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9.10.08

Ah, Maria Rita...

Um dos meus presentes de aniversário foi o dvd novo da Maria Rita. Vi ontem mesmo e, cá pra nós, é muito bom ver um artista em sua melhor forma! Gosto muito da fase mais dramática da cantora, predominante em seus dois primeiros álbuns, mas essa Maria Rita do samba, de pernoca e barriguinha de fora é fantástica! Leve, solar e gostosíssima, dá gosto de assistir!
O Dvd é bem editado - com um ritmo de clipe, cheio de cortes - e o áudio é impecável! Recomendo a todos os fãs - de boas cantoras, de bons sambas, de boas músicas e, por que não, de boas pernas!!!
Segue o vídeo de O homem falou, o segundo número do show...

7.9.08

Samba caprichado!

Muito bonita a capa do DVD "Samba Meu", de Maria Rita, que a Warner Music deve pôr nas lojas durante essa semana. O projeto gráfico é assinado por Luciano Cury, que traduziu com maestria a leveza do show da cantora.
Além disso, o trabalho de Luciano tem o mérito de fugir da obviedade das costumeiras capas de discos registrados em shows. Pode reparar: em 99,9% dos casos, essas capas trazem flagrantes do artista no palco, durante a apresentação, e em fotos que, geralmente, dizem muito pouco sobre o conceito do espetáculo gravado.
Com o "Samba Meu" foi diferente. Mais uma prova do acerto danado que esse disco representa na carreira de Maria Rita. É claro que, em breve, uma cópia vai parar aqui na minha estante. Já disse aqui algumas vezes: "Samba Meu" é um showzaço, que os cariocas vão poder conferir mais uma vez, no fim de setembro.
Bora pro samba, turma?

11.6.08

E a platéia caiu no samba dela...

Abarrotada por um público muito jovem e vibrante, a pista do Vivo Rio certamente garantiu a animação para o DVD "Samba Meu", que Maria Rita gravou na noite de ontem...


Empolgação. Essa é a palavra que melhor define o estado de espírito dos fãs que tomara a pista para conferir, bem de pertinho, a gravação do terceiro DVD da carreira de Maria Rita. Cantando o repertório da diva de fio a pavio, o público batia palmas até quando a canção não pedia o acompanhamento, como aconteceu em "Caminho das Águas". Nada que comprometa, afinal, a noite era de festa; uma prova definitiva de que a cantora vive nova lua-de-mel com o público.
O repertório foi basicamente o mesmo que dá base a turnê do disco homônimo, lançado em setembro do ano passado. De novidade, apenas a inclusão da bela "Trajetória", que Rita inexplicavelmente não cantava nas apresentações até então. Segue trecho do belo samba, gravado anteriormente por Elza Soares:

A baixa no roteiro ficou por conta de "Veja bem meu bem", que tinha tudo a ver com o roteiro mas foi extirpada da gravação. O público também pediu "Santa Chuva", mas não foi atendido. Talvez porque, em vez de chuva, Maria Rita e sua banda queriam irradiar calor para a platéia. E conseguiram! Números como "Maltratar não é direito", "Conta Outra", "Num corpo só" e "Corpitcho" foram acompanhados de calorosos aplausos - alguns, em cena aberta. Algo que aconteceu novamente no bis, quando a cantora entoou os belos versos de "Não deixe o samba morrer" antes de encerrar o show.

Em "Cara Valente", o primeiro samba de Rita a cair nas graças do público, o coro também disse a que veio, como mostra o vídeo:

As falhas técnicas - sempre presentes em gravações ao vivo - foram poucas e não comprometeram o pique da apresentação. E, pelo que se viu, a noite desta terça-feira tem tudo para render o mais caloroso e festivo DVD da carreira da cantora.
O único senão da noite não foi musical. Ao menos para quem foi de carro ao Vivo Rio, a saída da casa de espetáculos foi bastante confusa - e demorada. O serviço de estacionamento oferecido pela casa, além de lento, acaba com o clima de festa de quem sai de um bom show - como foi o caso - e, depois, acaba se vendo obrigado a esperar pelo carro por cerca de 30 minutos. Um anticlímax completo...

7.6.08

Esquentando os tamborins...

Lá vou eu conferir a gravação do Dvd "Samba Meu" de Maria Rita...
Não tenho a menor dúvida de que vou me esbaldar. O show, como já disse aqui, é ótimo! E nessa onda de gravações de espetáculos, esse é um dos raros casos em que o registro em vídeo é, de fato, válido! E recomendadíssimo aos fãs. De Maria Rita, do samba. E da música boa!!!

16.2.08

"Samba Meu": o showzão dela...

Fotos exclusivas do show "Samba Meu": sarada, animada e em lua-de-mel com o samba, Maria Rita faz show alto astral e conquista platéia com os sucessos de seu terceiro disco...

