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18.10.08

Quando a TV passa dos limites?

No vídeo acima, uma das polêmicas entrevistas dadas por Lindemberg Alves durante o sequestro lá de Santo André. Foi ao ar no programa da Sônia Abrão. Fiquei impressionado com a "intimidade" que o repórter tenta demonstrar com o sequestrador, chegando a chamá-lo, algumas vezes, de "velho" e "querido".
Depois, num debate realizado no estúdio do programa, um dos convidados diz esperar que o "caso acabe em pizza, com um casamento futuro entre Lindemberg e a namorada".
Como assim, minha gente?
Talvez eu esteja sendo repetitivo, escrevendo muito sobre esse caso, mas é porque o episódio realmente me parece emblemático; dá a exata medida do quanto nós, da mídia televisiva, estamos perdidos numa busca por pontos (no Ibope) e furos (de reportagem). Embora eu ache absurda a abordagem feita pelo A Casa é Sua, da Rede TV!, sei que Globo e Record também exibiram entrevistas com o Lindemberg. Pra mim, as três erraram feio! Principalmente por ocuparem espaços e tempos que deveriam estar sendo utilizados pela autoridade competente para conduzir as negociações.
Vi a entrevista que a Globo exibiu no Mais Você - não sei se era inédita no programa, ou um tape - e, embora descabida, não fugiu à idéia do jornalismo; a repórter se limitou a entrevistar o rapaz sobre as motivações dele e em momento algum se arvorou a negociar qualquer tipo de coisa
Na Record, no Hoje em Dia, eu só vi o apresentador Britto Jr. dizer que Lindemberg não poderia ser tratado como um bandido comum. Sim, claro! Depois de tanta exposição, ele virou um bandido vip, né?
Enfim, muita gente tá perdida na telinha. E, mais uma vez, vale elogiar a surpreendente posição do Datena, que não só não entrevistou o sequestrador como ainda vociferou contra os que o fizeram, em especial a apresentadora Sônia Abrão, da Rede TV!. Pessoalmente, eu também não tenho nada contra Sônia. Só acho que a voz dela, doce e afetuosa, destoa muuuuito de um programa que vive para explorar toda e qualquer tragédia de que se tenha notícia.
Só lamento que, muitas vezes, os telespectadores acabem premiando esse tipo de atração com preciosos pontinhos no Ibope...

E você? O que acha? Em casos como esse, qual deve ser o limite da cobertura da mídia televisiva? Esse debate é fundamental e toda a sociedade deve participar dele! Por isso, botem a boca no mundo!!!

13.8.08

Sobre o 'Superpop'...

Essa foto é a prova de que, pelo menos para a apresentadora, é possível se divertir com o Superpop...


Zapeando em busca de alguma coisa mais interessante que o jogo do Vasco, passei pela Rede TV. No ar, o Superpop de Luciana Gimenez. Acho que alguma espécie de curiosidade mórbida toma conta de mim sempre que passo pelo programa dessa moça, pois sempre acabo querendo entender o que se passa.
Hoje não foi diferente...
Demorei a processar as imagens que estavam diante de meus olhos. Enquanto Luciana Gimenez se sacodia, um letreiro alardeava que as imagens eram exclusivas. E a tarja - já reparou que todo programa ruim usa e abusa de tarjas??? - dizia: "Double You esquenta o palco do Superpop com os grandes sucessos".
Embora ache que Double You não combine muito com "grandes sucessos" há uns 10 anos pelo menos, fiquei mais chocado ao ler o tal do "EXCLUSIVO" no canto esquerdo da tela. É óbvio que é exclusivo: quem mais vai convidar uma banda que anda sumiiiiiida desse jeito?
Depois do número musical, Luciana anunciou um medicamento. Era um antialérgico. Foi bom, porque já sei o que posso usar depois de dar uma passadinha inocente pelo Superpop...

10.8.08

De olho no Ibope, Gugu ressuscita programa da concorrência...

