30.4.08

Eu, eu, eu...o Ronaldo se lascou!!!

"Escândalo sexual" envolvendo o jogador e três travestis vira um tiro-livre para os cartunistas. E eles não perdem a chance de fazer seus golzinhos...

E dessa vez não foi pela pança proeminente que o Ronalducho virou a bola da vez! Desde segunda à tarde, quando soube da história ainda no camarim, já li, vi e ouvi milhares de histórias e versões sobre o envolvimento do jogador com o trio de travestis. Já disseram que ele trocou as traves pelas travas, que estava afim de experimentar a kinder-mocinha (que vem com surpresa, igual ao chocolate), e que estava precisando pegar no ferro pra perder os quilinhos a mais...
Mas esse é um blog-família, portanto, deixemos a baixaria pra lá!
Fato é que o Ronaldo se meteu (no bom sentido, claro!) numa encrenca daquelas. E agora, como desgraça pouca é bobagem, ainda tem que aturar os cartunistas na sua traseira (também no bom sentido, claro!).
Hoje, os jornais "populares" do Rio exploraram o caso à exaustão. Eu não vou bancar o certinho, mas acho que o Fenômeno deu mole (sem mais trocadilhos, ok?). Não precisava ter se exposto a uma situação dessas, né não?
Portanto, fecho com a filósofa Rogéria:

Quem ousa duvidar das sábias palvras de Astolfo Barroso Pinto???

Sobre o coordenador descoordenado...

Por mais que se diga que o desempenho dos estudantes do curso de Medicina da UFBA no Enade foi baixo, eu esperava (muito) mais do coordenador do curso, o senhor Antônio Natalino Manta Dantas. Muito mais respeito ao povo baiano, muito mais ética ao comentar os resultados da avaliação do MEC, muito mais profissionalismo ao se referir aos alunos do curso, muito mais noção do ridículo.
As declarações desse senhor, que você encontra aqui, em matéria do Globo Online, merecem o repúdio de toda a sociedade brasileira. A Bahia, que já nos deu Castro Alves, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros artistas, pensadores e criadores - anônimos e famosos - não merecia ser tratada com tamanho desrespeito.
Ao supor que o povo baiano tem alguma espécie de déficit intelectual, o senhor Antônio Natalino Manta Dantas revela um completo despreparo para estar no lugar em que está. Ou em que esteve até aqui...

29.4.08

Marina Elali e o xote tipo exportação...

Outro dia, cheguei em casa e liguei a TV. Tomava um banho morno, pra ficar relax, enquanto a TV estava sintonizada na novela das oito. Ouvi um diálogo ali, outro acolá, mas nada que me chamasse a atenção. Mas não tardou para que ela despertasse: e foi bem na hora em que os créditos de encerramento começaram a subir na telinha, embalados por "All She Wants". Não conhece?
Ah...conhece sim! A pitoresca balada interpretada pela não menos pitoresca Marina Elali nada mais é que uma versão de "O Xote das Meninas", uma das mais famosas obras do cancioneiro nordestino, composta há mais de 50 anos pelo avô de Elali, Zé Dantas.
Verter algo tão genuíno para o inglês, a meu ver, já é meio esquisitão. E mais esquisito ainda é querer dar uma roupagem pop pra canção, registrada com a já batida voz soprosa de Marina Elali. O célebre "Ela só quer, só pensa em namorar" virou “Cause all she wants, Is go out with the boys”.
Quem quiser, pode conferir aqui, com direito a também já tradicional dancinha over da Marina Elali.
Na boa: é ruim de doer!!!

Pedida de primeira nas noites de segunda!

De novo o CQC! E de novo o Rafinha Bastos! Excelente a matéria do programa de ontem sobre os desmandos na administração dos cemitérios do Distrito Federal. A idéia de caracterizar o repórter com um "ex-cliente" de um dos cemitérios foi muito bem realizada.
Só pegou mal para os responsáveis pela fiscalização, que deram um show de falta de preparo para lidar com críticas e indagações que, no fim das contas, são de toda uma população!
Mais um gol do programa!

