13.4.08

Privacidade pra quê?

Algumas celebridades parecem sofrer de verborragia crônica. Requisitadas pela mídia o tempo todo, volta e meia disparam torpedos que em nada ajudam a manter a privacidade. Depois, é exatamente de falta dela que muitas se queixam.
Hoje, na coluna de Mônica Bergamo na Folha, Ana Carolina abriu o coração e disse estar procurando um homem para namorar. Falou mais: que eles são menos complicados que elas. Resultado? Virou destacão na capa do jornal por ter dito algo pessoal e que está longe de qualquer relação com a sua carreira. Essa sim, pública...
Não tenho e abomino qualquer tipo de preconceito em relação à sexualidade da Ana; ou em relação à vida sexual de quem quer que seja. Ninguém tem nada a ver com isso! E é exatamente por ninguém ter nada a ver com isso que me espanta abrir o jornal e encontrar declarações gratuitas, de alguém que, na mesma entrevista, diz querer ser reconhecida por sua música. Difícil, Ana. Disparando petardos midiáticos como esse, certamente sua cama vai parecer mais interessante e vendável que seus discos...
Que fique claro que eu gosto da cantora. E que ela não é a única a abrir a boca e falar mais que o necessário. Aliás, fica aqui um desafio: que tal você, leitor, comentar dizendo qual a maior bobagem dita por uma celebridade - sobre sua própria vida pessoal - na sua opinião?

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 4

Já pensaram se essa moda pega? Já posso até imaginar o SBT comprando o formato e produzindo o similar nacional com a participação da Mãe Dinah e comentários do Padre Quevedo...
É o tipo de programa que a gente vê e sente vontade de desligar. Desligar djá!

12.4.08

Aquele prédio...

O céu estava tingido de um azul intenso como não via há tempos. Era final de manhã e dirigia pensando na vida, olhando para as bobagens que os outros motoristas cometem no trânsito. Pensava em coisas triviais, como engrenar a marcha, observar o sinal de trânsito e desviar dos incontáveis buracos que tomavam conta da pista quando, num piscar de olhos, reconheceu aquela esquina...
Olhou em todas as direções e flashes de sua memória lhe revisitavam: o supermercado ali em frente, o ponto de táxi, a placa de trânsito e, lembrou bem, a locadora de vídeos ali nas redondezas. Já certo de onde estava, virou os olhos e avistou: lá estava o prédio! Aquele prédio! Lugar de tantas noites felizes, de tantas músicas ouvidas e cantadas. De tantas cantadas terminadas em beijos. De tantos beijos que sempre foram o primeiro passo de todo o melhor que sempre esteve por vir em todas as vezes que estivera ali naquele prédio.
O sinal abriu e deu a partida, deixando para trás aquele lugar que, agora, lhe parecia tão dileto. Para os outros, apenas um prédio, como há milhares em toda a cidade. Mas não era assim que via as coisas. Naquele fim de manhã teve certeza de que não importaria por quantos edifícios passasse, nem quantos pudesse vir a conhecer; como também não importaria o lugar em que estivessem fincadas essas construções: aquele seria, para sempre, o prédio onde havia experimentado alguns dos melhores momentos de sua vida...

11.4.08

Uma bela canção...



Mais de dois anos depois, lá vem o James Blunt ocupar lugar de destaque aqui no B@belturbo. "Goodbye my lover", a pedida de hoje, já tinha me encantado lá atrás, quando todos só pareciam ter ouvidos para "You're beautiful". E hoje, futucando minhas playlists, acabei me deparando com a música. E, mesmo depois de tanto tempo - e de tê-la ouvido à exaustão - constatei que sigo apaixonado pela beleza da interpretação do Blunt e por essa melodia tão bonita...

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 3

Será que alguém, em sã consciência, acha que esse é mesmo um bom momento pra lembrar desse personagem? Ainda mais assim, quase que suitando a epidemia que atinge o Rio de Janeiro?
Nada contra o cara, mas, sinceramente, essa matéria do Ego me pareceu uma perfeita ilustração daquela velha história de quem perde o amigo mas não perde a piada.

Dor no templo das delícias...

