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6.4.15

Eduardo: mais uma vítima do nosso esquecimento..

Eduardo: mais um "futuro bonito" que nunca vai chegar...
Eduardo de Jesus Ferreira tinha 10 anos. Passava 10 horas por dia no colégio, um CIEP de Olaria. Era filho de uma diarista. Sonhava com um futuro bonito e dizia à mãe que a amava várias vezes por dia.
Que tristeza ter de escrever esse texto conjugando todos os verbos no passado...
Eduardo foi mais uma triste vítima da tragédia da segurança pública de uma cidade que, em vez de extinguir abismos, apenas resolveu fingir que eles não mais existiam. Um Rio de lágrimas - e de sangue - que segue mais partido do que nunca.
Eduardo foi morto e vi no Twitter sua foto sem vida. Terrível, trágica, dolorosa. Estirado e ensanguentado como jamais deveriam aparecer nos jornais meninos de sua idade - sobretudo quando a absurda extinção de suas vidas decorresse de tamanha negligência. De tamanho descuido. De tão absurdo silêncio de todos nós para uma história que se repete à exaustão. Não exagero: na última década, no Rio de Janeiro, 50 crianças foram mortas por policiais em incursões tratadas como rotineiras pelo Estado.
O que se faz diante disso?
Nada.
A gente sofre, a gente se entristece. E vem um novo escândalo, vem uma nova manchete terrível; vem uma nova piada no whatsapp. 
E a gente esquece.
A gente esquece do Eduardo, esquece da dor incurável da mãe que estava se desdobrando para pagar cursos de inglês e informática pro garoto. A gente esquece do futuro bonito que ele nunca vai ter. Esquece de todas as contribuições que ele poderia vir a dar para ajudar a curar essa sociedade doente, covarde, assassina. Sim, a gente esquece que empurrou o policial para aquele tiro. A gente esquece que naturaliza, dia após dia, o inaceitável. A gente esquece que o escândalo seria muito maior se Eduardo de Jesus Ferreira morasse na Vieira Souto. A gente esquece que há lugares em que a polícia jamais entraria como entra no Complexo do Alemão. A gente esquece que vive num contexto em que o CEP determina como o cidadão vai ser tratado. E esquece que esse tratamento se desumaniza proporcionalmente à redução do valor do IPTU.
A gente se esquece porque é covarde. Porque se acostumou a achar que as coisas são assim. E porque não sabe como ou o quê fazer para alterá-las. 
Queremos alterá-las?
A gente se esquece porque é cômodo. Porque Eduardo, infelizmente, não foi o primeiro e não será o último. 
Quantos mais serão?
A gente se esquece porque favela é perigoso. Porque acha que - como ouvi dia desses - quem mora lá já sabe que o futuro pode nunca chegar.
E chegará?
A gente se esquece, sobretudo, porque vem esquecendo a cada dia mais o que significa a palavra humanidade.
Humanidade?

2.3.15

Rio 450: que cidade estamos celebrando?

