17.7.07

Ouro na modalidade "grosseria ao vivo"

Brasil cheio de conquistas no Pan. A TV Globo exibe flashes ao longo de sua programação enquanto a Rede Bandeirantes transmite direto as competições da Ginástica Artística.
Eu era um dos telespectadores da Band nesse momento. De repente, a transmissão do Pan é encerrada e entra a vinheta do "Brasil Urgente", o programa do Datena. Antes que eu conseguisse mudar de canal - digamos que os estilos (do programa e do Datena) não sejam exatamente os de minha preferência - Datena surge "na tela". Ele cumprimenta os telespectadores, aponta para o relógio e, irônico, diz: "Olha que bonito é o meu relógio! Eu ganhei! Vou distribuir pra alguns amigos!". Para o telespectador comum, ainda empolgado com os resultados brasileiros no Pan, talvez não tenha dado para notar que o apresentador bradava contra um pequeno atraso no horário de início do seu programa, ocasionado justamente pela transmissão da Ginástica Artística. Pra finalizar a "fina" ironia, Datena insistiu com a idéia de distribuir relógios e ainda disparou algo do gênero: "Quem sabe assim eles não perdem mais a hora?".
Mudei de canal. Graças a Deus! Grosseria, definitivamente, não tem nada a ver com espírito esportivo...

Dia de glória no Pan


Terça-feira trouxe um mar de de medalhas para o Brasil. Os destaques foram Thiago Pereira, Jade Barbosa e Diego Hipólito: os mais novos ídolos do esporte brasileiro

Esporte que traz tantas alegrias e enche de orgulho os corações de mais de 180 milhões de brasileiros. Um povo que grita "Vai, Thiago", junto com a mãe de nosso ídolo das piscinas. Que chorou junto com a menina Jade ontem, e hoje, fez vibrar a Arena Multiuso ao som de "É campeã!". Que se curvou ao talento majestoso de Diego Hipólito, hoje consagrado o rei absoluto da Ginástica Artística. Brasileiros como eu e como você que torcem, se emocionam e acompanham, minuto a minuto, cada conquista de nossos heróis vestidos de verde e amarelo. Para eles, todas as homenagens. E a torcida para que as empresas se sensibilizem e patrocinem também esses e tantos outros desportistas cheios de talentos e habilidades. E para que esse Pan seja mesmo um marco, um divisor de águas na história do esporte olímpico brasileiro!

Ainda sobre as vaias...

Jornais de hoje ainda repercutem o episódio das vaias ao presidente. Para blogueiro, manifestação veio em momento inoportuno...

O episódio das vaias ao presidente da república no Maracanã, capa da Folha de S. Paulo e do Globo de hoje, também foi a pauta mais quente dessa segunda-feira, dia 16. Pelo menos nas informais conversas de amigos. Ouvi a história a caminho do trabalho, no trabalho e, ainda, na volta, a caminho de casa. Ouvi quem fosse a favor e os que eram contra ao coro hostil ouvido pelo presidente na última sexta-feira. Os partidários das vaias alegavam: "Esse é um país democrático! O povo tem o direito de se manifestar!". Os que reprovaram a atitude também se justificavam com base nos princípios da democracia: "Ele foi eleito pela maioria! O povo tem que respeitar essa escolha, e se manifestar nas urnas".
A minha opinião já estava formada desde o instante em que vi as imagens: julguei a manifestação desnecessária e, pior, completamente inoportuna! Tenho até dificuldade para ver uma relação com qualquer instinto democrático. O que vi ali foi uma clara demonstração de uma falta de educação que não aceito que seja apontada como uma tônica entre os brasileiros. Fiquei surpreso e envergonhado com a atitude daquelas 90.000 pessoas que, talvez até sem perceber, tiraram um pouco do brilho da bela festa de abertura do Pan. Jogaram no ventilador um problema que é só nosso, sem reconhecer os méritos (também nossos) de ser sede de um evento tão importante. E, além disso, sem reconhecer que o Governo Federal entrou de cabeça para fazer desse Pan um marco na história do esporte brasileiro.
Não me cabe julgar se o presidente merecia ou não ser vaiado. Essa é uma opinião muito particular. O que acho é que, definitivamente, aquele não foi o melhor momento para esse tipo de manifestação. Ou alguém se lembra de ter visto o Bush ser vaiado nos EUA? Chávez, na Venezuela? Eu, honestamente, não lembro! A legitimidade da tal insatisfação que fez Lula ouvir aquela vaia na sexta-feira eu também discuto...pra mim, o coro tem, na verdade, muito de galhofa. Muito da alma de torcedor de futebol que xinga a mãe do juiz, xinga os jogadores da equipe oponente e, como dizia Nelson Rodrigues, "vaia até minuto de silêncio".
Sempre detestei vaias porque sempre me coloquei no lugar de quem a ouve sem chance de defesa. E se já achei lastimável o episódio envolvendo o presidente, acho ainda pior quando o alvo das vaias é um atleta. E essa tem sido uma constante nesse início de Pan: torcida vaiando todo e qualquer atleta que se oponha ao Brasil. Total falta de espírito esportivo...