"Divirtam-se!", ordenou Maria Rita, apresentada ontem como a "musa da MPB", na primeira noite da curta temporada de seu show "Samba Meu", de volta ao Rio. Sarada, como mostram as fotos do post, a cantora ainda aproveitou para dizer ao público que nesse espetáculo também tem se divertido bastante. E, durante os 80 minutos da apresentação, o que se viu foi mesmo uma artista leve em cena, feliz com suas escolhas e com a resposta do público.
O início do show é arrasador! Maria Rita faz "Samba Meu" a capella, já adicionando "O Homem Falou", que é pra ninguém ter dúvidas de que se trata de um show alto astral. "A festa vai apenas começar", diz um dos versos da canção de Gonzaguinha, já na boca da platéia. Platéia, por sua vez, completamente entregue ao clima alegre proposto pela estrela.
O set de sambas continua com o hit "Tá Perdoado", acompanhado de fio a pavio pelo público, que ainda faz marcações na palma da mão enquanto, do palco, a mais nova sambista do pedaço diz no pé. Na seqüência, "Maria do Socorro" e "Novo Amor" rendem grandes momentos. E uma surpresa: "Cria", que eu sempre achei uma das mais fraquinhas do disco, cresce no show e se mostra envolvente; ponto para a cantora, que assina a co-produção do disco.
À essa altura, o clima já tinha esfriado um pouco - aliás, o Citibank Hall me parece grande demais para alguns shows, o que favorece um certo ar de desânimo em certas apresentações. Só que o roteiro de "Samba Meu" tem um trunfo: pra dar aquela descansada nos sambistas do público, Maria Rita entoa vários sucessos de seus dois primeiros discos. "Caminho das Águas" e "Muito Pouco" - com levada latina, "Menininha do Portão", "Santa Chuva" - sempre um momento de catarse coletiva, "Encontros e Despedidas" e "A Festa" também fazem o público soltar a voz junto com a artista. E, como o show é de samba, não poderiam ficar de fora "Recado", "Conta Outra" e "Cara Valente".
De volta ao repertório do mais recente disco, "Maltratar não é direito", "Num Corpo Só", "Casa de Noca" e "Corpitcho" - que a moça canta caprichando no carioquês - viram tiros certeiros, que fazem o povo deixar as mesas de lado e partir pro sambão, ali, cara a cara com a cantora. Maria Rita, ainda meio tímida, ri e parece adorar o clima de showzão popular, capaz de desfazer aquela aura de diva que pairou sobre sua cabeça nos dois shows anteriores.
No bis, uma novidade no repertório do show: "Não deixe o samba morrer", clássico do repertório de Alcione, ganha leitura acertada da caçulinha da turma do samba. E soa como uma declaração de amor ao gênero que, sem dúvida, trouxe fôlego novo para a carreira de Maria Rita.

6.2.08

Por falar em saudade do carnaval...

Taí uma ótima dica pra quem já não vê a hora de cair no samba de novo: o show de Maria Rita, que já passou duas vezes - em curtas temporadas - aqui pelo Rio, mas que só agora eu vou conseguir assistir. Muito elogiado, o espetáculo traz as canções de "Samba Meu", o terceiro álbum da moça, além de outros sucessos da carreira. Uma ótima pedida!
Como fã de boa música, fã da Maria Rita, e fã do último disco dela, eu não poderia perder! E lá vamos nós sambar de novo...

16.9.07

Ainda o samba de Maria Rita...

Sei que já escrevi aqui sobre o disco de sambas da Maria Rita. Tá logo ali embaixo. Mas devo dizer aos leitores que, desde ontem, quando comprei o Cd, essa moça mora em meus leitores de Cd e sua voz e seus sambas se instalaram em meus ouvidos. E têm sido muitíssimo bem recebidos! Ouço, ouço, ouço e gosto cada vez mais de "Samba Meu".
Discaço!

14.9.07

A pedida é...o samba dela!

O samba é dela, mas quem se deleita é a gente: "Samba Meu", terceiro disco da carreira de Maria Rita, tem produção caprichada, belas canções e mostra que a moça veio pra ficar...