O "meu Rio" passa por aqui. É alegre, festeiro e bonito. Tem problemas. Mas é real...
Ontem, primeiro de março de 2015, o Rio de Janeiro completou 450 anos. Mas, ao menos na maior parte dos jornais e do noticiário da TV, o aniversário parecia ser apenas de parte da cidade. Sim, a Zona Sul foi celebrada como a mais perfeita tradução da carioquice; como se o Rio estivesse limitado aos contornos da orla, aos calçadões, monumentos e postais das praias, praças e avenidas com os IPTUs mais caros da capital fluminense.
Sobre o Rio de Padre Miguel, Bangu, Realengo e Campo Grande não vi palavra. Santa Cruz? Nada! Valqueire, Irajá, Vaz Lobo, Méier, Senador Vasconcellos, Jabour, Sulacap, Campinho, Cascadura, Praça Seca, Freguesia...todos igualmente esquecidos. Pareciam partes de um Rio que pouco, quase nada tem a comemorar. Isso sem falar na Coreia, no Alemão, em Costa Barros, Vila Kennedy, Acari, Cesarão, Rio das Pedras, Engenho Novo; áreas de uma cidade que segue partida e que, sabemos, realmente têm poucos motivos para qualquer celebração.
Os jornais e as emissoras de TV até se esforçam, vez ou outra, mas em episódios como esse fica evidente o desconhecimento e a distância que suas redações conservam do Rio real; que está afastado dos pontos turísticos, dos lucros exorbitantes das empreiteiras sempre tão interessadas em obras faraônicas, dos homens e mulheres sarados que lotam as praias de segunda a segunda. Na TV, em geral, periferia só aparece quando o assunto é violência. E, uma vez por ano, no carnaval; quando o restante da cidade parece se lembrar  de que é das comunidades mais populares que emerge a mais genuína das expressões da cultura popular: o samba.
Lembro de um episódio que foi muito marcante na minha formação. Faz uns 10 anos. Eu já trabalhava na TV e me surpreendi com uma manchete em letras garrafais que estampava a página de um grande jornal. A notícia era um tiroteio no Leblon, "à luz do dia". Tiroteios são sempre assustadores, claro; não se pode tomá-los com naturalidade. Mas a razão do meu espanto era o tom da matéria; como se fosse aquele um fato inadmissível não pela violência, não pelo uso indiscriminado das armas, mas única e exclusivamente pela localização do confronto. Dava a clara impressão de que, fosse na Rocinha, na Taquara, na Ilha do Governador ou em qualquer área menos valorizada, o tiroteio seria aceitável; normal, até. Mas ali, no Leblon, talvez a poucas quadras dos apartamentos dos donos do jornalão; ali, não!
Fiquei chocado! E nunca vi o jornal dar o mesmo destaque a qualquer episódio semelhante acontecido no subúrbio, na zona oeste ou em áreas "menos nobres"
do Rio. Claro: o Rio, para eles, sempre foi o que está além do túnel.
Mas o Rio de verdade resiste, sem filtros embelezadores, sem photoshop e sem sair nos jornais. Resiste apesar dos políticos, apesar da violência, apesar dos autos de resistência que encobrem o extermínio de uma geração inteira, apesar do trânsito caótico, apesar dos serviços que só pioram, apesar da intolerância de quem invade e destrói terreiros por não aceitar a coexistência de outras crenças, apesar do ódio homofóbico que não percebe a inequívoca vocação deste lugar para o amor, apesar das balas - e de algumas esperanças - perdidas, apesar dos sonhos negados pra quem vem - e vive - nas periferias, apesar da especulação imobiliária e apesar da eterna despoluição da Baía de Guanabara; apesar de tudo isso, o Rio resiste! O Rio segue sendo a capital da beleza e do caos, segue com 40 (e tantos) graus, segue sendo a mais maravilhosa dentre as maravilhosas cidades do mundo. O Rio segue sendo meu orgulho, minha casa e minha paixão.
Parabéns, Cidade Maravilhosa! E que os próximos 450 anos sejam melhores para os cariocas de todas as partes...

2.10.09

Rio vai sediar Olimpíadas de 2016!

Foram três sessões de votação. Chicago foi a primeira candidata fora do páreo. Depois, Tóqui disse sayonara ao sonho olímpico. E, na disputa final com Madri, depois de uma longa pausa até o anúncio final, o Rio levou a melhor. Agora é torcer para que os gestores públicos cumpram seu papel e, assim, possamos fazer a melhor e mais alegre olimpíada da história!
E vamo que vamo!!!

1.10.09

Rio 2016: o que você acha?