16.7.07

O choro de Jade...

Ver o esforço de meses e meses escapar por entre os dedos não é moleza mesmo. E é essa a expressão da atleta brasileira que ganhou status de ídolo já nesses primeiros dias do Pan. Por isso, doeu ver a menina Jade Barbosa chorando hoje, depois de falhar num dos exercícios da prova individual geral da ginástica artística...
Sei lá, mas, por vezes parece que o esporte é algo ingrato demais...

Relato de um blogueiro feliz da vida...

Os últimos três meses foram de muito trabalho. Além do trampo na tv, assumi como um projeto de honra a realização do documentário sobre minha avó. Acabei me deparando com muitos desafios durante a produção, muitas madrugadas insones editando as mais de 30 entrevistas que me serviram de base para montar o filme. Sem nenhum pingo de estresse: passei 90 dias mergulhado num ralação danada que, no entanto, só me trouxe alegria e prazer.
Mais do que a idéia de contar a vida de minha vó, queria mostrar a família toda reunida, registrar as quatro gerações dessa família enorme, cheia de aventuras. E, claro, fazer uma grande homenagem à minha vó, que completou 80 anos no último dia 10.
Durante a edição, vi e revi o filme inúmeras vezes. Buscava - e reparava - eventuais falhas técnicas e de montagem. E, no fim das contas, a história já não me causava o mesmo impacto.
Só que no último sábado, dia 14, havia mais ou menos 200 pessoas que não sabiam como aquela história seria contada no filme. Cerca de 200 pessoas que saíram de suas casas para uma festa de aniversário e, num dado momento, acabaram se deparando com o anúncio de uma surpresa. Um grande telão se acendeu quando todas as demais luzes se apagaram. E, mesmo na escuridão, vi aquelas 200 pessoas - todas, de uma ou de outra forma, envolvidas com a história - se emocionando com o filme. Risos, lágrimas, aplausos apareceram várias vezes durante toda a projeção. E, com eles, o reconhecimento de uma trajetória vitoriosa como foi a da minha avó.
Não fazia aniversário mas também ouvi muitos "parabéns". Agradeci a todos, mas não era o que eu mais buscava. O que eu mais quis o tempo todo foi ver o sorriso e a alegria estampados no rosto da minha vó; era esse o presente que queria dar a ela. Uma felicidade que a fez sorridente em todas as fotos tiradas ao longo da festa - algo bem raro, creiam. Um presente mais do que merecido para alguém que tanto lutou para que a história da minha família tivesse mais momentos alegres do que tristes. Alguém que, emocionada, me confessou ter sido aquele "o dia mais feliz de sua vida".
Quis dar um presente a ela, mas tenho certeza de que todos nós, que a amamos, também saímos presenteados depois daquela festa que durou um dia inteiro e que ficará para sempre guardada em nossa lembrança.
Pra terminar esse post, agradeço a todos os amigos que me deram força, que se mostraram interessados pela história, que me estimularam a seguir em frente. Valeu mesmo! E um conselho: corram atrás de momentos como esses com as pessoas que vocês amam de verdade! Vale MUITO a pena!!!

