tempo todo. E sei que a barra deve ser bem pesada.
E como a nossa praia é educação, gravamos na escola. A professora, toda feliz, me conta que trabalhar dentro do presídio é "melhor do que nas escolas da rede (pública), de fora da cadeia. Aqui eles estão interessados, respeitam o professor, não fazem algazarra, são disciplinados! E querem mesmo estudar", diz. Quem poderia imaginar essa frase?
Na quarta, a gravação foi na penitenciária feminina Talavera Bruce. O espaço, que surgiu como um convento, foi convertido em unidade prisional na década de 40 do século passado. Lá dentro, muitos cursos, algumas oportunidades de trabalho remunerado para as internas - que têm um jornal produzido por elas - e, é claro, o já famoso concurso "Miss TB", que escolhe a musa da penitenciária.
Lá dentro, um dado ficou claro logo de início: as mulheres presas ficam mais acuadas, mais constrangidas que os homens. Parece haver um impacto maior na auto-estima, que logo se reflete no comportamento. Muitas pedem para não ser gravadas, muitas não nos olham nos olhos. Conversando com um integrante da diretoria da unidade, fico sabendo que as quartas-feiras - dia de nossa gravação - são os dias de visita. Surpreso, pergunto ao anfitrião a razão de o pátio estar completamente vazio. "As famílias das presas não costumam fazer visitas", ele me diz, complementando logo em seguida: "Até porque, muitos dos maridos e filhos também estão presos ou já morreram. Geralmente é o homem quem leva a mulher para a vida do crime".
De volta para casa, lembro da frase e fico pensando nos motivos que, de fato, levam alguém a optar por esse caminho. Será que se trata de uma escolha consciente em todos os casos? Pensei e não alcancei a resposta. Só sei que, a meu ver, família, amparo e educação são fundamentais para que não se siga esse rumo. E, também, para que se possa sair dele...
O resultado desses dias de gravação, as entrevistas e outras reportagens sobre o mesmo tema, gravadas no Rio, em Sampa e em Porto Alegre, você poderá acompanhar no "Salto", de 14 a 18/05, ao vivo, às 19h, na TV Escola (canal 27 da SKY). Na TVE, você pode acompanhar as reprises do programa, a partir do dia 15/05, às 9 da manhã.

18.4.07

Palavras do maestro

"Quando existe alguém que tem saudade de alguém
E esse outro alguém não entender
Deixe esse novo amor chegar
Mesmo que depois seja imprescindível chorar"
(Caminhos cruzados - Tom Jobim)
Ouvi hoje, na voz de Caetano Veloso. Linda música, linda mensagem. Aliás, aqui vai também a dica do Dvd "Noites do Norte Ao vivo", do Caetano. Já foi lançado há um tempão, mas só hoje comprei o meu.
Arte é atemporal e música boa não tem data. E o que não falta é música boa no vídeo...

17.4.07

Nasce uma estrela...

Dizem que a TV aprisiona certos atores a um mesmo personagem. A Nair, segundo essa lógica, em muitos trabalhos coube interpretar a velhinha malandra, golpista, irônica e divertida. Foi assim em "O quinto dos infernos", "Kubanacan", "Vira Lata" e em "Bang Bang", sua última novela. Todos os tipos, aliás, criados por Carlos Lombardi.
Puxando nos "erres", usando e abusando dos gestos, carregando no paulistanês, soltando uma de suas inconfundíveis gargalhadas. Não sei ao certo, mas é bem provável que uma dessas marcas tenha sido a primeira a me chamar atenção no trabalho dessa grande comediante. Lembro bem dela, cabelo armado, interpretando a impagável Dona Gema, cafona até o fim, em "Perigosas Peruas", de 1992, também uma novela de Lombardi. Salvo engano, aquele foi o meu primeiro contato com essa senhora tão cheia de vida, de uma alegria que parecia transbordar da televisão. E que hoje, depois de cinco meses de luta, foi rir de todos nós lá de cima.
Egoístas que somos, sentiremos falta de sua risada espontânea, de seu olhar alegre e de seu talento na telinha. Mas se é hora de render homenagens, também é tempo de pedir que essa estrela do nosso humor brilhe lá no céu, que encontre a luz, e que descanse em paz...

16.4.07

Diário de um repórter...

Hoje entrei numa penitenciária. Não foi a primeira vez: em 2004 já havia gravado uma reportagem num dos presídios do Complexo da Frei Caneca, no Centro do Rio. No entanto, o know-how acumulado na experiência anterior não me valeu de muita coisa: sempre são tensos os momentos que antecedem a abertura dos portões e a entrada no pátio. Sempre causa um certo desconforto passar pelas galerias e ver os internos amontoados dentro das celas, braços dependurados pelas grades, olhares atentos aos movimentos dos visitantes.
Reviver essa situação hoje me deixou claro que, uma vez lá dentro, nossas idéias se transformam. Primeiro, porque vemos pessoas que poderíamos encontrar no ônibus, na fila do supermercado, no cinema. A tal "cara de bandido", que a gente tanto imagina, não existe. Segundo, porque a realidade dentro da cadeia não é - apenas - a que os jornais mostram...
Num instante, reencontro Edson, que havia entrevistado há 3 anos. Continua exibindo a mesma verve, a mesma articulação, o mesmo entusiasmo de quem, desde 2002, presta vestibular - e é aprovado. Edson aproveitou o tempo na penitenciária para se dedicar aos estudos. A Filosofia se tornou uma de suas grandes paixões e fez dele um fera na arte de argumentar. E na oratória também...
Depois, reencontro Paulo, que aprendeu a cantar e montou uma banda de sucesso dentro do presídio. Cheio de paixão ao falar de sua paixão pela música, ele tem um olhar que mostra também todo o sofrimento de quem passou 13, dos 34 anos, trancado. Os mesmos olhos que brilham ao falar da família - da mãe, em especial. Olhos cheios de dor, que vejo quando ele me diz que já conquistou o direito a uma condicional que a justiça tem demorado demais para lhe conferir. Olhos de quem agradece pelos poucos minutos de atenção que eu, verdadeiramente interessado, dedico à sua história. Olhos de quem tem tudo para caminhar por novos rumos quando deixar para trás os muros da penitenciária...
Dentro da escola que funciona na cadeia, encontro e converso com vários professores. Profissionais que, como eu, entram ali cheios de preconceitos, e logo são vencidos pela dureza do cotidiano do cárcere. E que logo descobrem a importância de mudar a forma como a sociedade enxerga as temáticas ligadas à população carcerária. "Em algum momento, a educação falhou com essas pessoas", me diz uma das educadoras. "A sociedade precisa nos enxergar como doentes que podem ser curados. Somos doentes morais", afirma um dos internos.
Ali do lado, numa aula de alfabetização, alunos escolhem a palavra que querem formar com letras recortadas de jornal. "Liberdade", eles escrevem. Desejo de todos, que poucos conseguirão alcançar, enquanto a sociedade continuar a negar - ou a não atentar para - a necessidade de ações que garantam (pelo menos) a possibilidade de reinserção social.
O resultado desse dia, as entrevistas e outras reportagens sobre o mesmo tema, gravadas no Rio, em Sampa e em Porto Alegre, você poderá acompanhar no "Salto", de 14 a 18/05, ao vivo, às 19h, na TV Escola (canal 27 da SKY). Na TVE, você pode acompanhar as reprises do programa, a partir do dia 15/05, às 9 da manhã.

Crônica de uma micareta...

Ivete cantava, linda, toda vestida de dourado. Ao meu lado, um pity-bobo inalava lança-perfume sem parar. Em intervalos cada vez mais curtos, aspirava o líquido que tinha borrifado em parte da camisa. Em pouco tempo, já nem abria mais os olhos, balançava ao sabor do vento. Sabe Deus porque prosseguia de pé, motivo de chacota da turma que o acompanhava...
Ivete fazia farra: "Pode empurrar que eu deixo", disse, numa ordem muito confortável pra quem está em cima de um trio-elétrico, longe do tumulto da multidão. Tudo bem, ela pode. Tem o poder, como diz o refrão de uma das músicas de seu medley funkeiro. "Vou cantar uma lenta, pra quem ainda não pegou ninguém essa noite", disparou a baiana. E tome beijo por todo lado!
Aliás, o beijo-micareta é algo que se faz digno de estudo. Ou melhor, não só o beijo, mas todo o processo que culmina (ou não) com a carícia. Curioso ver os caras malhadões, apaixonados pelos próprios bíceps e peitorais, chegando nas mocinhas e "dichavando", "mandando o H". E curioso ver como as mocinhas reagem às investidas: atracadas aos predadores, mas negando veementemente qualquer pedido de beijo. Eles insistem: não aceitam uma negativa depois de tanto sofrimento nas academias. Por vezes, levam a melhor. Mas por outras - e muitas outras - chegam a perder cinco, dez minutos de suas vidas em troca de um "não". Mas são sagazes, não desistem. Até porque, logo depois do não, pode pintar um sim. Um sim dito pelo olhar da menina alegre, rebolativa, que chega, abraça e entrega os lábios ao saradão recém-chutado pela "moça-alvo" de dois minutos atrás. E vem o beijo, e é longo. E quando termina, não há o que dizer. Nem oi, nem tchau. A linguagem corporal é a que manda: os corpos se afastam e, sem uma nova troca de olhar sequer, o rato-de-academia e a gatinha-de-micareta se despedem.
Em volta do trio, 15.000 pessoas. Lá em cima, uma cantora explodindo de felicidade, um festival de hits festeiros. E cá embaixo, curtindo muito a festa, um blogueiro que já começa a perceber que seus dias de micareta podem estar chegando ao fim...