Não se fala em outra coisa: é jornal fazendo campanha com celebridades vestindo a camisa do evento, é cobertura nos telejornais, comerciais convidando para o show pró-candidatura carioca em Copacabana. E por aí vai...
Vejo tudo isso com olhos de quem já acompanhou movimentação semelhante em ocasiões anteriores. Vejo tudo isso com olhos de quem viu promessas vãs encontrarem abrigo nos corações do povo dessa cidade, que a ama e a quer cada vez mais Maravilhosa. Vejo tudo isso com olhos de quem ouviu dizer que, para os Jogos Panamericanos, o metrô chegaria à Barra e as lagoas da Barra e de Jacarepaguá seriam despoluídas.
Vejo tudo isso com olhos de quem, no lugar de ver as promessas para a cidade cumpridas, viu se erguer um elefante branco, de nome Cidade da Música, que jamais ficou pronto e, ao menos até aqui, não justificou um mísero centavo público investido em sua construção.
Agora, vejo a candidatura do Rio para as olimpíadas de 2016. E vejo, também, todos os problemas da cidade, todo o sofrimento que atinge sua gente. Gente festiva, que seria ainda mais feliz com os jogos aqui. E que, tenho certeza, seria ainda mais feliz se os gestores dessa cidade tão linda se comprometessem com ela e com seu povo, sem mirar o calendário em busca de datas, eventos e festejos que possam render mídia, projeção e, no futuro, mais votos.
Rio 2016. Se vier, será bom. Ficarei feliz. Mas o que sonho para a minha terra - que tanto amo - é muito mais que a realização de uma edição dos Jogos Olímpicos. Quero, sim, uma cidade que mereça medalha de ouro na modalidade respeito à população. E nessa modalidade, caríssimos, estamos longe de chegar perto da lanterninha...

E você? O que pensa sobre a candidatura do Rio à sede da Olimpíada de 2016?
Comentaê!

26.9.09

Sobre o sequestro na Tijuca...

O Rio tem trauma de ações criminosas envolvendo reféns. Um trauma gerado por toda a tensão e pela série de equívocos experimentados na ocasião em que o ôninus da linha 174 foi sequestrado por um jovem fora de si, armado, que fez reféns e ameaçou impor uma tragédia a todo o país que acompanhava aquela loucura, ao vivo, pela TV. Acabou morto pelos policiais que, numa ação atabalhoada, acabaram por matar uma das reféns mantidas pelo criminoso.
Uma tragédia que muitos gostariam de esquecer, mas que serviu de lição para a polícia carioca...
Ontem, quando um ladrão assaltou uma farmácia e fez uma refém, todos os olhos se voltaram para a Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio. O homem, fora de si, ostentava uma granada e ameaçava explodí-la caso não tivesse suas exigências atendidas. Chegou a retirar o pino do artefato, expondo ao risco de morte várias pessoas que estavam nas proximidades. Mas, ao retirar o pino da granada, deu mostras, também, de que estava disposto a arriscar a própria vida. Ou seja: sua loucura não conhecia limites.
A refém passou mal. Precisava vomitar. E num dos momentos em que ela se abaixou, um atirador de elite disparou um tiro certeiro, na cabeça do bandido, e pôs fim à agonia da refém, dos policiais e de todos os que acompanharam a história ao vivo, na rua - e que chegaram a aplaudir a ação policial.
Eu vi as imagens no RJTV, na edição do horário do almoço. E fiquei impressionado com o acerto da operação. A polícia precisava agir, naquela circunstância, para evitar que algo de pior pudesse acontecer caso o bandido, de fato, explodisse a granada. O que eu não vi - e só vi mais tarde, pela internet - foi a cena do tiro na cabeça do assaltante. A cena, asséptica, sem sangue esguichando de lugar algum, também foi exibida no mesmo telejornal, no mesmo horário. A única pista da bala entrando na cabeça do bandido é o voo desnorteado do boné que ele usava e sua queda.
Não discordo de nenhum milímetro da ação policial. Mas discordo veementemente da exibição dessa cena na TV. É violenta, forte, desnecessária. E choca ainda mais uma população que, cotidianamente, acaba se deparando com alguma forma de violência brutal.
Uma pena que quando a polícia acerte, a mídia erre de um jeito tão feio...
E você? O que pensa dessa história?
Comentaê!!!

6.6.09

Sobre o Viradão Carioca...

Não fui a nenhum evento. Infelizmente. Mas saber do sucesso dessa iniciativa da Prefeitura do Rio me faz ter a certeza de que o povo quer cultura, quer lazer! Quer Dj Marlboro, mas também quer ver a OSB e a Adriana Calcanhotto. Quer a Perla, mas também quer Elba Ramalho, Sandra de Sá e Elza Soares...
Enfim, um projeto bacana! Que mostra que essa cidade tá viva e que resiste bravamente! Pra sorte nossa!

