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24.7.08

Essas excelências...tsc, tsc, tsc!

O corporativismo político é algo que me intriga...
Essa semana, um deputado estadual aqui do Rio de Janeiro foi preso, em casa, cercado por armas de variados calibres, numa reunião com supostos integrantes de uma suposta milícia. Uso essa idéia de "suposição" por pura força do hábito pois, para a autoridade policial, a existência do tal grupo armado e o envolvimento do deputado estão pra lá de comprovados.
Em meio ao flagrante, de batom na cueca até não caber mais, o deputado insinuou que estava sendo vítima de uma perseguição política...
E hoje, nos jornais, leio que os excelentíssimos deputados da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro ainda irão se reunir para decidir se processam, ou não, o colega por quebra de decoro parlamentar.
Decisão difícil, não?
Desculpem, mas não posso achar normal viver num país que tem tanto político atolado na m#$&4 até o pescoço...

31.5.08

Cidinha colocou a Alerj sob suspeita...

Deputados resolveram mandar libertar o colega de casa, Álvaro Lins, que havia sido preso pela PF. E a também deputada Cidinha Campos fez sérias acusações a boa parte dos legisladores do Rio de Janeiro. E agora?

Toda essa história da prisão do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro é, por si só, escabrosa. Descobrir que a cúpula de uma das instituições responsáveis por garantir a segurança do cidadão poderia estar envolvida com quadrilhas é assustador. É quase um sinal máximo de que as coisas são muito piores do que imaginamos. Infelizmente!
Mesmo assim, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro resolveu decretar a revogação da prisão do deputado Álvaro Lins, apontado pela Polícia Federal com um dos principais nomes da tal quadrilha e preso em flagrante.
Não sou jurista e, portanto, não me cabe julgar o mérito da prisão, bem como o da tal revogação.
Agora, como eleitor, fiquei chocado com a notícia sobre o discurso da deputada Cidinha Campos, do PDT, durante a sessão em que a revogação foi votada. Contrária à iniciativa que restaurou a liberdade do ex-chefe da Polícia Civil, Cidinha disparou um petardo: “Na hora de defender deputado vão buscar na Constituição Federal amparo para defendê-lo. Isso é porque 40% dessa Casa são envolvidos com a marginalidade, o tráfico, grupos de extermínio, extorsão e milícias”.
Pergunto: o que se faz diante de uma acusação tão grave quanto essa? Não dá pra ignorar e fingir que nunca houve o discurso de Cidinha. Não dá pra olhar com respeito para a sede do legislativo estadual depois de uma suspeita tão grave ser levantada por uma integrante da casa. E não dá, acima de tudo, para acreditar na idoneidade de deputados que sequer se preocuparam em dementir,veementemente, as duras afirmações da colega pedetista.
Como cidadãos, todos devemos cobrar por respostas. E isso é o mínimo que os senhores deputados nos devem...