Minha mãe está de olho, nesse momento, no Domingo Legal. O programa do Gugu tem dado sinais, nas últimas semanas, de ter renascido das cinzas. Hoje, pra fazer o Ibope bombar, o programa levou ao palco a apresentadora Luísa Mell, recém-demitida pela Rede TV. O mais surreal é que Gugu exibiu - com direito à logo da emissora concorrente - várias reportagens do extinto Late Show. Entre os casos, o de um cachorrinha que ficou trancada numa casa abandonada por dois anos e passou a se alimentar de fezes - fartamente mostradas em vários takes; e a história de uma dona de casa que sofria com uma cachorra que insistia em agredí-la. No vídeo, a senhora debulhava-se em lágrimas. No palco, Gugu morria de rir...
Vi algumas cenas do programa e saquei, na hora, que isso teria que render um post. Primeiro, porque é claro que Gugu quer usar a imagem da apresentadora para engordar sua pontuação no Ibope. E, segundo, porque o SBT está caminhando por um terreno meio pedregoso, de levar ao ar produções alheias. Até pouco tempo, essa era uma marca da Rede TV. E não me parece ser um caminho a ser seguido por uma emissora que pretende recobrar a vice-liderança de audiência...

5.8.08

Da série: "agora a coisa vai!!!" 5

Depois de passar tardes e mais tardes falando da vida de celebridades, depois de passar programas inteiros debatendo programas da concorrência, depois de reapresentar - sempre que possível - matérias "tocantes" sobre pessoas famosas que "já não estão mais entre nós"; Sônia Abrão deu hoje mais uma inestimável contribuição para a televisão brasileira: exibiu uma matéria sobre a morte do brasileiro André Martins, assassinado por policiais nos Estados Unidos no mês passado. Com generosos closes do rosto do cadáver, segundo a Folha Online.
Era o que faltava para o repertório do vespertino da Rede TV!, não é?
Francamente! Acho que tem gente que não preza mesmo a própria biografia. Porque prezar o telespectador, eu tenho certeza de que tem gente que não preza...

Pets perdem espaço na Rede TV!


Nunca fui um grande fã do Late Show, o programa que Luísa Mell comandava na Rede TV!. Mas sempre ouvi elogios à pauta do programa, e isso me fez reconhecer a importância de ter, na televisão aberta, uma atração destinada ao mundo dos animais, engajada na luta pela proteção dos pets...
Minha mãe, por exemplo, é grande admiradora do programa que, aliás, era das poucas coisas originais que a Rede TV! já levou ao ar - sim, porque até alguns anúncios de televendas conseguem ser mais criativos que algumas das "produções próprias" da emissora.
Eis que, do nada, Luísa Mell foi demitida e o programa, apesar de ter bom faturamento, cancelado.
Fiquei supreso e fucei na rede até encontrar a razão. Achei. E, com trocadilho, ficou me parecendo a maior cachorrada...

20.6.08

O ranking do humor na TV

De uma notícia triste, pra uma notícia relacionada ao humor: em enquete do blog da Patrícia Kogut, no Globo Online, o "CQC" está sendo apontado pelos leitores como o melhor programa humorístico da TV, com mais de 53% dos votos - muito merecidamente, diga-se de passagem. O "Pânico na TV!", que já foi uma febre, tem pouco mais de 16%. E "Casseta & Planeta", claramente desgastado, tem modestos 12% e ocupa o terceiro lugar.
"A Turma do Didi" nem aparece na enquete - merecidamente, já que é muito ruinzinho mesmo. E foi isso que me motivou a escrever o post: o que houve com o humor de Renato Aragão? Será que nós deixamos de achar graça das piadas inocentes do eterno Didi ou há mesmo um cansaço da fórmula adotada pelo trapalhão-mor?
Só sei que me deu uma saudade danada do tempo dos "Trapalhões"...

10.6.08

Sobre a polêmica dos sargentos...