13.7.07

Yes, nós temos Pan!

Brasil capricha e faz festa de abertura do Pan pra gringo nenhum botar defeito!

Vi apenas alguns trechos da festa de abertura do Pan. Achei tudo bem bacana. Acho que a equipe capitaneada pela Rosa Magalhães - com o auxílio da Disney - mostrou ao mundo que o brasileiro também sabe organizar grandes, belas e surpreendentes cerimônias desse tipo.
Tirando a beleza e a plasticidade do espetáculo, tudo me pareceu dentro dos padrões. Inclusive o exagero no tamanho do discurso do presidente do COB...mas sempre é assim, em qualquer canto do mundo. Aqui não seria diferente. E nem há porque ser...
Agora, o que não é assim em qualquer canto do mundo é a vaia ao presidente. Convicções políticas deixadas de lado, tenho a certeza de que aquela não era a hora e nem aquele era o lugar adequado para uma manifestação como essa. O povo - que encheu o Maracanã e fez tão bonito durante a festa - pareceu grosseiro. Minha mãe já me dizia: roupa suja se lava em casa. E não ali, num estádio de futebol, com imagens sendo transmitidas para o mundo todo.
E você? Gostou da festa? Comentaê!!!

12.7.07

'Boa Sorte/ Good Luck'

"I have nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change"

(Vanessa da Mata e Ben Harper)

A pilha anda!

Com o documentário finalizado, consegui (finalmente) terminar a leitura de "Quando Nietzsche Chorou". Já tinha elogiado a obra aqui e reafirmo: livro é mesmo muito bom!
Como não sei viver sem literatura, já estou me divertindo com outra história: "Entrevista com o Vampiro", de Anne Rice. Muita gente conhece a história graças à adaptação cinematográfica, que colocou Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas em papéis vampirescos. Vi o filme e não gostei muito, mas o livro é bem bacana. Já me fisgou na primeira página...
Sem contar que a tradução é de Clarice Lispector, né? Muito bacana!
Tá mais do que recomendado!

11.7.07

O guri, o homem e a pandorga...

A desistência sempre lhe havia parecido típica dos covardes, dos que não têm força suficiente para persistir, tentar mais e mais até, enfim, conseguir alcançar o que se pretendia. Um conceito todo seu e todo formado quando ainda era jovem demais, com aquela pseudo-sabedoria-bem-intencionada que todo jovem tem.
E veio a vida, a cada esquina se fazendo diferente do que imaginara...
E veio o coração, quase sempre jogando num time que não parecia ser o seu...
E veio o tempo, derrubando barreiras e mudando idéias. E ideais...
Um belo dia, sem o sofrimento que a simples idéia de desistir lhe causava antes, resolveu que era o que de melhor poderia fazer. Sem mágoas, sem dores. A isso chamou maturidade: a segurança de fazer a escolha que lhe parecia mais coerente. Antes que a vida, o coração e o tempo lhe trouxessem surpresas amargas; como, vez por outra, trazem a todos nós.A decisão, embora bastante pensada, fora difícil. E solitária. Mas lhe trouxe um alívio tamanho que aumentou ainda mais a certeza do rumo certo.
Foi quando avistou, da janela do carro, um moleque soltando pipa. Sorrindo, agitando os braços com força e precisão, lançando comandos que aquele pedacinho de papel, madeira e cola obedecia lá no céu azul. Por que o moleque solta pipa? Por que corta o dedo no cerol e, ainda assim, sorri? Por que cansa tanto os braços e parece gostar de tudo aquilo? Porque tudo aquilo lhe traz contentamento, pensou. Tudo aquilo lhe dá alguma dose de prazer.
O sinal verde veio e com ele, a buzina dos motoristas apressadinhos. Olhou pelo retrovisor e se viu no lugar do menino. Também sorria, como o garoto real. Mas sorria porque, no seu caso, o melhor fora abrir as mãos, deixar a linha escapulir por entre seus dedos e, assim, permitir que o vento, sozinho, desenhasse o caminho que aquela pipa deveria percorrer...