27.4.08

Pra sempre (no) presente...

Passe o tempo que passar, vente o vento que soprar e caia a chuva que as nuvens despejarem; nada vai mudar. Passem quantos outonos mais, caiam todas as folhas secas que há em todas as árvores do mundo; é desse jeito que tudo vai seguir.
É no presente que vou conjugar sempre todos os verbos que me ajudem a traduzir a alegria que sinto por ter você em minha vida. Porque as lembranças colecionadas são tão vivas que me fazem sentir, ainda agora, que tudo é real e assim será para todo o sempre. É agora e presente que sinto o sabor dos teus lábios nos meus; e agora também é a hora em que percorro teu corpo com minhas mãos sempre sedentas por uma nova descoberta nessa maravilha que é você. É agora que te abraço e me aqueço, que te entrego o meu desejo e faço do encontro de nossos corpos o melhor dos momentos para se ter e dar prazer.
É agora que te amo. E também é agora que sei que será sempre no presente que vou poder dizer do quanto é bom amar você...

26.4.08

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 5

Comercial na Rede Record. Entre uma infinidade de anunciantes - reflexo do tempo de Ibope gordo - entra a chamada para uma das atrações da casa, o "Domingo Espetacular". Entre outras matérias, o locutor anuncia: "todos os detalhes da reconstituição do caso Isabella".
Fala sério! Amanhã, pelo que estou vendo, será um excelente dia para não se ligar a TV! Já posso imaginar o Gugu, no "Domingo Legal", bradando um "olhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa a boneca caindo da janelaaaaaaaa!". Sem falar no Faustão dizendo que "o assassino é um monstro tanto no pessoal quanto no profissional"...
Vai ser duro...ô se vai!!!

E Claudete chorou...

Zapeando pelas emissoras abertas agorinha, acabei me deparando com um emocionado depoimento de Claudete Troiano em "O melhor do Brasil". Comandado por Rodrigo Faro, o quadro propunha uma lavagem de roupa suja em rede nacional. Abomino as atrações desse tipo, mas queria ver o que a Claudete tinha a dizer sobre sua saída da Band, há cerca de um ano.
Mas foi a emoção de Claudete ao falar do processo respondido por sua filha que acabou me tocando. Aliás, o amor de mãe é, pra mim, uma das maiores forças da natureza. E Claudete Troiano, que sempre me pareceu ser muito boa gente, mostrou ser gente de verdade e, olho no olho, solidarizou-se com pais e mães que enfrentam problemas semelhantes com os filhos. E ainda se disse agradecida a Deus, apesar de todos os infortúnios...
E tem gente que esmorece diante de tão pouca coisa, né?

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 4

Aplicar corega na buzanfa? Demais pra minha cabeça! Tudo bem que a proganda antiga da cola de dentadura dizia que os usuários podem voltar a sorrir sem medo, mas...diga: por onde essa jovem colombiana queria sorrir, meu Deus???

25.4.08

O santo tem que desconfiar!!!



A indignação de Ana Maria Braga no "Mais Você" dessa sexta-feira - que só vi agora, online - tem toda a razão de ser. Muito série essa história do seqüestro de um bebê por pessoas que se fizeram passar por integrantes da produção do programa da Loira e do Louro! Primeiro, porque deixa claro, mais uma vez, que tá cheio de canalhas por aí dispostos a abusar da boa fé dos familiares de crianças num dos crimes mais covardes que o homem já foi capaz de inventar. Depois, porque faz acender o sinal amarelo sobre essa rede de agências que prometem fabricar/revelar estrelas de comerciais, séries e programas de TV.
É claro que há que se separar o joio do trigo; certamente há agências sérias que, de fato, realizam um trabalho honesto. Mas num país onde a fama é objeto de desejo de boa parte da população, é, no mínimo preocupante imaginar a quantidade de picaretas que estão se dando bem às custas de quem sonha com dias melhores.
Já entrevistei um jovem ator que caiu numa dessas falcatruas. Depois de vir de Brasília para o Rio sonhando com a chance de se dar bem numa dessas seleções de elenco, acabou participando de um teste muito do fajuto e tendo que, ao contrário do que dizia a publicidade da agência, pagar do próprio bolso a estadia num não menos fajuto hotel de Copacabana.
Também não me parece demais cobrar que os familiares desconfiem sempre. É a velha história: "quando a esmola é demais..."