A história dos sargentos homossexuais, capa da Época da semana passada, poderia ter contribuído para que a sociedade discutisse seriamente se há ou não homofobia e/ou preconceito dentro do Exército. Poderia ter demonstrado que dois homens - que se sentem atraídos sexualmente - são cidadãos comuns, como eu e você, leitor; e que o que fazem na cama - ou onde quer que seja - não interfere em seu desempenho profissioal. Poderia, mas...
Acho que a história se perdeu quando os sargentos foram ao "Superpop", da Rede TV!. Nenhum preconceito há na minha afirmação, mas é notório que o programa da Luciana Gimenez não prima pelo tato jornalístico na condução de pautas dessa natureza. E, pra arrematar o que já era ruim, a entrevista acabou com o Exército cercando a sede da emissora. Um episódio lamentável.
Domingo, no "Fantástico", o sargento que continua livre - e no Exército - deu declarações mais sóbrias e contundentes. O assunto foi coberto com a seriedade que exige, mas...acho que já era tarde. A exposição no palco do "Superpop", de forma geral, parece estar sendo interpretada pela sociedade como uma busca pela mídia - sim, a boa e velha vontade de aparecer - e as questões que poderiam ser levantadas com o assunto acabaram perdendo os holofotes.
Agora, é bastante curiosa essa interpretação. Porque essa sociedade que condena os sargentos por se assumirem homossexuais para todo o país é exatamente a mesma que adora especular sobre a sexualidade de celebridades e que, vez por outra, critica aqueles que, mesmo gays, preferem vivenciar essa condição apenas na intimidade; ou, se preferirem, trancafiados dentro do armário.
Afinal, de quantos paradoxos se faz uma sociedade? Quem tem a razão: o Exército ou os sargentos? E de que forma a mídia pode cobrir esse assunto - que é sério, aliás, uma vez que, além da intimidade do casal, envolve denúncias de superfaturamento de obras - sem que a história vire um carnaval ou apenas uma turbina para o vôo dos sargentos rumo ao mundo das celebridades?
Essas são perguntas que seguem ainda sem resposta. Mas a maior prova de que o assunto deve ser coberto está nos comentários dos leitores para essa matéria de O Globo. Leia e ponha a boca no mundo você também! Lá ou aqui...

8.5.08

Nunca será!!!

"Meninos, eu vi..."
Superpop. Luciana Gimenez diante do telão onde são exibidas as imagens da prisão do casal Nardoni. Ela ensaia algumas frases de (de)feito: "Muita calma nessa hora"; "Não se pode fazer justiça com as próprias mãos, embora seja bom (???)", e etc. Num dado momento, policiais vestidos de preto surgem na tela. Sem pestanejar, a morena sapeca: "Aí está a Tropa de Elite!"
Pede pra sair, Luciana! Os policiais são, na verdade, do Grupamento de Operações Especiais (GOE). Ou você achou alguém ali parecido com o Capitão Nascimento???
Felizmente, alguém logo corrigiu a mãe do Lucas Jagger pelo ponto eletrônico...

23.4.08

Desventuras em série...

Os deslizes na cobertura do caso da menina Isabella Nardoni têm sido freqüentes. E, em alguns casos, fica claro que, mais do que a qualidade da informação, o que está em jogo são os famigerados pontos (ou décimos de pontos) no Ibope...


Hoje cedo, na academia, vi da esteira que o "Hoje em Dia", da Record, exibia uma entrevista com o promotor do caso. Depois, na hora do almoço, zapeando, vi que a mesma Record dispunha de repórteres posicionados na frente da casa do avô de Isabella, na porta da delegacia e sabe lá Deus onde mais...
O verdadeiro "festival Isabella" na Record me fez notar que continua, e a todo vapor, a exploração desmedida do caso da menina Isabella em algumas emissoras de televisão. À exceção da Globo, que parece de longe ser a mais preocupada em fazer um trabalho sério entre as redes comerciais, é comum encontrarmos debates requentados, matérias reprisadas, opiniões polêmicas e excessos de demagogia a toda hora do dia e da noite, nos mais variados programas e horários.
Na Band, a falação sobre o crime - bárbaro, sem dúvida - também segue pautando vários programas. Na Rede TV!, Sônia Abrão, Marcelo Rezende e Luciana Gimenez não me convencem de forma alguma de que estão realmente empenhados numa cobertura séria do caso. Sem contar que eles - e tantos outros - têm enchido muita lingüiça! Afinal: será que os repórteres que passam o dia na frente da delegacia têm - o tempo todo - novidades para dizer ao telespectador? Claro que não! E é nesse insano movimento de vender uma agilidade que não existe e, assim, dar ao espectador a sensação de que realizam uma cobertura em tempo integral, que essas redes, em diversos momentos, estão se perdendo...
Vejo isso com tristeza e indignação. Como cidadão e como profissional. É lamentável que parte da mídia se valha de uma história tão triste numa guerra covarde para pontuar bem no Ibope e furar a concorrência. Essa é uma conduta que desrespeita familiares da menina, indiciados, familiares dos indiciados e, também, espectadores.

18.4.08

O mais triste e real dos reality-shows da TV brasileira...