15.4.07

"Nas linhas"

Mais um blog-amigo chega para incrementar a lista de links aqui do B@belturbo. Dessa vez, trata-se do Nas linhas, do leitor Carlos Zev Solano, que sempre passa por aqui e deixa comentários. O Carlos linkou o B@belturbo ao Nas linhas e, agora, estou retribuindo.
Sem dúvida, vale a pena visitar também!
[], Carlos! Volte sempre!

13.4.07

Mapa-mundi...

Não, não é exercício de Geografia não! Nem previsão do tempo. O print screen aí de cima é de uma das telas do Google Analytics. Entrei hoje pra ver a quantas andam os acessos ao B@belturbo e, pasmo, descobri uma série de novos leitores. Dos Estados Unidos, uma galera que acessa o blog das cidades de Acton, Kalamazoo, Carbondale, Miamisburg, Cumming e Clearwater (lugares que eu nem sabia que existiam). A lista segue e descubro um leitor portenho, de Buenos Aires. No Brasil, gente que lê o que o blogueiro aqui escreve de lugares como Teresina, São Tomé do Paripé (Bahia), Curitiba, Campinas; Santa Cruz e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Já estava feliz da vida quando meus olhos se voltaram para o canto direito da imagem. E lá, bem no finalizinho da Ásia, mais uma bola laranja indica que, de Taipei, mais um acesso ao B@belturbo foi registrado. Ah, as benesses da globalização...
Fico feliz por saber, também, que o blog está crescendo: do total de acessos na última semana, mais de 55% foram efetuados por novos visitantes. Bem bacana!
É isso! Espero que brasileiros, hermanos, e friends around the world continuem visitando, lendo e comentando as idéias que tomam forma aqui neste espaço. Voltem sempre!
[]s, bjs, hugs and kisses para todos e for everybody!

12.4.07

Pra minha pessoa favorita 2...

Lembro de nós dois pequenos, brincando todos os domingos na casa da vovó. Aliás, vejo a foto de um aniversário seu em que nós dois aparecemos no colo dela, cada um em um braço. Sempre grudados! Olho no verso da foto e lá está a data: 1982! É...lá se vão 25 anos...
Num exercício rápido de memória (que não é o meu forte, você sabe), vejo que em todos os momentos importantes da minha vida você se fez presente. Quando meu pai se foi, só com o teu abraço eu consegui começar a (tentar) digerir a pancada que a vida tinha me dado. Choramos juntos. E aquela não foi a única vez, né?
Mas também rimos. E como! Quando "virei" apresentador, lá estava você me dando toda a força do mundo. Rimos de tudo e de nada, rimos de nós mesmos. Rimos quando qualquer conversa boba ao telefone vira um festival de piadas intermináveis. Rimos pelos olhos, e por eles - pra quê mais? - também nos entendemos. A gente se lê no olhar, não dá pra mentir um pro outro.
Nossas almas se conhecem, e não são primas: são irmãs (gêmeas!). E é muito bom saber que tenho alguém que me conhece por inteiro, que me ama de verdade, e que está disposta a sempre dar o ombro amigo quando eu preciso.
Hoje, no teu aniversário, quero te desejar muito mais do que parabéns. Quero dizer que torço (muito) para que a sua vida seja cheia de coisas boas, cheia de motivos para arrancar sorrisos teus, magrelinha. Quero dizer que estou aqui, pro que der e vier, pronto para colaborar com - e comemorar - toda a felicidade que você vai alcançar! Quero dizer que te amo e, também, me desculpar se nem sempre sou o que você espera que eu seja. Mas saiba de uma coisa: você é alguém que sabe tirar o melhor de mim! E fico muito feliz por dar meu melhor pra você!
Por fim, agradeço a Deus por ter me dado, há 27 anos, meus mais ricos presentes; antes mesmo que eu nascesse: sua amizade e seu amor!
Te amo, prima!
Feliz aniversário!!!

11.4.07

Mais um blog amigo

Sim, trata-se de um post nepotista. Mas, vá lá, ninguém é perfeito. Meu primo, Alan, está inaugurando um blog, o Tecnologia dia-a-dia. Como o nome já diz, as adoráveis parafernalhas do mundo moderno vão ser o tema por lá. Internautas de todos os tipos podem esperar altas dicas, porque o cara entende tudo desse mundo high-tech. Basta dizer que ele é o responsável por todos os reparos, up-grades e afins aqui no meu PC! Desde já, o Tecnologia está na lista de links aqui do B@belturbo.
Visitem!!!

9.4.07

Descoberta

E então, faço de tua boca extensão da minha.
De teu corpo, trilha para minhas mãos ávidas por uma caminhada cheia de curvas sinuosas e surpreendentes....
Teus olhos eu miro para ter a certeza de que me vês, e para saber que enxergas o prazer e o contentamento que me proporcionas enquanto desbravo cada cantinho seu.
Em ti, terreno doce e quente, palco de minhas mais esfusiantes descobertas, quero deixar para sempre minha marca.
A assinatura do conquistador que, por ironia do destino, agora sabe-se conquistado...

8.4.07

De volta! Estamos de volta!!!

Coisa boa é deitar na rede e só se preocupar em ler. Ou em passar para outra música no mp3. Caminhar pela praia, pé na areia fininha, sentindo o vento varrer seu rosto, sem pensar em nada. E nadar, nadar...de olho aberto, pra enxergar as conchas do fundo, claro. Andar de barco, mar adentro, parar em terra firme - no meio do oceano - e descobrir tantas formas de vida. E mergulhar no meio dos peixes, daqueles que a gente só costuma ver nos aquários.
Sete dias de papo pro ar e cá está o blogueiro, renovado e pronto para mais um ano de trabalho árduo. Aos visitantes, informo que do lado de cá do monitor há alguém, agora, um pouco diferente: menos estressado, com o humor em dia e, vá lá, um pouco mais baiano também.
Volto mais apaixonado do que nunca. Pela vida, pela Bahia, pelos meus amigos, pelo meu trabalho. E por cada um dos cantinhos que tive o prazer de conhecer nessa viagem: Porto Seguro, Arraial d'Ajuda, Santa Cruz de Cabrália, Trancoso... lugares especiais, abençoados com uma beleza - e uma paz - que nem dá pra tentar explicar.
Ah, é claro: volto um pouco mais moreno também! Ou, se preferir, menos branquelo...
É isso, turma! Está aberta oficialmente a temporada de postagens de 2007!Boa semana a todos![]s a quem é de []s, Bj pra quem é de bj!
PS.: As fotos - de cima para baixo - são: da Igreja de Trancoso, da Praia de Pitinga e da Praia de Santo André.

1.4.07

Sobre o fim do confinamento...

83 dias atípicos: 83 noites em claro, 83 manhãs de sono, 83 madrugadas de produção intensa e, vá lá, algumas cochiladas fora de hora! Parece a visão do inferno, mas não foi. Longe disso! Meu período "confinado" no PA do BBB (o ponto de apoio à produção do programa) é, definitivamente, uma época que nunca vou esquecer. Primeiro, pela experiência num novo veículo - tão massificado, a ponto de registrar 50 milhões de acessos num único dia. Difícil pensar que um dia tanta gente poderá voltar a ler uma linha do que eu venha a escrever...
Inesquecível, também, pela diversão. E digo diversão de dois tipos: a proporcionada por essas 16 figuras que toparam o desafio de ficar na "casa mais famosa do Brasil"; e a propiciada por uma infinidade de outras figuras, partes da equipe que faz (e se diverte) com um dos sites mais acessados do país.
Gostei muito! Mesmo! Parto de férias até um pouco triste, porque queria concluir minha aventura até o final, até que o R$ 1 milhão que mobilizou todo o país ao longo desses 3 meses tivesse seu destino revelado (ou comprovado, caso se confirme o favoritismo do participante que, até aqui, parece ter caído nas graças do público). Mas também saio aliviado, com a certeza de que voltarei a dormir, a malhar, a ter vida social. E, ainda, com a certeza de que não faltarão oportunidades para rever - e rir novamente - com essa turma boa.
Por ora, um até logo. Para os coleguinhas de aventura na Globo.com (incluindo você, Diogão, amigo de madrugas, leitor atencioso e o maior descolador de links interessantes de que tenho notícia). Até logo, também, para os leitores do B@belturbo. Exausto, o blogueiro parte em instantes para uma semana de férias. No período, acho pouco provável postar qualquer coisa (até porque, convenhamos, ando meio cansado de internet). Mas, ao retornar, prometo retomar a programação normal.
Então, boa semana a todos, obrigado pelas visitas e voltem sempre!
[]s pra quem é de []s, e Bj pra quem é de Bj!

31.3.07

Vã suposição

E de repente, veio uma saudade grande...saudade de um tempo outro, de outros lugares, de outros cheiros, de outro abraço. Sem razão de ser, tomou-lhe de assalto e doeu em seu peito. Lá no fundo, bem naquele lugar em que ficam os sentimentos que a gente já supõe mortos. Vieram em cascata, do peito para a mente; dela para os olhos. E, em forma de lágrimas, chegaram ao seu rosto.
De todas as saudades que há, pensou, a pior é aquela do que não se pode ter. Talvez, pela certeza de que nunca será superada. Ou - e acreditava mais nessa hipótese - porque, de fato, nunca se teve aquilo de que se sente falta.
Respirou fundo. De fato, ainda não havia chegado o seu dia...

29.3.07

Eu sei de onde você me lê!!!

