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18.7.08

Eu vou, eu vou...pra Bangu 8 agora eu vou...

Achei irritante demais acordar e ver hoje, na capa da Folha de S. Paulo, a foto de Salvatore Cacciola sorrindo a caminho da penitenciária. Aliás, todo o episódio parece non sense demais: um homem condenado pela Justiça que resolve pedir para não andar no carro da polícia. E tem seu pedido atendido.
Como assim? O que mais ele quer? Foie gras, caviar, vinhos franceses, banheira de hidromassagem e TV por assinatura na sala?
Ou será que o sorriso que o ex-banqueiro ostenta na foto do jornal se deve à certeza de que, em breve, voltará a desfrutar de tudo isso?

31.5.08

Cidinha colocou a Alerj sob suspeita...

Deputados resolveram mandar libertar o colega de casa, Álvaro Lins, que havia sido preso pela PF. E a também deputada Cidinha Campos fez sérias acusações a boa parte dos legisladores do Rio de Janeiro. E agora?

Toda essa história da prisão do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro é, por si só, escabrosa. Descobrir que a cúpula de uma das instituições responsáveis por garantir a segurança do cidadão poderia estar envolvida com quadrilhas é assustador. É quase um sinal máximo de que as coisas são muito piores do que imaginamos. Infelizmente!
Mesmo assim, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro resolveu decretar a revogação da prisão do deputado Álvaro Lins, apontado pela Polícia Federal com um dos principais nomes da tal quadrilha e preso em flagrante.
Não sou jurista e, portanto, não me cabe julgar o mérito da prisão, bem como o da tal revogação.
Agora, como eleitor, fiquei chocado com a notícia sobre o discurso da deputada Cidinha Campos, do PDT, durante a sessão em que a revogação foi votada. Contrária à iniciativa que restaurou a liberdade do ex-chefe da Polícia Civil, Cidinha disparou um petardo: “Na hora de defender deputado vão buscar na Constituição Federal amparo para defendê-lo. Isso é porque 40% dessa Casa são envolvidos com a marginalidade, o tráfico, grupos de extermínio, extorsão e milícias”.
Pergunto: o que se faz diante de uma acusação tão grave quanto essa? Não dá pra ignorar e fingir que nunca houve o discurso de Cidinha. Não dá pra olhar com respeito para a sede do legislativo estadual depois de uma suspeita tão grave ser levantada por uma integrante da casa. E não dá, acima de tudo, para acreditar na idoneidade de deputados que sequer se preocuparam em dementir,veementemente, as duras afirmações da colega pedetista.
Como cidadãos, todos devemos cobrar por respostas. E isso é o mínimo que os senhores deputados nos devem...

8.5.08

Ainda sobre a sede de justiça...

Ver estampadas em sites e jornais as fotos da madrasta de Isabella se derramando em lágrimas em muitos desperta um prazer; a certeza do sofrimento de alguém que, segundo a polícia, foi capaz de algo tão covarde e violento contra a garotinha. Vê-la sofrer, acuada por flashes e por populares que transformam em gritos o horror com o crime, dá aos que já têm em mente a condenação o prazer de que a madrasta já começa a pagar pelos atos que o inquérito aponta que ela tenha cometeu.
É esse prazer que se ouve nas rodinhas de bares e nas bancas de jornais, nessa manhã de outono em que Anna Carolina Jatobá acordou numa cela, depois de dormir sobre um pedaço de papelão...
Os mais ponderados, e eu me incluo nesse time, olham para o choro da madrasta com um certo desconforto. Em mente, mais dúvidas que certezas. E perguntas que parecem não ter resposta: será? E o que pode ter levado alguém a cometer tamanha atrocidade?