30.10.07

Leveza

Leveza é sentir a torcida a favor, mesmo quando se parece disputar num estádio tomado pelo silêncio. Leveza é se sentir pluma jogada no ar, preguiçosa, carregada pelo vento e satisfeita por chegar onde quer que seja. Leveza é sorriso nos lábios mesmo quando não se dá conta de que se tem vontade de rir. Leveza é colocar a cabeça sobre o travesseiro, fechar os olhos, e perceber que nada em sua consciência é capaz de lhe render um sono intranqüilo.
Leveza é beijo na testa, mesmo quando se tem uma boca gostosa para beijar. Leveza é prazer sem hora marcada, furtivo ou declarado; planejado ou intempestivo; amoroso ou selvagem. Mas sempre bom.
Leveza é sentir nos olhos de quem se ama a extensão do próprio olhar. É admirar e sentir-se admirado pelo que se é, e não pelo que se pareça ser. Leveza é colo de pai, de mãe, de família. É o dedinho do filhote passeando em sua orelha naqueles minutinhos antes de pegar no sono.
Leveza é envelhecer de mãos dadas com alguém a quem se ame, e não com alguém a quem se tenha habituado. Leveza é, lá na frente, olhar para trás e orgulhar-se mais do que arrepender-se...
Leveza é tudo o que quero pra mim...e quem não quer?

29.10.07

Minha série predileta...

Por muitas vezes a gente gasta um tempo danado planejando coisas incrivelmente divertidas para o fim-de-semana. O planejamento, nessas ocasioões, é tão árduo que tira até a leveza daqueles que devem ser os dias de ócio (pra quem trabalha nos demais, claro!).
Nesse último final de semana eu não planejei nada! Abri a estante, abri os pacotes com os Dvd's das cinco temporadas da minha série predileta: "Six Feet Under". E me diverti como nunca: sozinho, em casa, em cima da minha cama. Tanto que até pensei que a felicidade pode mesmo estar nas pequenas coisas da vida, como diz aquele clichê...
Aos que não conhecem a série, recomendo muitíssimo! O texto é muito inteligente, o humor, refinado. E as interpretações são todas primorosas! Vale muito a pena! Trata-se da história de uma família que tem uma casa funerária. E nada de padrões: os Fishers, definitivamente, não reproduzem aquela imagem de "tradicional família americana". E é aí que mora a graça desse programa imperdível!
Ah...o lado bom é saber que ainda nem terminei de ver a primeira temporada. O que quer dizer que ainda tenho muita diversão de altíssima qualidade pela frente!

28.10.07

Deliciosa viagem!

A correira danada nesse último trimestre do ano tem atrapalhado um bocado as minhas leituras. Mas ainda assim, arranjei tempo, deixei as crônicas vampirescas de Anne Rice de lado e tenho me dedicado a ler sobre a história desse nosso fabuloso país. Estou quase finalizando o primeiro volume da coleção Terra Brasilis, de Eduardo Bueno. "A viagem do Descobrimento", óbvio, retrata a saga da chegada dos portugueses ao Brasil.
Que livro bacana, minha gente! Para os amantes de História e para os amantes de histórias, essa é uma pedida fantástica! O autor fez uma pesquisa minuciosa e consegue nos fazer voltar mais de 500 anos no tempo. Esse mergulho na gênese do Brasil nos traz novos personagens, novos nomes e muitas, muitas informações curiosas sobre tudo o que estava envolvido nos planos de expansão que os portugueses empreenderam lá nos séculos XV e XVI.
E como é diferente voltar ao tema mais de dez anos depois de estudá-lo, ainda no Ensino Médio. A gente (re)descobre detalhes (?) que até podem parecer pequenos, mas que dão a exata dimensão de quão devotados e aventureiros eram esses europeus que aportaram por aqui. Quer um exemplo? Vasco da Gama! Incumbido pela Coroa de descobrir o famigerado caminho para as Índias, o patrício levou 10 meses navegando de Lisboa até Calicute. E, de volta à terra natal, levou mais um ano cruzando os mares. Dureza, ainda mais se pensarmos que os instrumentos de navegação - e as próprias embarcações - deixavam muito a desejar naquele período, perto do arsenal tecnológico de que dispomos hoje. Isso para não falar das inúmeras superstições que cercavam o "desconhecido" mar de então...
Recomendo muitíssimo a leitura! E, como o próprio autor me escreveu na dedicatória, trata-se mesmo de uma viagem pela História!