10.7.07

Te cuida, Eduardo Coutinho...*

O B@belturbo não é diário, já disse isso aqui várias vezes. Mas, vá lá: tô feliz pra caramba porque acabei o filme! Não me considero uma ameaça ao João Moreira Salles, (sim, ainda não perdi a noção de juízo, caro leitor) mas acho que ficou bem honesto do ponto de vista da edição, da narrativa. E com um valor sentimental enorme pra mim e pra todos os que são da minha família...
Brigadão a todos que ajudaram ao longo da superação desse desafio (em 3 meses apenas!!!). E, claro, a todos os leitores que, vira e mexe, deixavam aqui mensagens cheias de estímulo e incentivo!
Valeu!
Ah...curioso é ver que finalizei o trabalho hoje, dia 10. Dia do aniversário da minha "protagonista". Coincidência, né?
* O título, claro, é uma piada com o nome de um dos nossos grandes documentaristas. Quer saber mais sobre a carreira dele? Clique aqui!

9.7.07

A frase derradeira

De repente, não mais que de repente, a luz findou. Os olhos verdes se cerraram vagarosamente, expulsando aquela lágrima. A última de tantas que já havia chorado.
Diante dela, que parecia apenas descansar, sentiu o peso da impotência abater-se sobre seus ombros. Fardo pesado, arrasador, imponderável. Queria ao menos uma chance de dizer novamente o quanto a amava; falar do quanto se arrependia de cada uma dez vezes em que despendera seu tempo brigando e dizendo coisas tolas àquele alguém que sempre amou. Clamava por essa chance de tê-la novamente em seus braços, alegre e sorridente, com toda a vida que seus olhos verdes sempre irradiaram. Tudo o que mais queria era apagar aquele som de agora de sua mente: o som do silêncio, o som do vazio que a falta dela lhe fazia sentir. Vazio de felicidade, vazio de esperança. Vazio de amor...
Sem ela, era apenas metade de si mesmo. Uma metade de muito pouco valor. Sem perspectiva. Sem ânimo para seguir a diante. Contemplou-a a face mais uma vez. Lágrimas invadiram seus olhos, pendiam de seu rosto e se juntavam à lágrima solitária que ela havia chorado enquanto tentava lhe dizer aquela frase. A frase que sempre dissera tão sinceramente, por tantas e tantas vezes. Aquela pequena frase, que, a cada vez que ouvia, ganhava um tamanho que nem podia calcular dentro de seu peito. Aquela linda frase que, por toda sua vida, apenas dela planejou ouvir. A mais bela de todas as frases e que, agora, não lhe fazia mais o menor sentido.
Choroso, curvou-se sobre a face de sua amada, beijou-lhe a testa e disse, baixinho, como que respondendo a cada uma das vezes em que apenas havia se dado ao luxo de escutar: "Eu também te amo!"

Just like Heaven...

...ou 'E se fosse verdade?'. Não importa se em Português ou em Inglês. O que importa é que acabo de ver esse filme no TC Premium. Quem curte "filmes-cabeça" deve ficar longe, mas pra quem busca uma história bacana e, como eu, curte um romance inocente, vale a pena...

8.7.07

Viagem aos anos 80...