Quando o melhor já passou...

Então é isso: ficou definido em algum lugar que a felicidade não caberia naquela história. Determinou-se, sabe-se lá quem e como, que os destinos de duas pessoas tão próximas deviam permanecer apartados, mesmo quando todas as semelhanças e coincidências pareciam gritar que o melhor a fazer era unir aqueles caminhos numa única estrada...
Então, fez-se cumprir aquela sina. A sina de quem sofre, chora e sente falta de um amor que sofre, chora e sente falta de um (outro) amor. A sina do desencontro, do descompasso e de um amor que não arrefece jamais; só se mostra maior, mais vigoroso e verdadeiro.
Por vezes, olhava como cruel demais aquele desfecho. Em outros instantes, gostava de pensar que aquele ainda não era um desfecho. E sempre, sempre que pensava no assunto - e era das coisas que mais fazia na vida - tinha a certeza de já ter experimentado o melhor que a vida pode oferecer a alguém que, nesses tempos tão insanos, busca apenas o amor...

Piloto automático...*

Depois de alguns meses distante da sobrinha de seis anos, a amorosa tia resolve dar fim à saudade dilacerante. Pega o telefone, abre a agenda eletrônica e disca, ansiosa, para a casa da menina. É um adulto que atende e, depois de um breve e burocrático papo, passa o telefone para a garota. Ao ouvir aquela voz rouquinha dizendo "alô", a tia é só felicidade:
- Meu amor! Que saudade a titia estava de você...
Doce, a menina prontamente responde:
- Eu também, tia!
Segue a tia afetuosa:
- Tem muito tempo que eu não te vejo! Estou louquinha pra te apertar e te encher de beijos...
- Eu também, tia! - rebate a criança.
Exultante diante de tanto carinho demonstrado pela pequena, até então não muito afeita ao estilo "meiguinha", a tia convida:
- Vamos nos ver no sábado?
E a menina, com o mesmo tom de voz e a mesma rapidez de raciocínio:
- Eu também, tia!
* Post inspirado em fatos reais...bem reais...

23.4.08

Desventuras em série...

Os deslizes na cobertura do caso da menina Isabella Nardoni têm sido freqüentes. E, em alguns casos, fica claro que, mais do que a qualidade da informação, o que está em jogo são os famigerados pontos (ou décimos de pontos) no Ibope...


Hoje cedo, na academia, vi da esteira que o "Hoje em Dia", da Record, exibia uma entrevista com o promotor do caso. Depois, na hora do almoço, zapeando, vi que a mesma Record dispunha de repórteres posicionados na frente da casa do avô de Isabella, na porta da delegacia e sabe lá Deus onde mais...
O verdadeiro "festival Isabella" na Record me fez notar que continua, e a todo vapor, a exploração desmedida do caso da menina Isabella em algumas emissoras de televisão. À exceção da Globo, que parece de longe ser a mais preocupada em fazer um trabalho sério entre as redes comerciais, é comum encontrarmos debates requentados, matérias reprisadas, opiniões polêmicas e excessos de demagogia a toda hora do dia e da noite, nos mais variados programas e horários.
Na Band, a falação sobre o crime - bárbaro, sem dúvida - também segue pautando vários programas. Na Rede TV!, Sônia Abrão, Marcelo Rezende e Luciana Gimenez não me convencem de forma alguma de que estão realmente empenhados numa cobertura séria do caso. Sem contar que eles - e tantos outros - têm enchido muita lingüiça! Afinal: será que os repórteres que passam o dia na frente da delegacia têm - o tempo todo - novidades para dizer ao telespectador? Claro que não! E é nesse insano movimento de vender uma agilidade que não existe e, assim, dar ao espectador a sensação de que realizam uma cobertura em tempo integral, que essas redes, em diversos momentos, estão se perdendo...
Vejo isso com tristeza e indignação. Como cidadão e como profissional. É lamentável que parte da mídia se valha de uma história tão triste numa guerra covarde para pontuar bem no Ibope e furar a concorrência. Essa é uma conduta que desrespeita familiares da menina, indiciados, familiares dos indiciados e, também, espectadores.