27.10.07

A mais bela flor que há...

No belo jardim onde as flores são os amores que tive, destoas. E não o fazes por ser menos bela, menos perfurmada.
Há aquelas murchas, feias...lembranças de amores que se revelaram muito menos bonitos e cheirosos do que pareciam no início.
Há também aquelas tomadas por espinhos. Em alguns deles, vestígios de sangue. Amores dolorosos, que machucam corações e almas...
Já tu...tu és diferente de todas as outras flores; seu perfume sempre inebria mais que qualquer outro exalado por qualquer outra flor. Tua cor é a mais viva, é única; matiz composta sob medida para ornamentar tudo de lindo que sabes ser. E que representa em minha vida e em meu jardim.
É sobre tuas pétalas macias que pousam as mais sábias abelhas, ávidas pelo melhor néctar que pode haver.
É teu o desabrochar mais suave a cada manhã de sol, assim como também vem de ti o odor que perfuma minhas noites quando penso no jardim...
Depois de ti, todas as flores parecem comuns; repetições exaustivas de uma realidade previsível demais para alguém que, como eu, já conhece a mais bela e perfeita flor que existe. E sabe que ela mora bem ali, no meio do jardim dos meus amores...

26.10.07

"O casamento do meu melhor amigo"



Pode quem quiser achar piegas, podem dizer que a Julia Roberts está longe de ser uma grande atriz ou mesmo "uma linda mulher" de verdade. Mas essa cena faz parte da antologia cinematográfica do blogueiro aqui. Delicada, sensível e com uma metáfora muitíssimo bem sacada pelo diretor P.J. Hogan na hora de levar pra tela a idéia da perecibilidade dos momentos que a gente tem ao lado da pessoa amada.
E, diga lá, quem nunca teve a sensação de que perdeu o momento exato de dizer a coisa certa?

Quando Siri passa do ponto...

Ex-BBB e agora "apresentadora" da Rede TV! adora falar da vida particular. Ganharia mais se ficasse calada...

Já falei de Irislene Stefanelli algumas vezes aqui no B@belturbo. Dei boas risadas com essa moça durante o trabalho no site do BBB, mas, cá pra nós: já deu, né? A cada dia os sites de celebridades publicam notas mais bizarras envolvendo o nome da moça, que, atualmente, além de ex-BBB é, também, apresentadora do TV Fama (meu Deus!!!).
Num dia, vejo na Veja Siri toda roxa, efeito de uma lipo daquelas dos pés à cabeça. No outro, leio que ela encontrou uma colega de emissora que estaria "pegando" o Alemão. No encontro, dispara que a moça está apenas "pegando seu resto". A exposição é tanta que os jornais chegam ao cúmulo de publicar que a moça não transou com o ex-namorado.
Aliás, cá pra nós...ela adora dizer que não transa com seus namorados, né?
Com tanta bobagem publicada a respeito de Siri, não dá pra não concordar com o Alemão quando ele disse, lá atrás, que ela é muito mal assessorada!
Triste é notar o espaço que notícias inúteis ocupam na mídia. E olha que lá se vão quase sete meses desde que o Big Brother chegou ao fim...

25.10.07

Que seja eterno enquanto...

Quando a história começou, cercaram-se de cuidados para que não se magoassem. Estabeleceram limites, regrinhas e fizeram combinações com o intuito de resguardar aquela recém-começada relação de algum tipo de infortúnio.
Não demorou para que todos os planos fossem por água abaixo! A realidade se impôs, superando toda e qualquer predição. Porque tudo era divertido enquanto estavam um na companhia do outro. Era bom rir da lata de refrigerante que não abria, da pizza com mais massa que queijo, dos casais que brigavam ou trocavam carinhos.
Puseram-se a experimentar aquela alegria que um dava ao outro e a todas as coisas. Riam do formato das nuvens, riam do som que as ondas do mar faziam na arrebentação, riam do jeito um do outro. Riam quando os beijos soavam desengonçados, quando, além das línguas, também seus dentes se esbarravam em suas bocas. Riam dos sons da hora do amor, riam das caras amassadas ao acordar, riam, riam...eram felizes.
O amor nasceu e cresceu naturalmente, sem que se pusessem a pensar na importância e na grandeza daquele sintimento que os unia. O amor frutificou, gerando a parceria inabalável que os fez fortes o bastante para resistir também aos momentos em que o riso cedeu espaço ao choro. O amor durou o tempo exato que deveria. Perpetuou-se numa infinidade de momentos singulares, inesquecíveis, de modo que, quando não mais havia motivos para que sorrissem, restou a certeza de que os sorrisos anteriores tinham sido especiais o bastante para que aquela história pudesse, para sempre, ser definida como uma história feliz.
Uma história com fim. Mas feliz...

