31.3.06

De volta pro aconchego

Semana corrida demais! Astronauta brasileiro indo pro espaço (tema de uma das minhas próximas matérias), estréia do programa em 2006 (que péssimo fazer a barba todos os dias...rs!) enfim...nem deu pra passar por aqui com muita freqüência. E também, se desse, eu não teria o que escrever. Tive pouco tempo pra pensar em textos, pra organizar minhas idéias. Mas agora, voltamos com força total!!!rs...
É isso! Tô de volta!
[]s!

30.3.06

Chuva


E então, a chuva cai; vale de lágrimas derramadas no chão.
Lava dores, tristezas e mágoas.
Leva o vazio que preenche o interior do coração...
E traz a esperança de que, em breve, o sol volte a brilhar.

My song

Me dá um beijo então
Aperta a minha mão
Tolice é viver a vida assim
Sem aventura
Deixa ser pelo coração
Se é loucura então melhor não ter razão

29.3.06

Torcida

Será lançado daqui a pouco o foguete com o primeiro astronauta brasileiro.
É a primeira vez que a gente manda um brasileiro pro espaço. E ele vai feliz da vida!
Só resta torcer pra tudo correr bem!
Sorte!!!

Correria II

Semana de muito trabalho e poucos posts. Desculpem a nossa falha, ok?
Vou tentar atualizar sempre durante a noite/madrugada. É quando dá...!
[]s a todos e obrigado pelas visitas!

28.3.06

Renúncia

Nunca mais dia.
Nunca mais noite.
Nunca mais risada.
Nunca mais lágrima.

Nunca mais conversa.
Nunca mais abraço.
Nunca mais pressa.
Nunca mais tristeza.

Nunca mais holofote.
Nunca mais arte.
Nunca mais ribalta.
Nunca mais aplauso.

Nunca mais janela.
Nunca mais essa vista.
Nunca mais outro pulo.
Nunca mais esse vento.

Nunca mais o chão.
Nunca mais eu.
Nunca mais nada.
Nada mais...

* O que é um blog se não um espaço pra escrevermos sobre aquilo que nos toca, né?

26.3.06

A chave pra mudar o mundo: tolerância!


Uma vez, participando de uma reunião de pauta, essa palavra apareceu. Era, de acordo com o orador, a única saída possível para o mundo atual. Tolerância nas relações humanas, tolerância religiosa, tolerância com as diferenças. E isso não tem nada a ver com o "vocês vão ter que me engolir", do Zagallo. Tolerar não é "engolir"; é aceitar e respeitar. E, além disso, saber conviver; viver junto.Acho a tese perfeita. Hoje em dia o que mais a gente vê por aí são exemplos brutais de intolerância. Palestinos e Israelenses; intolerância no Iraque; intolerância dos playboys que espancaram um casal de garotos em Ipanema; intolerância racial...! Intolerância por toda a parte...
A saída? Não seria eu a dizer qual é. Mas tenho por filosofia de vida evitar julgamentos. Sobre os outros, sobre suas atitudes. Quando quebro a cara - e isso acontece às vezes - lamento. Não por mim; mas pelo outro que perdeu uma grande chance de agir certo com alguém que só esperava isso dele.
A razão do texto? Bom, o tema foi sugerido pelo Gustavão Branco, fiel leitor aqui do Babelturbo. Agorinha, no MSN, ele me mandou uma mensagem bem bacana. Uma das frases que me chamou atenção foi essa aqui: "as pessoas compreendem o mundo não como ele é realmente, mas como elas são".
E se queremos um mundo melhor, sejamos todos melhores!
Valeu, Gustavo! Continue vindo sempre aqui. E a todos os outros amigos, abraços e o desejo de uma ótima semana!

Vitrine viva

Voltava pra casa, cansado depois de um dia de trabalho intenso. No bom e velho ônibus com ar condicionado, começava a me preparar para dormir. Entre uma e outra ajeitada na poltrona, olhei pela janela. E vi. Lá estava ela, dentro do outro ônibus, na minha direção. Moça bonita, traços finos. Não precisei gastar muitos neurônios pra deduzir que também voltava de um cansativo dia de trabalho. Estava na cara! Tinha a cabeça recostada numa das mãos, olhar voltado primeiro pra janela e para a paisagem de congestionamento que ela lhe oferecia. Depois, seus olhos se voltaram pra mim. O sinal fechado, culpado por aquele nosso encontro, me remeteu à canção de Paulinho da Viola. Ficamos assim, olhando um pro outro, durante aqueles poucos segundos que pareceram meses. Por um instante, tive a impressão de que ela tentava me perguntar alguma coisa. E também achei que ela, de longe, empenhava-se para intuir minha resposta...
Luz verde. Buzinas impacientes de motoristas eternamente estressados. O ônibus dela partiu na frente, e ainda assim nossos olhos permaneceram agarrados, atraídos. Sorri, como se com isso lhe pudesse dizer um "muito prazer" e, também, um "adeus". Ela retribuiu. Olhei-a até não conseguir mais alcançá-la com meus olhos. E sei que vai ser difícil esquecer daquela troca intensa de olhares com uma moça toda pintada de prata...