Atenção você, que me lê de Teresina! Aquele abraço! Alô, alô, leitores de BH! Abração! Salve turma de Duque de Caxias e Nilópolis! Visitantes de Valbom e Quarteira, em Portugal, grande e forte abraço para vocês também, ó pá! E, é claro, o carinho de sempre pra toda a cariocada que visita, comenta, acessa, indica e linka esse humilde blog aos seus blogs! E um pedido: que tal deixaram aqui, nos comentários, uma identificação? Seria bem bacana conhecer essa turma que visita o B@belturbo!
Pois é, para saber a quantas andam os acessos ao B@belturbo, assinei um serviço do Google que monitora as visitas a este endereço. Na verdade, eu esperava bem pouco: apenas um contador de acessos (como o que, outrora, havia lá no rodapé da página, e que foi sumariamente deletado desde que migrei para o "novo" blogger). Mas o tal do Analytics gerou muitas descobertas! Além de indicar a posição geográfica de meus leitores - isso mesmo, não inventei aquelas cidades do parágrafo anterior não!!! - a ferramenta me mostrou que, mesmo com esse nominho complicado, mais de 75% dos leitores digitam o http://www.babelturbo.blogspot.com/ direto em seu navegador. Blogs amigos como o "Parece que bebe" e o "Ideas a Mil" também geraram visitas a este diário recentemente. Beijos para Érika e Tatiana, blogueiras e amigas! Sem falar da turma que chega aqui via orkut, origem de cerca de 5% das visitas.
Não é pra qualquer blogueiro ficar besta? Pois é...fiquei!
Da mesma forma que o músico toca buscando ouvidos que se deliciem com sua arte; do modo que o pintor cria formas que despertem olhares para suas telas e do mesmo jeito que o ator representa para a platéia; ninguém escreve para não ser lido. Creio muito nisso. E é bom demais quando alguém nos lê, bom quando gosta - ou não - do que escrevemos; quando se emociona, quando comenta...
A todos, obrigado! Pela leitura, pelas visitas - silenciosas ou comentadas. E pelo prazer de saber que, até em alguns inimagináveis cantinhos do planeta, tem gente interessada em saber o que se passa na conflituosa, poluída e boba, muito boba, mente do blogueiro aqui!
Valeu mesmo!
[]s pra quem é de []s e Bj pra quem é de bj!

25.3.07

Sim, eu rejeitei Daniela Mercury!!!

Numa breve folga no início de uma madrugada de trabalho, você resolve aproveitar os (rápidos) momentos de refresco para arejar a mente e desanuviar um pouco da tensão. Aí, você acessa seus e-mails. Aí, você abre o seu orkut. E acha um pedido de adição à sua lista de amigos. Vindo de...Daniela Mercury!!!
De tão patética, a situação chega a ser engraçada! Alguém que se faz passar pela cantora baiana me adicionou como amigo! Logo eu, que até gosto do repertório de Daniela, mas... prefiro o carisma, a simpatia e a alma entertainer de Ivete!
Bom, cliquei em não. Não sou do tipo de pessoa que quer ter um cover em sua lista de contatos. Aliás, deixo o espaço dela para alguém que, de fato, eu conheça. Ou que, de fato, me conheça.
Dias depois, lá estava ela de novo! Insistente! Novo scrap, que dizia qualquer coisa, mas que poderia repetir os versos da célebre canção da estrela ( a verdadeira, claro): "Não, não me abandone...". Me chamando de lindo, reforçava o pedido para que eu a aceitasse. E eu reforcei a negativa!
Mas, movido por um espírito voyeur (será que esse lance de BBB contagia?), e, também, estimulado por uma coleguinha de redação, resolvi dar uma espiadinha no perfil da minha ex-quase-futura-amiga. Nos recados, várias pessoas perguntando a razão de terem sido incorporadas à sua lista de contatos. Um ou outro regogizava-se: "Meu Deus! É a mais maravilhosa, absoluta e fantástica cantora me adicionando!', vibrava um tal rapaz. Coitado...
Fui para as fotos. Bem escolhidas, tinham até um certo quê de imagens de arquivo pessoal. Coletiva em Lisboa, show aqui, evento acolá...até que meus olhos - e os de minha perspicaz amiga - se voltaram para uma foto. Daniela - a verdadeira, claro - ao lado de um dos nomes mais conhecidos do showbizz mundial. Mas a legenda, ah...a legenda! Não deixava dúvidas de que eu tinha agido certo, deletando a Daniela Mercury genérica que tinha invadido a minha vida por duas vezes em menos de uma semana. Ali, debaixo da foto com o ex-Beatle, a moça escreveu: "Eu e Paul Macartein".
De doer, né? Faria naufragar até o "Yellow Submarine"...

19.3.07

Estrela, estrela*

Não sabia de onde essa esperança teimosa vinha. Porque, sim, ainda vinha! Talvez, de algum livro, de alguma história com final feliz ou de um daqueles filmes que a televisão mostra de tarde. De certo, só o cansaço da falta de um brilho que lhe ofuscasse os olhos, de tão próximo. De um brilho que iluminasse seu caminho, que orientasse seus passos. E, de certa forma, desse sentido a eles. Brilho que lhe esquentasse o peito e que, quando apagado, resultasse num mergulho no breu da saudade. Não aquela, que experimentava ali, olhando para o céu. Queria, agora, saudade da boa...
Livre para viver a alegria de dar amor, parecia não ter a sorte de recebê-lo. Os acordes do piano na canção em idioma desconhecido, o vento balançando as folhas das árvores, a aranha quieta em sua teia; tudo parecia apontar para essa verdade.
Pensou nessa tal verdade, sua inimiga desde sempre, enquanto olhava as estrelas do céu. Mesmo a menor, a mais longínqua, a mais isolada delas tinha seu brilho. Tantas e tão lindas, tão brilhantes. Sempre atraindo olhares. E, ainda assim, condenadas à sorte de um brilho solitário.
Injustiça, pensou. Tanto brilho e tanta solidão. Tanta beleza para mostrar a olhos que só viam parte e não o todo. Queria mais, bem mais. Esperava mais...
*Título extraído da canção homônima gravada por Maria Rita

16.3.07

Cannonball

Adorei a música desde o primeiro dia em que a ouvi. Aliás, o cd de estréia do Damien Rice é muito bom!
Curioso é notar que tanto tempo se passou e, hoje, me descubro novamente apaixonado pela canção. Em especial, por dois belos versos: Ainda há um pouco de sua canção em meu ouvido / Ainda há um pouco de suas palavras que eu desejo ouvir. Mas o conjunto todo é belíssimo...

there's still a little bit of your taste in my mouth
there's still a little bit of you laced with my doubt
it's still a little hard to say what's going on

there's still a little bit of your ghost your witness
there's still a little piece of your face i haven'tkissed

you step a little closer to me
still i can't see what's going on

stones taught me to fly
love taught me to lie
life taught me to die
so it's not hard to fall
when you float like a cannonball

there's still a little bit of your song in my ear
there's still a little bit of your words i long to hear
you step a little closer each day
so close that i can't see what's going on

stones taught me to fly
love taught me to lie
life taught me to die
so it's not hard to fall
when you float like a cannon

stones taught me to fly
love taught me to cry
so come on courage
teach me to be shy

'cause it's not hard to fall
and i don't want to scare her
it's not hard to fall
and i don't wanna lose
it's not hard to grow
when you know that you just don't know
(Damien Rice)

14.3.07

Sossego

Quando se deitou, a cabeça dava mil voltas. Eram tentativas frustradas de tentar entender o que teria acontecido, buscas infindáveis por respostas que, sabia, não conseguiria alcançar. Tentava se desvencilhar dos pensamentos, mas era um esforço em vão. Como também tinha sido em vão o olhar lançado para o céu naquele início de manhã, na esperança de se distrair com a bela aquarela em tons de azul, vermelho e lilás.
Adormeceu sem encontrar as respostas. E, tampouco, sem esquecer das perguntas...
O sono pesado, de quem dorme vencido pelo cansaço, foi interrompido pela música. Levantou, no susto, e atendeu a ligação já sabendo quem chamava. Ouviu aquela voz e, num instante, tudo havia se dissipado: dúvidas, perguntas, chateações. Desde o começo, sabia que não tinha se enganado. Em nenhum momento havia hesitado com relação a isso. Mas não podia negar que era muito bom ter, novamente, aquela confirmação.
Assim, puro sossego, voltou a dormir.

I've found an angel

Sempre achou que a pureza contida naqueles olhos - de uma cor que ninguém mais tem - era uma pureza única, diferente. Quando dormiu naquele início de dia, lembrou-se daqueles olhos puros - e tão bonitos, e tão diferentes. Uma ponta de saudade fez nascer um aperto no peito. Uma vontade de estar em outro lugar naquela hora. Vontade de estar em outros braços naquela hora...
Fechou seus olhos pensando naqueles outros olhos. Como num close de filme, apenas aquele olhar aparecia na tela em que sua mente havia se transformado. Aos poucos e sem pressa, a imagem ia se afastando. Enxergou, então, os cabelos, o sorriso - e toda a paz que sempre existia nele. Um pouco mais longe, viu os braços, abertos como se esperassem o momento do abraço que, agora sabia, seria adiado uma vez mais. De tanto esperar, não cansava. Queria mais e mais que chegasse a hora de se aninhar ali e sentir todo o calor, todo o carinho e um pouco daquela mesma paz que podia sentir quando estavam juntos.
A imagem se afastou mais. E mais. Estavam num campo verde, claro, lindo. Céu azul, sem nuvens. Silêncio e um aconchego que lhe fazia livre de todas as agruras, de todos os tormentos. De repente, olhou para aqueles olhos. A cor que só eles tinham era agora ainda mais bela. Notou que os olhos falavam e "vem cá" era o que diziam. Foi e, chegando mais perto, notou algo de que, até então, apenas havia desconfiado. Sorriu ao ter a certeza.
O abraço foi o melhor dos abraços, o mais terno, o mais amoroso abraço de que já se soube. E não tinha mais dúvidas: as asas que pendiam daquelas costas eram o sinal definitivo...