24.10.07

Caos in Rio II

Seja você de que parte do mundo for, à essa altura, já deve saber que o Rio de Janeiro dormiu Cidade Maravilhosa e amanheceu Cidade do Caos. Uma chuvarada absurda desabou sobre os cariocas, na mesma proporção da estiagem que deixou o ar por aqui bastante seco por boa parte dessa primavera.
Ocupações irregulares de encostas, desmatamento e falta de atitude das atividades competentes constituem uma equação de resultado bombástico. Hoje, a bomba explodiu no nosso colo: com o Túnel Rebouças fechado, o Rio parou! Não importa de onde viesse e para onde desejasse ir: o carioca não pôde fazê-lo.
Em meio aos transtornos dos cidadãos e os pedidos das autoridades para que São Pedro deixasse de nos castigar com tanta chuva não dá pra não pensar em culpas. E em culpados. E aviso desde já: não creio na culpa de Deus e dos santos. E se os governantes da cidade têm lá sua parcela de culpa - inquestionável - também têm responsabilidade aqueles cidadãos que, como quem não quer nada, jogam todo tipo de lixo no chão, entupindo bueiros que, só em dias como o de hoje, todos percebem ser tão necessários para o bom andamento das coisas.
Dias como o de hoje, além de catastróficos, servem, também, para que a gente possa refletir sobre as pequenas bobagens que repetimos todos os dias. E sobre as grandes bobagens que aqueles que escolhemos para nos representar fazem. Com a nossa anuência...
NOTA DO BLOGUEIRO: Se você não entendeu o "II" no título do post, é só clicar aqui. E aí vai ver um texto sobre outro problema que sempre joga nossa cidade em meio ao caos...

23.10.07

Rio e Mar

Quando do seu rosto fez-se o leito de um rio, notou que seus olhos eram fontes incessantes de uma tristeza que vinha de dentro do peito. Ali, daquele canto onde todos diziam que havia um coração de ouro, valiosa jóia inútil, eternamente despercebida. Ali, de onde, por tantas vezes, veio a certeza de estar diante da chance única de fazer reais todos aqueles sonhos bobos e sentimentais que guardara ao longo dos tempos.
Certezas tolas, tolos sonhos...
Tinha o rosto encharcado e contorcido por toda aquela dor; força da sua natureza traduzida em pranto. Respirava fundo, tentando encontrar uma calma há tempos perdida, mas só pensava em retratos rasgados, palavras não-ditas, decepções, e amores não-correspondidos. Pedaços de uma memória sofrida, de alguém que parecia marcado pela sina do eterno desencontro.
Por isso o mar, eterno revigorante.
Por isso aquela vontade de buscar-se a si mesmo.
Por isso a esperança de que seu rio de tristezas tomasse o caminho do oceano, mar adentro...

Sílvio e o Siri...

Não vi nada do Teleton esse ano. Acho a campanha louvável e acho muito bacana que uma emissora do tamanho do SBT abra espaço (24 horas!!!) pra uma causa tão justa. Tenho conhecidos que já visitaram algumas unidades da AACD construídas com os recursos arrecadados ao longo das edições anteriores e só tive boas recomendações.


Mas, vendo esse vídeo no YouTube, não dá pra não elogiar o Silvio Santos. O dono do Baú esbanja espontaneidade, simpatia, carisma e alto astral! Silvio é de longe, na minha opinião, o maior comunicador da televisão brasileira e chegou onde chegou por isso! Dançar no ar a famigerada "Dança do Siri", que virou o inferno de qualquer equipe de televisão que grava nas ruas das grandes cidades, e ainda rir de si mesmo é coisa pra alguém que está muito seguro de si; de alguém que reconhece os golaços da concorrência e que, acima de tudo, tem muitíssimo bom humor!
Dá-lhe, Silvio!

22.10.07

A poesia está no ar...

