Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens

1.2.14

Sobre aquele beijo de Niko e Félix...

Sinal dos tempos: dois homens se beijaram em horário nobre pela primeira vez no Brasil ontem
Walcyr Carrasco é um grande autor. Em seu currículo estão sucessos como "Xica da Silva", "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta", "Alma Gêmea" e "Caras e Bocas". Êxitos que o credenciaram a entrar no rol seleto dos autores que escrevem para o principal horário de novelas da Globo. A estreia foi morna. Não fosse pelo absoluto acerto na construção de Félix e pelo estupendo desempenho de Mateus Solano na defesa do personagem, talvez a novela tivesse se perdido num mar de tramas um tanto quanto frágeis. Mateus Solano levou a novela e deixou na história da TV brasileira um grande tipo, uma criação que será lembrada por muito tempo.
Com 221 episódios, depois de esticada em quase dois meses - o usual é que as novelas das nove tenham 180 capítulos - "Amor à Vida" conseguiu o improvável: promover a conversão de um vilão em protagonista! Detestável ao longo de 80, 85% da trama, Félix se arrependeu dos seus pecados e se tornou ainda mais querido pelo público. Ganhou um amor e, outrora conservadora, a audiência comprou a ideia e passou a torcer pelo happy end do ex-vilão. A pergunta que pairava no ar, no entanto, era: haverá beijo gay?
Horas antes da exibição do último capítulo de "Amor à Vida", ontem, críticos de televisão já especulavam sobre a exibição da cena envolvendo os personagens de Mateus Solano e Thiago Fragoso. Mais que isso: alguns apontavam que a direção da TV Globo estava decidida a romper esse paradigma, derrubando o tabu que ganhou força desde 2005, quando uma cena de beijo da novela "América", entre os personagens de Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro foi surprimida por ordens dos executivos do canal horas antes da transmissão do episódio, frustrando a autora, Gloria Perez, e os demais envolvidos na produção.
Ontem, o Brasil viu um beijo gay em horário nobre. De casa, ouvi gritos de uma torcida anônima, da qual sequer poderia imaginar a existência. Postei isso no twitter e recebi mensagens relatando episódios idênticos em várias partes do Rio, do Brasil. Por telefone, minha mãe contou que foi assim também perto da casa dela. Vejam vocês! Em tempos de tanto preconceito, em tempos cheios de crimes de ódio, há um Brasil que torce pelo amor! E que não se importa se ele une pessoas do mesmo sexo ou não.
Mais do que um desfecho coerente para uma história bem construída entre dois personagens carismáticos, o beijo tem um relevante papel social: ele naturaliza a expressão de uma outra forma de amor, de uma outra possibilidade de ser, de existir e de amar. Há um Brasil que já sabia de tudo isso. Há um Brasil que fingia não ver isso. E há um Brasil que quer negar isso. Ontem, simultaneamente, esses três Brasis viram isso. Hoje, crianças não amanheceram gays. Maridos não largaram suas esposas para ficar com outros homens. Não houve registros de episódios de depravação em locais públicos. Houve, sim, muita gente enaltecendo a beleza do amor, do respeito e da aceitação. Gente impactada pelo beijo sim, mas também - e talvez ainda mais fortemente, pela linda cena final de "Amor à Vida", quando César, o pai homofóbico, aceita e declara seu amor pelo filho gay, fazendo Félix chorar copiosamente. Uma cena antológica, das mais delicadas que a teledramaturgia brasileira já conseguiu produzir. Aliás, vale dizer que quando Walcyr Carrasco apresentou à direção da TV Globo a sinopse de "Amor à Vida" a trama se chamava "Em nome do Pai". Ontem, terminada a exibição do desfecho da novela, percebi que o título original fazia muito mais sentido que o definido para substituí-lo. 
Depois da exibição da cena entre Félix e Niko a Central Globo de Comunicação divulgou uma nota afirmando que a cena acompanha o momento histórico que vivemos. Taí uma verdade: com atraso, sobretudo em relação ao que já vemos nos canais fechados, o beijo de ontem retrata outros tempos, de maior entendimento sobre a diversidade. Um entendimento que está relacionado aos avanços das políticas de Estado, às recentes decisões judiciais e à luta árdua dos militantes sociais, abnegados defensores dos direitos humanos e do respeito à pluralidade. 
O Brasil de 2014 é muito, muito melhor que o de 2005! E quero crer que o Brasil do futuro, daqui a 10, 20, 30 anos, será infinitamente superior ao país que temos hoje. 