22.5.09

O que fazer com a Cidade da Música?

O Ministério Público está escarafunchando os arquivos para descobrir o mar de lama sobre o qual foi erguida a faraônica obra de meio bilhão de reais; a pérola-mor do mandato do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia. Há quem fale que os culpados pela improbidade administrativa se tornarão inelegíveis e, ainda, que terão de devolver aos cofres públicos os gastos com essa obra que, embora já inaugurada, nunca chegou a funcionar.
Eu, particularmente, acho que a cadeia seria o melhor destino para os autores desse absurdo. Se o Taj Mahal é o castelo feito em nome do amor, a Cidade da Música é um palácio erguido como símbolo do desrespeito máximo aos cidadãos dessa cidade, que lidam tantas vezes com a ausência do poder público e com a falta dos serviços básicos - para os quais, dizem os gestores, não há dinheiro.
Homens públicos que tomam do eleitor saúde, educação e saneamento para entregar tudo, em forma de milhões de reais, aos empreiteiros. Como diria Álvaro de Campos: "homens altos, passai por baixo do meu desprezo!".
Pois bem, fiscalizemos e pressionemos para que a Justiça faça o seu papel, certo?
Por agora, sugiro uma campanha para encontrarmos uma serventia pra esse elefante branco encravado no meio da Barra da Tijuca. Que tal se fazer ali um Museu da História da Impunidade e da Indecência dos Políticos no Brasil? Não seria interessante?
Se bem que...provavelmente ia faltar espaço pra tanto acervo...
E você? Tem alguma sugestão para o que pode ser feito da Cidade da Música?
Comentaê!

12.5.09

Caso Daniel Duque: enfim, justiça?

Quem acompanha o B@belturbo sabe que o caso do assassinato do jovem Daniel Duque mexeu muito comigo. A ponto de ser convidado para participar de uma passeata de protesto pela Daniela, mãe da vítima desse crime bárbaro.
Pois bem, isso explica a felicidade que senti agora ao acessar a internet e me deparar com a notícia da anulação do julgamento que, inexplicavelmente, inocentou o PM autor do disparo que roubou a vida do Daniel.
Nada poderá devolver a vida da vítima, mas imagino que a perspectiva de que, enfim, a justiça possa ser feita deve resgatar a sensação de dignidade dessa família marcada pela tragédia.
E que a Justiça não desperdice mais essa chance de provar que existe...

6.5.09

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 45

Jura?
Duvido que alguém pudesse imaginar uma coisa dessa!!!

PS.: Sim, só faz sentido se clicar no link.
PS2.: E pensar que o sujeito disse, no CQC dessa semana, que se orgulha dessa obra. Tsc, tsc, tsc...

19.4.09

Eu e os Arcos, os Arcos e eu...


É engraçado como alguns lugares mexem com a gente de um jeito inexplicável. Os Arcos da Lapa têm essa capacidade e nunca passo distraído por eles. Acho até curioso, porque não se trata exatamente de um monumento de beleza indiscutível - o que, aliás, não falta nessa linda cidade na qual tenho a sorte de viver. Mas, sei lá o motivo, aqueles gigantescos arcos brancos me mobilizam e atraem os meus olhos, que nunca se cansam de admirar a imponência da obra.
Na manhã de ontem, voltando pra casa, passei por eles e, mesmo dirigindo, reduzi a velocidade e fiz a foto. Gostei muito e resolvi postar aqui...
Tem coisas que a gente sente e não explica, né? São os mistérios da vida...
E você? Qual parte da sua cidade te cativa mais?
Comentaê!

16.4.09

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 28

Chocantes as imagens dos funcionários da Supervia agrendido os passageiros na estação ferroviária de Madureira, na Zona Norte do Rio. Vi e revi as imagens da Globo e fiquei me perguntando como se sente um trabalhador que, preocupado em pegar a condução e chegar ao trabalho no horário, acaba agredido barbaramente por meia dúzia de funcionários despreparados e desumanos.
Não dá pra aceitar!
Felizmente os culpados já foram demitidos. E que a reprimenda sirva para inibir que esse absurdo volte a acontecer.