Essa semana, a TV Escola leva ao ar uma série de programas especiais pautados pela poesia. A programação faz parte da 4º Semana de Poesia do canal, e, por isso, o Salto também exibe até sexta-feira uma série relacionada ao tema: Poesia na Escola.
Hoje comecei o programa lendo uma pergunta escrita por Carlos Drummond de Andrade. Nela, o poeta indagava os motivos que levam uma criança a deixar de ser poeta conforme vai crescendo. O debate rolou solto e, no final, uma das convidadas disse um poema de... Drummond. Coincidência? Dizem que elas não existem...
Aí, voltando pro camarim, lembrei que meu primeiro livro de poesia era também do mineirinho de Itabira. E lembrei de uma das (poucas) poesias da qual tenho (vaga) lembrança...(sim, gente, minha memória é péssima!!!)
Aí vai:
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(Carlos Drummond de Andrade, "As Sem-razões do Amor")
É isso! Abraços, beijos e uma semana cheia de poesia pra todo mundo!

Guerra pela informação nas noites de domingo

Revistas eletrônicas semanais da Globo e da Record utilizam a mesma fórmula, falam para o mesmo público e, muitas vezes, levam ao ar pautas idênticas...

Muito se tem falado sobre o fato de a Rede Record copiar a grade de programação da Rede Globo. Acho que ninguém, em sã consciência, pode negar que o modelo da Vênus Platinada foi parar na tela da TV do Bispo Macedo. E isso não é demérito algum: Sílvio Santos sempre colocou na tela do SBT cópias deslavadas dos programas estrangeiros (o maior exemplo, talvez, seja a Casa dos Artistas, que chegou a furar o orginal Big Brother). Sem falar em outro mestre da televisão, Chacrinha, que já dizia que "na TV nada se cria, tudo se copia".
No domingo da Record, há uma versão do Fantástico global. E ela vai ao ar antes. E, vez por outra, com pautas muito parecidas com as da "atração inspiradora". Ontem, o Fantástico tinha uma matéria sobre a operação policial na Favela da Coréia, na Zona Oeste do Rio. E seu clone, o Domingo Espetacular, também.
Na Globo, a matéria abriu o jornalístico comandado por Pedro Bial e Glória Maria. Na Record, Lorena Calábria, Janine Borba e Paulo Henrique Amorim encerraram o programa mostrando uma reportagem sobre o mesmo assunto. E foi o próprio Paulo Henrique o responsável pelo trabalho. Escolado, o jornalista veio ao Rio, entrevistou a mãe da criança morta durante o confronto entre os policiais e os traficantes e o secretário de segurança do estado. O resultado? Uma matéria forte, humana e que demonstrou o que todo o cidadão carioca já deve estar farto de saber: no ponto em que estamos, é quase utópico pensar numa solução para a questão da segurança pública sem pensar, também, em derramamento de sangue. Cabe, apenas, pressionar para que o sangue de inocentes não seja derramado.
Gol da Record e de seu Fantástico clonado!

21.10.07

Daniela Mercury: balde de água fria nos fuxiqueiros de plantão

Baiana adota postura zen diante de boataria que envolve seu nome. Tão zen que nem se preocupa em dizer se a boataria é, mesmo, apenas boataria...

E aí um jornal publica que Daniela Mercury estaria namorando uma mulher, moradora de Nova Iorque. E mais: relata uma certa "pressãozinha" na assessoria da artista para obter uma declaração a respeito.
Vamos ao trecho que demonstra o "esforço" do pessoal da coluna "Retratos da Vida", do Extra:
"A coluna procurou a assessoria de imprensa da baiana para confirmar a informação e, horas depois, recebeu a seguinte resposta: “Não falamos da vida pessoal da cantora”. A coluna, então, questionou que os leitores poderiam interpretar essa declaração como praticamente um sim, já que Daniela poderia apenas negar os boatos. A assessoria de imprensa foi enfática: “Não tem problema. O leitor pode interpretar como quiser. É essa a posição que escolhemos adotar”'.
Não vou criticar a postura do povo da coluna - que, aliás, tem pautado muitas outras colunas sobre celebridades do Brasil todo. Agora cabe, sim, elogiar a postura da assessoria de imprensa de Daniela Mercury que, definitivamente, dá sua contribuição para preservar a intimidade da artista sem, no entanto, dar uma daquelas declarações que acabam resvalando para o preconceito e abrindo brechas para a intolerância.