8.10.10

Silas Malafaia e a "liberdade de expressão"...


Religião a serviço da intolerância: campanha que está nas ruas do Rio de Janeiro desrespeita as diferenças

Essa é a foto de um dos outdoors que estão espalhados pela cidade do Rio de Janeiro. A mensagem clara é uma crítica (?!?!?) a padrões afetivos que rompam com a ideia da heteronormatividade. Ou seja: é uma campanha contra a homossexualidade e, consequentemente, contra os homossexuais.
É claro que nada disso é dito assim, de forma direta. Afinal, dizem que "Deus condena o pecado, mas ama o pecador". Fato é que, em nome de Deus, muita gente estimula crimes de ódio. Insulflando a ideia de que "o normal é ser hetero, pois Deus fez macho e fêmea", setores religiosos mais radicais agem preconceituosamente, incentivando a homofobia e implantando na mentalidade de alguns dos mais vulneráveis grupos da sociedade o desrespeito ao que é diverso.
Por que resolvi escrever sobre isso? Porque acho a hipocrisia é deplorável! Porque acho o preconceito - qualquer que seja ele - algo detestável! E porque um país que pretende ser grandioso - e não apenas grande - não pode seguir em frente dando espaço a discursos que maquiam suas verdadeiras intenções. Manipulando as massas, lideranças pra lá de contestáveis escondem suas reais pretensões. Criticam gays, lésbicas, transexuais e transgêneros sob o argumento de que devem ter garantida a liberdade de expressão. E dizem que isso nada tem a ver com preconceito.
Ora, que argumento mais falho! Então, seguindo a cartilha de Silas Malafaia & afins, em nome dessa tal "liberdade de expressão", poderemos, no futuro, tecer críticas aos negros? Ou aos judeus? Ou aos deficientes? Poderemos dizer que não concordamos com os rituais indígenas? Com os preceitos espíritas? Com o estilo de vida pregado em algumas ramificações do cristianismo? Em nome dessa louca "liberdade de expressão" poderemos voltar a chutar santas?
É isso?
E qual seria o próximo passo? Apedrejar mulheres que não usam saias até as canelas?
Porque, partindo desse princípio, os arianos poderiam voltar a agir. Hitler teria todo o direito de empreender nova caçada aos judeus e, consequentemente, a propagar a ideia de que a "raça ariana é superior". E todos deveríamos respeitar sua "liberdade de expressão".
Os racistas poderiam ganhar força. Poderiam seguir xingando e destratando negros. Afinal, a "liberdade de expressão" estaria garantida.
Já pensaram nisso?
A sociedade brasileira precisa discutir seriamente essas questões. Precisa discutir a presença das lideranças religiosas na política, na televisão, nas nossas vidas! E não me refiro apenas ao infeliz outdoor espalhado pela igreja do Malafaia - que até outro dia pedia dinheiro para manter um canal de televisão. Falo, também, do espaço que as questões de fé têm ocupado, por exemplo, na campanha presidencial. Quando um país como o Brasil - com todos os problemas que enfrenta em áreas como Educação, Saúde e Segurança Pública - deixa de lado essas questões para falar de dogmas religiosos, é sinal de que o alerta vermelho deve estar aceso. Aceso nas consciências de todos que queremos um país mais justo, mais ético e, sobretudo, mais correto no tratamento com seus cidadãos. De todos e todas os brasileiros e brasileiras!
Se chegarmos a esse ideal, não tenho dúvidas de que Deus - seja lá como ele for ou que nome tenha - terá a certeza de que estaremos no caminho certo.
O que vocês pensam sobre essa história, turma? Taí um debate que realmente importa. E não importa apenas aos gays e aos cristãos. Creiam: um debate como esse pode dizer muito sobre os rumos do país que iremos construir para nossos filhos e netos.
Comentaê!!!