11.3.07

Bush, o vilão nº 1 do...Brasil???

Com um certo atraso, resolvo me manifestar sobre o festival de manifestações realizadas contra a visita do (temível e detestável) presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Acho legítimo o direito ao protesto, à exposição (pacífica, claro) de idéias e visões de mundo. Mas, sinceramente, acho que há muitos mais motivos para protestar aqui mesmo, dentro das fronteiras do Brasil.
Cadê a UNE que não foi às ruas se manifestar sobre o assassinato do menino João Hélio? Cadê o movimento estudantil, que não briga para combater a violência, praga responsável pelas mortes de tantos e tantos jovens?
Vamos protestar contra o Bush sim, claro! Ele é de última! Mas, antes disso, que tal resolvermos os problemas do nosso quintal? Antes que eles, lá de cima, resolvam vir pra cá exercer o poder de "síndicos do planeta".

8.3.07

Um post para as moças...

Capazes das mais belas palavras de amor, dos mais doces olhares, dos mais afáveis carinhos. Mas não só: capazes das mais duras palavras, das mais severas broncas, das mais dissimuladas cobranças. Dos mais belos sorrisos e das mais doloridas lágrimas. De muito amor e de um ódio que, quando surge, parece infinito.
Capazes de fazer crescer dentro de si outro ser, a quem são capazes de devotar o mais sincero, profundo e verdadeiro dos sentimentos. Capazes de ganhar o pão de cada dia e, ainda por cima, dar carinho, atenção e aconchego a tantos quantos lhe solicitarem essas demonstrações de devoção.
Capazes de mentiras abomináveis e verdades cortantes, duras, secas e irritantemente certeiras. Capazes de implicar com tão pouca coisa, e de largar tudo pro alto quando sentem que pode ser o momento certo.
Já disse aqui, há um ano, que elas emprestam charme, beleza, doçura e competência a qualquer paisagem! Hoje, quero melhorar essa idéia, dizendo que também é delas o mérito de fazer o mundo mais terno, mais ácido, mais romântico...! E ainda é todo delas o mérito pela esperança que brota em nós toda vez em que vemos um barrigão gerando um outro alguém.
A vocês, meninas, desejo parabéns pelo dia de hoje. Agradeço pelas risadas compartilhadas, pelos abraços, carinhos, palavras de amizade, beijos e tudo o mais de bom que se pode fazer na admirável companhia feminina. É maravilhoso dividir o planeta com vocês!
;)
Bjos!!!

6.3.07

Uhuuuuuuuuuuu!!!

Que delícia sonhar com férias depois de um período tão intenso de trabalho...
Que bom curtir um paraíso desses...depois de 3 meses confinado, acho que vai me fazer muito bem! Solzinho, um mar sem comparação, e ótimas companhias por perto! Só falta o destino conspirar a favor...
De minha parte, estou torcendo!!!

5.3.07

Fomos achados pelas balas...

Alana, Priscila, Jaúna, Joseane... com quantas vítimas se faz uma história de horror? Com quantas mortes se configura uma guerra?
Quatro moças, jovens, brasileiras. Quatro histórias de vida interrompidas pelo seco impacto de uma bala. De revólver, de fuzil... não importa! Prejuízos e sofrimentos não têm calibre e não se tornarão menores ou maiores de acordo com a espessura dos projéteis.
Fala-se em balas perdidas. Discordo. Essas e tantas outras balas são partes de uma realidade que cada vez mais pune os jovens. Balas que têm endereço certo: o coração da nossa sociedade! Alvos principais da covardia, da brutalidade, da violência e da omissão, todos nós saímos sempre sangrando quando caem no chão meninos e meninas como Alana, Priscila, Jaúna, Joseane...
Resta saber até quando vamos resistir ao fuzilamento...

Rocky Balboa

Cresci sabendo quem era Rocky, o lutador. Histórias de superação, combates que pareciam intermináveis nos ringues - e a gente torcendo do lado de cá para, ao menos, o adversário ter piedade do nosso herói, poupando-o de mais socos torturantes. Parece muito, mas é só do que lembro. Não lembro de detalhes das aventuras do Rocky e, confesso, num determinado pedaço de minhas recordações, o lutador começa a dar lugar a outro cara, com uma faixa vermelha na testa, e com nome também iniciado em "R".
Ainda assim, fui assistir o novo filme do Rocky. Sessentão, Stallone insistiu na franquia do lutador e, além de estrelar o longa, é responsável pelo roteiro e pela direção. E, cá entre nós, o cara fez um bom trabalho. O mote do campeão que ainda se sente capaz de seu último combate é interessante. Os dramas do personagem também são: um é a frieza do filho, que renega a história do pai por se considerar condenado a viver à sombra do mito; o outro, a ausência dolorida de sua esposa, morta há quatro anos.
O que vemos na tela é um Rocky retirado do baú, que passa as noites contando - e repetindo - as suas histórias dos tempos de glória para os clientes de seu restaurante. Numa dessas noites de nostalgia, um amigo mostra algo que vai alterar o destino do herói: na TV, uma simulação feita em computadores põe no mesmo ringue Balboa e Mason Dixon, o apático campeão de boxe da atualidade, criticado por ser técnico demais e, além disso, acusado de ter tantos êxitos na carreira por nunca ter lutado com um adversário à sua altura. Na simulação, Rocky leva a melhor...
Resultado? Os agentes de Dixon propõem um tira-teima na vida real. Contra tudo e, inicialmente, contra todos, Balboa topa a parada. E lá estamos nós diante de seqüências que nos remetem aos demais filmes da série: Stallone pegando peso, Stallone correndo ao subir uma escadaria, Stallone espancando o saco de areia. Nessa hora, Rambo sumiu da minha cabeça. Foi aí que me reencontrei com o maior boxer da história do cinema.
Vem a luta e, confesso, bate uma certa aflição. A torcida pelo Stallone envelhecido e com a cara esquisitona toma conta dos espectadores - até dos menos afoitos com o esporte violento que é o boxe, como é meu caso. Na tela, um festival de socos, respingos de sangue e suor e gritos de uma torcida que parecem não terminar ao longo dos 10 assaltos da disputa.
No final, a gente sai do cinema com a certeza de que Stallone estava certíssimo ao defender essa sexta aventura de seu personagem mais simpático, mais marcante. O filme tem bom texto, é bem dirigido. E a torcida deixa claro: Rocky ainda tem um lugar no coração de todos nós...

Music and Lyrics

Alex Fletcher é um cantor que fez muito sucesso na década de 80, com a banda PoP!. Hugh Grant é Alex Fletcher.
Sophie Fischer é uma regadora de plantas. Hipocondríaca, espontânea, irmã da dona de um Spa, e traumatizada com um relacionamento anterior. Drew Barrymore é Sophie Fischer.
O filme que coloca esses dois personagens frente a frente é "Letra e Música", estréia da última sexta. Conferi hoje (domingo, dia 4) e gostei bastante! Primeiro, porque há um humor debochado nessa comédia romântica. Piadas inteligentes, ironia fina...e um primor de reconstituição da cafonalha que era a estética dos anos 80 - época de ouro da tal banda PoP!. Destaque para o clipe do grupo: arranca risos da platéia (na faixa dos 30, com idade para reconhecer as referências que ganham a telona).
Bom, Sophie vai regar as plantas no apartamento de Alex e acaba sendo convidada por ele para compor uma letra. Mas não é qualquer letra: trata-se de uma letra a ser gravada por Cora Corman, a mega-pop-star da atualidade. Veja e, certamente, você reconhecerá muito de Britney, Aguillera e Shakira. E com todo o tom de deboche que essas "estrelas" merecem...
O filme retrata o processo de criação da música e, como não poderia deixar de ser - afinal, estamos falando de uma comédia romântica - a paixão que resulta do envolvimento entre a dupla de compositores. Drew Barrymore é uma gata, e não lembro de tê-la vista tão doce antes. Hugh Grant também se sai bem na história e arranca risos com seus trejeitos a la Sidney Magal.
Do trabalho da dupla, nasce a baladinha "Way Back Into Love", que não vai me surpreender se virar sucesso. É...bem pop mesmo!
Recomendo!

4.3.07

Enfim, a última página...

