12.6.07

Esperando Aviões


É...dia dos namorados. Sigo aqui, "esperando meu avião". Aí vai Vander Lee, com uma música que faz parte da minha playlist há tempos.
Desejo um excelente dia aos casaizinhos apaixonados...

8.6.07

Los Hermanos: som ruim, emoção, aplausos, coro e muita maresia na Fundição...

Fim de show: Marcelo Camelo agradece os aplausos de uma platéia apaixonada pelos Hermanos

Bom, de cara eu digo que se você espera uma resenha completa do show dos Hermanos, do dia 07, vale a pena ler a matéria publicada pelo G1. Aqui, vou escrever apenas as minhas impressões.
O som da Fundição é muuuuito ruim! Tudo embolado, instrumentos em primeiro plano e as vozes de Camelo e Amarante lááááá longe. Uma pena! Quando a canção é um dos hits da banda, tudo bem: você entra no clima e vai cantando do início ao fim. Agora, quando a música não é tão familiar, fica impossível até de captar algum verso pra tentar buscar a letra no google depois. Muito ruim mesmo! Isso sem falar num "problema técnico" que a equipe da banda passou a noite inteira tentando resolver. Sem sucesso!
A platéia - como sempre - deu um show! Coro em praticamente todas as músicas, palmas batidas no compasso dos sucessos da banda e aplausos calorosos no final de cada uma das 25 pérolas do repertório do grupo. Agora, cá pra nós: muita gente muuuuuito doida! Antes da primeira música, vi duas pessoas passando carregadas. O povo pisa fundo demais na bebida. E em otras cositas más, que deixam o ar insuportável pra quem (como eu) não é chegado a um cigarrinho da capeta...
E Anna Júlia apareceu! Muitos fãs torcem o nariz pro hit mais pop dos Hermanos, mas todo mundo se acabou cantando os versinhos e pulando ao som das guitarras. Pra mim, um momento bem bonito: no show antes do recesso, vi (pela primeira vez) os caras tocando a música que me fez conhecê-los. E lá se vão 10 anos...
Foi uma noite bonita! Mas, não sei explicar bem o motivo, ainda prefiro o show de lançamento de "4", o álbum mais recente da banda. Mais bonito, mais festivo. Mais alegre. Também, é fácil entender: aquele não era um show de despedida...

7.6.07

"Xisssssss"

Alguém tem alguma dúvida de que essa foto da Dercy vai fazer a alegria do Kibeloco???
Impagável!!!
A foto ilustra a matéria da Folha sobre a festa de 100 anos da atriz, realizada em São Paulo. Dercy já tem 102, mas o pai a registrou com dois anos de atraso. Cansada, a comediante não ficou na comemoração por muito tempo. Mas ainda terá outras oportunidades de comemorar: dia 23 é o dia em que, oficialmente, a atriz celebrará seu centenário.
Parabéns pra Dercy! E pro fotógrafo que captou esse momento tão espontâneo da aniversariante...
PS.: Pesquisei e vi que a foto é de João Sal, da agência Folha Imagem. Tá dado o crédito!


6.6.07

Despedida em 3 atos...


Pois é! Eu vou!!!!
Depois conto aqui como foi o primeiro dos três últimos shows dos "Hermanos" antes do "recesso por tempo indeterminado". Aliás, ainda falando da minha banda preferida, vale elogiar a matéria de capa do Segundo Caderno do Globo de hoje. Deixa bem claro peso do som dessa rapaziada barbuda!
E quem quiser entrar no clima, o G1 também preparou uma matéria bem bacana sobre os últimos shows da banda. Fala-se em 3 horas de duração, é mole? Vale a pena espiar (a matéria, e o show, claro!!!)

5.6.07

Tirando o cavalo da chuva...