19.2.10

!!!

Há quase três anos, quando soube do covarde assassinato do menino João Hélio, eu usei uma exclamação para dar título ao post sobre o assunto. Hoje, as três que estão aí em cima parecem insuficientes para expressar todo o inconformismo que tomou conta de mim desde que soube das últimas novidades do caso.
O mais triste nessa história é que o juiz que soltou um dos assassinos de João Hélio está, de fato, amparado na lei. O jovem, livre, tem garantido o seu direito à liberdade depois de cumprir a pena que lhe foi imposta.
A história da libertação do culpado e de sua suposta viagem ao exterior indignou boa parte da opinião pública. E fez surgir uma gana por vingança e justiça a qualquer preço que me parece bastante perigosa. Num momento como esse, o que me parece mais sensato é reavaliar e discutir se as leis vigentes respondem aos anseios da sociedade por ordem, segurança e, obviamente, por justiça.
Não acho que o caminho seja reduzir a maioridade penal. Mas acho que a lei, na atual conjuntura, tem se revelado um tanto branda no caso de crimes bárbaros como foi o assassinato do menino João Hélio. Ainda mais quando se considera que o autor em questão tem outros quatro registros na polícia - provas de que, definitivamente, o crime horrendo não se trata de um deslize em uma trajetória de apreço pelas regras do bom convívio social.
Fato é que, num episódio de tamanha repercussão, soltar um dos culpados depois de tão pouco tempo e, ainda por cima, se cogitar a possibilidade de enviá-lo para fora do país soa quase como um estímulo para que outros jovens, menores de idade, enveredem pela prática criminosa. Além de passar a clara mensagem de impunidade predominante para toda a sociedade.
É uma questão polêmica e que requer, repito, muito debate. E você, o que pensa a respeito?

8.11.09

Sobre o caso: Uniban x Geisy...

Ô hipocrisia! Então todo mundo gosta de ver gostosonas em vestidos curtos, todo mundo diz que "o que é bonito é pra se mostrar" e quando uma aluna resolve ir assistir aula com uma versão abreviada de uma saia, o mundo cai! Fala sério!!!
Fiquei chocado com a covardia dos que perseguiram e ofenderam a Geisy pelos corredores da faculdade no fatídico dia. São jovens universitários, com toda a condição de mudar os comportamentos mais indesejáveis numa sociedade falsamente puritana como a nossa e que, ainda assim, optam por repetir esses atos e propagar um falso moralismo nojento. E até meninas se portam dessa forma, como o pior dos machistas. Será que elas foram movidas pela inveja do que Geisy pode mostrar e elas devem esconder?
E como tudo o que já está ruim sempre pode piorar, hoje vi a notícia de que a universidade expulsou Geisy. No Fantástico, a direção da instituição pôs um advogado pra falar, portando-se como uma empresa e não como um lugar de ensino. Em notas publicadas em jornais de São Paulo, a Uniban fala da inadequação dos trajes da aluna. E será que há algum regulamento determinando o que seriam os tais trajes adequados para frequentar aulas na universidade?
Uma lambança! Se eu fosse a Geisy, meteria um belo processo nos envolvidos nesse show. Um episódio lamentável e milhares de anos luz mais chocante que o vestido curto usado pela moça para ir à faculdade...

21.6.09

TV boliviana mostra imagens de Lost em notícia sobre acidente com avião da Air France...