Algumas considerações sobre o fim de "Páginas da vida": para mim, está mais do que claro que não dá certo deixar para a última semana o desfecho de tantas tramas. Fica tudo corrido demais, forçado demais. Um exemplo: a tal da Irmã Má, que resolveu, depois de um tombo, revelar o seu segredo a pobre da Letícia Sabatella. Com tanta coisa mais importante para se descobrir, ficou a impressão de que o drama da personagem da Marly Bueno não interessou ninguém...
Outro exemplo de fim meio acochambrado foi o dos personagens do Tarcisão e da Sônia Braga - ela, aliás, viveu uma historinha acochambrada do começo ao fim da trama. De repente, tchum: os dois gamaram. Pouco convincente, ainda mais quando o autor resolve acrescentar um diálogo no qual um constrangido Tarcísio Meira precisa se definir como um "homem de uma mulher só, que se casou virgem e, desde que ficou viúvo, nunca mais conheceu outra mulher"...alguém merece?
Mas houve também coisas boas. As seqüências de tribunal foram muito boas - com destaque para Eva Wilma, sempre arrebentando! Renata Sorrah mostrou que, quando lhe dão chance, sabe ser uma atriz ímpar. Regina Duarte viveu seu melhor momento em toda a novela - e, pra mim, essa foi uma novela muito ruim pra ela. Sem grandes afetações, sem revirar os olhinhos e o pescoço, a Helena da vez soube dar o tom de angústia, alegria e alívio ao presenciar as audiências que poderiam afastá-la de sua filha. Aliás, a melhor cena do capítulo, na minha opinião, reuniu Regina, Marcos Caruso e Tiago Rodrigues. Após o julgamento - no qual o rapaz perdeu a guarda dos dois filhos - Regina se aproximou para cumprimentá-lo e selar a paz. Caruso fez o mesmo, numa cena cheia de subjetividades. Ali, os mais velhos quebram o gelo e dão o tapa de pelica no mais moço, até então, cheio de empáfia e querendo se mostrar o dono da razão. E os três atores acertaram no tom.
Lília Cabral pirada foi fantástico! Um prêmio para a atriz que roubou a novela. A seqüência em que Marta fala sozinha e quase cai da varanda do apartamento encerrou com chave de ouro a brilhante interpretação de Lília.
Grazi Massafera mostrou a que veio em toda a trama e, no fim dela, autor e direção mostraram que captaram a mensagem - e o promissor - talento da ex-BB. Um festival de cenas com a moça bonitona, a quem Thiago Lacerda deve agradecer muito. Se não fosse por Grazi, a novela teria passado em brancas nuvens para o eterno Matteo...
No mais, aquela cafonalha do Jayme Monjardim, enfeiando a paisagem do Rio com tantos efeitos na coloração. Cafonalha que também foi notada no encerramento da trama, com aquelas páginas meio esquisitinhas nas quais apareciam os desfechos dos personagens - muitas páginas, já que o autor resolveu esquecer de tante gente, e se relembrar só no final.
Agora, embora comovente - pelo desempenho do Marcos Caruso - achei muito dispensável aquelas cenas de Alex, Helena, Francisco, Clara e o fantasma de Nanda no Jardim Botânico. Primeiro, porque demonstraram uma total falta de criatividade: o mesmo local foi usado no desfecho de "Por Amor", outra novela do Manoel Carlos. Segundo porque aquela cena de ciranda em volta da "moça bonita" ficou de matar! Até o Kardec deve ter se espantado...! Era tanta interação com a mocinha do além que um companheiro de trabalho imaginou um desfecho mais verossímil: "Já sei! Estão todos mortos! Alex, Helena e as crianças morreram num acidente de carro a caminho do Jardim Botânico! Agora eles estão felizes porque reencontraram a Nanda".
Bela aposta, né?
Bom, achei a novela ruim, mas recheada de belos momentos protagonizados pelos vários tipos de talentos que o autor e o diretor souberam recrutar.

3.3.07

Arrumação...

Nova fase por aqui, deixando bem claro que, mesmo com o cansaço, a correria e o pouco tempo até para jogar conversa fora, tudo está azul!
Apesar da tinta nova nas paredes, a casa continua sendo sua! Esteja à vontade e divirta-se!

2.3.07

B@belturbo - ANO I

Dizem que ele é o "senhor da razão". Outros, que é "melhor remédio". Para o poeta, trata-se de um "compositor de destinos". Há, ainda, os que o vêem como uma "fábrica de monstros". Admito: não sei de que forma posso defini-lo. Sei, apenas, que é implacável, e que sua passagem é tão certa quanto o quatro que resulta da soma de dois e dois.
E essa certeza, dos tempos que passam, se comprova hoje. Pelo menos aqui, nesse ponto-de-encontro virtual. Aqui, 365 dias se passaram desde que o primeiro caracter digitado por mim ganhou espaço nesse espaço. Sim, Babelturbo completa hoje um ano - e 410 posts! Pode parecer uma bobagem, mas essa data me deixou bem feliz. É bom quando uma idéia se concretiza e, melhor ainda, quando ela nos dá tanto prazer. E é só o que tenho sentido por aqui...
Televisão, política, cultura, carnaval, música, internet, bizarrices...tanta coisa já foi tema nesse blog. De Maria Bethânia a Ivete Sangalo, passando por Maria Rita. De "Seu" Ico a Eduardo Galeano, via Mamonas Assassinas. De Chaves e Chapolin a José Saramago, incluindo Didi vestido de Bethânia, Ratinho, Hebe e Sílvio Santos. Até a sobrinha do Osama já passou por aqui! É...menu variado mesmo!
Muita coisa a ser dita...e que foi dita...num dia, uma proposta para passear, no outro, uma triste renúncia. Um eclipse para enfeitar o céu e pessoas que passam como chuvas, que entram em nossas vidas só de passagem, como o grão de areia que o vento leva no meio da tempestade no deserto, no meio do tufão que, muitas vezes, parece bagunçar as peças de nosso quebra-cabeças.
Ora garoa, ora chuva, não importa: pingos de solidão doem sempre, ainda mais quando são pingos que não caem do céu. Pingos-prantos, que saltam dos olhos. Pingos-lágrimas...doídas, tristes. Sinceras...
Pausas, plays, stops...comandos que movimentam nossas vidas. Sentimentos que também fazem parte dela - com ou sem tradução exata! Saudade é homesick? O que, afinal, significa a sigla de duas letras? Que paraíso é esse habitado por uma versão em miniatura do diabo?
Um painel de sentidos e sentimentos, de impressões e de olhares para a realidade e, muitas vezes, para o que gostaria que ela fosse. Um ano de blog, de posts quase diários, de velhos e novos amigos que por aqui passam para deixar palavras de carinho, de acordo e de desacordo. Amigos que entram, olham, e nem comentam. E que, ainda assim no escuro do anonimato, têm o carinho de ler e, de certa forma, sentir o que o blogueiro aqui rascunha.
Comentaristas ou não, anônimos ou conhecidos...a todos vocês, agradeço pela companhia! E espero que nossos laços se estreitem cada vez mais - virtualmente ou não. Porque, podem acreditar, a brincadeira por aqui está apenas começando...
PS.: Gostou da brincadeira com os links? Faltou muita coisa...mas, em um ano, já há um arquivinho considerável. E que está de portas abertas, esperando pela sua visita! Passa lá!

28.2.07

Clareza

Bela menina, cara a cara com alguém que não foi capaz de sentir o que queria ter sentido. Bela mulher, firme, forte, decidida, carinhosa. Brava também, é verdade, como costumam ser todas as belas mulheres que Deus mandou para enfeitar esse planeta.
De olho nela, doía dizer tanta coisa. Pesava demais a sensação do fracasso de uma história tão desejada, e tão especial enquanto pôde ser escrita. Mas a certeza de estar agindo de forma correta e honesta aliviava um pouco esse fardo, como se uma segunda mão o ajudasse a carregar uma bolsa pesada, tomando de assalto a outra alça. Finda a conversa, tudo já era mais leve...
Ficaram o carinho, a amizade, o respeito. E a constatação de que haviam construído uma relação sincera do início ao fim.

27.2.07

Mídia, BBB, sucesso e boatos

Depois de quase dois meses de muito trabalho, confesso: estou impressionado com a repercussão do BBB! Por onde ando há alguém falando no assunto, há mulheres usando flores nos cabelos, há gente se queixando dessa ou daquela injustiça na formação de um ou outro paredão! Impressionante! Isso sem falar nos milhões de votos recebidos ao longo da disputa pelo prêmio milionário.
Agora, há também o lado menos saboroso de, digamos, estar envolvido numa produção bem sucedida: você acaba sendo visto por alguns como uma espécie de embaixador do programa! E é muito chato quando começam a te cobrar respostas para as teorias conspiratórias que se espalham pela imprensa. Aliás, uma imprensa que muitas vezes não checa nada e sai publicando muitas abobrinhas. E olha que não falo apenas de veículos pequenos e sem credibilidade não...
A Folha de S. Paulo, por exemplo, derrapou várias vezes. Em uma matéria publicada no dia 19 de janeiro, chega a supor que o site do BBB deixaria escapar que há um roteiro "encomendado" aos BBs. Pura viagem na maionese!
A mesma reportagem ainda criticou uma manchete deste humilde blogueiro aqui: "Bruno e Flávia levam festa para a piscina". Até agora fico tentando entender o que passou pela (poluída) mente da coleguinha responsável pelo texto. A manchete fazia referência a um dia de festa na casa em que, dois participantes - Bruno e Flávia - foram para a piscina. Só isso! Mas a jornalista da Folha viu aí algum tipo de sensacionalismo. Fazer o quê?
Fato é que o Big Brother gera muita polêmica e isso se traduz em audiência, leitores e grana - e não só para os veículos das Organizações Globo. Na sede para aumentar esse lucro às custas da Nave BBB há muita coisa inventada ganhando espaço na mídia. Pena que o público, muitas vezes desavisado, embarque em quase todas essas histórias...
No mais, vale dizer que estou me divertindo muitíssimo e dando muitas espiadinhas!

Notícias de um mundo bizarro...