Coloquei o dvd dentro do player e, quando as primeiras imagens começaram a surgir na tela, um filme passou pela minha cabeça. E era outro filme, que nada tinha a ver com os super-heróis que invadiam a minha televisão. Era um filme da minha infância, de quando não desgrudava os olhos da tal "babá eletrônica" enquanto não visse Esqueleto se dar mal, Pica-Pau aprontar mais uma das suas, Jerry sacanear o pobre do Tom até não poder mais e, claro, o Papa-Léguas detonar o Coiote!
Eu era um moleque que torcia pelo Frajola porque sempre achei o Piu-Piu um saco! Gostava de Flinstones e odiava Jetsons. Acompanhava as aventuras do Popeye, sempre achando que ele era um trouxa por ser meter em tanta confusão por causa de uma Olívia Palito tão feia e com uma voz tão insuportável...
Gostava dos Smurfs, em especial, daquele bem ranzinza. Acompanhava as aventuras da turma da Caverna do Dragão e sempre tinha raiva do Mestre dos Magos, que, a meu ver, sempre ajudou muito menos do que poderia. Sem falar da turma da Liga da Justiça...gostava muito dos Super-Gêmeos!
Dos japas, só curti mesmo os Changeman. Quem nunca ouviu falar em Gyodai e Soldados Hidler? Se houver esse alguém, certamente não viveu os mesmos anos 80 que eu...
Pois é...imerso nesse filme povoado por tantos heróis e vilões da minha infância, vi ontem o longa-metragem que faz parte do Box com a primeira temporada do He-Man. Lembra? Falei disso aqui na semana passada.
Vi o filme, gostei e senti uma saudade boooooa dos meus tempos de moleque! E fica uma certeza: quando a diversão é de qualidade, atravessa a barreira do tempo. Não me senti e nem me sinto nem um pouco ridículo por dizer: continuo amarradão nas aventuras da turma do He-Man!

7.7.07

Da série "Eu já sabia!!!"

Alguém tinha dúvida de que Ele era mesmo uma maravilha???
É por essas e outras que, apesar dos pesares, a gente tem tanto orgulho dessa Cidade Maravilhosa...

6.7.07

Pé-de-pato-mangalô-três-vezes!!!

Sentiu um frio no estômago de repente, e a sensação vinha acompanhada de um arrepio que tomou conta de todo seu corpo. Um mal estar, pensou, tentando naturalizar algo que não tinha nada de natural. Esforçava-se para pensar em outra coisa quando viu aquele olhar em sua direção. Um olhar ruim...mas o que poderia haver ali? Ódio? Despeito? Inveja? Não soube, e jamais saberia. Tinha apenas a certeza de que aquele olhar lhe faria mal. Era um olhar de alguém de quem, definitivamente, não poderia esperar coisas boas.
Estranhamente, suas energias foram embora. O desânimo aumentava e a festa já não tinha mais graça, as pessoas já não pareciam mais tão agradáveis como antes; a música alta agora era motivo de irritação. Tirou um retrato antes de ir embora, derrotado por aquele olhar-vampiro que lhe havia tomado as forças.
Ah, a foto: nela aparece como que contrariado, sem sorrir, sem a menor inclinação a uma expressão de felicidade, que seria natural uma vez que estava rodeado por pessoas queridas. Mas não eram todas: lá também estava, em outra extremidade, a pessoa de quem havia partido aquele olhar ruim que estragou sua noite. Olhar ruim ora eternizado na fotografia guardada dentro de seu guarda-roupa. Com aquele pedaço de papel na mão, teve a mente invadida por uma série de pensamentos...
Triste de quem vive a vida deixando escapar as chances de ser feliz. Triste de quem enxerga nos outros defeitos que, na verdade, são seus. Triste de quem não sabe amar de verdade: sendo e fazendo alguém feliz. Triste de quem tem o que não merece e, ainda não, não se dá por satisfeito. Triste de quem tem inveja de quem nem se dá conta de sua existência. Triste de quem faz de seus problemas barreiras intransponíveis e desperdiça as chances de crescimento. Triste de quem não reconhece os próprios erros e não os aproveita como oportunidades de crescimento...
Pensou tudo isso e guardou a foto junto de todas as outras, nas quais aparecia sorrindo e cercado apenas por pessoas amadas e de alto astral. Por que resolveu guardar aquela pose? Para se lembrar que no mundo há gente má, que torce pelo mal dos outros. E para se lembrar, também, de que um único olhar é muito pouco diante de toda a força, a energia e o astral de seus sorrisos verdadeiros em todas as outras fotos, e em todas as demais que ainda estariam por vir...

5.7.07

Direto do túnel do tempo...