Eu fiquei muito impressionado ao saber que uma emissora de TV da Bolívia exibiu, num telejornal, imagens de um episódio de Lost como se fossem as últimas imagens do voo 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico no fim do mês passado.
A notícia me surpreendeu pelo grande equívoco que representa. Um equívoco em todos os aspectos. O mais óbvio, claro, diz respeito à utilização de imagens de uma série de ficção como sendo fotografias - reais - produzidas por um dos passageiros do avião acidentado.
Mas igualmente me espantou; ou melhor, me espantou ainda mais imaginar que as imagens, ainda que fossem reais, pudessem mesmo ganhar espaço na telinha. Dá pra imaginar a dor dos familiares das vítimas assistindo cenas dos últimos momentos de seus entes queridos na televisão? E onde fica a dignidade do ser humano, exposto num momento de pavor e desespero; na derradeira etapa de sua passagem pela vida?
Exibir imagens como essas, pra mim, é um ato de violência. Contra todos os que se dizem seres humanos!
O vídeo com a derrapada do canal boliviano está aqui.

17.5.09

A maior preocupação do brasileiro...

Tava vendo uns gráficos no site da Época, sobre uma pesquisa feita pela ONU. O objetivo da sondagem era ouvir a opinião dos brasileiros sobre o maior problema do Brasil. Numa lista que tinha Educação, Políticas Públicas, Violência, Emprego, Saúde, Meio Ambiente e Judiciário, os entrevistados deviam escolher quais as suas maiores preocupações.
Pela navegada que fiz pelos gráficos (que são interativos) descobri que a maior preocupação dos brasileiros é a educação. Em segundo lugar, vem a violência.
Um dado curioso é notar que só em Sergipe e Tocantins a preocupação com a violência supera a preocupação com a educação.
Por outro lado, é triste constatar como ainda é pequena a importância da temática ambiental para os entrevistados.
Gosto de pesquisas. Acho que é fundamental saber quem somos. Só assim a gente pode avançar e mudar o que não está bacana.
Mas acho que se houvesse o item política, o resultado dessa sondagem seria bem diferente...
E você? Entre essas opções listadas pela ONU, qual mais te preocupa?

5.5.09

O clipe(???) de Ângela Bismarchi...

Gente...é impressionante como as pessoas estão loucas pela fama hoje em dia. Não são poucos os que se submetem às maiores loucuras e se dispõem a pagar os maiores micos na esperança de conseguir aqueles malditos 15 minutinhos de fama.
Falo desses assuntos sempre com bom humor, mas a coisa é séria, turma. Merece ser devidamente estudada! Reparem bem: as pessoas querem ser celebridades e não célebres por terem esse ou aquele talento.
Ou será que essa moça acha que isso é cantar?

Complicado, hein? Acho que seria melhor que ela continuasse recorrendo sucessivamente ao bisturi para tentar emplacar uma "carreira". Até porque, convenhamos, ainda tem muito o que melhorar, né? E, definitivamente, não estou falando apenas da voz...

PS.: E pensar que eu já ganhei até foto autografada da Ângela Bismarchi...

30.4.09

Mentiras sinceras não interessam...

Fico abismado com a capacidade que algumas pessoas desenvolvem para mentir. Não falo daquelas pequenas mentiras que a gente conta aqui e ali; falo das grandes, das mentiras típicas dos canalhas que são capazes de tudo para atingir seus objetivos.
Agora, no caso do relacionamento a dois, eu tenho uma teoria: a base é a confiança mútua. E essa, mesmo as menores mentiras podem abalar. Quem começa escondendo pequenas coisas, pode acabar criando grandes inverdades...
E aí, babau!!!
E pra você? Qual o pior tipo de mentira?
Comentaê!

25.4.09

A Terra em 2100: futuro sombrio à vista?

