2.8.07

(in)Finitude?*

De repente, o fim.
E a gente pensa no telefonema que não houve
nas faltas aos encontros
e na falta de encontros.

De repente, a dor.
E a gente chora de saudade
reclama da injustiça
e se sente impotente.

De repente, passa.
Passa a dor, passa a idéia de fim.
Porque o amor não acaba quando a vida termina
e porque ninguém sabe se a vida, de fato, acaba.

E de repente, quem sabe?
Reencontro...novas risadas, novos papos
Uma história que ficou congelada
pronta pra ser contada. E sem deadline pra acabarmos de escrevê-la...

Juntos!
*Sim, é um texto sobre morte. Quando a gente fica sabendo que um cara cheio de vida, gente boa, inteligente e com apenas 24 anos vai embora, não há como não sentir uma certa chacoalhada sob os nossos pés. "Vida louca, vida breve", como diria o jovem poeta que um dia também partiu cedo demais...

1.8.07

Paciência


Adoro essa canção...e, se dizem que Agosto é o mês do desgosto, tenhamos, pois, paciência pelos próximos 30 dias (sim, porque o primeiro já foi...)

31.7.07

Sobre uma história de amor sem ilustrações...

Sem avisar, sem dar pistas, quase por acaso. Exatamente da forma como tinha aparecido, sumiu. Foi embora carregando coisas das quais nem podia se dar conta. Bagagem pesada demais, se houvesse um corpo físico capaz de traduzí-la, de fato, em quilos. Ou toneladas. Malas e mais malas de um amor puro, verdadeiro. Embrulhos incontáveis, cada qual cheio de sonhos que não chegariam a realizar juntos. Pacotes de esperança, que havia despertado, mesmo sem querer, ao surgir, algum tempo antes, como uma boa oportunidade de fazer nascer uma história plena.
Para quem havia ficado, tinha dias em que a tal bagagem não fazia falta. Em outros, porém, a ausência era sentida do primeiro ao último minuto daquelas vinte e quatro horas contadas e medidas por uma saudade que só fazia crescer. Nesses saudosos dias, até o vento batendo em seus cabelos trazia lembranças do jeito como aqueles outros cabelos eram bagunçados ao sabor da brisa. Dias estranhos, nos quais mesmo os bons momentos lhe entristeciam, por saber não poder compartilhá-los com aquele seu amor. Os maus, estes reforçavam ainda mais a impossibilidade de ter aquele alguém por perto, dando força, dando conselhos e dando, quando conselhos e força não bastassem mais, um longo abraço.
Nesses dias, seus sorrisos eram quase fraudes. Ensaios de uma felicidade que, um dia, achou ter encontrado. E que, sem mais, nem menos, se foi. Ressentia-se da falta de uma despedida e, num exercício de quase mutilação, esforçava-se para lembrar de como havia sido o último encontro. Lembrava e, então, lamentava por tudo o que gostaria de ter dito e não disse. Lamentava pelos momentos únicos que havia deixado passar sem fazer algo que pudesse ter impedido que o fim de tudo fosse assim. Algo que não sabia o que era.
E lamentava, sobretudo, a não existência de uma foto qualquer em que aparecessem juntos e sorrindo. Um jeito de amansar a saudade e de lembrar, para todo o sempre, que haviam, sim, sido felizes naquele tempo...

E cresce a lista de blogs amigos...

Vira e mexe, a vida nos traz boas, belas, grandes e pequenas surpresas. Recentemente, ela me trouxe uma grande e boa surpresa, encarnada numa bela e pequena moça. Flávia Lima, minha amiga "repórti" do Salto. Um amor de pessoa, de quem gostei logo de cara - uma dessas coisas que a gente não explica, sente e ponto. Flavinha tem um blog bem bacana - o Fatos & Focas - que, a partir de hoje, é mais uma das minhas indicações na lista de links amigos aqui do B@belturbo.
Bj, Pequena! E tamos aí, viu?

30.7.07

Ricas, loiras, famosas e chegadinhas a um escândalo...

