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4.3.08

Sobre os amigos da minissérie...

Rainha dos clichês, Bia, personagem de Denise Fraga, já até abraçou uma árvore no seriado global...

Quando começou, "Queridos Amigos" parecia um programão. Elenco de primeira - capitaneado por Fernanda Montenegro, direção da sempre competente Denise Saraceni e a griffe de Maria Adelaide Amaral. A soma dos três itens seria praticamente o bastante para garantir um certificado ISO 9002 à produção global, pensei na época da estréia.
O equívoco já começa na abertura, com um garoto segurando uma bandeira no Brasil, numa das piores obras da história recente da computação gráfica mundial!
Depois, o texto...bom, mesmo os gênios têm suas obras de baixa inspiração; e esse parece o caso desta minissérie, tijolo menor na obra de Maria Adelaide Amaral. Não compromete o todo, mas também não merece destaque...
Por fim, o elenco. É ótimo, não dá pra negar. Mas acho que o Dan Stulbach está muito Tom Hanks pro meu gosto - e aquelas mágicas todas já encheram o saco-cartola dos espectadores. Entre as mulheres, Débora Bloch parece ter optado por um burocrático cumprimento de dever e Denise Fraga causa um certo estranhamento. Seus textos são repletos de chavões, clichês e penduricalhos desnecessários, e sua Bia acaba descambando pro estereótipo da riponga-com-delay-de-uma-década. Sem contar que sempre parece prestes a contar uma piada e matar o espectador de rir...
Enfim, como meu amigo Gustavo disse logo depois do capítulo de estréia da minissérie, "eu não gostaria de ser amigo dessa gente chata"!

14.6.07

Pedra dinamitada pela concorrência...

É...deu na Folha de S. Paulo que a audiência da estréia da minissérie "A Pedra do Reino" não foi nada boa. No horário, Record e SBT ficaram à frente do plim-plim. Ontem, um dia depois do início da história, quase todos os meus intelocutores concordaram: imagens belas e pouca história geraram a receita que (ao que parece) acabou desandando...
Acho uma pena! Principalmente porque pode dar ao povo uma impressão equivocada do romance de Ariano Suassuna. E o argumento de que a audiência é ruim porque o público rejeita as inovações de linguagem da adaptação não cola: "Hoje é dia de Maria", dirigida pelo mesmo Luiz Fernando Carvalho, se utilizou de estética bastante semelhante e virou um grande sucesso (rendeu até uma segunda jornada, lembra?).
Acontece. E mesmo grandes diretores, como o Luiz Fernando, têm o direito de errar a mão...afinal, quando acertam, eles sempre sabem compensar...