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3.11.08

Na HotLine...

Outro dia, escrevi aqui sobre o baque que a notícia da demissão de Sidney Rezende da CBN causou em mim. Hoje, acessando a HotLine aqui do blog, vi um e-mail com o título "Não consegui postar este comentário no seu blog. Abração".
Era do Sidney. Abri a mensagem. E divido, agora, com vocês:

"Murilo, muito obrigado por suas palavras carinhosas. Se tem algo neste momento que mais me conforta é a profusão de afeto dos ouvintes, amigos e parentes. Vivo neste momento que chamam de luto. Vai passar. Quem disse que seria fácil? (rs)"

Grande Sidney! Além de tudo, como eu já sabia, é gente boa! E, certamente, logo, logo deixará pra trás o luto momentâneo!
E, só aqui entre nós, o B@belturbo tem um time de leitores de primeiríssima categoria, hein? ;)

24.10.08

Mudanças na CBN...

A notícia do dia para o mercado de jornalismo do Rio de Janeiro foi a supreendente demissão de Sidney Rezende da CBN. Soube no meio da tarde e fiquei espantado. Sidney é daqueles profissionais que dispensam apresentações e para os quais faltam adjetivos. Além disso, é um caso raro de total identificação com o veículo e com a empresa. Para muitos ouvintes, tenho certeza, será estranho ouvir a "rádio que toca notícia" e não escutar a voz do Sidney.
Mas essa renovação é característica do rádio. Foi assim com Haroldo de Andrade que, ainda produtivo, foi substituído das manhãs da Rádio Globo. Haroldo tinha um talento ímpar. E, agora, é a vez de Sidney, outro grande comunicador, ficar longe do microfone que o consagrou.
Honestamente, lamento. E torço para que os envolvidos nessa história consigam achar novas oportunidades. E que essas possam trazer bons frutos...

19.7.07

Mais sobre a cobertura da tragédia com o vôo da TAM

Continuo sob o impacto do acidente com o vôo da TAM, na noite da última terça-feira - apesar do texto anterior, mais leve. Acho que a mídia, passada a tensão inicial do pós-tragédia, está realizando um bom trabalho. Isso de forma geral, claro. O UOL, por exemplo, deu uma bela derrapada ao publicar como verdadeira uma montagem grosseira enviada por um leitor que se identificou como "testemunha da tragédia". A "barriga" - termo do meio jornalístico empregado quando o veículo e/ou o profissional dá uma informação incorreta - mereceu destaque, inclusive, no blog da Ombudsman do portal, Tereza Rangel. Aliás, abro parêntese para dar um crédito à amiga Naila Oliveira, que me passou esse "furo" do UOL nos comments do post anterior sobre a cobertura da imprensa para o maior desastre aéreo da história do Brasil.
Ouvi, durante a tarde de ontem, a Bandnews FM - com um belo trabalho jornalístico, pontuado por ótimas entrevistas com especialistas em risco áereo. Depois, à noite, ouvi a CBN - com um trabalho bastante correto também - e vi o Jornal da Globo. Nos três casos, vi matérias que buscavam discutir a pertinência de se manter um aeroporto com o volume de operações de Congonhas no coração de uma cidade como São Paulo. Acho que é essa a pergunta que a sociedade deve se fazer nesse momento. E que os governos, das diferentes esferas, vão ter de responder...
Aliás, vale dizer que, há mais de um ano, esse modesto blogueiro já criticava esse aeroporto encravado no centro de Sampa...