Falamos de uma viagem recente dela, de sua família, da violência no Rio. Também combinamos uma ida a algum barzinho da Lapa. Enfim, coisas que as pessoas amigas falam quando se encontram. Quando a dor começou a me incomodar de verdade, fechei os olhos e fiquei na minha, naquele estágio de sonolência leve que, no meu caso, precede o mais pesado dos sonos.
Aí, alguém me cutuca. Um jornalzinho de papel é posto em meu colo. Olho e vejo algo em que não poderia acreditar: um jornal-panfleto de uma candidata à deputada federal! E ELA ESTAVA NA VAN, NO BANCO DE TRÁS!!!
Quando ouvi isso, fiz toda a questão do mundo de dobrar o jornal-panfleto com nenhum carinho e jogar no saco de lixo da van. Olhei pra minha amiga, minha amiga me olhou. Em nossos olhares, muitas perguntas...
Será que a candidata acha que a vida sexual do brasileiro não vai bem? Será que ela acha que esse é um dos problemas mais sérios do país? Será que ela acha que vai ganhar a eleição com esse projeto? Será que tem mesmo tanto homem impotente assim no Rio de Janeiro? Será? Será? Será?