Essa semana, voltei 20 anos no tempo. Passeando por uma dessas megastores, avistei uma caixa de Dvds com um desenho que pareceu familiar. Cheguei mais perto e confirmei minha impressão inicial: eram Dvds do He-Man! Toda a primeira temporada, com 33 episódios e dublagem original. E mais um monte de extras, e mais brindes...uma edição caprichada, como há tempos pediam os fãs desse herói.
Não comprei. Mas desde então o tal box já está na minha lista de desejos. Sabe aquelas coisas que a gente tem vontade de ter para mostrar pros filhos? Pois é...pra mim, os desenhos do He-Man são desse tipo!
Ah, e pra quem se empolgou: o box traz ainda um Dvd com os melhores episódios da She-Ra. Totalmente sessão nostalgia, né?
E para os fãs mais saudosos ainda, aí vai uma notícia: parece que Hollywood quer preparar um filme sobre a saga do Príncipe Adam. Quer saber mais? É só ler aqui.

4.7.07

Eu e Paula, Paula e eu...

"Só Nós" é o nome do disco bacana que a Paula Toller tá colocando na praça essa semana. Pop dos melhores, como há tempos eu não ouvia.
Comprei por impulso: estava numa loja e ouvi "À noite sonhei contigo". Gostei do arranjo, da pegada gostosa da canção, da voz da cantora. E, depois, me peguei enrolando dentro da loja pra ouvir a outra música, e mais uma...três canções depois, já estava no caixa digitando a senha do cartão de débito...
A voz da loira tá bonitinha, afinada, bem correta e gostosa de se ouvir. Resultado? Desde ontem estamos só nós, Paula e eu, num clima de love total. Gamei pelo disco, gamei por uma Paula Toller lindíssima na capa e nas fotos do encarte, e por um cd leve e muito saboroso de curtir...
Recomendadíssimo!!!

Vontade de dar tchau pra "oi"...

Depois de uma semana com telefone mudo e internet lerdox, resolvi ligar para a operadora para tentar resolver a questão. Primeiro, a insuportável gravação, que se apresenta como "atendente virtual". "Converso" com a moça que não existe e ela "me transfere" para um colega "de verdade". Explico o meu problema ao rapaz e ele diz que vai fazer testes. E tome musiquinha...
- Só mais um instante, senhor. Estou executando os testes... - ele me diz.
E tome musiquinha...
- Mais um instante, senhor...
A musiquinha volta com força total. Como que percebendo minha irritação, o rapaz volta a falar comigo:
- Senhor, preciso que o senhor espere mais um instante. Estamos colhetando os resultados dos testes...
- Tudo bem - resignei-me.
Volta a música. E os tais resultados demoram. Conversando com a minha mãe, solto meia dúzias de palavras nada elogiosas ao serviço da empresa. É quando o rapaz volta:
- Senhor, seu telefone está tocando?
- Não!
- O senhor tem certeza?
- Claro que tenho!
- Ok, senhor. Que tal se o senhor trocasse o aparelho. Pode ser algum problema com ele...
Aí meu humor ficou completamente fora da área de cobertura...
- Eu já fiz esse teste. E nada funciona! Resolvi ligar pra vocês exatamente por isso! Gostaria de saber se a gente vai poder agendar um visita de um técnico à minha casa, ou se essa enrolação toda tem mesmo o objetivo de me irritar e me fazer desistir de pedir o reparo...
- Não, senhor! De forma alguma! Só um instante que eu já vou agendar o conserto.
Antes de cumprir o prometido, o atendente voltou a falar comigo. Queria me "advertir" que, caso o problema fosse na parte interna da minha casa, o técnico da companhia iria apenas me "orientar a resolvê-lo" e eu seria cobrado em cerca de R$ 30,00 em minha próxima conta. Concordei. Encerramos a conversa, depois de 20 longos minutos ao telefone.
Fui pro banho e a tal linha - até então defeituosa - tocou. Era outra pessoa da companhia:
- Senhor, seu telefone está funcionando?
- Olha, se você ligou pra ele e estamos nos falando, só posso crer que sim, né? - disparei, já irritado e atrasado. Aproveitei para cancelar a solicitação de reparo feita anteriormente.
Voltei ao banho. O telefone tocou novamente. Atendi e era outro atendente da companhia:
- Senhor Murilo, o senhor cancelou o reparo do telefone?
- Sim, cancelei! E você já é o segundo a me ligar em menos de cinco minutos (é verdade, gente!)! Cancelei porque a linha já está funcionando, como você pode perceber. E não há sentido em mandar consertar algo que já está funcionando, certo? - respondi, já sem a menor intenção de esconder como aquela falta de comunicação entre setores diferentes de uma empresa de comunicação estava me irritando.
Mas, como dizem os pessimistas, as coisas sempre podem piorar...e pioraram! Com a voz empostada, meu interlocutor disparou:
- Senhor, o senhor pode repetir? Não pude escutá-lo com clareza...
Não repeti. Respirei fundo, disse que já estava tudo bem e desliguei. Com uma vontade louca de dizer um sonoro "TCHAU" pra essa empresa com nome de saudação; que muda, muda, muda e muda de nome, mas, no fundo, continua a mesma porcaria de sempre!