Não havia razão para sonhar mais com o dia em que a chuva poderia estiar. Sentiu o peso do ridículo doer-lhe sobre os ombros. O peso de quem tinha sido enganado por uma esperança traiçoeira, que, de alguma forma lhe dizia o tempo todo que a tempestade poderia acabar e que o tempo poderia virar. A seu favor.
Não havia virado...
Não viria a virar...
Enquanto pensasse daquele jeito, sabia que poderia seguir à espera de um dia de sol que nunca chegaria. Uma pena...Chorava debaixo da chuva e as lágrimas se perdiam com as lágrimas que as nuvens pareciam chorar só em sinal de solidariedade. Tinha esperado tanto por aquele dia...! E só agora se dava conta de quanto havia sido longa toda aquela espera. De como tinha se alegrado com pequenos sinais de consideração, de doçura, de carinho. Afagos que até sabia sinceros, mas que, muito provavelmente, ganhavam dimensão muito maior. A dimensão de todo o amor que queria poder dar. E que nunca pôde. E só agora percebia tudo.
Caminhou alguns passos sob a tempestade e encontrou o cavalo, sua única companhia durante toda aquela longa espera. Estava molhado demais, mas ainda firme. Tinha a força de quem já havia superado chuvas tão fortes quanto aquela algumas vezes. A força de quem sempre sabe rumar para dias melhores. Para tempos melhores. Acarinhou o animal, que lhe olhou como se sentisse toda a tristeza decorrente daquela escolha. Com certa dificuldade, subiu e sentou na sela. Respirou fundo e deixou-se levar à galope. Sem mágoas. Sem esperanças. Sem destino. E com o peso de quem tinha passado mais ou menos um ano inteiro esperando aquele sol; um ano inteiro em busca de um sonho grande demais para se tornar realidade...

4.6.07

Muito bem bordado...

Rodrigo Maranhão é um compositor que conheci através dos discos e shows de Maria Rita. São da autoria dele "Caminho das águas", o primeiro single do segundo disco da moça, e "Recado", do mesmo álbum. Eis que, agora, o rapaz resolveu dar a cara pra bater num cd próprio: "Bordado", que tem belíssimo projeto gráfico assinado por Cássia D'Elia.
São 11 faixas. Maranhão canta, toca violão, ganzá, cria efeitos e bate palmas. A sonoridade é bem bacana: regional e global. A voz do Rodrigo cai como uma luva para interpretar suas belas canções, cheias de referências a uma brasilidade que anda em falta nas prateleiras das lojas de discos.
Além das duas canções gravadas por Maria Rita - no disco, em leitura do próprio autor - destaco a bela "Noites do Irã" (me diz quem ditou essa moda / e quem vai julgar o juiz / e quem vai viver de mentira o sonho de outro país).
Em suma: comprei hoje e não parei de ouvir ainda. Tá mais do que recomendado!

À deriva...

Mar azul sob o casco, o sol ainda brilhava de fazer doer as vistas quando sentiu os ventos o abandonarem. Foi quando as velas murcharam e, mesmo sabendo pra onde deveria rumar, parou. Traído pelo velho motor, fraco demais para fazê-lo andar. Traído pelos bons ventos que até ameaçaram, mas nunca chegaram a soprar de fato. Parou. Ali, no meio do tudo. No meio do nada.
Olhou para além da proa e viu aquelas ondinhas pequenas, razão do sacolejar de sua embarcação. De onde vinha a força para aqueles movimentos incessantes? Que força era aquela, insistente, incansável, invejável? Força que lhe faltava: nas velas, no motor...e, também, dentro de si mesmo...
Mas a força - e os (bons) ventos - viriam, era questão de tempo. Só esperava que fosse antes de resolver pular no mar azul e rumar em outra direção. Não há calmaria que dure eternamente. Mas também não se imaginava esperando muito mais por um vento que não dava o menor sinal de estar disposto a soprar...

2.6.07

Surpresa no cemitério...