Na rua da TV há uma loja de doces daquelas de fazer enlouquecer a mais contida das crianças. E os amantes de guloseimas de todas as idades, como eu. É uma loja antiga, com vitrines e balcões antigos contrastando com os modernos frezzers responsáveis pela conservação dos sorvetes que tanto adoro.
Dentro das vitrines, delícias de várias épocas, sabores e preços. Do doce de amendoim da minha infância ao mais caro, calórico e delicioso dos chocolates, passando por uma infinidade de balas, pirulitos e chicletes.
Na porta, uma linda gatinha branca e cinza, sempre cheia de preguiça, sempre deitada num dos degraus, como que guardando e protegendo aquele simpático templo da gula...
Atrás do balcão, um velho casal de portugueses. Ela, uma senhora comunicativa, brincalhona, sempre a perguntar sobre o trabalho excessivo, sempre a dizer que "sim, você pode comer um docinho; estás em forma"; e sempre carinhosa na hora de dizer o "até amanhã" que soa mais como um convite afetuoso do que como uma artificial estratégia de marketing.
Ele, o marido da simpática vendedora de doces, é mais contido. De sotaque mais carregado, faz o tipo lápis-atrás-da-orelha e sempre parece disposto a fazer contas. Fala menos aos rapazes, mas, quando estes trazem consigo uma bela moça, desmancha-se em elogios e gracejos. Sutil, arranca grandes gargalhadas nesses momentos de galanteador.
A loja, nesses quase oito anos de TV, virou quase uma parada obrigatória pra mim, na hora de voltar do almoço ou do lanche da tarde. Parada obrigatória e satisfatória...
Desde segunda, o templo das delícias traz as portas fechadas. Os doces estão escondidos, sumidos da paisagem. Da gata cinza e branca, nem sinal. O mesmo podia dizer do simpático casal de portugueses até que hoje, infelizmente, recebi a notícia de que o velhinho morreu. Foi mais uma vítima da vergonhosa epidemia de dengue que assola a Cidade Maravilhosa.
Um fim amargo para quem dedicou tanto tempo da vida a levar a doçura para os outros...
Que descanse em paz!

10.4.08

Olha o "Boi" aí, gente!!!

Meu amigo Gustavo Melo é um apaixonado por carnaval. Tem uma memória impressionante quando o assunto é samba-enredo e um olhar muito criterioso quando o assunto é a folia carioca. Dono de um texto saboroso, de um humor inteligente e munido de um arsenal de informações fresquinhas, extraídas das melhores fontes da Cidade do Samba, Gustavo reestréia hoje o seu "Boi com Abóbora" e promete dividir com os leitores muitas histórias bacanas.
Gustavão, não hesito em dar 10, nota 10 pra você! E pro blog que, com certeza, já é um favorito do próximo e de todos os carnavais!
Sorte e sucesso, amigão!
E você, leitor do B@belturbo, encontra a partir de agora o "Boi com Abóbora" na lista de blogs amigos, aqui do lado direito da tela!
PS.: Gustavo, dá uma passada aqui nos comentários e explique a razão do título do teu blog. Você já me contou, mas acho que os (nossos) leitores também gostarão de saber...

O que Jô Soares fez ao figurinista?

Aposto que foi algo muito sério, quase tão grave quanto xingar a mãe. Porque, pelo menos na minha modesta opinião, só muito ódio no coração pode ter levado alguém a vestir o Gordo desse jeito.
Agora, se o próprio Jô tiver escolhido o modelito, é caso para se ligar imediatamente para a Central de Equívocos, como bem diz o Marcelo Médici na peça "Cada um com seus pobrema"...
E, sem querer ser chato, mas sendo, não me custa lembrar que o cara é reincidente...

9.4.08

Eita! Eita! Eita!

E não é que o post de segunda-feira sobre o CQC recebeu um ilustre comentário do Rafinha Bastos, um dos astros da atração? Gente boa, o Rafinha deu as caras por aqui pra agradecer pelos elogios ao programa.
Como se precisasse agradecer...
Agora, para o caso disso virar moda, já estou preparando posts caprichados, elogiando Juliana Paes, Ana Paula Arósio, Juliana Knust...
Sem falar que uma certa Sangalo está em débito comigo!!!

Da série: "A luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 2

Nada mais animador do que descobrir, assim, que você trabalha ao lado de um mega-foco de reprodução de mosquitos da dengue, né?