2.7.07

Em prol da paz?

Paro o carro num sinal de trânsito e um sujeito, todo de branco, se aproxima da minha janela. Como estava a caminho da Barra da Tijuca, logo imaginei se tratar de mais um entregador de prospectos de empreendimentos imobiliários (já reparou como há entregadores de prospectos de imóveis no caminho até a Barra???). Eis que o cara se apresenta. E me surpreende:
- Oi, amigo! Nós estamos com um projeto em prol da paz. Queria saber se você não teria um real para colaborar...
Meio atônito, vi quando o meu "amigo" levantou algo como um adesivo muito do vagabundinho com um daqueles chavões de sempre pregando a beleza da vida em paz. Fala sério! A paz mundial é um dos maiores desejos universais, todos a querem, todos sentem falta dela. Agora, um marmanjo, todo fantasiado de branco, vir me pedir grana num sinal de trânsito em nome de um projeto vago...! Não dá! Não dava pra dar! E não dei!
Olhei pro cara e disse:
- Não tenho não! Boa sorte!
- Que Jesus te proteja mesmo assim! - ele disse, usando o mesmo como uma entonação que me fez sentir que, na verdade, ele queria dizer que Jesus não devia me proteger p***a nenhuma!
Segui meu caminho em paz. E lamentando a existência de tanto "pseudo-malandro" por esse mundo...

Ainda o documentário...

Reunidos em família, pegamos a estrada rumo a um passado remoto, de lembranças boas e más. Distante quarenta anos de nós, nosso destino era Córrego do Ouro, distrito de Macaé, no Norte Fluminense. Minha família deixou o local há mais de quatro décadas e nunca mais ninguém voltou.
Lá, meus avós, tios e tias passaram parte de suas vidas. Sofreram, foram felizes, e aprenderam muita coisa. Lá, numa velha escola - que descobrimos toda reformada - alguns desvendaram o misterioso mundo das letras. Lá, num valão - outrora, um rio caudaloso - aproveitaram as aventuras e traquinagens da infância. Lá, colhiam de tudo. E agora há praticamente apenas pasto naquelas terras...
Viagem curta, mas cheia de prazer. Viagem em família, que divertiu a todos e serviu, pelo menos para mim, para dar ainda mais valor a uma história que é deles e também minha; uma história cheia de superações, desafios e, graças a Deus, de vitórias.
Além de todas as emoções, ainda pude gravar mais material pro documentário. Aliás, o material rendeu tanto que vai ser um "extra" do documentário principal...bacana demais!
Ah, a foto que ilustra o post é de algum lugar entre o Rio e Córrego do Ouro. Adoro viajar de carro. É quando a gente lembra do quanto nossa terra é linda e rica. Pra onde quer que se olhe, é só beleza...
Abraços e uma ótima semana pra todos!!!