Salve Jorge!


"E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós
É a pipoca da pororoca da imaginação"
(Líder dos Templários - Jorge Vercilo, Jorge Ben Jor, Jorge Mautner e Jorge Aragão)

Pra celebrar o dia do Santo Guerreiro, achei bacana ilustrar o post com esse belo trabalho do Anderson Thives. O Anderson tem um blog e, há uns dois meses, acabei chegando lá e me deparando com a beleza dessa técnica de colagem de milhares de pedacinhos de papel.
Pra conhecer mais do trabalho desse grande artista, que também é ator, cenógrafo e figurinista, clique aqui.
E Salve Jorge, o Santo Guerreiro! O santo com a cara do povo brasileiro!

22.4.08

Ítalo Rossi "é mara"!!!

Vivendo o afetado marido da síndica do "Jambalaya Ocean Drive", Ítalo Rossi cai no gosto do público jovem e flerta com um grande sucesso popular na televisão...
A minha geração se habituou a assistir o grande Ítalo Rossi em papéis menores nas novelas de TV, onde ora aparecia como mordomo, ora como delegado. Sempre muitíssimo elogiado, Ítalo construiu, ao longo de mais de cinco décadas, uma carreira baseada no teatro.
Agora, finalmente um tipo popular para que, ao menos os nascidos a partir dos anos 80 do século passado, como eu, conheçam a genialidade desse grande artista. Hoje, Ítalo esteve impagável ao fazer de seu Ladir, de "Toma lá, dá cá", uma vítima da epidemia de dengue. De pijama cor-de-rosa e abraçado a um bichinho de pelúcia, o afetado esposo de Dona Álvara repetia o seu bordão incessantemente. Pra ele, tudo é "mara". Questionado por Celinha, personagem de Adriana Esteves, Ladir justificou o bordão onipresente: "É que eu já cheguei à essência, Celinha. E a essência é mara!"
Fato é que Ítalo chegou à essência! E é muito bom rir com ele!
Aliás, antes de encerrar o post, preciso dizer que o episódio de hoje da sitcom global foi muito bom! O texto estava ótimo e as sátiras da epidemia que assola o Rio de Janeiro fizeram lembrar que, muitas vezes, as frases ditas por certos políticos rendem boas piadas. Piadas que, no entanto, só têm graça quando levadas para a ficção...

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 3

A notícia é séria e importante: moradores da Grande São Paulo sentiram, há poucos instantes, a terra tremer. A Rede Record foi a primeira a noticiar o fato, em meio ao "Tudo a Ver". Ainda sem muitas informações, a apresentadora Carla Cecato noticiou o tremor e disse que, inicialmente, a sensação foi confundida com a de um trem do metrô passando.
Na Globo, cerca de três minutos depois, William Waack fez uma chamada do "Jornal da Globo" anunciando que, por volta das "vinte uma horas e cinco da noite os moradores da Grande São Paulo sentiram a terra tremer".
Como assim vinte uma horas e cinco da noite? Existe vinte uma horas e cinco da manhã? Da tarde? Será que tamanha redundância serviu para evitar que o espectador mais distraidão confundisse o horário do tremor? Ou será que a sacudidela no chão chacoalhou a cabeça - e as idéias - de algum redator global, hein?

21.4.08

Esperando na coxia...