20.10.07

19.10.07

Duas Caras, várias interrogações...

Antônio Fagundes e Susana Vieira: protagonistas absolutos das dúvidas do blogueiro sobre a novela das oito (ou nove?) da Rede Globo

Todo dia, vejo um ou outro trecho da novela das oito. Todos os dias, leio coisas sobre a novela. Sei, por exemplo, que o autor tem um blog onde escreve, vez por outra, para se defender das críticas.
Eu imagino como deve ser difícil o compromisso de escrever uma novela. Ter a obrigação de emocionar, divertir e entreter, todas as noites, 40, 50 milhões de pessoas. Ter o dever de "dar" audiência e justificar os altos investimentos da emissora no produto. Escrever novela é isso! E é, também, ter de responder perguntas.
Todo telespectador tem em mente perguntas sobre sua produção predileta. Eu, por exemplo, tenho perguntas sobre a atual novela das oito - e olha que, definitivamente, não se trata da minha produção predileta. Gostaria de saber, por exemplo, por que a personagem da Marjorie Estiano deu tão rápido pro primeiro desconhecido que viu pela frente (no dia da morte dos pais), casou tão rápido com esse mesmo desconhecido e, não satisfeita, ainda deu plenos poderes para o dito-cujo cuidar da sua fortuna incalculável! Essa menina vivia em que planeta, minha gente?
Mas essas são questões complexas demais e, na verdade, nem sei se há respostas para elas...
Mas tenho questionamentos, digamos, bem mais profundos sobre "Duas Caras":
1 - Por que, desde "O Rei do Gado", o Fagundes usa o mesmo sotaque em todos os seus trabalhos na TV? (as exceções foram aquelas novelas em que ele fez outro sotaque - o italiano);
2 - Quantas centenas de Barbies ficaram carecas para que Susana Vieira pudesse ostentar essa cabeleira esquisita na pele de Branca? (será que essa é a verdadeira razão do polêmico recall de Barbies feito pelo fabricante da boneca???)

O encanto do sorriso azulado...

Me apaixonei por você desde o primeiro instante em que pude experimentar tua existência. Tua simplicidade e teu requinte; dualidade saborosa e insuspeita. Nosso primeiro contato foi terno, harmonioso, e te notei se entregando a mim sem pudores, sem meias-palavras.
Deu-me de bom grado tudo o que pedi. Atendeu a todos os meus comandos...e não se queixou; fez-se obediente, eficiente, complacente.
Agora, estou viciado em você! Quando não te posso usar, reclamo. Sinto falta de toda a sua praticidade, do universo de possibilidades que tenho à mão quando você está por perto...
Sem ti, bluetooth, meu mundo não é mais o mesmo...




Sim, eu sei! O texto é bobo! Sim, também sei que o bluetooth está longe de ser uma novidade pra todas as pessoas antenadíssimas! Mas pro blogueiro aqui essa é uma descoberta recente e muitíssimo festejada! Daí a "singeleza" da homenagem...
Não dá pra não achar uma maravilha ver os dados da agenda de um celular sendo transferidos pra outro aparelho, sem que você fique horas catando milho no teclado para digitar tudo de novo! Sem falar na transferência de arquivos de música, vídeo e fotos! O futuro chegou! E se chama bluetooth!
Só resta saber se, daqui a um tempo, vão inventar um bluetooth pra gente usar como meio de transporte. Já pensou que espetáculo?

18.10.07

Que jeito?

Ontem, os telejornais exibiram imagens que mais pareciam saídas de um daqueles filmes policiais. Bandidos num morro, helicóptero policial no encalço deles e...tome bala! As cenas foram realmente fortes e mostraram o exato momento em que os dois criminosos foram mortos pela polícia. O texto da reportagem que assisti não deixou nem margem para dúvidas: "os dois foram mortos".
Hoje, ouvi gente reclamando da ação policial na Favela da Coréia. Gente dizendo que aquela foi uma execução sumária exibida em rede nacional. Gente criticando as operações coordenadas pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
Que as cenas eram fortes e violentas, ninguém discute. Que elas não fazem parte do mundo ideal de todos nós, idem. Agora, sempre que ouço essas críticas, fico me perguntando se essas mesmas vozes iriam se levantar caso os tais bandidos tivessem acertado e derrubado o helicóptero da polícia. Fico me perguntando se haveria essa mesma reação caso os corpos metralhados no morro fossem de policiais.
É óbvio que as operações são violentas, que oferecem riscos (altíssimos) aos moradores das comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. E, repito, é óbvio que elas não fazem parte do mundo ideal de nenhum de nós. Mas, quando vejo críticas, não vejo sugestões. Não vejo alternativas - e deixo claro aqui que adoraria ter uma opção; uma crença qualquer que fosse de que as coisas poderiam ser resolvidas de outro modo, sem violência, sem riscos para os inocentes.
Mas eu não tenho essa alternativa. E ninguém parece ter...
E aí fica um discurso vazio que acaba, muitas vezes, servindo apenas para defender bandido...

