12.2.07

Sobre o 'Fantástico' de ontem...

Durante um breve momento de folga, vi a entrevista que os pais do menino João Hélio concederam à jornalista Fátima Bernardes, no Fantástico. Chorei com eles e com suas lembranças do menino alegre, cheio de coisinhas e costumes engraçados como toda criança. Fiquei impressionado com a clareza e a lucidez da irmã do garoto, que, aos 13 anos de idade, escreveu uma carta indignada, contundente e linda.
Mas, além de tudo isso, fiquei muito impressionado com a postura de Fátima. Solidária, sóbria e acolhedora, a apresentadora do JN conseguiu captar daquelas pessoas tão magoadas tudo o que seria importante para a matéria, sem, no entanto, tripudiar da dor deles. Fátima, que também é mãe, estabeleceu uma cumplicidade que a gente consegue perceber logo no início do vídeo, no abraço apertado dado na mãe do pequeno João Hélio. Tudo na medida certa, sem que a jornalista cedesse à tentação de virar "a estrela". Talvez exatamente por isso, sua postura tenha sido tão estelar durante toda a reportagem.
Pode parecer pequeno, diante do tamanho da tragédia que nos atingiu a todos desde a última semana. Mas o fato é que cobrir um crime tão bárbaro é muito difícil. Já na quinta-feira conversava com amigos da TV sobre isso. O primeiro impulso é o de abraçar os pais e chorar muito. E também é tênue a linha que separa a informação do sensacionalismo.
Por tudo isso, louros à equipe do Fantástico e, em especial, para Fátima Bernardes. Toda sua carreira já comprova isso, mas o épisódio de ontem à noite ajuda a entender que ela é muito mais do que uma bela apresentadora de televisão. É, sim, uma jornalista competente, sensível e humana. Coisa rara nos dias de hoje...
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