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8.11.08

Fui canetado! Injustamente!!!

Tenho habilitação para dirigir há quase uma década. Ao longo de todos esses anos, minha conduta de motorista tem sido pautada pela responsabilidade. Não sou veloz, nem furioso. Não bebo e a tal da Lei Seca, pra mim, não fez a menor diferença. Não uso qualquer tipo de entorpecente e sempre guiei de acordo com o que a legislação brasileira estabelece.
Nesses 9 anos dirigindo por aí, só fui multado uma vez: por ter estacionado num local impróprio. Estava errado, mas não sabia da proibição no tal local e a grande quantidade de veículos parados por lá não dava a menor pista de que a coisa era irregular. Era. Fui penalizado e paguei a multa.
Pois bem, dito isso, vocês já podem imaginar qual não foi a minha surpresa ao descobrir, semana passada, na minha caixa de correio, uma multa de trânsito. Abri e me espantei: segundo a notificação, eu havia cometido uma infração grave. E, ainda segundo o documento, meu carro não foi fotografado porque a multa foi emitida por um agente de trânsito - cuja orientação eu teria desrespeitado.
Fiquei intrigado. Vendo a data e o local da tal infração, liguei os pontos: o dia fatídico foi o último 10 de setembro. O lugar? Os arredores de um shopping, nas proximidades do estádio do Engenhão. Na data, o trânsito estava caótico na região, pois naquela mesma noite seria realizado o jogo Brasil x Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa.
Aí lembrei de tudo! Trânsito interrompido e guardas da PM colocando ordem na bagunça. A imagem do PM acenando para que eu seguisse é muito clara em minha mente. Eram muitos guardas. E tenho a mais absoluta certeza de que não infringi coisa alguma. Ainda mais gravemente! E, supondo que algo de grave tivesse acontecido, por qual (estranho) motivo o guarda preferiu me multar a distância, sem me autuar no próprio local?
Sinto cheiro de mutreta no ar! E, confesso, não sei o que fazer pra livrar desse problema! Posso recorrer da tal multa, mas, nesse caso, seria a minha palavra contra a do tal guarda que me multou. E a gente sabe de que lado a corda arrebenta, né?
Sugestões?

17.10.08

A tragédia dos erros...

É inadmissível que, depois de 100 horas, a população do país assista a um desfecho tão trágico para esse episódio de Santo André. Esse sequestro - na verdade, um cárcere privado - já entrou para a história como o mais longo do tipo em São Paulo; e uma das mais equivocadas atuações da polícia; que agora se mostra tão despreparada como no caso do Ônibus 174, no Rio.
Não consigo entender como a polícia permitiu que o sequestrador ficasse mais de 24 horas sem qualquer contato com os negociadores. Não consigo entender como a polícia permitiu que a amiga da namorada do bandido voltasse ao apartamento e, assim, voltasse à condição de refém. Não consigo entender como a polícia permitiu que apresentadores de televisão entrevistassem o sujeito e, pior, não consigo entender em nome de quê esses profissionais se permitiram participar de mais esse caso em que um criminoso teve, na TV, espaço de popstar.
Em nome da justiça, vale dizer que a postura de José Luiz Datena, hoje, foi corretíssima! Enquanto as imagens do resgate das duas jovens eram exibidas, o apresentador se esforçava para não tornar ainda maior a sensação de que uma grande tragédia tinha acontecido. E, quem diria, deu uma aula de ética e de responsabilidade a colegas de outras emissoras, que entraram no oba-oba do caso.
Por fim, não consigo entender como a assessoria de comunicação do Governo de São Paulo, num caso tão emblemático, divulga erroneamente a morte da vítima, sabendo que a imprensa e os cidadãos do país inteiro estavam de olho no caminhar dos fatos.
Os especialistas em segurança pública defendem a atuação da força policial - o único senão é a trágica volta da adolescente ao cativeiro - e atribuem toda a complexidade da operação ao estado mental do sequestrador.
Pode ser. Mas quem vai explicar isso aos pais dessas jovens?
Torçamos para que as duas se recuperem...no momento, é o que resta...

16.10.08

Bang-Bang vespertino...

Infelizmente, o título do post não remete a nenhum filme exibido na Sessão da Tarde...
A imagem do policial escondido atrás de um poste disparando 26 tiros de fuzil em menos de um minuto, a luz do dia, contra traficantes escondidos num morro, durante "operação policial" no Rio de Janeiro é triste. Assisti ontem, num telejornal da Globo, e a cena das pessoas correndo, desesperadas, no meio do fogo cruzado me fez pensar no despreparo da nossa força (?!?!) policial e na sina da população, abandonada à própria sorte nesse cenário de guerra em que se transformou parte da Cidade Maravilhosa.

6.8.08

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 11

Mais de 400 vaquinhas foram vítimas de um bizarro serial killer brasileiro: interessado em saliência, ele matava as vítimas depois do coito...


Depois do Chupa Cabra, que fez muito programa popular bombar na audiência no finzinho da década passada, o mundo conhece agora o Chupa Vaca.
Não sabe de que se trata? Explico: um senhor de 53 anos foi preso, no último domingo, acusado de matar mais de 400 vacas. O objetivo desse estranho serial killer? Ter, digamos, momentos íntimos com as mimosas (e mimosos, já que o cadáver de um garrote também foi encontrado pelos policiais que investigam o caso há quatro anos.
A libido do Chupa Vaca gerou prejuízos para mais de trezentos fazendeiros. No começo, o garanhão (com trocadilho, claro!) matava um bovino por noite. De uns tempos pra cá, segundo o delegado, ele passou a matar até quatro vítimas - será efeito daquelas pílulas azuis???
Vi a notícia no Querido Leitor, da Rosana Hermann. E depois, busquei mais no Diário da Manhã.
Cada uma...

1.6.08

Jogo dos vários erros...

Triste o episódio policial em que se transformou o jogo entre Náutico e Botafogo pelo Brasileirão. Triste porque, ao menos a meu ver, os ânimos pareceram exaltados demais. O botafoguense Andre Luis, como atleta, não podia sair de campo fazendo gestos obscenos para a torcida rival. Ali, Andre era o profissional e, portanto, a ele cabia agir com a frieza que já tinha lhe faltado entre as quatro linhas. Era dele a responsabilidade de sair de campo dignamente para dar um fim menos triste e deprimente à sua atuação na partida.
Porém, igualmente despreparada me pareceu a polícia. Agarrar um atleta, imobilizá-lo e levá-lo pelo meio da torcida rival também me parece uma triste seqüência de equívocos. Sem falar que até o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, acabou envolvido na pendenga policial. Bebeto, aliás, deu uma entrevista equilibradíssima sobre o episódio, criticando a polícia pernambucana. E, certo de sua conduta, não aceitou realizar qualquer acordo com a polícia de Recife. Preferiu ser processado a ter que assumir culpas de infrações que julga não ter cometido. Uma atitude muito coerente, diga-se de passagem.
O único lado bom dessa história é saber que o Botafogo levou de três...

6.5.08

Ainda o bafafá do Ronalducho...

Então, de repente, as travestis Andréa e Carla resolvem mudar completamente a versão do escândalo que envolveu o Ronaldo na semana passada. Declararam-se arrependidas e foram espontaneamente à delegacia para limpar a barra do atacante.
Não sei não! Mas dar pra trás (ops!) à essa altura do campeonato me parece meio tarde. Acho que a dupla vai acabar tomando (ops!) toco (ops!!!) da Justiça...