8.4.08

Dia de reflexão

No dia do jornalista, mais do que mandar um abraço a todos os coleguinhas, quero pensar no nosso papel nessa sociedade tão louca...
Ser jornalista me faz sentir orgulho quando sinto que, de alguma forma, por pequena que seja, posso contribuir para melhorar a vida de alguém. Como fez Marcos Uchôa, domingo, ao denunciar, em reportagem exibida no Fantástico, um sórdido esquema de venda de ruas da Zona Sul do Rio de Janeiro, loteadas por bandos organizados e disfarçados de "flanelinhas". Como fez Mauro Ventura, em O Globo, ao lembrar-nos a todos do quão cruel e virulento é o julgamento imposto pelo tráfico de drogas aos seus inimigos.
Julgamento que, tempos atrás, levou-nos um bom exemplo de coleguinha: Tim Lopes; outro ícone do jornalismo que é motivo de orgulho.
Ser jornalista, no entanto, também me faz sentir vergonha. Vergonha de uma imprensa que se acha no direito de imprensar uma jovem mãe que acaba de perder sua filha numa tragédia que, a cada dia, choca e comove mais e mais a população de todo o país. Imprensa que desliza, derrapa, descamba para o sensacionalismo e, tantas e tantas vezes, passa ao largo do bom jornalismo quando, diante de informações ainda tão preliminares, tenta apregoar culpas e desvendar o que, até mesmo para a polícia, permanece obscuro e insondável.
Não tenho dúvida de que o dia-a-dia dessa nossa - amada - profissão é tenso, corrido e que o tempo é escasso. Sei que as ordens existem e, não raro, estão em posição antagônica em relação às nossas crenças e convicções. Mas sei que, acima de tudo, jornalista não é justiceiro e a lógica selvagem dos tempos modernos não pode, em hipótese alguma, pautar nossas matérias e nossa profissão. Da mesma forma como torço para que não paute nossas vidas...
Aos colegas, feliz dia do jornalista!

7.4.08

+ sobre o CQC

Com a audiência crescendo a cada edição, humorístico da Band desponta como uma das melhoras coisas da TV aberta nesse início de ano televisivo...

Já falei aqui da turma do CQC mas hoje, pela primeira vez, consegui ver um programa inteiro. E se já tinha gostado dos trechos que vi antes - na TV e no YouTube - agora é que virei fã mesmo!
Que o Danilo Gentili é engraçadíssimo fazendo as vezes de repórter inexperiente, o Brasil já sabe. Mas as demais matérias do programa de hoje estavam todas perfeitas. Tanto as mais cômicas, com celebridades, como o "Proteste Já", de Rafinha Bastos. E esse foi, pra mim, o ponto alto da edição desta segunda-feira...
Especialmente enviado ao Rio de Janeiro, Rafinha Bastos - que já tinha sólida carreira no ramo da stand up comedy - fez instrutiva, divertida e analítica reportagem sobre a epidemia de dengue que assola a Cidade Maravilhosa. Entrevistou médicos, sanitaristas, moradores, um vereador e um secretário municipal em busca de respostas que contribuíssem para que a tragédia da dengue pudesse ser explicada. Claro que houve um deboche permeando a matéria, afinal, trata-se de um programa de humor, mas achei que a gracinha ficou no tom certo. Sem contar que a equipe ainda encontrou água parada em frente ao prédio da prefeitura; deixa perfeita para que o comediante fingisse lacrar a sede da administração municipal para, com isso, proteger o prefeito César Maia do contágio.
Bola dentro do CQC! E golaço de Rafinha Bastos!
Mas vale dizer que o Danilo Gentili na Câmara dos Deputados também foi genial!
Pelo visto, a moçada veio cheio de gás pra revolucionar o humor da TV brasileira...

Gota d'água*

As mãos sentiam a areia molhada e fria quando se sentou para olhar o mar. Imenso, expressão de uma força máxima que nunca deixa de operar. E que, naquele momento de fraqueza, queria ter por modelo.
Em sua mente, a força era a das lembranças. No peito, forte era a dor da saudade.
A praia estava deserta, o que lhe era indiferente. Agora, voltara a ser sempre só, mesmo quando cercado da maior e mais barulhenta das multidões.
O mar estava cinzento, como o céu e sua mente. Os pensamentos eram um emaranhado de lembranças, boas e más; um turbilhão de recordações contra as quais era impossível nadar.
Afogado nas próprias memórias, deixou-se ficar ali, a contemplar a incansável dança das ondas. Foi quando decidiu que, naquele estado, seria prudente evitar novos mergulhos...
* O título do post foi uma sugestão do meu amigo Diogo, que teve a paciência de ler antes...
Valeu, Diogo!

6.4.08

Ela é toda boa!

Em micareta no Rio, Ivete canta, faz charme e até separa briga na platéia...