Dando aquela vasculhada nas notícias da manhã, uma história me chamou atenção, logo na home do G1. "No funeral, irmã descobre que irmão está vivo", diz a chamada de capa. Não resisti e cliquei. Li a matéria toda e achei meio surreal a história do sobrinho que reconheceu como sendo do tio o corpo de um estranho.
Imagina a situação: no meio do velório, alguém tem a idéia de abrir o caixão e todos descobrem que o morto não é o morto da família. E, pior (melhor?) que isso, descobrem que o morto está vivo! Eu hein! Se fosse no cinema, a gente iria logo pensar que essas coisas só acontecem na ficção.

1.6.07

Os transeuntes...

Naquele início de noite, passava pela rua mais movimentada do centro de sua cidade quando notou aquele olhar. Em poucas frações de segundo, notou que não era um olhar qualquer. Aqueles eram olhos de desejo. Cruzaram-se ainda olhando um para o outro, e não pôde evitar um sorriso. Também tinha gostado do que acabara de ver. Sim, acabara de ver...
O que poderia fazer além de ver e sorrir? Correr atrás, pedir o telefone? Impensável! Estranhamente, sentiu vontade de olhar novamente. Virou-se para trás e, batata: ainda era o alvo daquele olhar. Seguiu em frente e o gesto de olhar para trás se repetiu por mais duas ou três vezes, sempre correspondido pelo olhar alheio. Da última vez que olhou, não viu. A multidão já tinha se encarregado de separá-los.
Para sempre?

More than words


Engraçado como certas coisas ficam no inconsciente da gente, guardadinhas, juntando poeira. Um belo dia, algum neurônio-metido-a-diarista revira tudo e traz certas lembranças à tona.

Essa canção veio à tona ontem. Não me saiu da cabeça o dia todo - e olha que nem toca em nenhuma playlist minha. Extreme, canção com (pelo menos) 14 anos. Escutei várias vezes e constatei: continua bonitinha. Continuo gostando dela...
Espero que vocês também!

30.5.07

A rede e os e-malas...

Blogueiro se revolta com as malas do ciberespaço e critica e-mails, scraps e outras chatices cometidas por "usuários-sem-noção" da grande rede de computadores

Parece que, a cada época, os criadores de spam inventam uma chatice diferente pra encher o meu, o seu, o nosso saco! Depois do já famoso "aumente seu pênis", que lotou trocentas caixas de e-mail por um bom tempo (e que, vez por outra, ainda pinta...ops...eu disse PINTA!!!); agora é a vez das mensagens que prometem dietas milagrosas. "Perdi 12 kg em duas semanas", dizia uma das mensagens recebidas por este blogueiro aqui. Sem contar que essas maravilhas da endocrinologia chegam, na maior parte das vezes, pelo orkut. Muuuuito chato!
Por falar nesse universo de chateações do mundo virtual, não posso deixar de comentar os e-mails com arquivos em Power-Point. Deleto TODOS! É muito enlouquecedor alguém imaginar que você pode querer receber um clipe de fotos de araras-azuis no meio da tarde, durante o expediente. Nada contra as aves, mas é muita falta de noção! Sem falar das paisagens! Todas lindas! Mas prometo que vou buscar imagens delas na rede quando EU quiser vê-las. Não é melhor assim?
Meus amigos sabem que não sou um cara antipático, metido, nada disso! Mas não leio mensagens com poesias, textos "edificantes", correntes, e nem aquelas mensagens enviadas pra lista toda desejando um "bom dia". E também nunca respondo a esses tipos de e-mails! Acho perda de tempo. Mesmo! Não é nada pessoal, só prefiro investir o tempo livre em outras coisas.
O tempo é um dos bens mais preciosos atualmente. Perdê-lo com bobagens é algo que, realmente, eu procuro evitar...! Muito melhor aproveitar aqueles cinco minutinhos de folga para escrever um e-mail ainda que curtinho, pra saber notícias de alguém, mandar um beijo pra um alguém especial. E deixar as araras na delas, curtindo as belas paisagens desse mundão de meu Deus...
Quanto ao pênis e aos quilos a mais, a gente vai se virando como pode...(ops...eu disse PODE!!!rs...)