Britney, Paris e Lindsay: as três loiras que dominam os "noticiários" sobre celebridades atualmente

Desde que fiz um programa sobre celebridades para o canal universitário do Rio, tenho um olhar cada vez mais crítico para a cobertura da mídia ao dia-a-dia de astros e estrelas. Confesso que, em muitos casos, acabo me divertindo muito com os chavões que acabam socorrendo os colegas jornalistas, incumbidos de falar cada vez mais - e mais rápido - do nada. Basta uma rápida busca pelos sites especializados para constatarmos que, sim, (quase) tudo é vazio. Quer comprovar? Peguei três exemplos, dos três principais sites especializados em famosos...
Percebeu? Um almoço aqui, uma partida de baseball com o filho acolá e um jantar. Não importa o fato, importa quem está envolvido na "ação". Mesmo que a ação seja a mais corriqueira do mundo, como almoçar e jantar. E o pior é saber que o povo lê - e muito - esse tipo de notícia...
Agora, cá entre nós, nada pode ser mais assustador do que o extremo esforço de Britney Spears para aparecer! Nunca fui fã da moça, nunca achei que ela era, de fato, tudo o que diziam que ela era (na época, diziam coisas boas e, apenas com relação à carreira dela). Pois agora ela parece decidida a mostrar que é tudo! E mais um pouco! E lá está ela, estampada em tudo que é canto: careca, internada, fugitiva, só de lingerie, demitindo assessora...a moça, sem dúvida, faz a alegria dos jornalistas que precisam preencher as páginas de fofocas de sites, revistas e jornais.
Britney e seu jeitinho-meigo-e-escandaloso-de-ser já têm adeptas. Lindsay Lohan (pelo que pude acompanhar, e foi bem pouco) é a mais cotada para substituir a "cantora-enxaqueca". A atriz (que, confesso, só conheci recentemente, tamanha a exposição da figura na web) é chegada a beber, dirigir e se drogar. Sem falar que ainda usa um aparelho para monitorar o consumo de álcool (e divulgou isso, claro!). Por essas e outras, a loira desponta como uma das "celebridades" mais controversas da atualidade.
Ah! Já ia esquecendo de Paris Hilton, que foi do filminho-pornô-caseiro-que-vazou-na-rede à cadeia! Mas aí já é futilidade demais pra um post só...
E você? Lê esse tipo de coisa???

29.7.07

O Pan acabou. Que a Paz continue...

Franck Caldeira recebe medalha em encerramento do Pan. Maratonista foi o último brasileiro a ver o ouro brilhar em seu peito no Rio 2007

O Pan chega ao fim e já deixa um gostinho de saudade na boca de todos os cariocas. Cidadãos que vibraram com as conquistas de nossos atletas, que receberam milhares e milhares de turistas com a cordialidade e a hospitalidade de sempre, e que entraram de cabeça no clima de cooperação e harmonia que os eventos esportivos sempre trazem para a atmosfera de todos os envolvidos.
Nós, cariocas, que amamos essa Cidade Maravilhosa; e que a amamos mais ainda assim: bonita, alegre, em paz! Num clima de tranqüilidade que, há muito, não se via por aqui. Durante esses dias de Pan, abri os jornais e constatei - surpreso e feliz - que não havia ocupação de favelas em destaque. Não havia tiroteio, não havia bala perdida! Não havia falsa-blitz, espancamento de domésticas. Abri os jornais e vi, durante todo esse Pan, a tristeza que a violência carrega consigo ceder lugar à beleza e à leveza do esporte, da felicidade. Da vitória! Vitória que é de todos nós, cariocas, fluminenses, brasileiros!
Vitória que devemos lutar para ver repetida nos dias que virão. Porque o Pan acabou e não podemos fazer nada com relação a isso. Mas pela paz podemos fazer muito! A começar, cobrando para que toda a segurança que dominou o Rio durante a competição se torne rotineira. Para que o medo - que por tanto tempo foi nosso companheiro mais constante - dê lugar ao orgulho de viver no lugar mais bonito do mundo! E para que a violência, a maior vilã da história desse nosso lugar, seja vencida pela alegria de sermos cariocas. De vivermos no Rio. E de amarmos tanto e tanto essa cidade linda...

Mundo-cão...

Robinho e Kiki: dois anjos, se comparados ao que devem aprontar Osama & Bin Laden...