2.4.09

Enquete: usuários são responsáveis pela violência do tráfico de drogas?

O debate sobre a suposta responsabilidade dos usuários de drogas pelos atuais níveis de violência registrados no Rio de Janeiro ganhou força desde o filme Tropa de Elite. Agora, em tempos em que a Zona Sul registra um número cada vez mais alarmante de crimes relacionados ao tráfico, acho bacana saber o que a turma pensa sobre o tema.
Vote! E se achar as opções insuficientes para se expressar, ponha a boca no mundo nos comentários, ok?

31.3.09

Selvageria!

A notícia do assassinato de uma estagiária da Caixa Econômica é daquelas que dão a exata dimensão do nível de desumanidade a que estamos submetidos hoje em dia. Pensar que uma jovem, com toda a vida pela frente, foi morta por ter pedido o crachá de volta ao assaltante é terrível. E ainda mais pavoroso é saber que o crime aconteceu na frente dos pais dela.
Certamente era uma jovem responsável, trabalhadora - por isso, preocupada com o tal crachá...
Agora, está morta!
Sou um cara otimista por natureza mas confesso que, diante de notícias como essa, sinto muita dificuldade para acreditar em dias melhores para essa cidade. E, principalmente, em dias mais humanos para todos nós.
E você? Ainda acredita?

23.1.09

Rio: à deriva há 79 anos...

Já fiz aqui vários posts relatando o caos das chuvas no Rio de Janeiro. Agora, lendo essa reportagem do Globo Online, entendi o tamanho do problema em que estamos (literalmente) mergulhados - ou seria melhor submersos? - : especialistas apontam que o Rio não tem, até hoje, um Plano Diretor de Drenagem. Não há um detalhamento de onde ficam as galerias pluviais da cidade. O último plano realizado nesse sentido data de 1930. E nem é preciso dizer o quanto a cidade cresceu nos últimos 79 anos.
Essa informação dá a medida exata do tamanho da irresponsabilidade com a qual essa cidade tem sido tratada ao longo das últimas décadas! Um descaso impressionante, fruto daqueles que ignoram o fato de ser essa a segunda capital mais importante - e rica - do país e um dos principais destinos turísticos do mundo.
Li a notícia e fiquei pensando nas tragédias que poderiam ter sido evitadas se os recursos - provenientes dos impostos que nunca deixaram de ser recolhidos ao longo desses 79 últimos anos - fossem investidos para melhor a infraestrutura da cidade. Se já são 79 anos sem um plano para o escoamento das águas das chuvas, é muitas vezes maior que esse o número de vítimas da inoperância dos homens que se sucederam no comando dessa cidade. Quantas pessoas já morreram em enchentes sem que nada fosse feito pra aplacar o sofrimento de quem lida com a ameaça de perder tudo a cada janeiro?
E quantas mais vão morrer?
Isso é um absurdo! Coisa de um país que não tem a menor vocação para a seriedade...

31.12.08

O choro do alcaide...

Tava vendo o RJTV 2a. Edição e me deparei com uma cena insólita: o prefeito Cesar Maia se deixou gravar, broche do Partido Comunista na lapela, arrumando as gavetas de seu gabinete, só, no último dia no comando da cidade.
Depois, ao se despedir de uma claque de funcionários municipais e secretários de governo, o prefeito chorou.
Curioso, né? Porque eu morri de rir! É a tal história: por pior que seja a nossa sorte, um dia ela muda! E torço muito para que a sorte dessa cidade que eu amo tanto comece a mudar agora, com esse senhor longe do Palácio...

27.12.08

Os últimos acordes de Cesar Maia...ou seria a última desafinada???

Foto publicada no Globo Online mostra a "brincadeirinha" do futuro ex-prefeito ao inaugurar sua polêmica obra de meio bilhão de reais...