Vai tomar no c...na Globética!!!

A mais recente febre da internet brasileira, o vídeo "Vai tomar no c..." (sim, esse é um blog familiar) teve um longo trecho exibido há pouco, na rede de televisão mais importante do país. Estrelado pro Cris Nicolotti, o clipe já foi visto por mais de 400.000 pessoas no YouTube, gerou várias outras versões e até remixes. Hoje, certamente, a debochada - e desbocada - produção conquistou mais alguns milhões de fãs.
O convite para que a atriz desse uma entrevista no mais popular talk-show do Brasil é sintomático. Assim como a própria exibição do vídeo: a televisão, e a mídia, em geral, parecem estar se rendendo aos encantos da internet. Algo que Cris Nicolotti soube explorar bem, no melhor estilo cross-media: produziu o clipe para promover um projeto teatral. Virou boom na web, ganhou espaço em jornais, sites, blogs e, hoje, chegou ao plim-plim. Sorridente, a atriz contou que há três gravadoras interessadas em contratá-la. Falou de sua trajetória profissional e ainda deu um belo exemplo de como a vida imita a arte: uma associação de proctologistas se somou ao time de patrocinadores de seu espetáculo teatral.
Em entrevistas anteriores, a atriz já se disse surpresa com a força de seu fenômeno na web. Fui dar uma fuxicada no orkut e constatei: a moça está mesmo bombando! Uma busca por "Cris Nicolotti" resulta em cinco comunidades. A maior delas tem mais de 1.400 integrantes. Agora, a que mais me chamou a atenção foi: 'Cris Nicolotti a Diva da MPB', formada por 131 fãs de carteirinha da estrela do momento.
Bom demais pra quem queria apenas mandar todo mundo "tomar no c...", né???

29.5.07

Brasileira garfada?

Miss Universo: nem a japonesa acreditou que levou a melhor...

Antes de mais nada, quero dizer que não sou daquele tipo ufanista, que acha sempre que o "nosso" Brasil deva levar a melhor sempre. Amo meu país, mas não sou um fanático...
Dito isso, vamos à razão desse post: o que foi a decisão do concurso Miss Universo? Garfaram feio a representante do Brasil, Natália Guimarães. Linda, belo corpo, belo sorriso. E faturou o segundo lugar. Estaria tudo bem, se a vencedora fosse mesmo um mulhersão de fazer frente à brasileira. Mas...não era! Riyo Mori, a campeã, levou um baita susto ao ouvir seu nome no momento da decisão final do júri. Ela parecia não acreditar...tampouco a gente!
Mas o destaque, sem dúvida, foi a Misstabaco, dos EUA! Toda elegante, cheia de classe, meteu o popozão no chão com toda a pompa e circunstância, junto naquele, que provavelmente, era o dia mais importante de sua vida. Sem contar que a videocassetada foi transmitida para uma audiência estimada em 1 bilhão de pessoas! Aqui no Brasil, parte da transmissão, realizada pela Rede Bandeirantes, conquistou a vice-liderança na audiência. Pobre compatriota de Tio Sam: além de aturar as vaias durante sua performance, ainda se sagra uma fortíssima candidata ao prêmio de Mico do Ano!!! É...quem disse que vida de Miss é fácil???

27.5.07

Baú de histórias...

