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24.8.08

Da série: Pequim é aqui! 16

A prata em Pequim não diminui o talento, o valor e a importância da seleção masculina de vôlei do Brasil...


O vôlei é o esporte que mais gosto de ver. É o que acho mais dinâmico, mais equilibrado.
Pra mim, a seleção masculina de vôlei é um grupo que já entrou pra história, tanto pela quantidade de títulos conquistados quanto pela garra e pela força exibidas a cada partida, a cada uma das muitas vitórias. E nas poucas derrotas, como a de hoje.
A pior coisa que pode existir é um time perder com apatia, conformado com a sina da derrota. E isso - que anda sobrando no futebol - eu não vi na seleção de vôlei. Por isso, essa prata é, sim, motivo de orgulho para todos os fãs do esporte. Para os fãs de caras como o Giba, no topo do mundo do vôlei e, ainda assim, um leão na quadra. Para os fãs do Gustavo, dando o sangue pelo Brasil até o último segundo defendendo as cores da nação. Para os fãs de Marcelinho, que segurou uma bruta responsabilidade ao virar o levantador titular de uma equipe que tinha o melhor levantador do mundo. E para todos os fãs de todos os sensacionais atletas que subiram ao pódio para ganhar uma prata com a qual ninguém havia sonhado.
Guerreiros, saíram da batalha contra os EUA com o gostinho amargo da vitória. Mas, ainda assim, vitoriosos e altivos, como quem já viu muitos adversários se renderem ao nosso vôlei arrasador.

Mais m3rd4 pra adubar a vida...

E Galvão segue firme..
A televisão chinesa mostra duas jogadoras da seleção feminina, campeãs, ele dispara: "Elas estão torcendo, mas como quem já sente que o jogo tá indo embora..."
A seleção dos EUA erra o saque. O tom muda: "Dá uma sobrevida à seleção brasileira..."
O jogo segue. E, a uma certa altura, o locutor se refere a um craque do time adversário: "Ele é imarcável!"
Poucos minutos depois, a realidade é implacável: a seleção brasileira perde o ouro para os EUA, com méritos para a seleção campeã. Na quadra, um repórter da Globo tenta entrevista com Giba. O atleta se nega a conversar com a reportagem. E Galvão, num minuto dono da razão, condena: "É preciso falar também quando se perde".
Sim, Galvão! É preciso falar também quando se perde. Mas também é preciso saber quando é melhor não falar nada. E essa lição, talvez, Giba tenha te dado hoje...

2.7.08

Torcida desbocada em noite de gala...

Globo. Final da Libertadores. Fluminense faz o terceiro gol contra a LDU e a torcida tricolor explode de alegria. Passados os instantes iniciais, a turma do pó-de-arroz começa a entoar o clássico: "Ê-ê-ê-Ê-ê-ê-Ê-ê bota pra f#%er!"
O áudio chega com uma nitidez impressionante à casa do telespectador. E, fino como ele só, o narrador, Luís Roberto, dispara: "É o Maracanã em noite de gala!"...

27.6.08

Sobre a frieza de Roberto Justus...

Nunca tinha visto um único episódio de "O Aprendiz", em nenhuma das cinco temporadas. Mas zapeando agorinha, vi justamente os momentos finais da atual etapa do reality show da Rede Record. E fiquei impressionado com a precisão, a frieza (nesse caso, um elogio) e o absoluto domínio de cena demonstrado por Roberto Justus no comando da atração.
Sempre tive uma implicância com a figura do publicitário, mas Justus se sai bem no papel de homem durão que, no caso da temporada recém-terminada, deve escolher um sócio para um futuro empreendimento. E detalhe: ele se sai bem no improviso, ao natural. Na hora de ler o tele-prompter, a coisa engessa um bocado...
Enfim, fiquei com a clara sensação de que "O Aprendiz" pode ser, sim, um bom programa.