Logo cedo, acordei e vi na TV o fim do "Mais você". Com tom grave, Ana Maria Braga se despedia dos convidados e dos telespectadores e justificava a não-apresentação do "conteúdo próprio" do programa. Na hora, percebi que mais uma edição do matinal da Rede Globo tinha sido integralmente dedicada ao caso da menina Isabella.
Em seguida, o "Globo Notícia" entrou no ar e Sandra Annenberg me fez entender as cenas do capítulo de hoje desse caso que a mídia transformou em novela: os principais suspeitos do assassinato da garota iriam sair de casa para depor. As imagens já deixavam claro o investimento na cobertura: tomadas de helicóptero e vários repórteres mobilizados para mostrar o exato momento em que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixariam a casa rumo à delegacia.
Migrei para a concorrência e, numa rápida passagem pela Rede TV!, vi Olga Bongiovanni com o mesmo tom grave da loira concorrente, dizendo que torcia para não precisar noticiar que o pai e a madrasta de Isabella são os responsáveis pela morte da menina. Em seguida, entra um VT com uma espécie de "comovente homenagem" ao aniversário de Isabella, que seria comemorado hoje. Foi demais pra mim e optei por mudar de canal. Sem contar que é impressionante a capacidade da Rede TV! de errar feio. E quase sempre...
Na Record, que tem liderado a disputa pelo Ibope nas manhãs desde que o caso eclodiu, o "Hoje em dia" também deu adeus ao habitual conteúdo para manter o telespectador informado de todos os passos do casal Nardoni. Britto Jr, um dos apresentadores da "revista eletrônica matinal", chamava repórteres o tempo todo e fazia questão de demonstrar que as "novidades" do caso teriam total prioridade no programa. Novidades que, no entanto, eram raras e obrigaram o programa a exibir à exaustão imagens de reportagens antigas sobre o caso.
Em suma: essa foi uma manhã em que ficou claro que o covarde assassinato de uma menina virou arma da cada vez mais acirrada guerra pela audiência entre as emissoras de televisão. É claro que o caso mobiliza a atenção dos espectadores e que todos querem ser informados dos passos da polícia rumo ao desfecho dessa triste história. Mas, ao menos pra mim, também é claro que as emissoras de televisão poderiam cumprir esse papel de maneira mais serena; sem que os passos da ivnestigação parecessem novos capítulos de uma novela; sem que a opinião pública fosse convidada, a todo o instante, a "dar uma espiadinha" nesse que, até o momento, tem sido uma espécie de reality show transmitido em pool pelas redes televisivas. E, principalmente, sem que tantos e tão diversos programas e jornalistas caíssem na tentação de mandar o casal de suspeitos para o paredão da vida real.

14.4.08

Sobre o caso Isabella...

O caso da menina Isabella é das coisas mais aviltantes de que já tive notícia. E igualmente aviltante tem sido o comportamento de algumas emissoras de televisão que insistem em explorar o assunto de forma sensacionalista, novelesca e, com isso, gastam minutos e mais minutos de sua programação sem que nada novo seja somado ao arsenal de informações de que o público já dispõe.
O Fantástico de ontem, por exemplo, dedicou quase dois blocos única e exclusivamente à tragédia. De novo e interessante, no entanto, só as entrevistas com a tia de Isabella e com o desembargador que concedeu a liberdade ao pai e à madrasta da menina. Só! No mais, até uma retrospectiva com os principais fatos da semana foi levada ao ar.
Na Record e na Band a coisa não tem sido nada diferente. Na Rede TV!, abaixo da crítica nessa cobertura, até Marcelo Rezende já fez as vezes de perito.
Fica a certeza de que o compromisso, cada vez mais, é com a audiência.
E também fica a certeza de que quase todos os editores tiveram a mesma "idéia genial": a de terminar todas as matérias sobre o caso com imagens de Isabella sorrindo. Precisa disso?

3.1.08

TV de doer...