Hoje chega às lojas de todo o Brasil "Samba Meu", o terceiro disco de Maria Rita. O álbum vem cercado de curiosidade, já que, dessa vez, a cantora dedicou todo o repertório ao mais brasileiro dos ritmos: o samba. Dois belos - e recentes - discos de sambas lançados por outras duas grandes cantoras (Marisa Monte e Roberta Sá) aumentaram ainda mais a atmosfera de suspense para a leitura que Maria Rita dará ao ritmo.
O blogueiro aqui teve o privilégio de conferir, no site montado para a coletiva-virtual de lançamento do CD, o primoroso novo disco da cantora. "Samba Meu", produzido por Leandro Sapucahy é imperdível! Produção caprichada, repertório de primeiríssima "catiguria" e uma sonoridade que se mostra diferente das alcançadas nos discos de Marisa e Roberta. Sim, Maria Rita encontrou o seu samba. Um samba que é popular sem perder a elegância. Samba que realça a beleza do canto dessa grande artista.
Arlindo Cruz destrona Marcelo Camelo e dá as cartas no repertório do CD! Com seis belas composições, o sambista é a prova de que Maria Rita foi beber na melhor das fontes antes de se aventurar no território do samba. Piano, baixo acústico e bateria - marcas dos arranjos dos discos anteriores da artista - foram mantidos, realçando um estilo que vem sendo desenhado por Rita desde seu primeiro e aclamado trabalho: "Maria Rita", de 2003. Em "Samba meu", a produção acrescentou ingredientes do bom e velho samba à base e incrementou ainda mais o som da cantora.
O disco começa a capela, com a faixa-título, composta por Rodrigo Bittencourt. A cantora logo ganha a companhia de uma chorosa cuíca e entoa belos versos. Com a adesão da Velha Guarda da Mangueira, Maria Rita faz de "O homem falou", sambão da melhor safra de Gonzaguinha, um dos melhores momentos do álbum (e estamos apenas na segunda canção!). "Maltratar, não é direito" é mais uma pérola de Arlindo Cruz e Franco, cantada com graça. “Num corpo só”, de Arlindo Cruz e Picolé, é samba cheio de sensualidade. Com charme e elegância, Rita se derrete na interpretação: "É só beijar tua boca que eu me arrepio, arrepio". “Cria” é assinada por Serginho Meriti e Cesar Belieny e começa com as vozes do filho de Maria Rita, numa brincadeira com o filho de Tom Capone, produtor de seu disco de estréia. Mais um bom momento do Cd...
Quando chega a vez de "Tá perdoado", a gente entende os motivos que fizeram o single do disco se transformar, quase que instantaneamente, num hit nas rádios do país. Também composto pela dupla Franco/Arlindo Cruz, esse é um belo samba, com alto astral e cantado por uma Maria Rita totalmente entregue ao mais carioca dos ritmos. Pelo conjunto, é das minhas preferidas no disco. Já dá pra imaginar as morenaças cantando e sambando nas rodas de samba na próxima primavera: "Seja do jeito que for / eu te juro meu amor / se quiser voltar / tá perdoado".
Pra declarar minha saudade”, de Jr. Dom e Arlindo Cruz, é a faixa mais curta do disco e deixa um gostinho de quero mais no ar. Maria Rita aparece mais contida na interpretação desse samba romântico. Seu canto é mais grave, suave e sentimental. Igualmente bela é "O que é o amor", assinada por Arlindo Cruz, Maurição e Fred Camacho. Bonita letra, belíssimo arranjo. "Quando a gente ama é o clarão do luar / que vem abençoar / o nosso amor". A faixa transita de um jeito gostoso entre o sambão e aquele samba de boate da moda. Mas pode apreciar sem moderação: o resultado é uma mistura saborosa!
Para os amantes dos sambas-de-fim-de-amor, a pedida é “Trajetória”(Arlindo Cruz/Serginho Meriti/Franco). Tom mais agudo na voz da cantora, piano em destaque no arranjo da primeira parte da canção. "Recebe menos quem mais tem pra dar", diz um dos versos mais belos da letra assinada pela trinca de compositores ."Não há no mundo lei que possa condenar alguém que a outro alguém deixou de amar", continuam os sambistas, cheios de amor pra dar...
Mente ao meu coração” (F. Malfitano) e “Novo amor” (Edu Krieger) me fizeram lembrar de gravações antigas de grandes cantoras da era de ouro do rádio. Maria Rita mostra toda a sua forma vocal e arrebenta. Com relação à canção composta por Krieger, vale lembrar que ela também foi registrada por Roberta Sá em seu último Cd. Na leitura de Rita, o samba ganha um arranjo num compasso mais rápido. Novamente sente-se a força desse ritmo tão brasileiro, e pode-se notar um quê de Chiquinha Gonzaga no ar...
Edu Krieger volta na faixa seguinte, "Maria do Socorro". A cuíca chora no início da música, mas esse samba é alegre e realça a versatilidade do compositor. Trata-se da história de uma dessas muitas tchutchucas que povoam o imaginário e as comunidades cariocas. “Corpitcho”, de Picolé e Ronaldo Barcellos, faz várias referências ao carioca way of life. "Oportunidade não cruza o Rebouças", "Madureira", "Império Serrano", "Copacabana", "Nikiti", "Paquetá" são algumas das citações ao Rio, nessa bela e alegre homenagem à cidade do samba. E a cantora mostra que conhece bem o universo, cantando a parte final da letra cheia de malandragem...
"Casa de Noca" fecha o disco. É um samba maneiro, de Serginho Meriti, Nei Jota Carlos e Elson do Pagode. E o CD termina do mesmo jeito que começou, com Maria Rita mandando ver a capela.
Em suma, "Samba Meu" é um discão para amantes de samba e da boa música. Maria Rita mostra que, a despeito de críticas, polêmicas, estratégias de marketing esquisitas, veio, sim, para ficar.
Que bom! E que venha logo o show, pro samba dela se tornar, também, o nosso samba...