28.2.07

Clareza

Bela menina, cara a cara com alguém que não foi capaz de sentir o que queria ter sentido. Bela mulher, firme, forte, decidida, carinhosa. Brava também, é verdade, como costumam ser todas as belas mulheres que Deus mandou para enfeitar esse planeta.
De olho nela, doía dizer tanta coisa. Pesava demais a sensação do fracasso de uma história tão desejada, e tão especial enquanto pôde ser escrita. Mas a certeza de estar agindo de forma correta e honesta aliviava um pouco esse fardo, como se uma segunda mão o ajudasse a carregar uma bolsa pesada, tomando de assalto a outra alça. Finda a conversa, tudo já era mais leve...
Ficaram o carinho, a amizade, o respeito. E a constatação de que haviam construído uma relação sincera do início ao fim.
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