20.2.11

Quando as horas maltratam...

E numa hora dessas, quando o peso de todas as dúvidas despenca sobre minha cabeça, sinto o vazio da solidão corroer cada canto do meu peito. Sofro com a sua falta e com a ausência de pequenas certezas, singelas certezas que tirassem da minha existência essa insuportável sensação da ameaça permanente. A ameaça do não mais...
Em horas assim, assumo: fraquejo. Sinto-me pequeno demais diante de um sentimento gigantesco, assustador como esse que trago comigo. Sinto-me refém dos planos desfeitos, dos sonhos perfeitos e dos desejos irrealizáveis. Sinto-me atado às lembranças boas e aos pensamentos maus. Sinto-me trancado por dentro, fechado num mundo em que estamos sós: você, eu e tudo de bom e de ruim que essa história traz.
É nessas horas que penso em desistir. Abrir mão desse amor tão grande, da intuição que insiste em me dizer que a felicidade é o nosso destino...abrir mão de você! E abrir mão de mim. Abrir mão de ser esse alguém fiel aos sentimentos, esse alguém que acredita na força de um grande amor e que pensa não haver nada mais valioso na vida do que ter a sorte de viver uma história feliz com quem se ama. Abrir mão do que sinto e do que penso. 
Sim, é verdade: sem você, sei que não serei mais eu...
Mas aí, nessas horas, fecho os olhos molhados e vejo teu sorriso. Ouço tua voz fazendo carinho em meus ouvidos e lembro do sabor do nosso beijo. Sorrio, certo de que jamais fui capaz de amar alguém tanto assim.  E decido seguir em frente...
Até quando?
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