"Será que não tem ninguém assistindo", pergunta a apresentadora, no meio do game sem participantes que a Rede TV! exibe durante o início da madrugada...
É impressionante como a Rede TV! tem a capacidade de nos surpreender. Não que isso seja, necessariamente, algo positivo. Agora, quase duas da matina, enquanto já me preparava para dormir, comecer a zapear e me deparei com um programa meio esquisitão, de cenário minúsculo percorrido de lá pra cá por uma moça loira (muito) falante (até demais!). A trilha sonora, que devia estar em background, é quase tão alta (e irritante) quanto a voz da apresentadora. Empenhada como ela só, ela quer convencer o telespectador a ligar para o programa e participar de uma disputa que vale 300 pratas. Claro, pagando uma daquelas tarifas salgadinhas pela ligação...
Quer conhecer um dos argumentos da loira? Lá vai: "Ouro é muito bom!" - os prêmios do programa são pagos em barras de ouro "Que valem mais que dinheiro", diria o mestre Silvio Santos - "E quanto mais ouro você tiver agora, mais ouro vai ter durante o ano inteiro!".
Não resisti! Catei o celular e fiz a foto da tela da TV! Agora, desde que comecei a escrever o post, já se passaram uns cinco minutos e nenhum telespectador entrou no ar para tentar matar o tal enigma. E o prêmio, antes de 300 reais, agora já está na casa dos 1.000. E o GC ainda exibe, em letras garrafais: "R$ 1000 Garantido". Assim mesmo, no singular! Plural pra quê, né?
Mais tempo passa, enquanto eu trato a foto que ilustra o post. E nada de ligação de telespectadores. Bate o desespero na loira: "Será que ninguém está assistindo?". Cá do meu canto, mentalizo, tal qual um mantra: "Tomara que não! Tomara que não!". Ela insiste, tentando motivar o (possível) telespectador: "Você é capaz! Você é inteligente!". Ai, ai...
O nome do programa? Não sei. E, sinceramente, nem sei se escreveria aqui caso soubesse. O que importa é a minha dica: você não pode deixar de NÃO ver!

4.10.07

Rede TV!: a verdadeira TV Pirata...

Semana passada, liguei a televisão e vi Bebel sendo presa. Depois, Marion correndo da polícia e gritando "Olha o rapa!". Natural? Sim, se eu estivesse assistindo a um dos últimos capítulos de "Paraíso Tropical". Não estava. Zapeava e, ao passar pela Rede TV!, vi as imagens das cenas decisivas da novela da Rede Globo sendo exibidas no programa de Sonia Abrão.
Achei absurdo! Novela é um produto e pertence ao produtor! Há direitos autorais envolvidos, direitos de imagem de artistas e é criminoso piratear esse tipo de conteúdo assim, na cara-de-pau! Pior ainda: a Rede TV! exibiu as tais cenas antes mesmo que elas fossem levadas ao ar pela Globo, a produtora da novela. É ou não é uma atitude digna ao Trófeu Óleo de Peroba?
Hoje, vejo que a justiça proibiu a Rede TV! de exibir imagens do Big Brother Brasil. Bola dentro! Sou contra a censura, mas ninguém merece ver a Sonia Abrão passar a tarde inteira falando dos programas da concorrência. Ainda mais reproduzindo fotos (frames) e áudios, como ela tantas vezes fez durante o BBB desse ano. Será que a Rede TV! não tem produção própria pra repercutir ou nada de mais original pra colocar no ar?

16.9.07

E Galvão fez a dança do siri

Depois de uma entrevista, o locutor esportivo mais famoso do país, enfim, cedeu aos apelos de Vesgo, Sílvio, torcedores, humoristas e anônimos zoadores de todo o Brasil

Depois de uma longa campanha, que contou com adesões de torcedores capazes de ir a estádios de futebol ostentando faixas e cartazes com apelos pró-dancinha, Galvão Bueno sucumbiu e, na Europa, mandou ver na já célebre dança do siri. O locutor estava meio troncho, sem graça e etc, mas dançou! E o "Pânico", da Rede TV!, demonstra sua força novamente. Com um humor popular, que por vezes, vai muito além do limite do bom gosto; que trouxe à televisão a prova de que há, sim, novos caminhos a se percorrer quando o assunto é fazer rir.
Vi trechos do programa de hoje e, cá pra nós, a edição estava muito bacaninha! A própria matéria do siri teve umas sacadas bem legais, com a edição entrando pra dar mais graça e não apenas pra enfeitar o pavão. Belas sacadas...
Também vi o quadro do Christian Pior, em dupla com a Sabrina Sato (aliás, como está linda a Sabrina!!!). Não achei tanta graça e vi um certo problema: os dois tendem a falar mais do que os entrevistados. Mas dei uma boa risada quando ele disse já ter visto o vestido da Vera Fischer num "bazarzinho". E achei, também, que os que os dois fazem é muito parecido com o que Vesgo e Sílvio já faziam desde o início da febre do Pânico...
Pontos pra Emílio & cia...