Final de semana leve, feliz...e de muito trabalho! Mas um trabalho diferente, cheio de motivação pessoal. Dias dedicados a revisitar memórias de família, rever parentes distantes e conhecer tantas e tantas histórias de dor, sofrimento, alegria e realização: tô fazendo um documentário modesto sobre os 80 anos da minha vó. Fazendo mesmo, no sentido mais artesanal que isso pode ter: da pauta até a edição, passando pela captação de imagens, pela pesquisa de fotografias antigas e pela escolha da trilha incidental - esta, com a ajuda de um grande amigo. O prazer é tamanho que, depois de um dia de gravação, chego em casa ávido por colocar o material pra dentro do PC e começar a pré-edição.
Em suma: tô feliz da vida. Por poder registrar tantas histórias (descobrindo muita coisa bonita), rever tanta gente e por achar que vou conseguir fazer uma bela e merecida homenagem à dona Zezé...
Família é algo importante pra caramba, minha gente! E é bom demais se cercar desse amor sempre que dá.
[]s pra quem é de []s, Bj pra quem é de bj e uma ótima semana pra todos!!!

26.5.07

Soundtrack

Toco teus lábios e sinto como se o chão me faltasse sob os pés. Teu gosto, meu sabor predileto, toma conta de minha boca, me acende a chama que, de fato, nunca estivera apagada. Ardo e quero mais de ti, de tua boca. Quero fazer-te extensão de mim, quero te olhar e me encontrar no fundo dos teus olhos doces, serenos e claros como sei que é a tua essência.
Vens para mim, e ensaiamos uma dança. A coreografia tem seu apogeu no momento em que nossos corpos se encostam, se apertam, se fazem apenas um. Não há alguém para conduzir. Arfantes, nos conduzimos simultaneamente ao ponto máximo de nosso balé particular, intenso e suave. O ritmo é marcado no compasso da tua respiração ofegante, o som que mais gosto de ouvir, e que também me faz responder da mesma forma, como sempre acontece com aquelas músicas que não saem de nossa cabeça. Canto junto contigo. Piro junto de ti: enlouquecido, apaixonado e feliz nos braços de alguém que me faz tanto bem.
Lado a lado, aproveito a graça de te ter por perto para me aquecer. De ter você pra olhar, de te ter pra me olhar sempre. Olhamos um pro outro e um pelo outro; e é essa a beleza dessa música que criamos juntos. Sigo te olhando e tenho a certeza de que você é a minha música predileta, a que não me sai da cabeça por um instante. Com todos os teus versos (os que me diz e os outros tantos que, quando a saudade aperta, imagino você dizendo). Você, meu hit, não me cansa. Não me sai da cabeça. Não desafina nunca. E é a trilha sonora mais perfeita que alguém poderia ter imaginado para a minha história...

PS.: A ilustração desse post é uma fotografia estilizada da escultura "The Kiss" (O beijo), de Auguste Rodin. Se quiser saber mais sobre esse grande artista, é só dar uma clicadinha aqui.

25.5.07

Tristesse


"Virou história em sua vida, mas pra mim não morreu..."
Adoro essa música. Adoro esse primeiro DVD da Maria Rita. E adoro pensar que as coisas são como são porque, na maior parte das vezes, é assim mesmo que elas devem ser.
Pra você, minha garotinha, deixo um beijo. Foi bom ouvir hoje que você me entendeu; que sabe que eu só quis (e quero) o seu bem. A vida é uma só, a gente está no mundo pra batalhar e ser feliz. É o que quero pra mim e, também, pra você. No caminho eu pensei que é melhor mesmo deixarmos tudo congelado. Assim, vamos ter sempre na memória lembranças gostosas, intensas, boas e felizes. E isso é pra poucos...
Bj pra você, menina bonita, cheirosa...e gostosa! (Olha a baixariaaaaaaaaa!!!)

23.5.07

Telejornal ou meio telefone, meio jornal?

Novidade ou reinvenção da roda? Formato novo do SBT Brasil põe apresentadores para conversar por telefone com os espetadores...