Chego ao trabalho, vejo minha lista de pendências do dia e, enquanto espero o início de uma reunião, dou uma olhada nos sites noticiosos. Primeiro, a chocante constatação de que o corpo de James Brown ainda não foi enterrado (e lá se vão mais de dois meses desde que o pai do soul bateu as botas!). Em seguida, descubro que, em Milão, uma professora cortou a língua de uma criança de sete anos, pra ver se a "pestinha" ficava em silêncio. Nada radical a professorinha, né?
A terceira notícia espantosa é velha, de ontem. Em Londres, a justiça ameaça retirar a guarda de Connor McCreaddie de sua mãe. A alegação? A mãe do garotão, de oito anos, seria a responsável pelos quase 90 quilos do moleque! Os assistentes sociais britânicos teriam tomado a decisão depois que a mãe de Connor se negou a parar de alimentá-lo com a temível "junk food". Ela rebate a acusação, dizendo que o meninote se recusa a comer frutas e vegetais. Com pena do filho, a inglesa teria se recusado a colocar um cadeado na geladeira.
Ainda tem a história da tal coelhinha da Playboy, que morreu há um tempão e também ainda não foi enterrada. E uma série de outras esquisitices que lotam as páginas dos jornais e os sites da rede...
Assustado, resolvi seguir a sugestão de uma amiga: desconectar! Muita esquisitice na minha cabeça...

Just a little devil...

Os gostos das bocas se misturando, o lençol enxarcado de suor. Pernas entrelaçadas, mãos ávidas por explorar cada milímetro inexplorado - ou há tempos sem ser visitado. Dentes decididos a deixar marcas no pescoço, na nuca! Línguas que pareciam pensadas para brincar com as orelhas. Arrepios subindo pelas costas, respiração intensa, músculos contraídos...gritos e sussurros que preenchiam o espaço, intensos e eufóricos! Êxtase!
O clima era quente, pegava fogo. Mas não havia dúvida: o paraíso era ali! Um paraíso que tinham criado para si. O paraíso povoado pelo diabinho...

26.2.07

Românticos*

Românticos são poucos
Românticos são loucos, desvairados
Que querem ser o outro,
Que pensam que o outro
É o paraíso
Românticos são lindos,
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu
* Composição de Vander Lee. Ouvi pela primeira vez ontem, e devo dizer que alguns versos não saem da minha cabeça...

21.2.07

Ana Maria Turner ou Tina Maria Braga?

Tá certo que não tenho nada com isso, que não sou expert em cabelo e tal. Mas confesso que me assustei ao chegar em casa, depois de toda uma noite trabalhando, tomar um banho, comer alguma coisa, ligar a TV e, de repente, dar de cara com Ana Maria Braga. Que cabelinho é esse? O que houve?
Gosto da Ana, acho até que já disse isso aqui. E devo dizer que, sinceramente, o look não ficou legal! Alguém precisa avisá-la disso urgentemente! Ou então vou deduzir que a apresentadora é uma pessoa sem amigos!
Cadê o Louro José que não se pronuncia? Amigo é pra essas coisas!!!

O ano em que passei o carnaval no cinema...

"Babel" e "À procura da Felicidade": dois bons filmes que o blogueiro só pôde conferir, com o habitual atraso de sempre, no carnaval off-folia...

Muito sol e dois filmes preencheram meus momentos de folga nesse atípico carnaval em que vesti - ainda que não literalmente - a fantasia de operário. Sim, para tudo há uma primeira vez na vida, e essa foi a primeira vez em que passei o Reinado de Momo trabalhando. Já posso dizer que em 2007 fiz algo que, de fato, nunca tinha feito antes!
Bem, o badalado "Babel" e "À procura da felicidade" foram as pedidas cinéfilas. Ambos interessantes, cada qual à sua maneira. E acho que os dois também têm fraquezas...
O primeiro, candidato ao Oscar de melhor filme, é dirigido por Alejandro González Iñárritu. O roteiro reúne quatro histórias, passadas em diversos pontos do planeta, para discutir temas como a intolerância e as barreiras sociais e culturais. Ora mostrando um personagem no melhor estilo "american yuppie", que acha que o dinheiro paga tudo, ora mostrando a pecha de terroristas estampada na carne dos povos árabes (pelo mesmo "american way"), González faz um bom trabalho. Mas eu tenho uma séria implicância com a japonesinha surda-muda que aparece, vez por outra, levantando a saia e demonstrando estar prestes a subir pelas paredes! Pra mim, é a mais desgarrada das quatro tramas e, ainda que haja um gancho que a prenda às demais, penso que seja frágil demais. Quase uma acochambrada...! Mas, falado em cinco línguas e filmado em três continentes, a obra pode abocanhar sim o troféu carequinha da Academia. E tem o Brad Pitt, em franca ascensão como ator. Bela cena na parte final, chorando ao telefone ao falar com o filho. Ponto pro marido da dona Jolie...
"À procura da Felicidade", dirigido pelo italiano Gabriele Muccino, é cinemão, no sentido mais comercial que essa expressão pode ter. Baseado numa história real, o filme leva para as telas Will Smith e o filho, Jaden Smith, para contar a trajetória de um americano comum, que comeu o pão que o diabo amassou até vencer na vida (ops, desculpe-me, mas precisava dizer isso, embora seja parte do fim da história). Will, habituée das comédias bobocas, acerta o alvo ao criar o seu Chris Gardner. Acerto, aliás, que pode lhe render o Oscar de melhor ator no próximo domingo. O filho do astro é uma graça e, embora beire em alguns momentos aquele estilo "criança-anã", comove em cenas como a do banheiro do metrô. A mais comoventes das passagens, no entanto, é decisiva para o protagonista. No olhar de Will Smith é possível notar toda a força, a garra e a alegria do homem que, enfim, vive um breve momento chamado "felicidade". É quase um filme de auto-ajuda, mas acho bacana.
Dois bons filmes, que não me deixaram arrependido de pagar para ir ao cinema nesse carnaval. Recomendo...

17.2.07

Ah, o tempo...

Primeira madrugada de carnaval e eu e mais três companheiros estamos confinados na redação do BBB. Surpreendentemente, o trabalho acaba cedo. Num momento de folga, um visitante começa a olhar o orkut e avista a foto de uma antiga paquera. Segundo o relato do rapaz, a tiririca do brejo que olhamos na tela já viveu dias de flor-do-campo.
Eis que, diante da foto do trubufu, uma amiga muito perspicaz dispara: "Meu filho, o tempo é uma fábrica de monstros!"
Como diria o Ancelmo: pano rápido!!!

16.2.07

Ziriguidum, teleco-teco...e saudades do acarajé!

Todo mundo pensando em bloco, serpentina, escola de samba...e eu com a cabeça em Salvador. Vi fotos da Ivetuda abrindo o carnaval de lá ontem e cheguei a ficar tristonho, doido de vontade estar lá no meio daquela bagunça, no meio daquele astral altíssimo. Pode ser neura, mas não me sinto seguro para curtir o carnaval na Cidade Maravilhosa. Em Salvador só da gente alegre, muitas figuraças pelas ruas! Policiamento reforçado, a gente curte sem medo de alguém sacar uma arma qualquer e fazer bobagem no meio da festa...
Bom, fica pra próxima...

14.2.07

Sobre as pessoas especiais...

Tem gente que não devia sofrer nunca! Gente que não devia ficar triste por nada; passar por aqui colhendo só as coisas boas que planta o tempo todo, em todo canto. Gente que devia receber apenas olhares sinceros, sorrisos bonitos, abraços carinhosos. Palavras verdadeiras, e ações que confirmassem essas palavras.
Que devia se cercar de gente que fizesse sua vida mais especial do que já é.
Tem gente que não combina com voz embargada, só quando o nó na garganta é de alegria...

13.2.07

Entardecer na Lapa

Saio pra jantar, como uma comida maravilhosa, a companhia é especial. Estou morto de cansado, mas disposto a fazer cada momentinho daqueles valer a pena; disposto a fazer de cada um deles um momento único. Conversamos, comemos...e o relógio me avisa que o tempo está esgotado.
Voltamos e, ao virar uma esquina, acabo me deparando com uma pintura! Saco o celular e registro mais um daquelas cenas que nos fazem ter coragem, ânimo, vontade e prazer de seguir em frente.
Deixo aqui a bela pintura! Com o desejo de que a semana de todos seja tão bela quanto esse entardecer.


[]s pra quem é de [] Bj pra quem é de bj!


12.2.07

Sobre o 'Fantástico' de ontem...

Durante um breve momento de folga, vi a entrevista que os pais do menino João Hélio concederam à jornalista Fátima Bernardes, no Fantástico. Chorei com eles e com suas lembranças do menino alegre, cheio de coisinhas e costumes engraçados como toda criança. Fiquei impressionado com a clareza e a lucidez da irmã do garoto, que, aos 13 anos de idade, escreveu uma carta indignada, contundente e linda.
Mas, além de tudo isso, fiquei muito impressionado com a postura de Fátima. Solidária, sóbria e acolhedora, a apresentadora do JN conseguiu captar daquelas pessoas tão magoadas tudo o que seria importante para a matéria, sem, no entanto, tripudiar da dor deles. Fátima, que também é mãe, estabeleceu uma cumplicidade que a gente consegue perceber logo no início do vídeo, no abraço apertado dado na mãe do pequeno João Hélio. Tudo na medida certa, sem que a jornalista cedesse à tentação de virar "a estrela". Talvez exatamente por isso, sua postura tenha sido tão estelar durante toda a reportagem.
Pode parecer pequeno, diante do tamanho da tragédia que nos atingiu a todos desde a última semana. Mas o fato é que cobrir um crime tão bárbaro é muito difícil. Já na quinta-feira conversava com amigos da TV sobre isso. O primeiro impulso é o de abraçar os pais e chorar muito. E também é tênue a linha que separa a informação do sensacionalismo.
Por tudo isso, louros à equipe do Fantástico e, em especial, para Fátima Bernardes. Toda sua carreira já comprova isso, mas o épisódio de ontem à noite ajuda a entender que ela é muito mais do que uma bela apresentadora de televisão. É, sim, uma jornalista competente, sensível e humana. Coisa rara nos dias de hoje...