É repetitivo, já falei disso aqui, mas os shows de Ivete Sangalo sempre têm um efeito quase terapêutico. Muito bom curtir o astral dessa baiana, pular ao som da sempre sagaz Banda do Bem e, de quebra, rir das piadas que a artista sempre acaba soltando do palco.
Ontem, Ivetuda pôs fogo no Riocentro! Levou convidados famosos e até o resistente Lulu Santos estreou numa micareta. O encontro dos dois, aliás, foi bem bacana. Preta Gil, ousada, perguntou quem gostaria de beijá-la. Não ouvi ninguém responder positivamente. Mas o que importa é que a cantora - em cartaz em Laranjeiras - se integrou com o som de Ivete e não fez feio ao encarar os sucessos da dona do show.
Para quem costuma freqüentar eventos dessa natureza, vale uma observação: felizmente, o índice de brigas pareceu bem menor. A única que vi, aliás, foi apartada pela própria Ivete. Do trio, ela disparou para os brigões: "Com tanta menina bonita, meu filho, você quer se agarrar logo com um homem? Tudo bem, pode até agarrar, mas primeiro tem que assumir que quer ficar com ele...". Todo mundo riu. E o valentão, até então se sentindo o poderoso, virou motivo de chacota...
Mas o público das micaretas - que pode ser insuportável em algumas ocasiões - também sabe ser divertidíssimo. E um dos ecos da festa merece ser registrado. Quando Ivete cantava "A Galera", o refrão foi devidamente adaptado à atual situação dos habitantes da cidade do Rio de Janeiro. Na versão original, a cantora diz: "E a galera?" e o coro responde: "ô, ô". Ontem, foi diferente. Ivete perguntou: "E a galera?" e uma voz antenada respondeu: "Tá com dengue". Muito engraçado!
Aliás, o número de mosquitos atacando no local me fez temer que os números da epidemia de dengue aumentem consideravelmente nos próximos dias. Torço para que não seja o caso. Por via das dúvidas, vale elogiar a micareteira que, prevenida, curtiu o evento com um frasco de repelente no bolso do short. Ela, certamente, quer continuar cantando apenas a versão original de "A Galera"...
Bueno, a micareta não se resumiu ao show de Ivete Sangalo. A Timbalada também passou por lá mas, infelizmente, achei muito ruim a apresentação do pessoal que veio do Candeal. O roteiro alternava músicas melosas e o som percussivo do grupo, que me pareceu perdido num ponto qualquer do caminho entre suas raízes timbaleiras e o desejado sucesso comercial. Uma pena! Já vi shows da Timbalada, com a formação anterior, diga-se de passagem, em que o foco era outro...

3.4.08

Ana Carolina revisita os quartos...

Novo projeto de Ana Carolina une produção requintada à roteiro instável...

O Multishow acaba de exibir o "Dois Quartos Ao vivo", de Ana Carolina. Produção requintadíssima, iluminação e cenários caprichados, edição ágil e, no palco, uma cantora que pretende se mostrar mais solta.
Pretende...
Dançar em cena não parece ser a praia da Ana Carolina. E isso não é demérito, é apenas a constatação de que cada um deve ficar na sua. Dançando meio sem jeito, Ana paga alguns micos e expõe uma faceta de Sidney Magal no palco. Sendo que o cantor da clássica "Sandra Rosa Madalena" tinha lá algum molejo.
O repertório é bem irregular, calcado no igualmente irregular CD duplo "Dois Quartos", em sua versão de estúdio. Entre as baladas, destacam-se "Ruas de Outono", "Aqui", "Carvão" e "Um edifício no meio do mundo". Mas "Eu que não sei quase nada do mar" - gravada por Maria Bethânia no CD "Pirata" (2006) e "Cabide", originalmente registrada por Martinália, também rendem momentos de qualidade. Assim como o "Milhares de Sambas", cantado por uma Ana mais discreta e menos afetada em cena.
Pra mim, fica a impressão de que Ana Carolina precisa se livrar das amarras de hitmaker e, com isso, conquistar mais liberdade para oferecer um repertório mais plural ao público. E que esteja à altura de sua bela voz - que só não fica tão bela quando ela resolve gritar no palco. E, infelizmente, isso ainda acontece em muitos momentos...

2.4.08

Aqui o Português é bem dizido...

... e escrivinhado...


Essa seção do blog é uma sugestão do amigo Gustavo Melo. Aliás, não só a própria idéia do espaço, mas também do título e o conteúdo dessa primeira edição.
Explico: ontem, no lanche, eu e alguns amigos do Salto rodamos parte da Lapa procurando algo gostoso e saudável pra comer. Vitimados por uma falta de luz em nossa lanchonete predileta, acabamos rodando, rodando, rodando e decidindo enfrentar a pizza (calórica e deliciosa) do boteco ao lado da TV.
Pedimos, comemos e, quase no fim, Gustavo chamou a atenção de todos para um detalhe na latinha de azeite. Um detalhe que, agora, divido com vocês, caríssimos leitores. Apenas o primeiro exemplo da nossa boa e velha Língua Portuguesa em sua versão "bem dizida"...
Valeu pelas dicas, Gustavo!
E você, leitor, se quiser participar dessa seção do B@belturbo, mande as imagens para babelturbo@uol.com.br, com os devidos créditos do fotógrafo, e as informações sobre o local e o contexto onde o "fragrante" foi realizado. As imagens mais bacanas serão publicadas aqui.
Conto com vocês!