Já conduzi alguns debates sobre a questão das mudanças climáticas. Em todos eles, a abordagem fatalista e das previsões catastróficas sobre o futuro do planeta foram duramente criticadas. Por outro lado, vivemos, sim, diante de uma ameaça grave. E é impressionante como as questões econômicas continuam a figurar em primeiro plano, mesmo diante da possibilidade - cada vez mais comprovada cientificamente - de que a Terra venha a sofrer danos ambientais sérios graças à falta de consciência ambiental global.
Há pouco, navegando pelo site da Época, eu me deparei com esse gráfico, que mostra uma previsão do que pode vir a ser o planeta até o fim do século. Note que a previsão é válida para um cenário em que as temperaturas aumentem 4° ou mais...
Não é assustador? O Brasil, segundo os estudos, se tornaria uma enorme área inabitável. E a matéria ainda deixa claro que as previsões mais extremas e catastróficas foram descartadas. Ou seja: o gráfico nos aponta o melhor dos cenários, casa a ação do homem e o crescimento global continuem a degradar o planeta no ritmo atual.
Há saída?
Siceramente, sou meio cético. Duvido, por exemplo, que a grana que foi jogada no sistema financeiro mundial desde o fim do ano, para estancar a crise econômica, possa vir a ser investida única e exclusivamente com o objetivo de minorar os impactos do desenvolvimento insustentável sobre o planeta.

E você? Acredita que ainda haja uma luz no fim do túnel?

24.4.09

Ainda sobre o barraco no STF...

Ontem, depois de um dia inteiro de muito trabalho na TV, peguei o carro e fui direto ao shopping. Precisava cortar o cabelo, que andava grande e desgrenhado demais para quem tem que apresentar um programa ao vivo logo mais...
Pois bem. Patrícia foi a profissional que deu um trato na cabeleira deste blogueiro que vos escreve. Enquanto ela cortava meu cabelo, a TV do estabelecimento estava ligada no Jornal Nacional. Falávamos de amenidades quando começou a matéria sobre o barraco que rolou no STF na última quinta-feira. A matéria mostrou, uma vez mais, todos os detalhes da baixaria protagonizada pelo povo das togas.
Patrícia parou de cortar meu cabelo por alguns instantes: tivera a atenção surrupiada pelo que a TV exibia. Ao fim da matéria, com uma cara de quem me parecia sinceramente chocada, balbuciou:
- Não sobra ninguém nesse país, meu Deus!
Sou capaz de jurar que aquele foi um desabafo. Sim, Patrícia não quis falar comigo. As palavras simplesmente lhe escaparam. Mas, embora sussurradas, eram a mais perfeita tradução do grito que todos os cidadãos honestos devem ter dado diante de cena tão triste e repugnante. Um grito de basta! Um grito de negação a esse país sujo que querem nos empurrar goela abaixo como sendo a representação de uma brasilidade do jeitinho; de um povo que só quer se dar bem acima de tudo - e de todos (nós)!
Notando que eu estava de olho nas suas reações, ela ficou entimidada. E desabafou:
- Os maiores representantes da Justiça do país se tratando dessa forma! E um ainda diz que o outro tem capangas! A que ponto esse país chegou...
Patrícia voltou a cortar meu cabelo calada. Diria até que notei um certo ar de tristeza em seu semblante. A tristeza de quem tem consciência do tamanho da crise ética que esse nosso amado país atravessa...

23.4.09

E viva o self service!!!

Nada contra a masturbação feminina. Muitíssimo pelo contrário: nada pode ser melhor que encontrar uma mulher que não tem tabus com a própria sexualidade e que, melhor, conhece bem o próprio corpo. Mas, esse destaque da home do Uol mexeu comigo...
Olha só:
Batente da porta é sacanagem, né? Literalmente!!!

5.4.09

Preço plural?

Flagrante: loja exibe dois preços para o mesmo produto, tumultua a vida do blogueiro e, de quebra, funcionários ainda dão um show de incompetência...

