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14.10.08

Ladir & Copélia: uma dupla imbatível no humor televisivo...

Experiência a serviço da graça: Arlete Salles e Ítalo Rossi são os donos da cena no seriado criado por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa...

O episódio de Toma lá, dá cá exibido na noite de hoje pela Globo foi muito bom! O elenco, como tem sido recorrente, esteve primoroso. Mas os destaques - igualmente recorrentes - foram Ítalo Rossi e Arlete Salles. Ele, totalmente Seu Ladir, brilhou na cena em que jogou uma cadeira no chão durante um suposto ataque de testosterona. Hilário!
Já Arlete, alvo de grande admiração de Miguel Falabella, esteve irrepreensível ao longo de todo o programa como a sua já inesquecível Copélia. Mas a reviravolta, quando se apresentou como mulher do velhinho - até então tido como noivo de Isabella - foi sensacional!
Como todo seriado, esse também tem texto irregular. Mas episódios como o de hoje demonstram que a Globo está pra lá de certa ao assegurar a atração em sua grade para 2009.

16.9.08

Um episódio 'mara' em 'Toma lá, dá cá'...

A la Copélia: Ítalo Rossi, mais uma vez, roubou a cena na sitcom criada por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa

O episódio do Toma lá, dá cá que a Globo exibiu hoje foi dos melhores dessa temporada. Texto inspiradíssimo e, pra variar, interpretações impagáveis de Arlete Salles e Ítalo Rossi, que surpreendeu ao surgir em cena vestido de Copélia.
O seriado é um daqueles acertos inegáveis. Até Diogo Vilella, que tem tido participações meio apagadas como o Dr. Arnaldo, arrancou boas gargalhadas ao ter um piti por conta dos preparativos para um tal comercial do qual seria astro. Muito bom mesmo!!!
Só continuo achando que Marisa Orth e Adriana Esteves continuam a fazer escada para os demais colegas de cena. E é uma pena, pois as duas também já deram provas do talento para a comédia.
Enfim, um programão! Aliás, humor na TV aberta, pra mim, anda resumido ao CQC e ao Toma lá...
E você? De que mais gosta de rir na TV?

14.3.08

Sobre o filme da "Loira Má"...

Marília Pêra faz rir em dose dupla no filme que marca a estréia do multimídia Miguel Falabella como diretor de cinema...

As mazelas, insatisfações, neuroses e esquisitices que fazem parte do cotidiano de todos nós ganham a tela no longa de estréia de Miguel Falabella - agora, também, diretor de cinema. Com roteiro igualmente assinado pelo eterno Caco Antibes e inspirado na peça "Como encher um biquíni selvagem", outro sucesso da lavra do artista multimídia, o filme traça um bem humorado painel da sociedade atual.
Encabeçado por Marília Pêra, genial nos papéis das gêmeas Magali e Magda, o elenco é de primeiríssima categoria. Arlete Salles, como a atriz à beira de um ataque de nervos, rende momentos hilariantes. E deixa claros os motivos de tanta reverência do diretor, que sempre a escolhe para seus trabalhos.
Stella Miranda, como Dulce, faz um trabalho primoroso. Na mais comovente cena do filme, não há quem não se identifique com a dor da mãe de fala mansa que revela como acabou indo trabalhar num centro de atendimento a suicidas. Aliás, vale o registro, Neusa Borges cumpre com muita eficiência o papel de coadjuvante nessa bela cena. E se comove, Neusa também faz rir. Numa ligação telefônica conturbada, a Crioula defendida pela atriz tem diálogos engraçadíssimos com Marília Pêra, Jacqueline Laurence e Arlete Salles. É o melhor do texto de Falabella, em diálogos ágeis, ácidos e hilários, a serviço de um dos momentos mais engraçados do filme.
Na ala masculina, o destaque é Otávio Augusto, vivendo o típico cidadão de classe média que morre de amores pelo automóvel - no qual, aliás, conserva os plásticos que envolvem os bancos. Uma clara referência falabellística à "pobreza", tão alfinetada por Caco Antibes...
Alexandre Slaviero destoa do restante do elenco e faz do seu Arnaldo um mauricinho um pouco over e, em alguns momentos, até um pouco afetado. Juliana Baroni, Ana Roberta Gualda e Nicolas Trevijano, no entanto, acertam em cheio em seus papéis.
Se Marcos Caruso parece pouco aproveitado e Natália do Vale aparece num tipo frio demais, Marília Pêra é só calor em seus dois papéis. E protagoniza uma cena que valeria o ingresso quando, surtada, Magali põe-se a reclamar da vida: "Um marido que ronca, um filho que bebe e uma irmã que liga a cobrar", diz a personagem, arrancando risadas fartas da platéia - aliás, pequena para um filme que poderia ter tanto apelo popular.
Enfim, Falabella estréia mostrando que tem fôlego para produzir também para as grandes telas. E se o filme tem alguns probleminhas técnicos, como a falta de sincronia entre áudio e vídeo em algumas cenas, o roteiro, os personagens e a fotografia - onde se nota uma forte influência da cinematografia de Almodóvar - tratam de dar ao público motivos de sobra para rir.
Recomendo para quem quiser se divertir sem grandes pretensões. E, cá pra nós, nada melhor do que rir despretensiosamente...

7.8.07

'Toma lá, dá cá': risadas garantidas com Falabella e sua trupe

Elenco de primeira e texto inteligente e cheio de graça fazem parte da receita do sucesso de 'Toma lá, dá cá'

Acabo de ver a estréia de 'Toma lá, da cá'. E me diverti bastante! O texto de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa estava primoroso! Arlete Salles deu um show no papel da coroa 'muderna' e abrilhantou ainda mais o programa. O elenco todo esteve muito bem e, entre os jovens atores, Fernanda Souza me pareceu ainda buscar o tom ideal de sua personagem. Mas já mostrou em trabalhos anteriores que é boa atriz, tem o dom da comédia e, certamente, vai encontrar seu caminho em mais essa empreitada.
Otávio Augusto também só colaborou para que esse primeiro episódio fosse bem sucedido. Como o deputado-banguela que acaba perdendo a linha no Congresso, o ator mostrou mais uma vez seu talento. E Marisa Orth, fantástica, fazendo rir num papel completamente diferente de Magda.
Aliás, para quem esperava um novo 'Sai de Baixo', a noite deve ter sido de desilusão. 'Toma lá, dá cá' tem seu próprio ritmo, tem um texto muito bem trabalhado e, ainda por cima, já deu mostras de que vem muita crítica social pela frente!
O único senão da estréia é técnico: vez por outra, o áudio falhava, ou parecia num nível mais baixo que o normal. Dificuldades normais quando se grava um programa como se fosse 'ao vivo', com platéia, com um estúdio fazendo as vezes de teatro. Mas nada que a TV Globo não possa superar em breve...
Pelo visto, se o Ibope confirmar o sucesso da estréia de hoje, 'A diarista' deve acabar mesmo aposentada...