Entro no táxi e a conversa gira em torno de animais. Cães, para ser mais preciso. Minha mãe e eu falamos das agruras de se ter um casal de poodles em casa - êta cachorrinhos temperamentais! O taxista, até então calado, resolve se manifestar:
- Tenho quatro cães da raça Pincher. A mais velha tem 10 anos. Chama-se Inara, por causa de um pagode antigo.
O pagode, pra quem quiser saber, é do extinto grupo Katinguelê. A letra (um primor do gênero)está aqui. Bem, voltamos ao táxi...
- Outros dois - seguiu o taxista - são mais jovens. Nasceram em 2001. No dia 11 de setembro.
Confesso que já comecei a rir, imaginando o que estava por vir...
- A fêmea se chama Osama. O macho, Bin Laden...
A risadaria tomou conta do carro. E o taxista, achando-se um mestre do trocadilho por ter dado ao nome do homem mais procurado do mundo um quê de nome de dupla sertaneja (canina), revelou:
- A mais novinha, filha de Osama Bin Laden - sim, ele diz assim, sem separar o nome dos cães, como se a pobre pincher fosse filha do terrorista - chama-se Coragem. Afinal - prosseguiu, explicando a piada - Osama Bin Laden teve coragem, né?
Diante dos nomes dos cães do taxista, comecei a achar normais as artes dos cachorrinhos aqui de casa. Afinal, melhor ter Kiki e Robinho aprontando todas - e mais algumas - do que ser forçado a conviver com Osama Bin Laden sob o mesmo teto. Ao contrário deles - os cães do dono do táxi - não sei se teria Coragem...
Sem contar que latido de pincher é irritante pra caramba!!!

28.7.07

(Nossa) ligação...

Então, dizes que me amas.
Incrédulo, e, talvez, tentando crer no que ouço, rio.
Rio daquelas tuas três palavras, ditas com a malemolência que o álcool traz.
Rio do som que elas têm quando ditas por ti.
Som que nunca ouvira em tanto tempo...

Rio de um destino que nos separou sem nunca ter desfeito nossa ligação
Nosso laço, nó quase cego; míope, tão apertado quanto os abraços de antes
Nó que nos amarra e nos afasta; ele - o nosso nó - a pedra no meio do caminho
Do nosso caminho para a felicidade...

Rio das voltas que o mundo dá
Mundo que nos deixa tontos
Que roda, roda, roda e nos deixa sem saber pra onde ir
Mas, vamos? Seja pra onde for...

E rio de uma certeza teimosa
que insiste em vir comigo onde quer que eu vá
A certeza de te ter sempre junto de mim
A certeza duvidosa de achar que é pra você que eu vim...

27.7.07

Refém de você

Chove fininho e caminho pela rua sem você ao meu lado
O vento úmido e frio só faz maior a falta do seu calor junto de mim
A noite escura se ressente de tua ausência
Porque só contigo as noites são felizes...

Sem você, fico pelo meio
Nem cheio, nem vazio
Nem alegre, nem triste
Não mudei, mas não pareço mais o mesmo
Sem você, a vida passa e não me dá carona...

Sou refém de você
Da sua verdade, da sua presença
De minha ansiedade, de minha descrença
Refém de um sentimento que só faz crescer...

Persisto na caminhada solitária e minha única companhia
é a tua lembrança
Cheiros, gostos, risos, beijos
Momentos que foram o ápice do que poderiam ser
E que eu tanto quis que durassem mais...e mais

Mas vem a vida me dizer que nem todas as histórias de amor são felizes.
E que nem todas as histórias de amor ...são de amor...

26.7.07

Ruas de Outono



Acho essa música linda, e prefiro a gravação original, na voz da Ana Carolina, a gravação da Gal, que faz parte da trilha da novela das oito.
As imagens são do novo show da Ana, "Dois Quartos", em cartaz no Canecão...

A alma do negócio 2*...

Penélope postiça: atriz estrela polêmica campanha de rímel. Empresa anunciante só não esclareceu que a moça aparece o tempo todo com cílios postiços nos anúncios...

Ontem li na Folha uma matéria falando de uma certa confusão que está rolando na Europa por causa de um comercial de rímel com a atriz Penélope Cruz. O problema todo é que a a autoridade de regulação da publicidade britânica descobriu que a moça está envergando belos cílios postiços no material da campanha. Ou seja: rola um 171 básico!!!
Fico pensando aqui no Brasil. Quem nunca reparou nos comerciais de shampoo e condicionador? Aquela cabeleira brilhando, impecável. Será que é tudo real mesmo? Lembro de já até ter visto um comercial em que o cabelo da modelo aparecia meio amarrado, pra "vender" força e resistência, as promessas do produto anunciado. É tudo verdade?
Sem falar naqueles anúncios de televendas: os campeões absolutos no quesito "marketing do caô". Tem bermuda que acaba com a celulite instantaneamente, tem "comedores de gordura" que se anunciam milagrosos (e que, miraculosamente, só fazem efeito se o cliente seguir um programa de dieta, cuidadosamente encartado na embalagem), e por aí vai...sem falar nas inesquecíveis meias Vivarina, que só podiam ser destruídas pelas fantásticas facas Ginsu...
E tem gente que acredita em tudo isso. E, pior, compra!!!