9.2.07

Boa Idéia

Para Victor Hugo, "Aquilo que guia e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as idéias". Bela frase que serve de descrição para o blog de uma garotinha muito especial, que tá fresquinho, fresquinho na rede. Clique aqui e conheça o "Ideas a mil", desde já também na coluna de links, à direita da tela.
Boa leitura!

8.2.07

!

Nada me chocou tanto nos últimos tempos como essa brutalidade que fizeram com o menino João Hélio. Não tenho lido os jornais e nem visto televisão, por absoluta falta de tempo, e soube dessa notícia quando cheguei à tevê hoje. Revoltante, ultrajante, angustiante! Li mais na internet e, desde então, é só lembrar do assunto pra sentir um aperto no peito que não sei explicar. É como se tivesse levado um soco na cara: tô zonzo, dolorido e me sentindo sem condições de reagir!
Pra onde vai tudo isso? Até quando vai tudo isso? E o que podemos fazer? Chorar não basta, sentir a indignação que estou sentindo - e que vi nos olhos de todos os meus amigos hoje - também não é o bastante. Mas o quê se pode fazer? Parar de usar cinto de segurança nas crianças? Para de andar de carro?
O beco não tem saída mesmo ou sou apenas eu o cego que não consegue enxergar uma forma de revertermos essa situação? Será que a sociedade e os governos ainda não sentem o lodo do fundo do poço lambuzando suas caras? Porque, sim, chegamos ao fundo do poço! E, até aqui, ninguém parece ter uma cordinha, um fio, um nada que possa servir para nos levar lá pra cima de novo! Um nada, por menor que seja, que nos dê um bocadinho de esperança de olhar pro alto e pensarmos que o caminho de volta é árduo, mas é possível!
Que Deus proteja e ampare os pais do João Hélio. E que receba esse anjinho lá no céu com todo o carinho que ele merece...

5.2.07

Eu não paro

Quando eu vou parar e olhar pra mim
Ficar de fora
E olhar por dentro
Se eu não consigo
Organizar minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?


E eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou


Quando eu vou parar pra ser feliz
Que hora
Se não dá tempo
Se eu não me encontro
Nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim?


Se eu não sei o que é sonhar
Faz tanto tempo
Tanto mar
E o meu lugar
É aqui?


Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos
Mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim

(Ana Carolina, Dudu Falcão e Lula Queiroga)

4.2.07

"The Queen"

Pra quem gosta de drama e de história contemporânea, "A Rainha" é um programão! O filme narra os bastidores da reação da família real britânica à morte trágica da princesa Diana.
Reclusa num palácio ao norte da Escócia, a rainha Elizabeth II não foi nada hábil ao lidar com os fatos. Por uma semana, permaneceu isolada, sem dar qualquer tipo de declaração e sem transmitir qualquer sinal de pesar por parte da Coroa. Resultado: despertou um ódio inédito em seus súditos.
O interessante é ver, no filme de Stephen Frears, de que forma o então recém-eleito Primeiro-Ministro Tony Blair agiu nos bastidores para evitar que a (falta de) atitude da Coroa resultasse numa crise ainda maior com os cidadãos ingleses.
O drama também tem pitadas de humor - britânico, claro. As cenas com a rainha-mãe são hilárias, com um ar de senilidade muito saboroso. E quem gosta de saber das fofocas, vai perceber que, ao menos de acordo com o roteiro de Peter Morgan, as relações da turma de sangue-azul com Lady Di não eram mesmo as mais calorosas.
Gostei muito! Destaque, é claro, para Helen Mirren, que já embolsou o Globo de Ouro de melhor atriz pela atuação e é forte candidata ao Oscar na mesma categoria. Segura, firme, sem passar fortes emoções, ela está perfeita no papel da rainha dividida entre seus instintos - nada simpáticos ao que Diana representou para a Família Real - e o traquejo para agradar aos súditos sem violar (demais) os valores, costumes, crenças e tradições da Coroa. Pra mim, merece ganhar o prêmio!
Aliás, pra quem se liga no troféu dourado e carequinha lá de Los Angeles, "The Queen" recebeu 6 indicações.
Enfim, esse post é da série "Eu recomendo"!

2.2.07

Vida de operário

Acordar quando todos já estão no trabalho e trabalhar quando todos aproveitam o melhor do sono. Saber das notícias só por vê-las ao longe, nas páginas dos jornais. E dedicar todo e qualquer tempo livre para fazer as pazes com Morpheu. Sem falar na continha ingrata que ronda a mente na hora de sair de casa: o retorno, na melhor das hipóteses, acontecerá apenas 18 horas depois!

1.2.07

Quem avisa...

Mês novo, vida ainda mais corrida. Fim das "férias" que nunca tive, volta ao dia-a-dia na TV. E mais "Big Brother" nas madrugas. Sem falar na malhação, que não quero interromper em hipótese alguma, e nas cinco temporadas de "Six Feet Under" que comprei em Dvd. Ou seja: mais uma vez venho aqui só pra dizer que os posts vão se tornar (ainda mais) raros por aqui. Até porque o blogueiro-maratonista aqui precisa dormir pelo menos quatro horinhas por dia, né?
Bom, prometo dar uma atualizada sempre que possível, ok?
[] aos que são de [] e Bj aos que são de Bj!

30.1.07

Grande maçã x Batatas podres

O trabalho nas madrugas - como já era de imaginar - alterou completamente o meu bioritmo. Resultado: mesmo em dias de folga, como ontem, nada de sono no horário convencional. No máximo, um cochilinho no meio da madrugada. Bom pra ver um pouco de televisão, algo que já não fazia há tempos. No GNT, vi a reprise do Manhattan Conection. Sempre interessante, o programa capitaneado pelo Lucas Mendes lá de New York City abordava os favoritos (e azarões) na corrida pelo Oscar. Debate interessante sobre um assunto, pra mim, enjoadíssimo!
Na Globética, vi o Globo Rural. Não, não tenho fazendas, gado nem nada! Mas acho o programa bem feito e instigante (desde quando era moleque e via com meus pais, nas manhãs de domingo). E foi no meio de matérias sobre a previsão do tempo, a cultura do bicho-da-sêda e o preço do boi gordo que algo me penalizou.
Era uma reportagem sobre a colheita de batatas, em regiões do sul do país. A tecnologia entrou com força nas roças, a produção aumentou muito e o preço desabou - como reza a lei da oferta e da procura. O prejuízo é tamanho que, para muitos produtores, colher o produto só faria as despesas ainda maiores. Resultado: toneladas e mais toneladas de batata apodrecendo. Em alguns casos, doações têm sido feitas para as parcelas mais carentes da população. Em outros, nem isso.
O que mais me chocou - além de tanto alimento estragando num país em que tanta gente ainda precisa de algo para comer - foi a entrevista de um produtor. Chorando, ele se queixava de ver o fruto do trabalho de um ano inteiro ir para o lixo. Era um choro sentido, dolorido mesmo. Fiquei com muita pena do cara...
Bom, acho que me sensibilizei porque tenho vivido para o trabalho ultimamente - e essa não é uma queixa. Só que, para minha felicidade, faço um trabalho reconhecido - e que me dá prazer. E imaginei como sofrem aqueles que, no fim de todo o esforço, percebem que não valeu de nada.
Bela matéria! Para os que levantam cedo, vai a dica: o Globo Rural continua um programão!

Sem mão

Só tinha a Deus ali. Ou, quem sabe, até Ele poderia estar cansado de ouvir suas lamúrias. Só tinha a si. Mas sabia que não se agüentava mais. Só. Só e ninguém. Só e o vento. Só e o penhasco. Só e o nada que reunia tudo o que estava ao seu redor.
Pensou na vida e no sentido dela. Pra quê tudo aquilo? Pra quê continuar com tudo aquilo? Nada lhe amarrava, mas nada lhe tirava a sensação de estar preso num lugar que não era a sua casa. Nada lhe parecia capaz de matar aquela saudade estranha, voraz, de algo que nem sabia ao certo o que era.
A terra escorregava por baixo do solado de seu sapato, o vento bagunçava seus cabelos e zunia em seus ouvidos. Alto demais, pensou. Tudo muito pequeno visto lá de cima. Braços soltos, libertos, que também não tinham nada pra carregar. Tudo o que tinha para segurar era pouco, quase nada. Naquele momento, tudo o que queria era uma mão pra segurar...
Sentou e deixou as pernas sacudindo lá de cima. Lembrou-se de outro dia como aquele. E, de novo, quis ler a bula da vida.

28.1.07

Banqueiro, eu?

A campanha do Banco do Brasil foi muito bem sacada. Uma forma de aproximar a instituição de seus clientes, de estabelecer vínculos. Lendo sobre o assunto, descobri que a iniciativa também assustou alguns correntistas, supresos com a mudança no site, que acharam que a versão on line do banco havia sido invadida pelos temidos hackers.
Pois é. Tudo muito bom, tudo muito bem...mas, já que o banco é meu, quero meu iate! Quero minha mansão, minhas contas na Suíça! Quero mordomia, quero tudo o que tenho direito! Porque não basta ter banco, tem que levar vida de banqueiro, né não?