A Páscoa é uma daquelas épocas em que o comércio enlouquece. E como não dá pra comprar chocolate com meses de antecedência, a gente acaba enlouquecendo junto...
Ontem, fui ao shopping pra comprar os bombons desse ano. Primeiro, fui numa grande rede de departamentos. Os preços eram tão convidativos quanto os doces, mas as filas estavam de amargar! Desisti!
Aí, eis que encontro uma rede de lojas com fama de vender contrabando, mas que trazia anúncios logo na entrada: "aqui você não enfrenta fila!". Chequei e era verdade: nada de sofrimento na hora de pagar!
Lá fui eu!
Da escolha ao caixa, foi tudo tranquilo. O problema é que, na hora de pagar um dos ovos que tinha comprado, minha prima - e fiel companheira de infortúnios - acabou descobrindo que estavam prestes a lhe cobrar um valor maior que o anunciado nos cartazes da loja. Eram dois reais de diferença, mas ela, exercendo seu direito de consumidora, reclamou.
Lá foi o fiscal da loja verificar. Passados uns cinco minutos, ele trouxe um cartaz com o tal valor mais caro. A caixa registrou e processou a cobrança.
Antes de sair da loja, cismada com a situação, minha prima foi checar. E viu que tinha razão: o cartaz informando que o ovo custava menos do que o que lhe havia sido cobrado estava lá. E reclamamos.
E esperamos. E nos aborrecemos com a falta de habilidade que os funcionários da loja têm de lidar com o que foge do previsto. São grosseiros e não fazem a menor questão de fingir que estão do lado do cliente. Em suma: sabe aquela história de que o cliente tem sempre razão? É coisa do passado!
Ainda esperávamos quando uma das funcionárias com a qual havíamos reclamado passou por mim. Segui a moça com o olhar e notei quando ela, lá longe, e cheia de deboche, questionou uma amiga:
- Não sei onde a mulé disse que viu o ovo mais barato!
Aí, amigos, foi demais pra mim! Fui até ela e, sem fazer a menor questão de esconder a irritação, disparei:
- Aqui, querida! Nesse cartaz! Ela viu o preço menor e tem razão em reclamar!
Com a cara inocente e já sem a impáfia do momento em que a flagrei, ela murmurou:
- Ah...a promotora de vendas se enganou...
- Eu não tenho nada com isso! E por favor, vê se resolve logo o nosso problema, porque ninguém aqui tem tempo pra ficar perdendo não! São dois reais mas a razão é nossa! - devolvi.
Logo o problema foi resolvido. Mas fiquei especialmente irritado com a má vontade dos funcionários da tal loja. Parecem tão empenhados em puxar a sardinha pra empresa e se esquecem de que, fora dela, são apenas consumidores como eu, minha prima e você, leitor. E, portanto, sujeitos a erros tão primários quanto esse do qual fomos vítimas.
Um pé no saco!

3.4.09

Vida dura...

Não sou rico. Não sei se um dia virei a sê-lo e, honestamente, não queimo meus neurônios sonhando com isso. Não nutro esperanças vãs de um futuro de luxo e riqueza. Nem jogo na Mega-Sena pelo simples fato de não acreditar que o meu dinheiro venha de outra fonte que não seja o meu trabalho.
Não sou um cara de muitos luxos. Gosto de conforto e de coisas simples. Gosto de investir a grana que sobra dos compromissos em coisas que me enriqueçam culturalmente. Acho fundamental para o meu crescimento. E para a saúde...
Mas, mesmo assim, dia desses eu tive vergonha. Vergonha de ter o pouco que tenho. Vergonha por saber quanto um colega de trabalho tinha acabado de receber como salário. Com dois filhos e toda a sorte de despesas de um chefe de família. Descontente, ele reclamou por ganhar uma merreca.
E era uma merreca mesmo!
Os mais pragmáticos dirão que é assim mesmo, que sempre vai haver os que ganham mais e os que ganham menos. E sei disso. Mas acho que há um limite de dignidade que não poderia, jamais, ser violado.
E dói pensar que, nesse país tão rico, tanta gente nem conhece o que é ter uma vida digna...

28.3.09

Hora do Planeta...será?