*Estranhou porque o número 2 aparece no título desse post? Explico: esse tema já foi discutido aqui, no ano passado. Clique aqui para ler. Ou reler...

25.7.07

A divina comédia de Magda...


No post de ontem, citei o 'Sai de Baixo'. E bateu aquela saudade de toda aquela bobagem que tanto me fez rir em várias noites de domingo. Dei uma fuçada no You Tube e encontrei grandes relíquias. Uma delas é esse clipe, só com as pérolas da Magda, interpretada pela Marisa Orth. Sou fã do humor da Marisa. E acho que ela criou um dos tipos inesquecíveis do humor nacional. Pena que, no fim da carreira do programa, os redatores passaram a exagerar e tornaram a personagem repetitiva e previsível. Mas vale recordar os bons momentos, né?

Para os saudosos, como eu, bom divertimento!

24.7.07

Marinete fora do ar...

Novo programa criado e estrelado por Miguel Falabella faz diarista apagadona rodar da grade de programação da Rede Globo

Leio nas colunas de televisão que 'A Diarista' está com os dias contados. A direção da TV Globo estaria estudando a possibilidade de lançar novos episódios da série em 2008 mas, por agora, é só mais um e olhe lá.
A decisão não me surpreende. Já faz algum tempo que acho as piadas repetitivas e as situações, mais ainda. Aliás, também já faz algum tempo que a graça da série é sustentada única e exclusivamente pelos coadjuvantes - e a Solineuza criada por Dira Paes encabeça a lista. Cláudia Rodrigues é uma grande humorista, sem dúvida, mas não me empolgou nesse papel. Abusava dos gritos e de uma ranzizice que tinha muito pouco de humor...
Mas a equipe é talentosa e o projeto, vencedor. E quem venha o 'Toma lá, dá cá', de Falabella. Deve ser engraçado mas, de cara, já me parece um revival do 'Sai de Baixo'. O que, aliás, não é necessariamente ruim...

23.7.07

Pan 2007: vinheta da Globo passa longe do pódio...

Tá tudo muito bom, o Ibope deve estar bombando (merecidamente, aliás), mas...cá pra nós: há alguma coisa mais feia do que a vinheta que a TV Globo preparou para iniciar e encerrar as transmissões do Pan? Se existe, o humilde blogueiro aqui desconhece! O que são aqueles jogadores gigantes, maiores que o Maracanã? E o que é aquele rapaz dando um salto e caindo lá no Cristo Redentor?
Ah...e como tudo o que é ruim sempre pode piorar, ainda tem a logo oficial do Pan, pairando sobre a Baía de Guanabara. Já seria mega-artificial mas, como se não bastasse, a equipe "de arte" ainda cuidou de meter um reflexo do tal símbolo nas águas da Baía...pode quem quiser achar lindo. Mas eu achei muuuuuito ruim!!!

22.7.07

Sobre o novo Harry Potter...

Para blogueiro, bruxinho em fase aborrescente dá o tom no filme mais morno da série

Vi ontem o mais novo lançamento cinematográfico da griffe Harry Potter. Nunca li nenhum dos livros da série - tentei, mas achei a leitura enjoadinha demais, não fui "capturado" pelo universo fantástico proposto por J.K. Rowling no mais recente - e duradouro - fenômeno pop da literatura mundial. Sempre me contentei, então, com os filmes da série. Gosto dos ingredientes levados para as telas e dos conflitos enfrentados pelo bruxo (sim, agora ele é um ex-bruxinho) vivido por Daniel Radcliffe. Inclusive os conflitos psicológicos.
Fui ao cinema cheio de expectativa e, confesso, acabei bem decepcionado. "Harry Potter e a Ordem da Fênix" é, na minha opinião, o mais fraco filme da série. Primeiro, pelo clima que toma conta do protagonista ao longo de boa parte da história: solitário, cheio de questionamentos e um tanto emburrado demais pro meu gosto - nem o primeiro beijo devolve o humor ao cara! Além do ovo virado do herói, pesa contra a produção uma certa barriga bem no meio da narrativa. Um período de 10, talvez 15 minutos em que os acontecimentos se dão de forma muito lenta, o que pode levar o espectador a lutar contra o sono na poltrona do cinema. Ou, como aconteceu comigo, a ser vencido por ele...
No fim, a narrativa recupera o fôlego. O final é cheio de efeitos muito bem realizados - uma das principais marcas da série - e traz de volta ao nosso herói da magia o espírito de um Harry Potter que dá valor à amizade e está de bem com o sorriso.
Há novos personagens e eu destaco Dolores Umbridge, interpretada por Imelda Staunton. A detestável professora cruza o caminho dos alunos de Hogwarts e arranca ódio - e algumas risadas - de quem acompanha a história. Além da mala, com um visual que me pareceu inspirado no da rainha da Inglaterra, há também Luna, uma nova amiga da turma do Harry. Trata-se da loirinha que aparece no canto esquerdo da montagem que ilustra esse post, interpretada pela estreante Evanna Lynch. A moça tem um ar meio misterioso e, por vários momentos, dá a impressão de não estar "pura" das idéias...
Pra quem é fã, vale a pena não deixar de ver. E torcer para que os filmes finais recuperem o fôlego que a franquia tenta manter desde o primeiro lançamento da série. Agora, pelo que vi na livraria, também ontem, vem mais desafio para a turma de roteiristas: o recém-lançado último livro com as aventuras do bruxo mais famoso do planeta tem mais de 750 páginas! Só com muita mágica pra adaptá-las e criar um filme fiel à autora e à paixão dos pottermaníacos...