Essa foto me soa como um deboche, como um tapa na cara de todos que viram a cidade abandonada ao longo dos últimos quatro anos; de todos que viram a dengue virar uma ameaça contra a vida do carioca.
Mas a imagem é, também, emblemática. Nada mais emblemático para marcar o fim desse governo do que a inauguração de uma obra polêmica, ainda inacabada e com entulho pelos cantos. Nada mais emblemático para esse senhor do que ter como testemunhas de seu último ato no poder apenas uma claque formada por funcionários públicos.
Porque mesmo o povo, felizmente, parece já ter dado as costas para Cesar Maia.
Quanto à música, que fique claro, não tenho nada contra! Mas a imponência dessa obra me parece incompatível com a realidade de uma cidade onde pessoas morrem vítimas de um mosquito, onde a iluminação mais escurece do que clareia e onde há tanta gente morando nas ruas.
Pra mim, enquanto essas questões não forem dignamente enfrentadas, a Cidade da Música vai continuar a ser apenas um elefante branco fincado no meio da rua...

10.11.08

Na falta de polícia...

Não se trata de fazer qualquer tipo de apologia à "justiça com as próprias mãos". Mas quem já teve casos de violência na família, em situação parecida, não deixa de dar um sorrisinho-de-canto-de-boca e mentalizar um "bem feito!" ao ler uma notícia como esta.
Ou não?

8.11.08

Fui canetado! Injustamente!!!

Tenho habilitação para dirigir há quase uma década. Ao longo de todos esses anos, minha conduta de motorista tem sido pautada pela responsabilidade. Não sou veloz, nem furioso. Não bebo e a tal da Lei Seca, pra mim, não fez a menor diferença. Não uso qualquer tipo de entorpecente e sempre guiei de acordo com o que a legislação brasileira estabelece.
Nesses 9 anos dirigindo por aí, só fui multado uma vez: por ter estacionado num local impróprio. Estava errado, mas não sabia da proibição no tal local e a grande quantidade de veículos parados por lá não dava a menor pista de que a coisa era irregular. Era. Fui penalizado e paguei a multa.
Pois bem, dito isso, vocês já podem imaginar qual não foi a minha surpresa ao descobrir, semana passada, na minha caixa de correio, uma multa de trânsito. Abri e me espantei: segundo a notificação, eu havia cometido uma infração grave. E, ainda segundo o documento, meu carro não foi fotografado porque a multa foi emitida por um agente de trânsito - cuja orientação eu teria desrespeitado.
Fiquei intrigado. Vendo a data e o local da tal infração, liguei os pontos: o dia fatídico foi o último 10 de setembro. O lugar? Os arredores de um shopping, nas proximidades do estádio do Engenhão. Na data, o trânsito estava caótico na região, pois naquela mesma noite seria realizado o jogo Brasil x Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa.
Aí lembrei de tudo! Trânsito interrompido e guardas da PM colocando ordem na bagunça. A imagem do PM acenando para que eu seguisse é muito clara em minha mente. Eram muitos guardas. E tenho a mais absoluta certeza de que não infringi coisa alguma. Ainda mais gravemente! E, supondo que algo de grave tivesse acontecido, por qual (estranho) motivo o guarda preferiu me multar a distância, sem me autuar no próprio local?
Sinto cheiro de mutreta no ar! E, confesso, não sei o que fazer pra livrar desse problema! Posso recorrer da tal multa, mas, nesse caso, seria a minha palavra contra a do tal guarda que me multou. E a gente sabe de que lado a corda arrebenta, né?
Sugestões?

31.10.08

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 19

Acabo de ler que o atual prefeito do Rio, Cesar Maia, já anunciou a candidatura ao governo do estado em 2010. Segundo a matéria, publicada no Dia Online, além de falar da própria pretensão, Maia analisou que Garotinho também deve submeter seu nome ao povo do Rio de Janeiro.
Droga! Não deveria ter lido isso antes de dormir!


Faço minhas as (sábias) palavras dela...

27.10.08

A César o que é de César...

A foto eu peguei lá no G1...
Esse número, tão emblemático, é o número da seção eleitoral do atual prefeito do Rio...
É mole?
Fosse eu um amante dos ditados populares, diria que uma imagem vale mais...enfim, vocês sabem, né?