Apresentadora coloca Estrelas no rumo...

Em 2006, pouco depois da estréia do Estrelas, teci aqui comentários elogiosos ao programa - à época, recém-reformulado - e à apresentadora.
Passados dois anos, a atração começou a dar sinais de mesmice e, durante a licença-maternidade de Angélica, sob o comando de Ana Furtado, começou a exibir algumas pegadinhas com artistas.
Vi uma ou duas edições e achei péssimo; indigno de qualquer nota. Acho esses programas que exibem coisas desse gênero completamente dispensáveis na televisão; não tenho saco pra tal linguagem das câmeras escondidas - a não ser quando elas estão a serviço do bom jornalismo; e creio que as atrações que se valem desse artifício, de fato, têm problemas para pautar e realizar boas matérias e quadros que sejam interessantes e divertidos de verdade.
Como não achei digno de nota, nem comentei aqui. Mas achava que o programa da Angélica estava indo pro vinagre...
Felizmente, a coluna do Daniel Castro me surpreendeu hoje. Angélica se recusou a gravar pegadinhas com artistas para o Estrelas, publica o jornalista, dando a clara noção de que a apresentadora está, mais do que nunca, antenada para o que é interessante para sua carreira. E, assim, ciente de que o público merece coisa bem melhor nas tardes de sábado.
Pra mim, mais um ponto pra mãe do Benício e do Joaquim...

1.4.08

Globo promete riso para as noites de terça

Humorísticos globais voltam ao ar e dão pistas de que a emissora aposta na comédia para acabar com a graça da concorrência...

A Globo começou hoje a mostrar as novidades na sua programação de horário nobre. É bem verdade que os programas exibidos na noite dessa terça-feira representam apenas um upload no que já vinha sendo mostrado em 2007.
"Casseta e Planeta", como prometido, trouxe a humorista Cláudia Rodrigues para substituir Maria Paula. A "diarista", no entanto, ainda pareceu meio deslocada na atração e tem uma pedreira pela frente, já que a titular do posto conquistou espaço e fãs com suas sátiras de personalidades e com o impressionante talento para fazer caricaturas de colegas globais. Basta dizer que até vesguinha como a Débora Secco ela consegue ficar...
Mas os "cassetas" vieram com tudo! As divertidas manchetes falsas exibidas a cada saída para o intervalo garantiam as risadas a cada saída de bloco. Assim como o novo "Casseta Comprova", com testes absurdos protagonizados por um homem que tentava entrar em motéis com companhias improváveis. Bola dentro, e prova de que os caras estão antenados e dispostos a renovar o estilo, com concorrentes de peso distribuídos pelo "Pânico na TV!" e pelo "CQC".
"Toma lá, dá cá" também voltou com os mesmos erros e acertos de sempre: o ponto alto, claro, é o elenco, principalmente quando é Arlete Salles quem está no centro da cena. A Copélia criada pela atriz já está no hall de personagens inesquecíveis do humor nacional.
Já o calcanhar de Aquiles da sitcom é o texto, que alterna momentos de genialidade e pura graça com piadas bobocas e gratuitas. A menina que atendia pelo nome de "Princesa" e, por isso, rosnava e se comportava como uma cadela, honestamente, foi uma chatice só! Isso sem falar no mico da pobre da atriz...
De novidade mesmo, só a estréia de Ítalo Rossi como o afeminado Ladir. A caracterização do personagem foi primorosa, mas Ítalo ainda parece sentir a responsabilidade de dividir a cena com um elenco já tão entrosado depois de uma temporada inteira no ar. Mas, grande ator que é, não será de se estranhar se o Ladir de Ítalo também se transformar num sucesso.
Em suma: pelo que se viu no ar hoje e pelas novidades que ainda estão por vir, é claro que a Globo aposta no humor para frear o crescimento da concorrência. Resta saber se o humor global significará graça para o telespectador ao longo do ano todo...

Quando os grãos caem mais rápido...

O primeiro dia de abril é internacionalmente conhecido como o dia da mentira. Mas trouxe, ao menos pra mim, uma verdade incontestável: o tempo está passando muito rápido! O ano já se aproxima da metade, comerciais sobre o Dia das Mães já estão no ar...
Deve haver alguma explicação para essa sensação de que os dias já não levam o mesmo tempo pra passar que levavam quando eu tinha uns 15 anos...