26.1.07

D&G

O cheiro no travesseiro era muito bom. E familiar também. Com o sono ainda lhe perturbando, conseguiu reconhecer de onde vinha aquele aroma misterioso. O cheiro do segredo mais deslavado de uma velha história: um perfume! Resolvido o enigma que a vida tinha aprontado para lhe despertar naquela manhã, levantou-se e, num piscar de olhos, lembrou do sonho que lhe havia consumido toda a noite. Era mais um encontro. Mais um, não o último deles. E, ao contrário de todos os outros, mostrava-se mais decidido, mais falante. E dizia tudo que há muito desejava falar...
"Sei que sou a pessoa errada, mas, pra mim, você caiu como a mais do que certa! Por tudo o que fizemos juntos - sempre tão bom, tão quente, tão amoroso e tão intenso...sempre parecendo que foi tão pouco! Meses que produziram anos, décadas de recordações em forma de músicas, filmes, dias da semana e feriados que sei que passei ao teu lado.
Som de uma viola que fcou na minha cabeça, e que ainda me arrebenta nos dias em que estou com saudades tuas. Lembranças do teu jeito de me olhar, do nosso jeito de beijar, e da forma de dormir juntinhos que a gente inventou. Sua voz, que ainda ecoa em meus ouvidos, implicando comigo e fazendo piada de tudo! O seu cheiro, que você nunca quis revelar, e que eu sempre fiz questão de perguntar mesmo já sabendo qual era.
Tudo tão bom que só poderia querer que durasse mais, e mais. Foi só o que eu quis. Mesmo sabendo que não era para querer! E É bom saber que você também gosta. Porque, como diz aquela música, eu não consigo (e nem quero) esconder que continuo querendo ter você. E não importa se é certo ou errado. Não importam as diferenças. Importa só o que queremos. E sei bem que, ao menos num ponto, nossos desejos coincidem! E tá ótimo assim!
Assim, sem sumiços. Sem mágoas, sem dor, sem pressa. Sem ponto final. Que tal reticências?
Com o sorriso que sei ler no teu olhar, e com o que eu sei que demonstro no meu. É assim que te espero. E não há porque fingir o contrário.
O que espero? O que a vida nos oferecer. E sei que será o que for melhor pra nós.
E se prepara, porque quem te pega na curva sou eu!"
Abriu os olhos sorrindo. Bom saber que as coisas se acertam, ainda que num espaço virtual, como é o espaço dos sonhos. Sonhos tão reais que continuavam a produzir o perfume que invadia seus pulmões naquela manhã de sol. Perfume inesquecível, de alguém deliciosamente inesquecível também...

20.1.07

Ah, a vida real...

Chips nos pezinhos dos bispos, vasos de cemitério na bolsa do estilista das agulhadas: como diz o Simão, é o país da piada pronta mesmo...

Por mais que lá no trabalho novo a reality seja sempre um show, nada se compara ao 'show da vida' que acontece além-muros do BBB! Não tem preço você abrir os jornais num belo sábado e descobrir que o estilista marrento que dava 'agulhadas' em personalidades mal vestidas foi preso furtando vasos num...cemitério! Ronaldo Ésper - autor dos comentários sempre grosseiros, em programas populares(cos) na TV - foi autuado em flagrante. Ele disse que os vasos pertenciam ao túmulo de uma tia. Mas o caô foi descoberto e o pessoal do cemitério resolveu chamar a polícia. Será que furtar vasinhos em cemitério é in? Acho que não! E acho, também, que com essa agulhada o Ésper não contava...
Mas o show não pára por aí! No mesmo sábado, você descobre que o casal de bispos-fundadores daquela igreja foi libertado da prisão, nos EUA. E que os passos deles serão rigorosamente acompanhados pelo FBI. Literalmente! Os dois terão chips implantados nos pés para que os 'homi'possam vigiá-los dia e noite. Surreal, né não? Os bispos tratados como aquelas araras monitoradas pelo Ibama!
Ah! Surreal também foi uma moça que vi essa semana na TV. Magoada, ela fazia a defesa do casal Hernandes - em horário comprado pela igreja dos bispos, diga-se de passagem! Com expressão sofrida e voz tatibitati, ela conclamava cada um dos 'agraciados' com 'milagres' a sair em defesa dos líderes da igreja! E jurava que, com oração, tudo isso vai passar! Xiiii...se não passar, não vai pegar nada bem...
Concorda comigo? A realidade não é muito mais show na vida real???

25 anos sem Elis


Nasci pouco antes da partida dessa moça linda. E sou mais um dos milhões de órfãos dela. Vejo nos olhos de Elis uma força sem fim. E uma dor que também me parece infinita. Nesse vídeo, toda a dor resulta numa interpretação fantástica. Clássica e inesquecível!
Salve, Elis! Para sempre e sempre!

19.1.07

Mais um amanhecer...

Faltam sete minutos para as seis da manhã e duas pessoinhas não param de falar no meu ouvido. Não sei o que acontece com esses tamagoshis: eles sempre dão um jeito de amanhecer pilhadaços. E, pior: sempre falando de paredão quando os primeiros raios de sol invadem a casa!
Passada rápida, só pra não dizer que não falei de brothers...rs!
[] pra quem é de [] e Bj pra quem é de bj!

16.1.07

Corredor

Toda a luz que havia estava lá, dentro da jaula. Jaula-mansão, mas, ainda assim, jaula. Caixa fechada, clarão, com pessoas fazendo as vezes de animais. Gente disposta a se deixar encaixotar, trancafiar. Gente que confia em espelhos, mesmo sabendo que eles revelam - sempre - muito mais do que refletem.
Do lado de cá, breu e espanto. Vê-los ali, como ratos de experiência de laboratório, é algo que não dá pra descrever. E, de repente, você dá de cara com uma bela mulher escovando os dentes. Não há um metro de distância entre vocês. Apenas o vidro. E lá está ela, a pasta, escorrendo pela boca da morena de olhos fascinantes. E lá está a língua, toda branca. E lá está você, de cara pra tudo aquilo.
Na saída, a claridade da vida real faz os olhos arderem um bocado. Vida real. Doida. Breve. Pouco tempo que a gente usa pra pensar em coisas tão esquisitas...

14.1.07

Ói eu aqui...

Saudade do meu canto! Saudade danada de sentar diante de uma tela em branco e ver meus pensamentos ganhando vida...! E, claro, saudades dos comments dos amigos!
Os dias têm sido ótimos! Cansativos, é claro, mas de muita diversão também. Uma pauleira grande, muito aprendizado, e ótimas companhias. Sem falar na estranha sensação de estar ao lado - literalmente - da casa mais vigiada do Brasil! Sem falar que aquelas pessoinhas lá dentro, trancadas, acabam virando meio que tamagoshis mesmo: a gente desenvolve uma afeição estranha de explicar por todas elas, e passa a achar as bobagens mais triviais do ser humano relevantes - e engraçadas. Coisa de maluco!
No mais, só me resta agradecer. A Deus por ter me abençoado com essa sorte danada, de fazer o que me dá prazer de verdade e, ainda por cima, cercado por pessoas tão especiais quanto Fabi e Naila. Aos amigos, que entenderam meu período de quarentena e não acharam grosseiro o e-mail que enviei - pedindo para não me ligarem pela manhã...rs - e a todos os demais, que seguem torcendo por mim nessa e em todas as outras jornadas em que me meto. Aqui na Terra e lá no céu, como sei que fazem, juntinhos, meu pai e minha vó...

9.1.07

É hoje!!!!

Brigadão a todos que mandaram e-mails, scraps, comments, sms e que ligaram pra desejar sorte, merda (como no teatro) ou qualquer coisa que o valha. Valeu mesmo! Tô sumido dos posts, mas sempre que dá passo por aqui pra matar a saudade do meu webrinquedo predileto! ;)
E aproveito pra avisar aos amigos que, de hoje até o fim do BBB, não estarei disponível para contato - de nenhuma natureza (rs!!!) - na parte da manhã! Vai ser a minha hora de recarregar as energias, blza?
[] pra quem é de [], Bj pra quem é de bj!!!
E vamo que vamo!!!

3.1.07

Fique de olho...aqui também!

O ano começou mal por aqui, né? Dois dias sem nada acontecendo no B@belturbo. Mas tenho cá meus motivos. Como os mais próximos já sabem, vou trabalhar - do verbo 'já estou trabalhando' - no site do "Grande Irmão". Uma experiência bem enriquecedora, por ser num outro veículo e uma outra mídia na vida desse blogueiro tão televisivo. E enriquecedora, também, pelo número de figuraças que pude conhecer nesse meio mês de convívio. Gente engraçada, querida, bem disposta, criativa e inteligente. Gente que acrescenta algo - e esse algo tem sido muita coisa!
Sem contar que voltei a trabalhar com minha amiga mais Lindona...!!! ;)
Bom, por isso o "sumiço" daqui. E, por mais que isso me entristeça - e me entristece verdadeiramente - devo dizer que os posts se tornarão mais raros do que eu gostaria que fossem nos próximos 90 dias. Três meses de madrugadas insones, observando o que vai se passar dentro da casa mais vigiada do Brasil. Sem contar que o tempo não vai congelar; ou seja, minhas férias vão acabar - e o "Salto" vai voltar...! Pouco blogueiro pra tanto compromisso! :(
Então, tá justificada a ausência. Por enquanto, sigo tentando postar sempre que possível. E você, como sempre, tá mais do que convidado para vir aqui de vez em quando, dar aquela espiadinha... :)
[]s pra quem é de [] e Bj pra quem é de Bj!

1.1.07

Tudo novo de novo*

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

* composição de Moska

É isso, turma! Feliz Ano Novo a todos!!!