22.8.07

'Vidas Opostas': ficção no encalço da realidade

Jacson, o traficante da ficção: modelo para os bandidos da vida real?

Nunca vi um único capítulo de 'Vidas Opostas', a novela da Rede Record que chega ao fim nessa semana. Sei que se trata de uma história de sucesso; aliás, algo cada vez mais comum nos produtos da emissora paulista. O que é bom em todos os sentidos: oferta diversificada de teledramaturgia para o espectador, mais distribuição do bolo de recursos da publicidade para TV, e mais postos de trabalho para técnicos, cenógrafos, artistas, editores e para uma série de profissionais envolvidos na produção de uma novela.
Hoje, quis o acaso que eu me deparasse com um trecho da novela. E não há outro adjetivo para classificar o que vi além de realista. Desde a ambientação da favela fictícia até a interpretação dos atores - e nesse último caso, o destaque absoluto é Heitor Martinez, fazendo Jacson, o 'dono do morro'. Uma interpretação tão verossímil que a gente chega até a acreditar que, qualquer hora dessas, vai se deparar com a cara do Heitor estampada nas páginas policiais do jornal.
A cena? Uma perseguição pelas vielas do morro, regada a tiros e com uma execução no fim. Tudo bem produzido. Com direito à uma cena de decapitção! E aí que eu achei que o era demais se tornou muito. Muita violência pra uma novela; muito realismo! O traficante empunhava uma espada e decepou a cabeça do inimigo rindo e bradando aos demais moradores da comunidade que quem o desafiasse por ali teria fim idêntico. Um show de interpretação do Heitor, reafirmo. Mas acho que esse foi o único ponto positivo da história...
Fico me perguntando como uma cena desse tipo 'bate' em quem mora numa comunidade real. E, pior, fico me perguntado até que ponto uma representação tão realista daquela realidade não impulsiona, não inflama ainda mais os bandidos da vida real, não os motiva a querer agir como o Jacson da ficção.
Sei que não vivemos no melhor dos mundos e que, aliás, estamos longe dele. Sei que essa história de traficante com espada não é novidade aqui no Rio. Mas será que as novelas precisam mostrar isso?
Será?

19.8.07

Desperate Housewives segundo a Rede TV!

Canal brasileiro, em parceria com a Disney, optou por fazer uma "tradução televisiva" do seriado original. Mas poderia ter achado um caminho mais original, mais brasileiro...e menos previsível...


'Donas de casa desesperadas'
, da Rede TV!, é uma experiência curiosa. Primeiro, porque a gente se depara com um produto de inegável qualidade técnica num canal que, digamos, não tem muita tradição no ramo. Depois, pela certeza de que não houve adaptação nenhuma nessa 'versão' brasileira do bem sucedido seriado americano...uma pena, pois o resultado poderia ser bem mais interessante se os realizadores tivessem a chance de mostrar um pouco mais de criatividade.
No mais, há uma narração de Sônia Braga que beira o incompreensível, tão baixo é o tom emprestado pela atriz à personagem. Tá certo que a voz é de uma suicida, mas a Sônia exagerou a mão...o tempero "down" ficou pesado demais e, em alguns momentos, dificulta mesmo a compreensão do texto.
Bom, valem o esforço e, mais uma vez, o mérito de ter uma nova emissora (re)produzindo dramaturgia de qualidade. Tomara que o mesmo empenho e nível de produção possam ser repetidos, em breve, em idéias mais originais...

CAMPANHA WESHOW

Minha matéria com Ivete Sangalo está concorrendo a melhor vídeo na categoria Celebridades / Música do Prêmio WeShow, o Oscar da internet mundial. Para votar, basta acessar o site do prêmio, preencher um breve cadastro com seu e-mail. Depois, você vai receber uma mensagem de confirmação do cadastro, com um link que já te leva para a página de votação. Lá, você deve colocar os vídeos na ordem, do 1º (o melhor) ao 10º.
É isso! Brigadão pela força e pela torcida!