20.7.07

Espera*

Te amo porque te amo e é de verdade o amor que tenho por ti. Te amo porque o gosto de tua boca nunca encontrei em outra boca que pela minha possa ter passado. Te amo porque só somando meu corpo ao teu chego ao resultado perfeito de um só corpo.
Te amo porque é o teu sorriso que me inspira para continuar a buscar os meus próprios momentos de felicidade, meus próprios sorrisos. Te amo porque é a tua voz que faço questão de ouvir quando o silêncio começa a me fazer sentir só. Te amo porque, mesmo sem você comigo, sei que é com você que estou. E é com você que quero estar. E ficar...
Te amo de um jeito sereno, tranqüilo. Como quem aguarda a chegada de uma visita muito esperada e que também anseia pelo momento exato de olhar e dizer: "eu sabia que você viria..."
* A imagem que ilustra esse post é "Espera"©. Uma aquarela sobre papel 30x22 cm, de dezembro de 2001. A autora é a espanhola Mireya Juárez. Para ver mais imagens de Mireya (fotos e pinturas), clique aqui.

19.7.07

Prata para um time de ouro...

Nem sempre dá, né?
Acho que as meninas do vôlei mandaram muito bem! Poderia ter sido ainda melhor, mas...dessa vez, quis o destino que fosse melhor para...as cubanas!
Foi um jogão! A redação parou pra ver a transmissão da Globo. E destaco uma pérola do narrador-poeta Galvão Bueno. A câmera mostrava uma das cubanas mexendo na faixa. Eis que o locutor sapeca: "Aí está fulana, ajeitando a faixa que lhe prende os cabelos...". Falou assim: natural como se fosse apenas um "gol". Esse é o Galvão...

Mais sobre a cobertura da tragédia com o vôo da TAM

Continuo sob o impacto do acidente com o vôo da TAM, na noite da última terça-feira - apesar do texto anterior, mais leve. Acho que a mídia, passada a tensão inicial do pós-tragédia, está realizando um bom trabalho. Isso de forma geral, claro. O UOL, por exemplo, deu uma bela derrapada ao publicar como verdadeira uma montagem grosseira enviada por um leitor que se identificou como "testemunha da tragédia". A "barriga" - termo do meio jornalístico empregado quando o veículo e/ou o profissional dá uma informação incorreta - mereceu destaque, inclusive, no blog da Ombudsman do portal, Tereza Rangel. Aliás, abro parêntese para dar um crédito à amiga Naila Oliveira, que me passou esse "furo" do UOL nos comments do post anterior sobre a cobertura da imprensa para o maior desastre aéreo da história do Brasil.
Ouvi, durante a tarde de ontem, a Bandnews FM - com um belo trabalho jornalístico, pontuado por ótimas entrevistas com especialistas em risco áereo. Depois, à noite, ouvi a CBN - com um trabalho bastante correto também - e vi o Jornal da Globo. Nos três casos, vi matérias que buscavam discutir a pertinência de se manter um aeroporto com o volume de operações de Congonhas no coração de uma cidade como São Paulo. Acho que é essa a pergunta que a sociedade deve se fazer nesse momento. E que os governos, das diferentes esferas, vão ter de responder...
Aliás, vale dizer que, há mais de um ano, esse modesto blogueiro já criticava esse aeroporto encravado no centro de Sampa...