Não sou de jogar água fria em ninguém e, de cara, já afirmo que, sim, também apagarei as luzes da sala aqui de casa na noite de hoje - nada fora do comum, uma vez que elas já não costumam ficar acesas.
Mas me pergunto: adianta?
Traduzir a preocupação da humanidade com o tema do aquecimento global num apagar de luzes, em pleno século XXI, me parece pouco. Aliás, quase nada! Acho que não é mais novidade que estamos todos preocupados com a situação ambiental. Precisamos rever processos, hábitos, crenças. E não apenas de uma hora às escuras.
Precisamos de governos que encarem como prioritária essa temática. Precisamos que os países que mais poluem parem de ver economia e meio ambiente como pontos antagônicos. Precisamos abraçar um estilo sustentável de sobrevivência. E, sobretudo, precisamos aprender a fazer tudo isso rápido.
Aí sim acreditarei que, como diz a Camila Pitanga no comercial, "ainda dá tempo de salvar o planeta".
Enquanto isso, uma hora na escuridão vai servir mais como mote publicitário para a ONG que promove a ideia - sem julgamentos, ok? Essa hora no escuro não muda comportamentos e mentalidades. Quando muito, vai ser uma boa oportunidade pros casaizinhos mais afoitos fazerem saliência no escurinho...

14.3.09

Sim, estamos vulneráveis...

Navegando por aí, lendo um pouco sobre política, cheguei ao excelente blog de Lucia Hippolito. Além do post sobre as tensões internas que marcam esse momento pré-eleitoral no PSDB, li o texto em que Lucia narra o dia em que foi vítima do já famoso golpe da ligação dos sequestradores.
Pra quem - incrivelmente - ainda não conhece, nesse golpe os bandidos telefonam para a casa de alguém e, simulando a voz chorosa da vítima, extorquem o familiar desavisado ameaçando matar o suposto refém. Só que não há refém, porque não há sequestro.
Esse golpe é covarde até a última gota! Sei de pessoas que já passaram maus bocados diante de uma ligação desse tipo, inclusive na minha família. Em casa, a orientação é manter a tranquilidade e nunca acreditar num telefonema dessa natureza. E, assim que possível, ligar pro celular e confirmar que tudo não passou de um golpe.
No caso da Lucia, chegou a ser patético: ela não tem filhos, mas deu corda para ouvir até onde ia a canalhice dos bandidos. Ainda sim, conta a jornalista, depois da ligação, o sentimento não era dos mais agradáveis. Ela cita uma desconfortável sensação de vulnerabilidade.
Entendo perfeitamente. É essa sensação que nos persegue atualmente, onde quer que a gente vá. A sensação de que a qualquer instante alguma coisa vai acontecer e, pior, de que estamos completamente desprotegidos para enfrentá-la. Antes, esse sentimento nos perseguia fundamentalmente quando era preciso sair de casa. Mas, de uns tempos pra cá, nem trancafiados nós conseguimos um pouco de sossego e proteção.
Proteção? Só a divina mesmo...

Victoria Bekcham tá virando um filé de borboleta!!!

Olhem essa foto e reparem o pescocinho da ex-Spice Girl:

Agora me digam: é bonito isso?
Tudo bem que todo mundo queira ficar em forma, perder os quilinhos extras e manter uma aparência bacana. Mas dentro dos limites do que é saudável, né?

15.2.09

Quando a rainha vira rei...

Andei vendo algumas vinhetas do carnaval da Globo e fiquei meio surpreso com os corpos de algumas rainhas de bateria desse ano. A da Mangueira - que me parece ser a namorada-de-nome-difícil-do-Belo - chega a ter barriga-tanquinho! É praticamente o corpo de um estivador! Mais um pouquinho e o posto passa de Rainha da Bateria para Príncipe da Batucada. Ou Rei da Bomba...
Na boa: essa estética mocinha-marombada não me atrai! Nem um pouquinho!




PS.: Ah...e uma das maiores musas da folia pensa a mesma coisa. Clique aqui e leia o que pensa Luiza Brunet.

12.2.09

Promoção: pague mais e leve menos!