14.8.06

GABRIEL REIS: o homem que tirou Luana Piovanni do sério

O mais recente fenômeno da internet brasileira é o vídeo em que a atriz Luana Piovanni perde as estribeiras com um paparazzo. Disponibilizadas no YouTube, uma espécie de portal de vídeos, as imagens já foram vistas cerca de 200 mil vezes. Uma marca e tanto para Gabriel Reis, o paparazzo em questão. Aos 28 anos, carioca, formado em jornalismo pela Universidade Gama Filho, e torcedor - fanático - do Flamengo, Gabriel é, há três anos e meio, o “Poparazzo”, o paparazzo oficial do “Superpop”, programa comandado por Luciana Gimenez na Rede TV!. E nessa entrevista exclusiva ao Babelturbo, via MSN,, o poparazzo também adiantou se vai ou não atacar no casamento da patroa...
As cenas do flagrante de Luana Piovanni caminhando – que terminam com um tapa na câmera - foram gravadas no início de julho. Mas só no começo de agosto elas se tornaram o mais novo hit da internet, com cerca de 200 mil acessos. E o sucesso repentino surpreendeu até mesmo o autor das imagens: “É muita gente! Eu na TV consigo atingir este público, e até mais, mas na internet é muito bacana, porque é um novo público! Mas muita gente manda comentário criticando e defendendo o artista. São fãs e pessoas contra este jornalismo.”
Depois de colocar o vídeo na internet, Gabriel – com a câmera em punho - já se encontrou novamente com a atriz.. Desculpou-se e ganhou um sorriso debochado da estrela. “Ela sabe que deu repercussão. Não vai querer repetir o que fez. Sabe que errou.”, Para ele, o jornalismo de celebridades tem uma atuação branda aqui no Brasil: “Lá fora o pessoal publica até eles se drogando! E é capa!”, compara. E quando o assunto é a ética no trabalho de um paparazzi, Gabriel é taxativo: “Não existe limite!. É tudo pela audiência! Escolher fazer jornalismo é escolher esse tipo de coisas. Imprensa de celebridades não tem ética, você já começa falando da vida alheia!
E será que a vida da patroa, Luciana Gimenez, também vai ser alvo das lentes do poparazzo? Afinal, ela se casa no próximo dia 19 com o vice-presidente da Rede TV!, Marcelo de Carvalho. Quando o assunto é esse, Gabriel desconversa: “Não sei se vou. Ainda não recebi o convite. Mas tudo bem, sou um mero mortal! Acho difícil ela lembrar de mim...
INTERNET: o fim da privacidade das estrelas?
O poparazzo diz que seu trabalho não tem rotina: “Imagine centenas de famosos e várias possibilidades. Informações que chegam o tempo todo. É cada dia diferente do outro.” Gabriel conta que as fontes são as mais variadas. Até vendedores de shoppings da Zona Sul, telespectadores do “Superpop”, acabam se comprometendo em repassar notícias sobre o cotidiano das estrelas ao cinegrafista. Mas nem sempre o furo rende: “Tem artistas que passam por nós e nem fazemos mais. É o caso do Chico Buarque caminhando, da Letícia Birkheuer na praia e etc. É comum clica-los por lá”, revela.
Em alguns vídeos, que o próprio Gabriel disponibiliza em seu videolog, artistas como Giovanna Antonelli aparecem às boas com o rapaz. Mas essa é uma exceção. E também não é o que mais agrada ao público: “Comigo os artistas ou são uns amores ou são um nojo. E às vezes o nojo vende mais do que o amor”.
Gabriel, que também já esteve envolvido numa polêmica com um ex-namorado de Luana Piovanni, o ator Paulinho Vilhena, nunca foi processado por um artista. E acredita que, com o crescimento do site YouTube, as celebridades estarão cada vez mais expostas. E até certos limites, impostos por uma espécie de acordo tácito dos profissionais e veículos que cobrem o dia-a-dia dos famosos, poderão ser superados. Segundo ele, um desses limites seria o de tornar públicas imagens de atores “em seus momentos de love gay”. E termina o papo com um aviso: “Isso também deve cair com este crescimento do YouTube. Se eu fosse ator e estivesse no erro, estaria muito preocupado ao andar na rua...”

Será? É esperar pra ver. E você, o que acha do trabalho dos paparazzi? Se tivesse oportunidade, você flagraria um artista e disponibilizaria o flagra na internet? O que pensa sobre isso? Clica aqui embaixo e bora abrir uma discussão sobre o tema!