6.3.13

Doutora Flávia...

Ao contrário do que diz o clássico sertanejo, eu aprendi a dizer adeus. Ainda é doloroso, ainda é difícil, mas sei que essa hora existe e - infelizmente - sempre chega...
Duro é quando não há tempo para esse adeus. Quando não dá pra dar o último abraço, um beijo, pra rir junto das bobagens da vida, ou pra oferecer o ombro nas horas de lamento. Duro é ver a vida nos negar essa oportunidade de dizer um até breve...
Há pouco, soube que uma amiga querida se foi. Estávamos distantes, mas o carinho por ela e sua família sempre foi grande. Não lembro de nosso último encontro. Não lembro de quando a vi sorrir pela última vez. Não lembro de muita coisa e isso é triste. É triste e faz pensar que, deixando o barco da vida correr, a gente também deixa mais frouxos os laços; deixa passar as oportunidades de estar perto. Deixa irem embora momentos que jamais poderemos viver de novo...
O que conforta é saber que, no nosso tempo, do nosso modo, naquele convívio tão intenso, festivo e feliz, a gente se curtiu muito! A gente se divertiu muito! E a gente riu muito! São essas as memórias que quero carregar comigo; agora somadas ao carinho e às saudades...
Fique bem, Flávia. Um dia a gente se encontra de novo...
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