Era comum ouvir histórias de grandes amores. Histórias lindas e simples, de gente que se encontra no ônibus, a caminho do trabalho, se apaixona e é feliz. Gente que estuda na mesma turma na escola, namora, casa, tem um monte de filhos e é feliz. Gente que esbarra na rua na tal outra parte da laranja; ou que, simplesmente, bate no carro da tampa de sua panela e, enquanto a polícia chega pra registrar a ocorrência, a magia do encantamento surte o efeito e tem início uma longa jornada de felicidade.
Histórias...
Nunca vivera nada que fosse além de um belo ensaio de uma grande história. Como numa grande peça, às vésperas da estréia. Discutia as cenas que viriam, as marcas, a intenção de cada fala; traçava na mente as rotas que seu personagem percorreria em meio à ação. Ensaiava com outros atores desse grande teatro que é viver. Mas a peça dos seus sonhos, no entanto, nunca conseguira encenar...
Sentia-se como o ator que, em meio a oportunidade de estrelar um grande espetáculo, recebe do autor um papel pequeno, com poucas falas. Um artista ciente do próprio talento, sem chance de mostrar o melhor que poderia oferecer. Privado da oportunidade de dividir grandes e inesquecíveis cenas, tentava se mostrar contente e realizado em meio à pequeneza do papel que lhe fora reservado.
Mas seguia ciente da capacidade de viver grandes histórias. Simples ou não. Esperava, apenas, que o autor atentasse para esse seu talento...

Caso Isabella dá novo fôlego ao filão policialesco na TV

José Luiz Datena, da Band, e Geraldo Luis, da Record: no comando de atrações que usam e abusam de reportagens policiais, os dois têm até o mesmo jeito de falar e de emitir opiniões contundentes. Mas Datena chegou primeiro...


Feriado em casa, uma excelente oportunidade para conferir o que anda bombando na TV aberta. E, na hora do almoço, resolvi sintonizar o "Balanço Geral", da Rede Record. Antes, um esclarecimento: graças a operadora de TV paga, recebo em casa o sinal paulista da Record e, por isso, vi o programa comandado por Geraldo Luis e não a versão carioca, comandada pelo não menos polêmico Wagner Montes.
Pra quem não conhece, serei breve na descrição: o "Balanço Geral" nada mais é do que uma nova versão do velho "Cidade Alerta", que a mesma Record extinguiu alegando que não traduzia mais a filosofia do departamento de jornalismo da rede. Até o apresentador, meus caros, tem ares de clone de José Luiz Datena. Mas, como toda cópia, Geraldo - que até fala alto e gesticula como o Datena original - já sai atrás na corrida pelo posto de "mais polêmico apresentador da televisão brasileira".
Hoje, boa parte do programa - se não todo ele, já que troquei de canal antes do fim - foi dedicado ao caso Isabella. E pelo discurso, ficou claro que a Record não engoliu bem o fato de ter perdido a corrida por uma entrevista exclusiva com o casal indiciado pelo crime. Furada pela concorrência, a emissora foi defendida pelo apresentador do "Balanço Geral": "Nós, do jornalismo da Record, estamos do lado da Record, da verdade e da Isabella". Pouco depois, disparou: "Aquela entrevista, a meu ver, foi um depoimento de defesa", dando clara demonstração de que a tática é desmerecer o trabalho levado ao ar pelo "Fantástico" na noite de ontem, que rendeu 42 pontos de pico de audiência para o programa global.
Ao mesmo tempo em que tentava desqualificar o trabalho da concorrência, Geraldo agradecia "ao Brasil e a São Paulo pela confiança e pela audiência". O agradecimento é pertinente: o "Balanço Geral" tem brigado feio pela liderança no Ibope da capital paulista. Hoje, com uma promotora de justiça comentando, no estúdio, os rumos da investigação, a audiência deve ter mesmo ficado lá em cima.
Esse tipo de jornalismo não me agrada. E achei que não agradasse mais ao público também. Mas, infelizmente, além de chocar o país, o caso da menina Isabella também contribui para dar força a um gênero que parecia cada vez mais enfraquecido. Agora, enquanto escrevo esse post, a TV está sintonizada no "Brasil Urgente" e Datena anuncia uma enquete via SMS sobre a entrevista exibida no "Fantástico" de ontem e reprisada há pouco, no próprio programa da Band. E já são mais de 50.000 torpedos enviados por pessoas que querem opinar sobre a sinceridade do casal durante a conversa com o repórter global Valmir Salaro. Impressionante!
Já que o post acabou indo além do "Balanço Geral", vale uma ressalva: muita gente se queixando, nas ruas, na TV e na Internet, da falta de "aperto" do repórter do "Fantástico" durante a entrevista com Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eu, que prefiro a prudência, pergunto: será que as perguntas mais contundentes fizeram falta? Ou a natureza das declarações dos dois já falam por si só?
Como jornalista, claro que o ímpeto é o de perguntar sobre os pontos mais fundamentais da investigação, sobre as conclusões da perícia que, até aqui, têm derrubado a tese defendida pelo casal. Mas, num caso como esse, ouvir o discurso dos dois indiciados - ainda que em declarações superficiais - é um passo importantíssimo e sinal de que a mídia busca cumprir o papel de levar a conhecimento público os dois lados da história. Por mais que, como estejamos notando até aqui, polícia e público já demonstrem ter encontrado o lado mais próximo do que, de fato, parece ter acontecido...

