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27.8.08

Jurados desafinam no Ídolos da Record...

Acabo de ver uma cena muito condenável no programa Ídolos, agora na Record. Depois da apresentação de uma caloura transexual, Renata, os três jurados se puseram a fazer piadinhas e a ridicularizar a moça - que foi reprovada na audição. Calainho se vangloriou de não ter dado beijinhos na moça - "O beijinho vai pro YouTube, hein? Dei só um abraço".
E Paula Lima, Luis Calainho e Marco Camargo riram. Só eles devem ter achado alguma graça.
A atitude é deprimente! Vergonhosa! Um péssimo exemplo dado por pessoas que deveriam ter mais responsabilidade com suas atitudes - que chegam a sabe-se-lá quantos milhões de pessoas - e podem incentivar a propagação de mais ignorância, de mais violência, de mais intolerância e de mais preconceito.
Completamente fora do tom!

19.8.08

Nova casa para um velho conhecido do público

Record estréia programa solenemente surrupiado do SBT, com apresentação de Rodrigo Faro


É claro que tá muito cedo pra se fazer uma avaliação, mas ficou claro nessa estréia do Ídolos na Record que a emissora está preocupada em relançar o programa. E essa estratégia incluiu apresentar ao público o original americano, o American Idol. Ficou evidente que a nova casa do Ídolos quer deixar claro que ignora solenemente as temporadas anteriores do programa, produzidos e exibidos pelo SBT.
Rodrigo Faro é o apresentador. Não compromete, mas...sei lá...também não acrescenta. É o tipo do cara gente boa, mas não tem uma marca, uma identidade. Dá sempre a sensação de que qualquer um poderia fazer aquilo em seu lugar. E a passagem com uma citação ao Tropa de Elite - na qual o apresentador fez as vezes do Capitão Nascimento - foi constrangedora...
Dos jurados, ninguém pareceu ter o carisma do Miranda. Mas arrisco um palpite: Calainho tem tudo pra arrancar boas risadas da audiência. Aliás, resta saber se a audiência ainda acredita na atração, que já revelou dois ídolos condenados ao mais profundo ostracismo...
Vamos ver no que vai dar...

14.11.07

Por que a TV não consegue lançar cantores de sucesso no Brasil?

Antes de mais nada, adianto: não tenho a resposta...
No post de ontem, coloquei o vídeo de uma apresentação de Céline Dion no Star Academy e, como diriam os autores româticos, depois me pus a pensar...! Esse é um programa francês de muito sucesso! Quando estive em Paris, pude perceber isso in loco. O mote é similar ao do finado Fama, da Globo: aspirantes a cantor, confinados numa casa-academia, têm lições diversas sobre música, postura em palco, interpretação, recebem orientações sobre dicção, fazem atividades físicas e, uma vez por semana, se apresentam no palco; são julgados por professores da academia e o público elimina os concorrentes.
Lá, bomba! Elodie, por exemplo, foi a vencedora no ano em que visitei a terra de Piaf...
Nos EUA, o American Idol já revelou Kelly Clarkson, bastante premiada. Outro sucesso...
Aqui no Brasil, a moda não pega! Fama já foi pro espaço e, depois de algumas edições, não deixou famoso nenhum de seus vencedores. Curiosamente, Roberta Sá (que não ganhou quando participou da atração) é a mais bem sucedida dentre os participantes do show global.
No SBT, Ídolos chegou arrebentando no Ibope. Edição ágil, tiradas engraçadas (e, por vezes, constrangedoras) dos jurados, bons concorrentes e, depois de duas edições, acho pouco provável afirmar que alguém tenha virado "o novo ídolo da música brasileira", como anunciavam as chamadas do programa.
Curiosamente, o programa que mais tem revelado talentos está longe do internacionalmente consagrado formato dos reality-shows. Raul Gil, que está no ar desde o tempo da TV com válvula, recentemente lançou Ricky Vallen e viu seu calouro estourar em vendas e popularidade. E até indicado ao Grammy Latino já foi...
Enfim, é só uma reflexão. Afinal, por que os mais pretensiosos programas que buscam lançar novos talentos da música não conseguem fazer cantores de sucesso?