15.1.12

Pra minha cálega...

Quem diria que eu, que brincava de apresentar o Jornal Nacional quando criança, um dia ia parar na frente das câmeras? E quem diria que, uma vez na TV, encontraria uma parceira com o mesmo sobrenome, nascida e criada no mesmo bairro, que estudou na mesma escola?
Pois é...a vida nos traz muitas surpresas!
Por obra e graça delas, parei naquela redação e tinha a missão de trabalhar diretamente contigo. E hoje, passado esse tempo todo, acho bacana dizer coisas que nunca te disse. Você, toda durona, foi, sempre, muito paciente. Muito empenhada em me ensinar como aquela engenharia toda funcionava e em me fazer dominar esse processo. Foi muito compreensiva nas vezes em que os problemas da vida me tiraram o foco, como quando me separei e deixei claro que não tinha condições de cumprir os prazos acordados. Ou quando minha vó morreu e precisei ficar uns dias fora...
Sabe, cálega, eu acho que você me adotou. Por ver em mim qualidades que eu nem sabia possuir, mas, talvez, também por saber da importância dessa adoção para alguém que tem uma história como a nossa, que vem de onde viemos e que agarra as oportunidades com todas as unhas e dentes disponíveis. Sou grato de verdade, viu?
Mas nem tudo foi poesia - como, aliás, eu nem acho que deva ser. Não foram poucas as vezes em que, mesmo sendo seu subordinado, discordei de você - sendo até mais veemente do que mandaria o bom senso - e acho que daí nasceu essa confiança que, hoje, temos um no outro. Porque o tempo nos deu essa certeza de que não há reservas e nem pudores para que a gente atue com sinceridade e transparência nessa nossa louca rotina, seja na frente ou atrás das câmeras.
O tempo também nos fez mais próximos, mais cúmplices, mais amigos. Não são poucas as vezes em que a gente percebe no ar o que o outro está pensando, o que é um forte sinal dessa sintonia que nos une. Diante das câmeras, isso resulta harmonioso, integrado. Longe delas, faz o convívio mais fácil e divertido. E faz com que a gente seja uma dupla complementar. Acho que é esse o segredo, viu?
Então, nesse teu dia, além de agradecer por tudo isso que já disse, quero te agradecer por ter se tornado essa amiga leal, carinhosa (do seu jeitinho, claro!), e por permitir que eu também passasse a fazer parte da sua vida.  Quero te dar os parabéns por ser a profissional que você é, mas, mais que isso, por ser guerreira, batalhadora, engraçada e divertida - e por estar se permitindo cada vez mais experimentar a graça e a leveza que estão por trás dessa fama de durona. É tudo casca, sua boba! De ranzinza, você só tem o charme!
Um beijão, titia! Muita poesia na sua vida!
E feliz aniversário!

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