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11.12.07

Banzo e dica...

O elenco principal de "Six Feet Under": Freddy Rodriguez, Rachel Griffiths, Lauren Ambrose, Peter Krause, Frances Conroy, Michael C. Hall e Mathew St. Patrick. Um time de grandes atores, mas o blogueiro destaca as atuações femininas...

Acabei de ver o último episódio de "Six Feet Under" em dvd. É o fim de uma maratona que durou quase dois meses. E estou encantado com as sutilezas desse seriado, com as maravilhosas interpretações do elenco, com a falta de lugares-comuns, com a criatividade dos roteiros...enfim; trata-se de uma produção primorosa.
A interpretação de Frances Conroy (Ruth) é comovente do primeiro ao último episódio. Solitária, controladora, a matriarca da família Fisher descobre, lá no início da história, que precisa percorrer um longo caminho para se aproximar dos filhos e batalhar pela própria felicidade.
Rachel Griffiths (Brenda) além de linda também faz um belíssimo trabalho. E tem um fim que desagradou ao romântico blogueiro aqui...mas, enfim, é genial!
Lauren Ambrose (Claire) é daqueles personagens que todo ator gostaria de defender. Rebelde, e, ao mesmo tempo, doce e sonhadora, a caçula da família também desenha uma trajetória fantástica no desenrolar dos capítulos. E sua intérprete também se mostra uma grande atriz nas cinco temporadas - da primeira à última aparição na tela.
Falar da vida pelo viés da morte foi uma sacada genial da equipe de criadores e a realização beira a perfeição. Os diálogos inteligentes, nada previsíveis e a idéia de que nada faz mesmo muito sentido nessa nossa existência doida me fizeram um grande fã dessa produção.
E aí, como acabou, bate aquele vazio de quando você acaba de ler um livro sensacional, sabe? Daí o título...

9.12.07

A filosofia do enlatado...

Hoje, vendo um dos episódios da última temporada de minha série predileta, "Six Feet Under", uma das personagens disparou uma frase que, por sua vez, disparou uma série de pensamentos no meu cérebro. "A vida não é uma máquina onde se deposita virtudes para ganhar felicidade em troca", disse a moça da ficção.
Gostei da frase, da imagem que ela supõe e pensei em anotá-la num pedaço de papel para tornar possível esse post. Não anotei, não quis parar de ver o dvd. E agora, diante do PC, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a cena. A conclusão da personagem até pode parecer boboca, mas se choca com uma série de ideais que alguém tratou de incutir em muita gente por esse mundão.
É como a história do Papai Noel, que "só dá presentinho pra quem se comporta bem e tira boas notas na escola", lembram? Uma idéia simplória de troca, que fez do velhinho barbudo e vestido de vermelho o responsável por tantas frustrações de garotos e garotas que sempre preencheram os requisitos e nunca viram a cor do presente de seus sonhos; talvez grandes demais para os orçamentos de suas famílias bem intencionadas.
É como quem está infeliz com a própria história e resolve se auto-flagelar, questionando os rumos seguidos pela vida, já que "sou legal, mereço ser feliz"...
E quem nunca fez isso?
Tem horas em que não creio nesse ideal de felicidade mágica, full time. Aliás, na maior parte do tempo é assim que penso. Gosto da idéia de que todos experimentamos momentos felizes; e que a sabedoria da vida está em saber aproveitá-los sem pensar que "algo maior - e melhor - pode estar por vir".
Tem horas em que penso que felicidade é como ônibus em dia de chuva: basta esquecer que existe pra que apareça...por outro lado, como diria aquele baiano célebre, "ou não"...
É, o post serviu só pra aprofundar essa reflexão meio louca. Acho melhor voltar para a série, para o dvd. Quem sabe não me surpreendo com outra frase genial e despretensiosa?

29.10.07

Minha série predileta...

Por muitas vezes a gente gasta um tempo danado planejando coisas incrivelmente divertidas para o fim-de-semana. O planejamento, nessas ocasioões, é tão árduo que tira até a leveza daqueles que devem ser os dias de ócio (pra quem trabalha nos demais, claro!).
Nesse último final de semana eu não planejei nada! Abri a estante, abri os pacotes com os Dvd's das cinco temporadas da minha série predileta: "Six Feet Under". E me diverti como nunca: sozinho, em casa, em cima da minha cama. Tanto que até pensei que a felicidade pode mesmo estar nas pequenas coisas da vida, como diz aquele clichê...
Aos que não conhecem a série, recomendo muitíssimo! O texto é muito inteligente, o humor, refinado. E as interpretações são todas primorosas! Vale muito a pena! Trata-se da história de uma família que tem uma casa funerária. E nada de padrões: os Fishers, definitivamente, não reproduzem aquela imagem de "tradicional família americana". E é aí que mora a graça desse programa imperdível!
Ah...o lado bom é saber que ainda nem terminei de ver a primeira temporada. O que quer dizer que ainda tenho muita diversão de altíssima qualidade pela frente!