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28.10.07

Deliciosa viagem!

A correira danada nesse último trimestre do ano tem atrapalhado um bocado as minhas leituras. Mas ainda assim, arranjei tempo, deixei as crônicas vampirescas de Anne Rice de lado e tenho me dedicado a ler sobre a história desse nosso fabuloso país. Estou quase finalizando o primeiro volume da coleção Terra Brasilis, de Eduardo Bueno. "A viagem do Descobrimento", óbvio, retrata a saga da chegada dos portugueses ao Brasil.
Que livro bacana, minha gente! Para os amantes de História e para os amantes de histórias, essa é uma pedida fantástica! O autor fez uma pesquisa minuciosa e consegue nos fazer voltar mais de 500 anos no tempo. Esse mergulho na gênese do Brasil nos traz novos personagens, novos nomes e muitas, muitas informações curiosas sobre tudo o que estava envolvido nos planos de expansão que os portugueses empreenderam lá nos séculos XV e XVI.
E como é diferente voltar ao tema mais de dez anos depois de estudá-lo, ainda no Ensino Médio. A gente (re)descobre detalhes (?) que até podem parecer pequenos, mas que dão a exata dimensão de quão devotados e aventureiros eram esses europeus que aportaram por aqui. Quer um exemplo? Vasco da Gama! Incumbido pela Coroa de descobrir o famigerado caminho para as Índias, o patrício levou 10 meses navegando de Lisboa até Calicute. E, de volta à terra natal, levou mais um ano cruzando os mares. Dureza, ainda mais se pensarmos que os instrumentos de navegação - e as próprias embarcações - deixavam muito a desejar naquele período, perto do arsenal tecnológico de que dispomos hoje. Isso para não falar das inúmeras superstições que cercavam o "desconhecido" mar de então...
Recomendo muitíssimo a leitura! E, como o próprio autor me escreveu na dedicatória, trata-se mesmo de uma viagem pela História!

23.9.07

Uma tarde na Bienal

Passei a tarde de ontem na Bienal. Bom papo com amigos, boas risadas, boas oportunidades de compra (comprei toda a coleção Terra Brasilis, do Eduardo Bueno, com 25% de desconto) e um debate interessante sobre o universo feminino e suas relações com a história no Café Literário. Fernanda Young, Mary Del Priore e o próprio Bueno eram alguns dos debatedores. O espaço, aliás, estava lotado! Tinha até gente de pé pra acompanhar a deliciosa conversa entre os escritores...
Programão!
Quase na hora de deixar o Riocentro, uma imensa fila de crianças, sentadas no chão ao lado de seus pais, tomava boa parte de um dos corredores do Pavilhão Verde. Era muita gente. Com dificuldade, venci o tumulto e entendi a razão de toda aquela aglomeração: Ziraldo estava autografando um de seus livros.
Fiquei feliz por ver o reconhecimento ao trabalho do autor e comentei que Ziraldo é uma espécie de popstar da literatura nacional. "É bacana ver um talento ser reconhecido dessa forma", eu dizia, quando ouvi duas moças conversando atrás de mim: "Quem é que tá autografando?", uma disse. "É o Ziraldo", respondeu a outra. E a primeira retrucou: "Deus me livre! Enfrentar uma fila dessas pra ver esse hômi!".
Pouco depois, encontrei um amigo que me relatou seu espanto ao ver o cerco que se fez ao carrinho que, momentos antes, transportava Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro. "Era uma multidão correndo atrás delas, Murilo", dizia meu amigo. Depois, ao ouvir a história da conversa das moças nas redondezas da fila de autógrafos do Ziraldo, meu amigo disparou: "Um país tem os ídolos que merece!".
Dá pra não concordar?

9.9.07

História revisitada...e recontada!

Best-seller e bem humorado, Eduardo Bueno encarna personagens da História do Brasil na nova série do Fantástico. Pelo que se viu na estréia, o quadro é uma ótima pedida para os amantes do tema...

Sempre fui um apaixonado pela História do Brasil. E me lembro de sempre me divertir com a tortuosa trajetória do nosso país. Ria mesmo lendo os livros daquela que era a minha disciplina predileta, imaginando como seriam os devaneios de D. Maria, a Louca; e os desmandos de Carlota Joaquina. Gostava tanto daquele universo que cheguei a prestar vestibular para o curso, antes de entender que a minha praia é mesmo o jornalismo (aliás, uma outra forma de se ajudar a escrever a história). Essa paixão explica o motivo pelo qual fiquei feliz por ver que o 'Fantástico' resolveu investir numa série sobre o tema. Ainda mais juntando a competência do Pedro Bial ao talento (e paixão pela história) do escrito Eduardo Bueno.
Dei uma conferida na estréia de 'É muita história' e já gostei. O tom é bem humorado, como os livros do autor, que servem de base para essa abordagem televisiva dos fatos que fizeram o nosso país. A mistura de ficção e realidade é azeitada e costurada por (importantes) citações bibliográficas que comprovam o(s) novo(s) olhar(es) que Bueno lança sobre o passado da nação brasileira.
Fiquei pensando na diferença que esse tipo de quadro pode fazer na vida da molecada que está estudando história agora. E no trabalho que vai dar para os professores, que precisarão aturar todas as piadinhas dessa turma que, hoje, viu que a independência do país parece ter sido declarada em meio a um tremendo piriri de D. Pedro...