O fato de apresentar um programa ao vivo às sete da noite acabou me afastando um pouco do lugar de telespectador. Pouco paro em frente à telinha nos dias em que estou "no ar". Por isso, acabo ficando por fora de muita coisa que rola no horário nobre da TV. Hoje, no entanto, peguei um bom trânsito e cheguei em casa a tempo de conferir o SBT Brasil. Na bancada, Cynthia Benini e Carlos Nascimento apresentam as principais notícias do dia. Até aí, tudo tranqüilo. Cynthia, meio patrulhada por ter participado de uma das versões da Casa dos Artistas, não faz feio ao dividir o comando do jornal com o velho Nascimento: tem boa voz, boa locução, está bonita e me pareceu bastante segura. Seu companheiro dispensa comentários: é craque do ramo!
Tudo ia muito bem até o jornal exibir sua porção 100% SBT: telespectadores ligam e participam do jornal. Hoje, a "pergunta do dia" era: "você acha que o fumo atrapalha os relacionamentos?". A questão era baseada numa dessas pesquisas internacionais. Nascimento atende o primeiro telespectador. O rapaz acha que sim, o fumo atrapalha. Revela-se fumante e, além disso, confessa detestar o próprio vício. Cynthia, então, ouve a segunda participação: mais um espectador detonando o fumo: "as pessoas nem gostam de apertar uma mão cheia de nicotina", diz o rapaz de São Paulo. Gancho para a terceira ligação. Carlos Nascimento atende e ouve a telespectadora mais, digamos, "direta" da noite: "Ah, atrapalha sim! Porque o fumo causa a impotência sexual". O apresentador é seco: "Obrigado", ele diz, e logo complementa: "Depois do intervalo, você vai ver..."
Sei lá. Acho bacana inovar, mexer nos velhos formatos da TV. Mas fiquei com a sensação de que não é necessariamente conversando com o telespectador por telefone que chegaremos a um modelo mais interessante de telejornalismo.

Sílvio Santos e a "rainha do fora"


Sou meio reticente com relação aos posts com vídeos do Youtube. Utilizo o recurso muito de vez em quando, e sempre tomo o cuidado de dar um tempo entre uma postagem e outra. Mas esse vídeo (na verdade, a união de dois trechos) me fez mudar de idéia.
O programa: "Qual é a Música". O ano: 1986. O astro: Sílvio Santos. A coadjuvante: uma simpática menininha que insiste em dar "uma adaptada" em todas as letras das canções.
Ri muito vendo, e acabei me dando ao trabalho de baixar os dois trechos, editá-los num só vídeo só pelo prazer de subir tudo aqui no B@belturbo. Vendo essas imagens a gente entende bem a razão do sucesso do Sílvio Santos: ele é uma figuraça! E não se intimida por não ser "politicamente correto" e, como quem não quer nada, dar uma bela sacaneada na menininha.
E como diria Cissa Guimarães: "há 21 anos, direto do túnel do tempo..."

O tempo e a traça...

Revirando as gavetas, numa daquelas arrumações intermináveis que todos evitam ao máximo começar, encontrou o pedaço de papel de carta. Faltava a parte de cima, e logo percebeu que uma traça havia saciado sua fome por ali. Todo o primeiro parágrafo daquela carta agora não existia mais. Penalizou-se ao notar que aquela parte de sua história havia sumido. E pôs-se a ler o que o tempo - e a traça - tinham poupado...
"Então, te pego no colo e olho em teus olhos tristes. Olhos de quem não teve um bom dia. Tento confortar, arrancar ao menos um (esboço de) sorriso dessa boca linda, tão boa de beijar e de ver rindo. Quero ouvir sua voz novamente alegre, com aquele astral bom que só você tem.
Quero te ver feliz. Te fazer feliz. E ser feliz contigo."
Guardou no bolso o resto da carta. Sorriu, olhando para o porta-retratos na estante. Lá, seus olhos e aqueles outros olhos irradiavam apenas alegria. A prova de que o tempo repara tudo. E põe no lugar certo tudo o que deve ser posto.

Elephant - Damien Rice

Quanto mais ouço, mais apaixonado fico pela beleza dessa melodia, pelo modo como esse cara canta. E por toda a melancolia que a gente acaba sentindo diante dessa interpretação...