25.3.06

Recomendo...


Saramago é um mestre! Comecei a ler "As intermitências..." e estou fascinado. É o tipo de livro que te prende e que te transporta pro lugar onde tudo acontece. A história é a seguinte: num país fictício, na virada de um ano, um fenômeno inédito acontece: as pessoas param de morrer. Doentes em estado terminal, vítimas de acidentes de trânsito, e até a moribunda rainha mãe permanecem vivos, agarrados a um sopro de vida que os médicos não conseguem entender. E nem explicar! E por aí vai...
Engraçado, emocionante e curioso. Excelente pedida!!!
Pra quem quer saber um pouco mais sobre o autor, é só clicar aqui.

A metáfora do barco parisiense...


Estava num barco, dentro do parque de diversões. Risadas de todas as nacionalidades ecoavam naquele gelado fim de tarde europeu. O lugar, frio ao entardecer, oferecia um espetáculo e tanto aos turistas ávidos por toda a claridade da Cidade Luz. A voz conhecida o chamou para dentro, para a parte coberta da embarcação. Devia se proteger do vento cortante que batia no rosto e parecia querer partir-lhe em dois. Declinou.
Ficou ali, pensamentos do outro lado do oceano, na companhia do vento ameaçador.Gelado por gelado, sabia que seu coração estava mais. Naquele momento sentiu que, como o barco, também fazia uma travessia. Só não sentiu que o que encontraria lá, na outra margem, seria tão melhor! Tudo mais leve, tudo mais tranqüilo. E sem o vento frio cortando-lhe o rosto...

24.3.06

O final de JK

Não vi a minissérie de ponta a ponta. Acompanhei assiduamente o início, mas a troca de elenco me fez perder um pouco do interesse. Não que o elenco da terceira fase, capitaneado pelo Wilker, seja pior que o das primeiras. Não é. Eu é que me desapeguei mesmo da história. Mas foi uma bela produção...
No último capítulo, destaque para Marília Pêra mais uma vez. E para Letícia Sabatella, no auge da beleza e do talento.

Ainda sobre o tempo...

Ontem, uma conhecida leu o post "Tempo, tempo, tempo, tempo". Ela se disse espantada porque, em sua concepção, eu seria jovem demais pra já me preocupar com isso. Não argumentei, não justifiquei. Sorri somente.
Quer um senso mais comum que esse? Seguindo essa lógica torta, só velhinhos podem se preocupar com a passagem de dias, meses e anos...! Mas o tempo não passa pra todos nós; crianças, jovens, adultos e velhos? Por que só os últimos devem se ocupar com esse tema?
Eu hein!

Olhos nos olhos*

Olhou e viu. Seus olhos encontraram os olhos que não mais queria ver. É, não queria encontrar aquele olhar naquele instante; olhos tão iguais, e tão diferentes...! Olhos que, por tantas outras vezes, deixou-se perder ao olhar. Olhos que, em tantas e tantas vezes, pareciam ser a expressão do mais bonito dos sentimentos.
Agora, apenas olhos. Um par deles, desviando dos seus. Assustados, afugentados talvez.
*Título extraído da bela canção de Chico Buarque.

23.3.06

Bravo!

Em tempos em que qualquer modelo vira protagonista de novela, como é bom ver uma atriz do quilate da Marília Pêra interpretando! Pra mim, roubou a cena no capítulo de hoje de JK.

Regina Casé, Seu Ico e eu...

Bom, depois do jabá do último post, lembrei de uma história bacana. Quando eu era moleque, lá pelo meio da adolescência, a Regina Casé tinha um programa na Globo chamado "Brasil Legal". Pra mim, um dos melhores programas que a TV brasileira já produziu. Era divertido, tinha curiosidades, informações interessantes sobre assuntos interessantes e - o forte da Regina - personagens incríveis! Numa das edições, o personagem foi o Seu Ico. Na verdade, Teodorico Pereira. Como eu era muito novo, não lembro ao certo o teor da entrevista, mas lembro que tinha um quê de sabedoria popular. O papo foi muito gostoso e, no fim, a doçura, a tranqüilidade e a simplicidade do entrevistado acabaram levando Regina às lágrimas. Tinha-se a clara impressão de que aquela era mesmo uma lição de vida...
Anos mais tarde, já profissional, viajo com a equipe para gravar em Goiás. Mais precisamente, na cidade de Pirenópolis. Temos uma reportagem a produzir sobre memória e patrimônio cultural. O carro da produção pára na frente de um casebre. Olho na pauta e vejo que vou conversar com um certo Teodorico. Na hora, um daqueles flashes de cinema tomou minha cabeça. As imagens do programa da Regina vieram à minha mente como se as tivesse assistido pela primeira vez na véspera. Perguntei e tive a confirmação: eu iria mesmo entrevistar o bom e velho Seu Ico. Foi um papo ótimo! É, certamente, uma das entrevistas das quais nunca mais vou esquecer. A vida me deu a oportunidade de receber a lição de vida daquele mestre por duas vezes. E sou muito grato por isso!
O que isso tem a ver com o post anterior? Bom, Seu Ico é tema de uma das reportagens de uma série sobre História, que o Salto para o Futuro exibe na primeira semana de abril. Quem quiser/puder ver, fica aqui o convite...
A parte triste vem agora. Pesquisando no Google uma foto para ilustrar esse post, descobri que Seu Ico morreu no dia 18 de janeiro deste ano, aos 79 anos. Uma pena...tem gente que não devia morrer...