Eu fico cada vez mais impressionado com a cara de pau de algumas empresas que insistem em tratar o consumidor como idiota...
Ontem, depois de um dos dias mais calorentos do ano, passei na padaria e resolvi comprar um pote de sorvete.
Pausa para contextualizar:
Desde que o mundo é mundo, um pote de sorvete tem 2 litros da guloseima geladinha, certo?
Voltando à noite de ontem...
Escolhi o sabor, paguei os salgados R$ 16 reais e alguns centavos e parti pra casa, com a sobremesa garantida.
Tomei um bom banho, jantei e, ao partir pro ataque; acabei me deparando com esse detalhe, estampado na tampa do pote do sorvete:


É ou não é um absurdo? Os caras reduzem a quantidade do produto, não reduzem o preço (muito pelo contrário!!!) e ainda estampam na embalagem a prova do crime, como se isso fosse motivo de comemoração para o consumidor.

É o fim, né não? E se não é, tá perto!

4.2.09

Os 100 anos de Carmen Miranda...

No meio da tarde, numa pausa antes do lanche, Paulo Newton - leitor e chefe - me chamou até sua sala pra ver alguns vídeos históricos de Carmen Miranda. E me lembrou da proximidade do primeiro centenário da estrela, a ser celebrado no próximo dia 9. Rimos um bocado das presepadas que Carmen aprontava em seus filmes, do figurino sempre exótico e extravagante e da malícia meticulosamente dosada nas marchinhas sensacionais gravadas pela atriz/cantora e que, até hoje, são presença obrigatória nos bailes de carnaval.
Vendo a Pequena Notável se requebrando com a barriga de fora e as pernas expostas pelas generosas fendas de sua saia, pensei na força daquela imagem. E no significado de Carmen para a construção de uma identidade brasileira - tanto aqui quanto no exterior. Sim, de certa forma as músicas de Carmen, suas vestimentas e seu repertório ajudaram a definir o que é o brasileiro e, além disso, o que é e o que combina com o carnaval - especialmente com o carnaval de salão e de rua, ainda fortes em algumas regiões do país, em especial no Rio de Janeiro.
Pensei tudo isso e fiquei perplexo. Diante de tanta importância, é incompreesível o silêncio diante do centenário de nascimento da Pequena Notável. É indigno com tudo que essa grande mulher - pequena e notável - representou para a cultura e para a imagem externa desse Brasil.

PS.: Quem quiser saber mais sobre a vida de Carmen, vale muito a pena ler a biografia da artista. Eu já li, adorei e publiquei um comentário curtinho
aqui.

23.1.09

Rio: à deriva há 79 anos...

Já fiz aqui vários posts relatando o caos das chuvas no Rio de Janeiro. Agora, lendo essa reportagem do Globo Online, entendi o tamanho do problema em que estamos (literalmente) mergulhados - ou seria melhor submersos? - : especialistas apontam que o Rio não tem, até hoje, um Plano Diretor de Drenagem. Não há um detalhamento de onde ficam as galerias pluviais da cidade. O último plano realizado nesse sentido data de 1930. E nem é preciso dizer o quanto a cidade cresceu nos últimos 79 anos.
Essa informação dá a medida exata do tamanho da irresponsabilidade com a qual essa cidade tem sido tratada ao longo das últimas décadas! Um descaso impressionante, fruto daqueles que ignoram o fato de ser essa a segunda capital mais importante - e rica - do país e um dos principais destinos turísticos do mundo.
Li a notícia e fiquei pensando nas tragédias que poderiam ter sido evitadas se os recursos - provenientes dos impostos que nunca deixaram de ser recolhidos ao longo desses 79 últimos anos - fossem investidos para melhor a infraestrutura da cidade. Se já são 79 anos sem um plano para o escoamento das águas das chuvas, é muitas vezes maior que esse o número de vítimas da inoperância dos homens que se sucederam no comando dessa cidade. Quantas pessoas já morreram em enchentes sem que nada fosse feito pra aplacar o sofrimento de quem lida com a ameaça de perder tudo a cada janeiro?
E quantas mais vão morrer?
Isso é um absurdo! Coisa de um país que não tem a menor vocação para a seriedade...