Da série: "a pergunta que não quer calar" 2

O que faz um padre querer voar pelos ares amarrado a balões de festa, meu Deus? Como diria minha amiga Naila Oliveria, "com que objetivo?". Não sou um exemplo de fiel, mas posso apostar que há meios mais seguros para alcançarmos o Altíssimo!!!
Será que alguém achou que isso poderia dar certo?

20.4.08

O caso...

Eu bem que tento não falar do assunto mas não dá. De tarde, li a versão onlina da Veja e fiquei completamente chocado - ainda mais, claro - com a descrição dos momentos que antecederam o assassinato da menina Isabella Nardoni.
À noite, a Globo levou ao ar o furo do ano: a primeira entrevista com os indiciados pela morte da garota: o pai e a madrasta. Ainda não tenho os dados, mas é certo que a audiência do Fantástico bombou durante a exibição da matéria de Valmir Salaro.
Não dá pra tirar conclusões. Se a Veja bate pesado e chama, já na manchete, o casal de "frio e dissimulado", na Globo eles se mostraram emocionados e vitimados pela tragédia que, incontestavelmente, se abateu sobre suas vidas - e sobre toda a família.
Mas nada me chocou tanto quanto uma ilustração da matéria da Veja, que retrata o momento em que o agressor jogou a menina pela janela. Pensar que alguém teve a coragem de soltar aqueles bracinhos lá do alto ainda é algo que me assusta muito. E penso, honestamente, que merece ser chamado de monstro quem teve a capacidade de cometer um absurdo desses! Um monstro que, independente de quem seja, pra mim, não tem a menor chance de recuperação...

Um banquinho, um violão e um grande amor...

Naquela noite sonhou que era cantor. Estava no palco e podia avistar, na platéia, seu grande amor. A casa de espetáculos estava lotada, o público cantava todas as músicas juntinho; não havia dúvidas de que se tratava de um artista bem sucedido...
Num momento qualquer do show, pediu licença para dedicar "uma canção especial a um alguém igualmente especial". Olhou para a banda e, a capella, cantou os primeiros versos da música que tanto apreciavam e que, ao menos uma vez, cantaram juntos. Uma linda canção que tantas vezes ouvira pensando em seu grande amor; agora ali, na primeira filha, ao alcance dos seus olhos.
E foi assim, olhando para aqueles outros olhos - os mais belos e puros que já pudera avistar - que cantou toda aquela canção. Controlando-se para conter a emoção que poderia comprometer a interpretação, e dizendo, apenas com o olhar, que todos os versos da música e todos os demais, de todas as outras músicas que cantara e que viria a cantar, tinham, para ele, o mesmo significado: eram a síntese do amor que sentia. E que iria sentir pra sempre.
No fim, aplausos. Lágrimas no palco do sonho e no travesseiro da vida real. E um dia inteiro com os versos de "Eu sei que vou te amar" na cabeça...