Êeee coisa boa!!!

Quinta-feira, meio da tarde. Cheio de sono, brigo para terminar os roteiros que tenho que entregar. Falta pouco. Eis que, de repente, minha chefe diz que estou liberado amanhã, sexta-feira. Segundo ela, eu preciso descansar e me preparar para a estréia, segunda, dia 27, às 7 da noite, na TV Escola (Sky, canal 27 / DirecTV, canal 237 - olha o jabá!!!)
Resignado, aceito. E sorrio, que ninguém é de ferro!!!rs...

Ufa!

Da primeira vez que cheguei em SP por Congonhas, foi impossível evitar que um mau pensamento tomasse conta do meu cérebro. Aqueles prédios todos, coladinhoas nas asas do avião, correndo ali na janela...assustador demais! A gente tem a clara impressão de que qualquer centímetro a mais nas contas do piloto, tudo vai pro espaço!
Imagino o susto desse pessoal ontem! Não gostaria de estar no lugar deles...
E, cá entre nós, deve ter dado muita vontade de xingar quem teve a idéia de plantar um aeroporto desse tamanho, com tanto tráfego, no coração da cidade, né não?

22.3.06

Bela frase de Eduardo Galeano

"Caminho dez passos e o horizonte fica dez passos mais longe. Por muito que eu caminhe, nunca a alcançarei. Para que serve a utopia ? Serve para isto: para caminhar.”
Engraçado...eu gravei um off (locução) dessa frase para o Salto há umas duas semanas. Na hora, não saquei a profundidade e a beleza do que está dito nela. Hoje, vendo o VT, vi como ficou bonito. Não pela minha voz, não pela música; principalmente pelo belo texto e pelas imagens - alguém caminhando na praia, close nos pés e nas marcas deixadas na areia...
Achei curioso porque essa frase traz a mesma idéia de um recente texto meu, publicado aqui há alguns dias: o importante não é chegar, é insistir na caminhada.
Pra quem não conhece o autor da frase, aqui vai um link sobre ele.
[]s!

Tempo, tempo, tempo, tempo


Quando pequenos, soa como chumbo. Pesa, arrasta-se. Parecemos sempre adiantados, correndo na dianteira. Até que um dia, ele assume a pole. Sim, ele passa a nossa frente! Uma vez crescidos, tem um quê de algodão; é leve, voa. Faz volume, vê-se de longe que ele passou. Pistas, muitas. Estão nas marcas em nosso corpo; nas cicatrizes em nossa alma; nas feridas abertas - ou não - em nossos corações. Também estão nas risadas divertidas e nos abraços apertados que demos e levamos enquanto ele corria, apressado. Ele sempre vence a corrida. E nós, competidores incansáveis, lutamos sempre pra que ele não nos deixe perdidos em alguma curva. Mas, vira e mexe, a gente se descobre ali, andando bem devagarzinho, na volta da saudade...
Ontem, numa visita à faculdade, foi a minha vez de andar bem devagar na volta da saudade.

Just a sweet dream?

Aquela imagem era surpreendente demais para ser verdadeira. Todos ali, reunidos, rindo e jogando conversa fora. Não era assim que tinha imaginado um eventual encontro com aquelas pessoas. Não naquelas circunstâncias! Menos simpáticos que elas, só mesmo os habitantes do canil. Agitados, rangiam os dentes, ameaçavam morder. Não pareciam em nada com a cachorrinha simpática que servira de modelo para que sua mente criasse outros, em seu sonho. A salvação para as ameaças dos cães sonhados veio da mão amiga, carinhosa - como gostava de definir- sempre por perto. Depois, abraço; proteção. E tudo parecia tão bom, tão surpreendentemente bom, que acordou achando graça. Ao longo de todo o dia, sorrisos não faltavam enquanto os flashes de sua viagem durante o sono passavam por sua cabeça. Mais tarde, ligou pra contar...