18.7.07

Seria cômico se não fosse...

Era uma vez um rapaz sensível e distraído. E de boa memória...
Era uma vez uma moça, prima do rapaz, que andava tristonha porque havia perdido uma filha...
Era uma vez outra moça, também prima dele, irmã da outra. Era afobada, afetuosa e econômica nas palavras...
Era uma vez uma festa a qual os três primos compareceram.
A prima tristonha, claro, preferiu o isolamento. Chegou, sentou-se à uma das mesas e ficou por lá, ora conversando com um, ora com outro. Tentando se distrair e, assim, espantar um pouco da tristeza. Não viu o primo.
Já a prima afobada, mais comunicativa, comportou-se de modo bem diferente da irmã: circulou por toda a festa, distribuindo sorrisos, abraços e beijos. Também buscava, com isso, espantar um pouco da sua tristeza. Até que encontrou o primo:
- Nossa, primo! Quanto tempo! Como você está? - disse ela, abraçando o rapaz sensível, distraído e de boa memória.
- Estou bem, prima! E você?
- Ah, estou levando... - respondeu a moça, já com as feições um pouco acabrunhadas.
O rapaz teve um insight: lembrou que moça tinha passado por uma barra pesada, com a perda da sobrinha. Adotou um tom afetuoso:
- É, mais a vida é assim, prima! Vai passar...
Com um ar enfático, então, a prima respondeu:
- Mas ela tá aí!
O rapaz não entendeu. Ela? Quem? A sobrinha? Mas ela tinha morrido há meses...! Apostando numa desconhecida faceta "sobrenatural" da prima, o rapaz respondeu de forma evasiva:
- Com certeza!
A resposta pareceu dar mais força à prima:
- Está lá, sentada perto da parede!
Um calafrio tomou conta da espinha do rapaz. "Jesus", pensou, "Ela está vendo coisas". "O que vou fazer?", indagava-se, naquela fração de segundos em que ficamos sem saber o que fazer com a cara numa dessas situções. Deixou-se levar pelo senso comum e achou melhor não contrariar a prima-com-um-quê-de-médium...
- É verdade! - devolveu.
Já buscava uma forma de sair dali quando a prima, decidida e, num tom de quase intimação, disparou, já pegando em seu braço:
- Vamos até lá falar com ela!
O sangue sumiu da face do rapaz. "Ela está louca, meu Deus". "O que vou fazer? Ela quer que eu fale com um fantasma que eu nem vejo!". Acuado, resolveu representar: fingiu sentir a vibração do telefone celular, fingiu que o atendia e, à francesa, afastou-se da prima para não mais voltar a se aproximar durante toda a festa.
Ele só não sabia que ela se referia, claro, à irmã - a outra prima dele - que estava quietinha em sua mesa, pertinho da parede e vendo a festa passar...

A TV na cobertura do acidente com o vôo da TAM

Estou chocado, como todos estão nesse dia cinzento e frio depois da tragédia com o vôo da TAM, ontem à noite, em São Paulo.
Acompanhei a cobertura televisiva até a madrugada, dividindo-me entre Bandnews e Globonews. E posso dizer que o trabalho das equipes da emissora de São Paulo foi muito mais ágil. A Band foi a primeira a colocar no ar a entrevista do governador José Serra, que traduziu a dimensão exata do acidente - agora, já sabido por todos, o maior do mundo nos últimos cinco anos.
Na TV Globo - que também assisti - notei um William Waack tentando conter a emoção no Jornal da Globo. Mais cedo, outro William, o Bonner, ancorou o JN sozinho e, a meu veu, se saiu bem num momento em que o calor dos acontecimentos ainda dava o tom da cobertura; já que as informações chegavam desencontradas e as equipes de reportagem não conseguiam se aproximar.
Já na Band, Ricardo Boechat e Joelmir Beting comandaram a transmissão também naquele início de trabalho das equipes de resgate. A dupla do Jornal da Band levou ao telespectador as imagens mais próximas do local do acidente e os primeiros relatos de testemunhas da tragédia. Confesso que, na minha opinião, a transmissão da Band perdeu quando esteve sob o comando de José Luiz Datena.
Muitos questionam o fato de a TV Globo não suspender a sua programação para cobrir apenas o acidente. Algumas emissoras fazem isso. Mas, nesse caso, eu defendo a postura da rede carioca. Transmitir direto do local da tragédia, por vezes, dá a impressão de que a cobertura acaba virando chamariz de Ibope.