Ah, as maravilhas da rede...

Bastidores da matéria do 'Salto' com Guilherme Zaiden estampam post do blog 'Querido Leitor', de Rosana Hermann (clique para ler melhor...)

Se você chegou aqui procurando o post sobre a entrevista com o Guilherme Zaiden, role a barra de navegação e desça até o post anterior...
Mas esse novo post também tem relação ao tema. O Guilherme me foi "apresentado" por Rosana Hermann, do blog "Querido Leitor". Rosana, redatora do "Pânico na TV", é super-antenada com tudo o que rola na web e foi muito solícita ao me atender por e-mail, me ajudando a encontrar o personagem para a matéria do "Salto".
Como manda a boa educação, depois da matéria gravada, escrevi para agradecê-la. Feliz com a minha felicidade por ter feito um trabalho bacana, Rosana ainda publicou um post em seu blog contando a história toda. E linkando aqui pro B@belturbo. Resultado? Muita gente nova passando por aqui!
Rosana, mais uma vez, obrigadíssimo pela força! E "estamos às ordens" por aqui, viu?

16.10.07

Entrevistando um recordista...



A diversão de um jovem brasiliense se transformou na diversão de milhões de pessoas. Com mais de oito milhões de acessos aos seus vídeos postados no YouTube, o brasiliense Guilherme Zaiden, de 19 anos, parece ter se transformado no primeiro grande fenômeno brasileiro do site de vídeos. "Pastor Cerafim" (com 'C' mesmo, frisa o autor), "Confissões de um Emo" e "Associação Brasileira de Vício ao Orkut" foram as três primeiras produções do rapaz que, seis filmes depois, conquistou uma audiência capaz de fazer inveja a muito filme nacional.
Eu e a equipe do Salto passamos o dia com Guilherme hoje, gravando uma reportagem para uma série sobre a TV Digital que o programa vai exibir em novembro (o making of você confere no vídeo que abre o post). E fiquei impressionado com a espontaneidade e a coerência do menino, que não parece nem um pouco deslumbrado com o sucesso conquistado na web. Ele não sabe quando vai fazer outro vídeo e deixa claro que fez os que estão no YouTube apenas para se divertir. Tímido, parece se constranger quando alguém faz alusão a uma de suas piadas. Mas, vez por outra, a verve de ator fala mais alto e Guilherme solta uma daquelas frases típicas de seus filmetes, com direito a entonação caprichada e a um olhar meio perdido. Como diria o (também célebre) Capitão Nascimento, Guilherme é um fanfarrão!
O sucesso, além de fama, já começa a gerar prêmios para o rapaz. Há quase um mês, passou cinco dias em Londres, depois de ganhar a passagem de uma operadora de telefonia celular. O motivo do presente? Um de seus vídeos foi o mais baixado pelos clientes da companhia, que também lhe deu um novo aparalho. Indicado ao VMB 2007, Guilherme foi à festa da MTV, cruzou com muita gente do star-system e, de quebra, ainda e se deparou com Marilyn Manson.
Nas ruas, no entanto, são seus os fãs que, vez por outra, fazem questão de fotos, acenos e autógrafos. "Tem também os que me pedem pra imitar as coisas que fiz nos vídeos", conta. Reconhecido na terra e no céu - durante o vôo Brasília-Rio, para me dar a entrevista, foi descoberto por um passageiro - Zaiden não parece animado diante da idéia de cursar uma faculdade. Tem apenas uma certeza: quer ser ator.
Eu torço para que consiga! Talento, com certeza, é o que não falta a esse garoto!
E se você quiser ver mais que o vídeo com o making of da entrevista, fique ligado no Salto para o Futuro!